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domingo, 28 de junho de 2020

Em Phoenix: No comício numa mega igreja, Trump chama covid-19 de ' Kung flu'

Jovens republicanos aplaudiram quando o presidente Donald Trump chegou para um comício na Igreja Dream City, em Phoenix, no Arizona, na terça-feira.
foto:reprodução
VENDO DE CASA, no início era difícil dizer qual foi o momento mais feio do comício de Donald Trump em uma mega-igreja de Phoenix, na terça. Foi quando o presidente dos Estados Unidos repetiu uma piada racista que contou no fim de semana em Tulsa, chamando a covid-19, que surgiu na China no ano passado, de “Kung Flu”? Ou foi quando, logo em seguida, milhares de seus apoiadores jovens começaram a aplaudir?
A tentativa do presidente de desviar a atenção de sua péssima resposta à pandemia, que custou a vida de dezenas de milhares de americanos, incitando um ressentimento racista contra a nação onde o vírus saltou de animais para humanos, é profundamente feia. Como também é feio o fato de que milhares de estudantes republicanos, amontoados dentro da igreja, ignorando o distanciamento social e o uso de máscaras, responderam com aplausos estrondosos.
Mas havia algo ainda mais perturbador no incidente, que não foi imediatamente perceptível na transmissão ao vivo. Um vídeo gravado pelo fotojornalista Nick Oza dentro da Igreja Dream City lotada revelou que Trump e seus fãs haviam compartilhado um momento crescente de ódio antes da piada.
#PresidenteTrump fala aos apoiadores @dreamcitychurch no #ComícioTrumpPhoenix de @realDonaldTrump hoje à tarde. @azcentral @USATODAY @usatodayvideo
Trump começou observando que a doença causadora da pandemia que ele passou os últimos dois meses subestimando é conhecida por uma variedade de nomes confusos. Ele então parou para perguntar aos estudantes ativistas se eles haviam visto seu discurso em Tulsa, onde já havia dito isso. Quando eles vibraram em resposta, Trump começou a listar alguns dos que ele disse serem os “19 ou 20 nomes” da doença, a maioria dos quais se referia de alguma forma às suas origens na China.
Assim que Trump disse: “Wuhan — Wuhan está pegando”, a multidão começou a murmurar de empolgação, claramente prevendo que o presidente estava prestes a repetir a ofensa que seus assessores haviam passado o dia anterior negando ser racista. Quando Trump prolongou a tensão oferecendo “coronavírus” como o próximo nome na lista, uma voz animada depois da outra começou a gritar da multidão: “Kung Flu! Kung Flu! Kung Flu!”.
O presidente completou a sequência dizendo “Kung Flu, sim” e foi respondido por aplausos frenéticos. A filmagem de Oza mostra que vários jovens se levantaram, exultantes e erguendo os punhos no ar, aparentemente emocionados ao ver seu herói transgredir todos os limites da decência bem na frente deles.

Weijia Jiang, correspondente da CBS News na Casa Branca, que relatou em março que um funcionário da Casa Branca fez a mesma piada racista sobre a doença na frente dela, comentou no Twitter que “Trump gostou da resposta” da multidão em Phoenix. “Ele costuma testar seu material nos comícios como um comediante de stand up, e pelo jeito isso fará parte de seu show”, acrescentou.
Depois de um bizarro comentário paralelo, no qual o presidente parecia sugerir que não tinha certeza sobre o que o 19 em Covid-19 significa — “Eu digo, ‘o que é o 19? Covid-19. Algumas pessoas não conseguem explicar o que é o 19…” — (o número se refere a 2019, o ano em que a doença causada pelo novo coronavírus surgiu), Trump voltou à lista de nomes alternativos. “Algumas pessoas chamam de gripe chinesa, gripe da China, certo?”, disse Trump, deixando claro que sua intenção é culpar a China por não conter o vírus que o próprio governo americano praticamente desistiu de controlar.
Como se o espetáculo de um presidente ativamente incitar uma reação racista contra sino-americanos não fosse chocante o suficiente, os nomes alternativos para a doença que ele propôs também foram um tapa na cara de especialistas em saúde pública, que passaram os últimos cinco meses tentando deixar claro para os americanos que essa nova doença mortal, que pode ter efeitos a longo prazo na saúde mesmo para quem sobrevive a ela, não é, como Trump insistiu repetidamente no começo do surto, um simples tipo de gripe.
A tentativa do presidente de fingir que o surto viral foi contido, o que sem dúvida encorajou quase todos os jovens militantes do salão a se amontoar sem máscaras, estendeu-se inclusive ao ponto de dizer que os Estados Unidos, nos últimos dois meses, viveu “esperamos, o fim da pandemia”.

