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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Reforma em sala de Michelle Bolsonaro na Esplanada custa R$ 330 mil


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A sala que a primeira- dama deu essa entrevista a Record passou por reforma -foto:reprodução/yhooo/reprodução

Inaugurada há cerca de um mês, a sala do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, na Esplanada dos Ministérios, consumiu R$ 328,8 mil dos cofres públicos. O local abriga o conselho do programa, presidido pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. 
A informação é da colunista Bela Megale, do jornal O Globo. Segundo a publicação, o valor foi utilizado apenas para “readequar” o ambiente, visto que a mobília utilizada integra o patrimônio da União. De acordo com funcionários do ministério, a primeira-dama não aparece diariamente no espaço. Contudo, vale ressaltar que, por conta do posto que ocupa, ela não pode receber salário. As intervenções no local acontecem em meio a contingenciamentos feitos pelo governo no orçamento federal. 

Fonte: Bahia Notícias/reprodução

No Rio: ‘Não tinha ninguém para dar um tiro?’, diz Bolsonaro sobre morador de rua

foto: reprodução
O presidente Jair Bolsonaro questionou, em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, se não havia ninguém armado para para “dar um tiro” no morador de rua acusado de esfaquear três pessoas na Lagoa, na Zona Sul do Rio, no domingo 28.
Plácido Correa de Moura, de 44 anos, abordou o carro do casal João Feliz de Carvalho Napoli e Caroline Moutinho, que estava parado em um farol, e atingiu as duas pessoas com facadas. O professor de educação física Marcelo Henrique Correa Cisneiros Reis se aproximou para prestar socorro às vítimas e também foi golpeado – e morreu no local. Napoli e Caroline foram levados para um hospital público. Ele não resistiu aos ferimentos e ela foi transferida para o Copa D’Or.
O morador de rua só parou os ataques quando foi atingido na perna por policiais que se deslocaram para a ocorrência. Moura foi levado, sob custódia, para um hospital.
“Um morador esfaqueou, executou, duas pessoas no Rio de Janeiro. Não tinha ninguém armado para dar um tiro nele? Tava drogado o cara? Tá certo. Viciado em drogas. Temos que buscar soluções para as coisas”, disse Bolsonaro, enquanto cortava seu cabelo no gabinete da Presidência da República.
Na mesma transmissão, Bolsonaro voltou a se manifestar sobre a morte de Fernando Santa Cruz – pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz –, desaparecido durante a ditadura militar, quando atuava na Ação Popular Marxista-Leninista (APML), grupo de esquerda que combatia o regime.
De manhã, ele havia dito que “um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”. Após repercussão negativa por parte de entidades de Justiça e direitos humanos e críticas de líderes políticos, entre eles o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro afirmou que os próprios guerrilheiros resolveram “sumir com o pai do Santa Cruz” porque ele comprometeu a segurança do grupo. “Ninguém duvida que havia justiçamentos. O pessoal da própria esquerda, quando desconfiava de alguém, executava”, disse o presidente.
fonte:Veja.com - 29/07/19

Atriz Ruth de Souza deixa um legado enorme para cultura brasileira

[Amigos, familiares e admiradores se despedem da atriz Ruth de Souza]
Ruth foi a 1ª negra a se apresentar no teatro municipal em 1945 - foto:reprodução

