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terça-feira, 9 de abril de 2019

Nos EUA: 'É a crônica de uma morte anunciada', diz Mourão sobre saída de Vélez

'É a crônica de uma morte anunciada', diz Mourão sobre saída de ministro da Educação
Foto: Romério Cunha/VPR
O vice-presidente Hamilton Mourão classificou a saída de Ricardo Vélez Rodríguez  como a "crônica de uma morte anunciada". O titular do Ministério da Educação teve sua exoneração anunciada nesta segunda-feira (8). Ele será substituído por Abraham Weintraub.

"É a crônica de uma morte anunciada", disse o vice-presidente. "O presidente deu tempo para ele [Vélez] tentar se ajustar, mas ele não conseguiu. Então teve que trocar o ministro", declarou Mourão durante agenda oficial em Washington, nos Estados Unidos. Informações do BN.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Previdência: Maia diz que continua apoiando, mas não fará articulação política

Maia segue apoiando a reforma da Previdência –mas nega ser articulador
foto:reprodução
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou estar chateado com o presidente Jair Bolsonaro devido às farpas públicas que trocaram em março. “De jeito nenhum, facilita minha vida”, afirmou durante o debate debate “E Agora, Brasil?” promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico nesta 2ª feira (8.abr.2019), no B Hotel, em Brasília (DF).
“Eu imaginava que a gente pudesse ter 1 governo de coalizão, ele discorda. Eu só não vou ficar no meio. […] Eu não vou ser mulher de malandro, ficar apanhando e achar bom”, declarou o deputado ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia), que também participado evento.
O demista diz que segue apoiando a reforma da Previdência, mas não atuará como articulador político. “Continuo defendendo a matéria em qualquer ambiente que eu possa fazê-lo. Agora, eu não tenho mais as condições que eu tinha até 1 mês atrás de ser 1 articulador político, isso eu não posso. Se o governo quer votar em 15 de junho, a pauta tá dada. Se o governo vai ganhar, você pergunta pro ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil], afirmou.
“Tô mais fechado porque acho que me colocaram nesse papel. […] A forma que eu entendi que o governo queria trabalhar de forma harmônica comigo é no meu papel institucional e nos ambientes que eu posso continuar ajudando. Agora, eu não falo mais de prazo, não falo mais de voto, aliás, falar de prazo e de voto, pela minha experiência, atrapalha o governo”, completou.
Maia disse também que quando o governo quiser colocar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Previdência em votação, o fará. Mas afirmou também que considera mais interessante a economia prevista do que o prazo.
“A data é irrelevante se é 1 mês antes ou 1 mês depois, o importante é a economia. Se ela vai ser votada em junho, em julho ou em maio, pra mim é irrelevante, o importante é conseguir o trilhão”, declarou em referência à economia de R$ 1 trilhão visada pelo ministro Guedes em 10 anos.
fonte:Poder360/reprodução 08/04/19 -21:13min.

Na Unifacs: Pais de alunos de Medicina buscam alternativas de financiamento para mensalidades altas


Pais de alunos de Medicina da Unifacs buscam financiamento para mensalidades altas

foto:Victor Nadal/reprodução BN
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias



O vestibular para Medicina sempre foi o mais concorrido nas universidades públicas. Ao mesmo tempo, o curso costuma ter as mensalidades mais caras nas instituições privadas. Sendo assim, aqueles que não garantem uma colocação boa o suficiente para cursar a graduação gratuita, precisam desembolsar de R$ R$ 4.822,00 a R$ 12 mil por mês, se quiserem estudar em Salvador, para persistirem no sonho de ser bacharel em Medicina.

Esse é o caso dos alunos da Universidade Salvador (Unifacs), que atualmente cobra R$ 8.801,03 mil mensais.

Diante do custo alto, um grupo de pais e mães decidiu se unir no final do ano passado para buscar formas de minimizar essa conta. Formada por iniciativa do engenheiro químico Francisco Bacelar, a Associação de Pais e Estudantes da Unifacs saltou de quatro pais em dezembro de 2018 para 112 filiados em abril de 2019.