Trump também repetiu sua falsa alegação de que o aumento dos novos casos em estados que pressionaram para reabrir os negócios sem atingir os parâmetros de contenção do vírus definidos pela própria força-tarefa do governo não passava de um ruído estatístico causado pelo aumento na testagem. Enquanto ele dizia isso, alguém na plateia teria gritado: “parem os testes!”
O que tornou esse diálogo acidentalmente revelador é que o membro da plateia, um apoiador do presidente, estava naquele momento arriscando ser infectado por estar em um auditório lotado no qual quase ninguém estava usando uma máscara. Enquanto isso, o próprio Trump, que está protegido do vírus ao obrigar que todos os que interagem com ele façam testes diários, estava a uma distância segura da multidão, sozinho no palco e a mais de três metros de um púlpito separado montado para os demais oradores.
O Pres. Trump fala a estudantes em Phoenix.
Se Trump quiser demonstrar que a testagem, como ele diz, é “superestimada”, e que não há necessidade de os americanos temerem a infecção, ele poderia começar não exigindo mais que qualquer pessoa que se aproxime dele seja testada antes, e voltar a apertar mãos no seu próximo comício.
Tradução: Maurício Brum
24 de Junho de 2020, 18h45

PGR sobe o tom: ‘Lava Jato não é órgão autônomo e distinto do MPF’

Foto: José Cruz/Agência Brasil
foto:José Cruz/ag.Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) subiu o tom contra a força-tarefa da Lava Jato neste domingo (28), ao afirmar que mesmo com os resultados das investigações, a operação “não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição”.
A reação da Procuradoria-geral acontece depois da saída de quatro procuradores, que faziam parte do grupo de trabalho criado para atuar nos processos, numa divergência com a subprocuradora e coordenadora da força-tarefa na PGR, Lindora Araujo.
De acordo com a PGR, estava previsto que os procuradores Hebert Reis Mesquita, Luana Macedo Vargas, Maria Clara Noleto e Victor Riccely deixariam as funções na operação e retornariam para seus órgãos de origem, no dia 30 de junho.
Em nota à imprensa, a procuradoria disse que o número de processos da Lava Jato sob a condução da PGR diminuiu após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu o foro privilegiado e enviou diversos casos para a primeira instância da Justiça. Dessa forma, o trabalho que antes era realizado pelos procuradores, que teriam deixado o cargo por discordâncias, será feito por assessores e membros auxiliares, sem prejuízo às investigações.
Desentendimentos
Essa não é a primeira vez que Lindora entra em rota de colisão com os lavajatistas. Em maio, um integrante da Operação ouvido sob condição de anonimato pelo Congresso em Foco apontou que após ter assumido o cargo de PGR, Augusto Aras mandou, por meio da sub-procuradora, um ofício circular para as procuradorias dos estados para que o mantivesse informado sobre notícias de ilícitos envolvendo governadores. “Isso é óbvio, remeter para lá as notícias. O que aconteceu é que estava proativamente colhendo informações para uma ação específica, algo intencional, planejado, fora do padrão”, disse a fonte na época.
Grande parte dos procuradores da operação discordam da gestão de Aras à frente da PGR. Eles alegam que o procurador blinda o presidente e busca uma vaga no STF.
Aras rebate as críticas de procuradores e ex-procuradores da Força Tarefa da Lava Jato sobre sua atuação à frente da PGR. “Se eu não quisesse investigar, não teria pedido abertura de inquérito. Todas as diligências apontadas pelo ex-ministro como sendo necessárias para elucidar os fatos foram prontamente solicitadas ao Supremo Tribunal Federal e estão sendo acompanhadas pela equipe da PGR”, afirmou.
Confira a íntegra da nota da PGR:
A propósito de notícias sobre o desligamento de quatro procuradores do Grupo de Trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), o órgão esclarece:
Os quatro procuradores integravam a equipe na gestão anterior. Pediram desligamento e foram readmitidos na administração atual, a fim de auxiliar a Coordenação da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Há cerca de um mês, uma das integrantes retornou à unidade onde está lotada e, na sexta-feira (26), outros três se desligaram, antecipando o retorno para as Procuradorias da República nos municípios de origem, o que já estava previsto para ocorrer no próximo dia 30. Os profissionais continuarão prestando valorosos serviços às comunidades para onde retornarão.
Com a redução natural dos trabalhos no grupo da Lava Jato, decorrente de fatores como a restrição do foro por prerrogativa de função determinada pelo STF, a demanda existente continuará a ser atendida por assessores e membros auxiliares remanescentes, sem qualquer prejuízo para as investigações.
A Lava Jato, com êxitos obtidos e reconhecidos pela sociedade, não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição. Para ser órgão legalmente atuante, seria preciso integrar a estrutura e organização institucional estabelecidas na Lei Complementar 75 de 1993. Fora disso, a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento, com riscos ao dever de impessoalidade, e, assim, alheia aos controles e fiscalizações inerentes ao Estado de Direito e à República, com seus sistemas de freios e contrapesos.
A PGR persevera na luta incessante para conduzir o MPF com respeito à Constituição e às leis do país, observando especialmente sua unidade e indivisibilidade, em harmonia com a independência funcional, expressas na norma constitucional de 1988.