Foi aberto ao público às 10h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o velório da atriz Ruth de Souza. Ela morreu neste domingo (28), aos 98 anos, no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, onde estava internada no Centro de Tratamento Intensivo desde a última segunda-feira (22) para tratar de uma pneumonia.
Das 8h às 10h a despedida foi fechada para familiares e amigos mais próximos. Os admiradores tiverem até meio-dia para prestar as últimas homenagens.
Muito emocionado, o ator Milton Gonçalves destacou que o mundo artístico perdeu um talento. “É um até de repente [até logo]. Foi embora um talento, uma amiga, há uma semana estávamos conversando, fazendo espetáculos, participando de festas e vem Deus e leva. Nós somos trabalhadores, damos saltos para as massas. Não é a primeira pessoa que viemos nos despedir aqui neste prédio. É uma dor sempre muito grande. Que Deus a chame com muito afeto”.
Ruth de Souza foi a primeira atriz negra a se apresentar no Theatro Municipal, em maio de 1945, com a companhia Teatro Experimental do Negro, fundada por Abdias Nascimento. Ela foi também a primeira brasileira indicada ao prêmio de melhor atriz em um festival internacional de cinema, com o papel de Sinhá Moça, no Festival de Veneza, em 1954.
O enterro foi realizado às16h30, no Cemitério da Penitência, no Caju, em cerimônia fechada para a família.

fonte:BNews c/adaptações 29/07/19

OAB repudia e Felipe Santa Cruz responde a Bolsonaro: ‘Crueldade’

Felipe Santa Cruz, o novo presidente da OAB (Twitter/Reprodução)
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os representantes de todas as seccionais da entidade nos estados repudiaram a declaração de Jair Bolsonaro (PSL), que, para criticar a entidade, atacou o presidente da OAB Felipe Santa Cruz, cujo pai, Fernando Santa Cruz, desapareceu durante a ditadura que governou país entre 1964 e 1985. A Anistia Internacional também se manifestou em favor do dirigente de classe.
“Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, disse Bolsonaro. Em nota oficial, os advogados prestaram solidariedade a Santa Cruz e todas as famílias de quem foi morto, torturado ou desaparecido ao longo da história, especialmente durante o regime militar.
“Todas as autoridades do País, inclusive o Senhor Presidente da República, devem obediência à Constituição Federal, que instituiu nosso país como Estado Democrático de Direito e tem entre seus fundamentos a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos. O cargo de mandatário da Chefia do Poder Executivo exige que seja exercido com equilíbrio e respeito aos valores constitucionais, sendo-lhe vedado atentar contra os direitos humanos, entre os quais os direitos políticos, individuais e sociais, bem assim contra o cumprimento das leis”, diz a nota.
Felipe Santa Cruz também manifestou-se em nota pessoal, encaminhada a amigos por sua conta no WhatsApp. Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro desconhece a diferença entre público e privado e demonstrou, mais uma vez, “crueldade” e  “falta de empatia”.
Em seu texto, o presidente da OAB — que tinha menos de dois anos quando o pai foi detido — classificou de “inqualificáveis” as declarações de Bolsonaro:  “É de se estranhar tal comportamento em um homem que se diz cristão. Lamentavelmente, temos um presidente que trata a perda de um pai como se fosse assunto corriqueiro — e debocha do assassinato de um jovem aos 26 anos”, escreveu.
Integrantes da organização APML, Ação Popular Marxista Leninista, Fernando e seu amigo Eduardo Collier Filho foram presos em 1974 por agentes da ditadura militar e nunca mais foram vistos — são considerados desaparecidos. Santa Cruz ressalta que sua avó morreu recentemente, aos 105 anos, sem saber como o filho foi assassinado. “Se o presidente sabe, por “vivência”, tanto sobre o presente caso quanto com relação aos de todos os demais ‘desaparecidos’, nossas famílias querem saber”, disse.
Segundo documentado pela Comissão Nacional da Verdade, Fernando não participou da luta armada. Em 2012, no livro Memórias de uma Guerra Suja, o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra diz que o corpo foi incinerado no forno de uma usina de açúcar em Campos (RJ).
Além de repudiar a fala de Bolsonaro, o Instituto dos Advogados Brasileiros cobrou uma atitude do Ministério Público Federal. “Além da postura incompatível com o exercício do cargo de chefe de Estado, o presidente da República vem a público dizer que supõe ter conhecimento de fatos criminosos ocorridos, o que está por merecer esclarecimentos ao Ministério Público Federal que não pode, em nome do estado de direito, ignorar tal pronunciamento.”
“Ainda que o presidente da República insista em alimentar a violência e ignorar os princípios republicanos de observância dos direitos da pessoa humana, desdenhando das atrocidades cometidas por conta da política fascista de segurança nacional perpetrada na ditadura militar, é inaceitável a agressão de índole pessoal ao presidente da OAB. A perda do pai em circunstâncias até hoje obscuras – mas que o presidente da República diz conhecer – deveria ser objeto de manifestação de respeito ao ser humano, ao cidadão Felipe Santa Cruz”, diz a entidade, em nota assinada por sua presidente, Rita Cortez.