O grupo, então, tem procurado a universidade para propor novas formas de financiamento, seja com descontos ou aumento das parcelas, por exemplo, mas ainda não obteve retorno. "Nós não queremos ser inadimplentes, mas queremos encontrar uma forma pra viabilizar financeiramente essa situação. Então, nós levamos várias propostas: abrir uma linha de financiamento, por exemplo. O que nós não podemos é pagar nesse prazo de seis anos com o valor que está sendo posto e com os reajustes que vão sendo aplicados ao longo do curso", critica Bacelar, que afirma ter financiado um imóvel para garantir o pagamento da mensalidade do filho, que está no terceiro semestre da graduação.

De acordo com ele, a Unifacs utiliza o curso de Medicina para financiar todas as outras graduações, sob o argumento de que a instituição foi equipada com materiais e laboratórios específicos para receber as turmas de Medicina.
Campus Professor Barros, onde ocorrem as aulas de Medicina, no bairro do Imbuí

Procurada pelo Bahia Notícias, a universidade não prestou esclarecimentos sobre isso, mas disse que tem mantido uma "comunicação estreita com esse grupo de pais e se sensibiliza com as questões apresentadas".

No entanto, a impressão do outro lado é diferente. Bacelar reconhece que a associação é bem recebida pela universidade, mas afirma que os diálogos não avançam.

Diante disso, antes mesmo de ter a associação formalizada, eles já buscavam outras alternativas. Em dezembro, Bacelar escreveu uma carta ao então presidente Michel Temer (MDB), esclarecendo sua situação financeira e pedindo uma reavaliação sobre a abrangência do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) – atualmente, o programa é voltado para estudantes cuja renda familiar bruta seja de até três salários mínimos por pessoa.

"O que foi feito nos últimos 14, 15 anos foi leilão de dinheiro público. Ou seja, abriu-se universidade daqui até o extremo norte, daqui até o extremo sul e todo mundo que tivesse uma universidade era só botar gente pra dentro e o próprio dono ia fazendo o cadastro no Fies. 

Isso inviabilizou praticamente toda a boa intenção de financiamento público da Educação. Com a ascensão de Michel Temer, ele cortou de vez todo tipo de financiamento público e deixou uma parcela. Ou seja, você fazer promoção social com inclusão é bom, só que você não pode virar as costas pra todo mundo", critica o engenheiro. Segundo ele, a Presidência República o encaminhou para um setor específico no Ministério da Educação, mas nenhuma solução foi apontada.

Em situação semelhante à de Bacelar, a auditora Claudine Badaró ocupa o posto de secretária na associação.

Para ela, com o sistema de cotas no ensino público e as altas mensalidades no ensino privado, se criou um grupo de excluídos na classe média. "Hoje nós somos os excluídos porque tem cota – não sou contra, acho que realmente tem que ter –, mas assim, nós temos um salário que não é ruim, mas não temos condições porque pra você tirar R$ 9 milhões, R$ 10 milhões pra pagar uma faculdade, você tem que ter um salário muito bom", ressalta. 

Ela também é mãe de um aluno no terceiro semestre.

Todavia, os esforços não foram suficientes para sensibilizar o Poder Público e o grupo agora tem saído em busca de instituições privadas, como o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) e o Banco do Nordeste. “Porém, nada disso vai frutificar se a própria universidade não abrir as portas pra sentar e conversar”, cobra Bacelar.

Em nota enviada ao site, a universidade afirma que tem, sim, buscado alternativas de financiamento com instituições financeiras privadas. “A Unifacs reforça que mantém abertos os canais de comunicação com seus estudantes e reafirma seu compromisso com o alunado, sempre primando pela qualidade do curso de Medicina, pautada na legalidade, na transparência e no respeito a toda comunidade”, diz o texto. Na mensagem, a instituição diz ainda que trabalha para preservar a qualidade das suas atividades e cursos, visando os melhores benefícios para os alunos e a sociedade.

fonte:BN/reprodução

Rio: Jornalista é ameaçado de morte após reportagem de carro fuzilado pelo Exército

