sábado, 11 de março de 2017

Comportamento: Discriminação na universidade



















UNIÃO Acima, da esq. para a dir., Gabriel Gomes, Michelle Egito, Adailton Ramalho, Mirela Cavalcante e Lucas Clementino formam um coletivo que denuncia atos de discriminação. foto:reprodução


Em uma das quadras da Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma aluna bolsista de 17 anos do curso de administração ouviu, na sexta-feira 3, gritos de ofensa contra ela de uma pessoa ainda não identificada. “Negrinha, aqui, não”, dispararam durante um campeonato da instituição. Estudante de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Lucas Clementino, de 19 anos, escutou de um professor em sala de aula: “Alunos que não têm dinheiro deveriam abandonar o curso.” 

Outra jovem, de 24 anos, que prefere não se identificar, do curso de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, foi alvo de comentários racistas por parte de um professor. “Pedi para ele me incluir em um grupo de trabalho e ele disparou ‘poderia ter te colocado em frente à sala e te vendido, como faziam com os escravos’”, lembra. “Ninguém deu risada, ficou um clima de constrangimento e eu senti medo de dizer qualquer coisa.” Amanda Domingues, de 19 anos, cursa cinema na PUC e, para chegar à faculdade precisa pegar trem, dois ônibus e metrô. “Disseram que eu seria excluída da turma por morar muito longe.” 

João Victor dos Santos, de 22 anos, estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo assistiu a um professor defender na sala de aula que alunos negros e pobres rebaixavam a qualidade de suas aulas. Jovens como esses, bolsistas de instituições de ensino superior, têm sido alvo constante de discriminação, não apenas de colegas, mas de professores, em um ambiente que, em tese, deveria primar pela diversidade. “São casos ainda mais graves porque atingem uma esfera de hierarquia em que o aluno se sente coagido a manter o silencio”, diz Clementino.

Essa matéria  com o título: 
Discriminação na universidade está na edição online nº 2465 da revista ISTOÉ do dia 10/03/17, assinada pela jornalista Fabíola Perez. Vale a pena ler a matéria completa no link abaixo:


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