Repercussão

A declaração de Bolsonaro repercutiu para além da advocacia. A Anistia Internacional, por meio de sua diretora-executiva Jurema Werneck, também condenou a fala do presidente: “É terrível que o filho de um desaparecido pelo Regime Militar tenha que ouvir do presidente do Brasil, que deveria ser o defensor máximo do respeito e da justiça no país, declarações tão duras. O Brasil deve assumir sua responsabilidade, e adotar todas as medidas necessárias para que casos como esses sejam levados à justiça. O direito à memória, justiça, verdade e reparação das vitimas, sobreviventes e suas famílias deve ser defendido e promovido pelo Estado Brasileiro e seus representantes”.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) cobrou um posicionamento do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público Federal e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. “Não é momento para silêncio nem covardia”, escreveu em sua conta no Twitter. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) também solidarizou-se com Santa Cruz: “O terrível assassinato do pai de uma pessoa não deve servir de arma para politicagem. Quando o infrator da regra civilizacional básica é o presidente da República, mais grave é o fato. Nunca no Brasil se viu coisa igual”. 
O governador paulista João Doria (PSDB) considerou a manifestação de Bolsonaro “inaceitável”. “Não posso silenciar diante desse fato. Eu sou filho de um deputado cassado pelo golpe de 1964. Eu vivi o exílio com meu pai, que perdeu quase tudo na vida em 10 anos de exílio pela ditadura militar. É inaceitável que um presidente da República se manifeste da forma que se manifestou em relação ao pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Foi uma declaração infeliz.”

TJ-BA confirma desativação de 16 comarcas no interior; veja cidades


Gov. Mangabeira será uma das cidades - foto:Bahia na política/reprodução/google
Por 43 votos a 11, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu pela desativação de 16 comarcas judiciais. A maioria dos desembargadores seguiu o voto do relator, que pediu a desativação das unidades de Antas, Cipó, Governador Mangabeira, Ibirataia, Igaporã, Itabela, Itajibá, Itaúna, Laje, Maragogipe, Pindobaçu, Presidente Jânio Quadros, Sapeaçu, Tanhaçu e Taperoá
A comarca de São Félix também será desativada, mas apenas após a promoção e remoção dos magistrados titulares. Durante a discussão, o desembargador Sergio Cafezeiro apresentou seu voto-vista questionando os critérios adotados para sugerir a desativação das comarcas. Roberto Frank disse que o voto do relator Abelardo da Matta é sobre novos processos que entraram, mas que quase todas as comarcas são superávitarias. Porém o presidente do TJ-BA, Gesivaldo Britto, alegou que a proposta não levou em conta o superávit das comarcas, e sim critérios técnicos definidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Aberlado da Matta defendeu que seu voto não tinha "nenhuma vírgula da opinião dele", e que o critério de arrecadação não condiz com "a realidade de hoje e de amanhã". Segundo ele, com os cartórios extrajudiciais privatizados, a arrecadação cai em 50%.
O relator citou ainda a decisão do conselheiro Valtércio Ronaldo de Oliveira, que avaliou o pedido de providência de um advogado baiano para que as comarcas não fossem desativadas. "A partir dos estudos realizados pelo tribunal, as 19 comarcas estão abaixo do número paradigma indicativo, portanto sujeitas a desativação", diz um trecho da decisão. "Os tribunais devem adotar providências necessárias para extinção, transformação ou transferência de unidades judiciárias e/ou comarcas com distribuição processual inferior a 50% da média de casos novos por magistrado do respectivo magistrado no último triênio", adiciona Valtércio, defendendo que se trata de um critério objetivo referente aos processos novos. 
fonte:Acorda Cidade c/adaptações