[Jornalista da Globo é ameaçado de morte após reportagem de carro fuzilado pelo Exército no Rio]
foto:reprodução
Após reportagem exibida no 'Fantástico', sobre o fuzilamento de um carro no Rio de Janeiro por militares do Exército, o jornalista Carlos de Lannoy foi ameaçado de morte. O caso resultou na morte do motorista, identificado como Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos.
No Instagram do repórter, um internauta escreveu: "Se você escolher falar merda e defender bandido é escolha sua. Seu merda! Se for errado paga com a vida! Mexeu com o exército, assinou sua sentença! Sua família vai pagar! Aguarde as cartas".
"Você vai responder por essa ameaça. O que você fez não é apenas uma afirmação vergonhosa, infeliz e lamentável, mas um crime previsto em lei. Aguarde", respondeu o jornalista nos comentários. Carlos ainda usou o Twitter para se manifestar: "Minutos depois de fazer reportagem no "Show da Vida" sobre mais uma morte em blitz do exército, recebi essa ameaça no meu Instagram. Não ficará assim".

Minutos depois de fazer reportagem no sobre mais uma morte em blitz do @exercitooficial recebi essa ameaça no meu Instagram. Não ficará assim.
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Em nota, o exército disse que uma patrulha teria de deparado com um assalto e que "dois criminosos, que estavam a bordo de um veículo, atiraram contra os militares, que por sua vez responderam".

fonte:Bnews/reprodução

Bolsonaro anuncia economista Abraham Weintraub como novo ministro da Educação

Foto: Marcos Corrêa/PR
Abraham Weintraub foi anunciado como o novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Facebook
Abraham Weintraub, o novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Facebook

Abraham Weintraub é o novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro. Ele foi anunciado nesta segunda (8) após a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez.
Weintraub assume o Ministério da Educação (MEC) após a gestão de Vélez ser marcada por diversas controvérsias e recuos. Houve ao menos 14 trocas em cargos importantes no Ministério da Educação, editais publicados com incongruências, que depois foram anulados, além de frases polêmicas de Vélez, que levaram a críticas.
O novo ministro atuava como secretário-executivo da Casa Civil, cargo considerado o "número 2" da pasta de Onyx Lorenzoni.
Weintraub atuou na equipe do governo de transição. Junto com o irmão, Arthur Weintraub, foi responsável pela área de Previdência no período. Os dois foram indicados a Bolsonaro por Lorenzoni.
O ministro da Casa Civil conheceu os irmãos Weintraub em um seminário internacional sobre Previdência realizado, em 2017, no Congresso Nacional.
Abraham Weintraub é formado em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo (1994) e é mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atuou no mercado financeiro por mais de 20 anos. Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.
fonte:G1.com c/reprodução

Rio: ‘Tudo indica’ que Exército fuzilou carro por engano, diz delegado

O carro em que Evaldo ia com a família para 1 chá de bebê foi metralhado pelo Exército
foto:reprodução
O delegado Leonardo Salgado, da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, disse no domingo (7.abr.2019) que “tudo indica” que militares do Exército que mataram Evaldo dos Santos Rosa, 51 anos, atiraram por confundirem o carro da família com o de assaltantes.
A operação aconteceu no bairro de Guadalupe, na Zona Oeste do Rio. As informações são da TV Globo.
O carro em que Evaldo ia com a família para 1 chá de bebê foi alvejado com mais de 80 tiros. Os militares confundiram o automóvel branco com  outro veículo da mesma cor, usado por assaltantes, que passou pelo local momentos antes.
Evaldo dos Santos Rosa era músico e segurança. Ele estava no carro com a mulher, o filho de 7 anos, o sogro e uma amiga da família e morreu na hora
© Reprodução Facebook Evaldo dos Santos Rosa era músico e segurança. 

Ele estava no carro com a mulher, o filho de 7 anos, o sogro e uma amiga da família e morreu na hora

No veículo fuzilado também estavam o sogro de Evaldo, Sérgio, que foi baleado nos glúteos e encontra-se em quadro estável no hospital. A mulher de Evaldo, o filho de 7 anos e uma amiga também estavam no veículo, mas não se feriram.
Um pedestre que tentou ajudar também ficou ferido. Não há informações sobre seu estado de saúde.