Em Terra indígena: Bolsonaro volta afirmar que vai legalizar garimpo e diz que "não há indício forte" da morte de cacique

© Foto: Apu Gomes/AFP/Getty/reprodução
O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que pretende legalizar o garimpo no País, o que inclui a liberação da atividade em terras indígenas. A declaração ocorre após indígenas relatarem invasão de garimpeiros em reserva da etnia Waiãpi, no Amapá.
"Usam o índio como massa de manobra, para demarcar cada vez mais terras, dizer que estão sendo maltratados. Esse caso agora aqui... Não tem nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado lá. Chegaram várias possibilidades, a PF (Polícia Federal) está lá, quem nós pudemos mandar já mandamos. Buscarei desvendar o caso e mostrar a verdade sobre isso aí", disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada.

Bolsonaro questionou o fato de que as terras indígenas demarcadas no Brasil ficam em áreas "riquíssimas". Ele também disse que Organizações Não Governamentais (ONGs) estrangeiras são contra a exploração de garimpo nessas propriedades porque querem que os índios continuem "presos num zoológico animal" e querem "ter para si a soberania da Amazônia".
"Esses territórios que estão nas mãos dos índios, mais de 90% nem sabem o que tem lá e mais cedo ou mais tarde vão se transformar em outros países. Está na cara que isso vai acontecer, a terra é riquíssima. Por que não legalizaram indígena em cima de terra pobre? Não existe. Há um interesse enorme de outros países de ganhar, de ter para si a soberania da Amazônia", disse o presidente.
Ele falou, ainda, que índio não faz lobby e não tem dinheiro. Na sequência, indagou: "Qual poder eles têm para demarcar uma terra deste tamanho? Poder de fora, será que não consegue enxergar isso? São milhares de ONG's na Amazônia", declarou. Bolsonaro citou como exemplo a terra indígena Yanomami, homologada pelo ex-presidente Fernando Collor.
A suposta invasão de garimpeiros em terras indígenas da etnia Waiãpi no Amapá e a morte de um cacique estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.
De acordo com a equipe da Funai na região, a invasão teria começado na última terça, 23, quando foi confirmada a morte do cacique, encontrado com sinais de facada dentro de um rio na região. Segundo relatos, o grupo de cerca de 15 invasores estava armado e ocupou as imediações da aldeia Yvytotõ. Os moradores da região tiveram que se abrigar em outra aldeia vizinha, chamada Mariry. Também há relatos de ameaças contra outros moradores nos últimos dias, ouvidos pelo 
fonte: Broadcast/Estadão

"Quem é essa OAB"? Diz Bolsonaro ao respponder presidente nacional da ordem

[Bolsonaro: 'Se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto']
'Se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto'-foto: Antônio Cruz/reprodução

Ao reclamar sobre a atuação da OAB na investigação do caso de Adélio Bispo, autor do atentado à faca do qual foi alvo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que poderia explicar ao presidente do órgão, Felipe Santa Cruz, como o pai dele desapareceu durante a ditadura militar.
"Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele."
"Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro", disse o presidente. 
Felipe é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974, depois de ter sido preso junto de um amigo chamado Eduardo Collier por agentes do DOI-CODI, no Rio de Janeiro.
Fernando era estudante de direito e funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica em São Paulo e integrante da Ação Popular Marxista-Leninista. Felipe tinha 2 anos quando o pai desapareceu. 
No relatório da Comissão da Verdade, responsável por investigar casos de mortos e desaparecidos na ditadura, não há registro de que Fernando tenha participado de luta armada.
O documento, inclusive, ressalta que Fernando à época do seu desaparecimento "tinha emprego e endereço fixos e, portanto, não estava clandestino ou foragido dos órgãos de segurança". 
Ainda sobre o caso de Adélio, Bolsonaro disse que ele "se deu mal".
"Adélio se deu mal. Eu não recorri porque se recorresse ele seria julgado não por homicídio, mas tentativa de homicídio, em um ano e meio ou dois estaria na rua. Como não recorri, agora é maluco o resto da vida. Vai ficar num manicômio judicial, é uma prisão perpétua. Já fiquei sabendo que está aloprando por lá. Abre a boca, pô", afirmou.
Sem manifestações de Bolsonaro e do Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais, a 3ª Vara Federal de Juiz de Fora encerrou o caso.
​Bolsonaro foi intimado no dia 28 de junho sobre a decisão e não recorreu. O MPF, no dia 17 daquele mês. O prazo para recursos se esgotou em 12 de julho.
Felipe é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974, depois de ter sido preso junto de um amigo chamado Eduardo Collier por agentes do DOI-CODI, no Rio de Janeiro.
Fernando era estudante de direito e funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica em São Paulo e integrante da Ação Popular Marxista-Leninista. Felipe tinha 2 anos quando o pai desapareceu. 
No relatório da Comissão da Verdade, responsável por investigar casos de mortos e desaparecidos na ditadura, não há registro de que Fernando tenha participado de luta armada.
O documento, inclusive, ressalta que Fernando à época do seu desaparecimento "tinha emprego e endereço fixos e, portanto, não estava clandestino ou foragido dos órgãos de segurança". 
Ainda sobre o caso de Adélio, Bolsonaro disse que ele "se deu mal".
"Adélio se deu mal. Eu não recorri porque se recorresse ele seria julgado não por homicídio, mas tentativa de homicídio, em um ano e meio ou dois estaria na rua. Como não recorri, agora é maluco o resto da vida. Vai ficar num manicômio judicial, é uma prisão perpétua. Já fiquei sabendo que está aloprando por lá. Abre a boca, pô", afirmou.
Sem manifestações de Bolsonaro e do Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais, a 3ª Vara Federal de Juiz de Fora encerrou o caso.
​Bolsonaro foi intimado no dia 28 de junho sobre a decisão e não recorreu. O MPF, no dia 17 daquele mês. O prazo para recursos se esgotou em 12 de julho.

fonte: Folhapress - 29/07/19 - 12h:22min.
 

The Intercept: Moro achava fraca delação de Palocci que divulgou às vésperas de eleição

The Intercept: Moro achava fraca delação de Palocci que divulgou às vésperas de eleição
Foto: Alan Santos/PR/reprodução
O ministro da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sergio Moro, tinha dúvidas sobre as provas apresentadas pelo ex-ministro Antonio Palocci na delação premiada, mas achava a colaboração relevante mesmo assim por representar uma quebra dos vínculos que uniam os petistas desde o início das investigações, segundo mostram os novos diálogos obtidos pelo The Intercept Brasil e divulgados pelo jornal Folha de São Paulo.

"Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista", disse o procurador Paulo Roberto Galvão em grupo do Telegram com colegas. "Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele", acrescentou a procuradora Laura Tessler. "O melhor é que [Palocci] fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja", disse Antônio Carlos Welter.

Russo é o apelido de Moro usado por procuradores.Palocci fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em março do ano passado. Segundo a Folha, os procuradores cogitaram pedir a anulação do acordo de Palocci com a PF.

Em nota,o Ministério da Justiça e a força-tarefa à frente da Operação Lava Jato em Curitiba defenderam a validade da delação do ex-ministro Antonio Palocci e colocaram em dúvida a autenticidade do material. Também observam que o acordo de Palocci com a Polícia Federal foi homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).Informações do Bahia notícias.