domingo, 7 de abril de 2019

Pela 1ª vez UFRJ indica uma mulher para reitora da instituição

Denise Pires de Carvalho foi eleita para comandar reitoria da UFRJ
foto:© Diogo Vasconcellos Denise Pires de Carvalho foi eleita para comandar reitoria da UFRJ
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) escolheu uma mulher para assumir a reitoria da instituição pela 1ª vez. A biofísica Denise Pires de Carvalho ganhou em 1º turno de duas outras chapas. No total, foram 19.232 votos em urnas eletrônicas e 1.655 votos em cédula de papel. A votação foi realizada entre os dias 2 e 4.
A decisão foi divulgada na manhã deste sábado (6.abr.2019). Mas precisa ser aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro. No dia 30, o Colégio Eleitoral da UFRJ irá  se reunir para formar uma lista tríplice, que deve ser enviada ao Governo Federal para nomeação da Reitoria.
Por tradição, o presidente escolhe o 1º nome da lista, mas não está legalmente obrigado a isso. Para evitar que a vontade dos eleitores seja desrespeitada, as três chapas firmam o compromisso de não apresentar seus nomes ao colégio eleitoral — composto em 70% por professores — caso não sejam escolhidos pela maioria.
Denise foi vitoriosa no 1º turno. Na checagem, os votos são divididos percentualmente entre professores, técnicos e alunos de forma que cada segmento fique com 1/3.
A chapa de Denise teve 24,66% dos votos, o equivalente a mais do que a soma de seus concorrentes. O 2º turno não foi realizado por apenas 0,9% dos votos. A pesquisa registrou 121 votos brancos (0,41%) e 233 nulos (0,82%).
Candidaturas à Reitoria e Vice-Reitoria da UFRJ deverão formalizar pedido de inscrição para o quadriênio 2019-2023 na Secretaria dos Órgãos Colegiados, nos dias 24 e 25 de abril, das 9h às 17h.
“Não existe vinculação formal entre a pesquisa e a escolha do Colégio Eleitoral. No entanto, seguindo longa tradição democrática, os conselheiros desse colégio, especialmente formado para o processo, costumam levar em conta a vontade popular expressa na pesquisa”, disse a UFRJ, em texto divulgado neste sábado.
fonte:Poder 360/reprodução

Nos EUA: Mourão diz que Bolsonaro sabe que precisa evitar polarização

BOSTON - Em evento privado em Boston, nos Estados Unidos, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro está ciente de que é preciso deixar de lado discursos extremados e polarizados. Segundo três fontes presentes no encontro, Mourão defendeu que o governo não caia em tentativas de polarização pela oposição.
Confrontado por presentes no encontro se não era o próprio presidente quem adotava uma retórica polarizada, Mourão disse que Bolsonaro foi aconselhado por seu entorno a deixar de governar para poucos e a tendência atual é de que isso aconteça.
Outro tema do encontro foi a crise na Venezuela. Mourão foi crítico à insistência dos Estados Unidos pela entrada de ajuda humanitária no país vizinho. Os EUA e a comunidade internacional esperavam que a entrada de ajuda humanitária antecipasse o fim do regime de Nicolás Maduro, o que não aconteceu.
O vice-presidente Hamilton Mourão
© FABIO MOTTA / ESTADÃO O vice-presidente Hamilton Mourão

Para Mourão, o processo foi mal gerido e mal executado, segundo fontes presentes no encontro. Os militares rechaçam a possibilidade de qualquer apoio brasileiro a uma eventual decisão dos EUA de intervenção militar na Venezuela. Mourão afirmou aos presentes que o papel do Brasil não é de pressão econômica – algo que, segundo ele, só cabe aos Estados Unidos fazer. Os EUA têm adotado sanções econômicas contra integrantes do governo de Maduro.
Para o vice-presidente, os países da América Latina demoraram demais a forçar pelas vias diplomáticas uma transição democrática na Venezuela. Ele reforçou que o Brasil seguirá na pressão diplomática.
Mourão foi acompanhado no almoço pelo ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Santos Cruz. Ao falar sobre a reforma da Previdência, Santos Cruz afirmou que a bola agora está com o Congresso, segundo as fontes presentes. O governo Bolsonaro vem sendo criticado por não fazer a articulação necessária para reunir os 308 votos suficentes para fazer sair do papel o projeto.
fonte:MSN/Estadão 07/04/19-12:42min.