fonte:Arivaldo Silva - 28/06/2020 Bahia.Ba.

EUA: Trump divulga vídeo com lema da Supremacia Branca

Trump Twitter - Reprodução - Reprodução
reprodução:Twitter

Confira o a reportagem e o vídeo no link abaixo do site UOL de hoje(28) numa reportagem assinada pela coluna do jornalista Kennedy Alencar.


https://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2020/06/28/opiniao-trump-divulga-video-com-lema-da-supremacia-branca.htm

Mundo: #StopBolsonaro toma conta de ruas e praças em diversos países

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Em Palma de Malorca - Espanha - (Bruno Fernandes/Redes Sociais)
Rede Brasil Atual - Manifestantes de diversos países foram às ruas contra a política de Jair Bolsonaro em relação à covid-19, que já matou mais de 57 mil pessoas no país. A curva de contágio segue ascendente, com mais de 1,3 milhão de infectados pelo novo coronavírus.
Em Brasília, a Praça dos Três Poderes amanheceu repleta de cruzes, para marcar a memória de brasileiros que perderam a vida devido à escolha do governo, de deixar a população à mercê do novo coronavírus.
O ato internacional Stop Bolsonaro é promovido por diversas entidades do Brasil e de outros países.
Residente na Dinamarca, a jornalista Selma Vital, responsável pelo grupo Aurora, disse à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. Rádio Brasil Atual que o governo Bolsonaro atinge todos os brasileiros, inclusive quem mora no exterior.
“Esse ato dá a possibilidade de quem está fora do país também ecoar a indignação. Enquanto vimos países pararem, por conta da pandemia, Bolsonaro não fez nada“, criticou.
O Stop Bolsonaro terá programação ao longo do dia em diversas partes do país. Em São Paulo será a partir das 14 horas. Informações do site Conversa Afiada.

Confira os atos em diversas cidades:


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Em tempo: também há registro de manifestação em Londres, na Inglaterra: 

Ato contra Bolsonaro leva mil cruzes à Esplanada para lembrar mortos pela Covid-19


foto:Rodrigo Pilha/reprodução


Manifestantes instalaram mil cruzes em frente ao Congresso Nacional na manhã deste domingo 28/VI, em protesto contra Jair Bolsonaro e seu descaso com os mortos pela Covid-19.
Essa mobilização, organizada pelo Coletivo Resistência e Ação, é parte do movimento #StopBolsonaroMundial, que leva manifestantes às ruas de diversos países contra o presidente brasileiro.
“É uma cerimônia artística para denunciar as mortes que poderiam ser evitadas, para se solidarizar com as famílias e para denunciar os responsáveis por esse genocídio. Que nós entendemos que sejam Bolsonaro, (o vice-presidente Hamilton) Mourão e o Centrão”, afirmou ao site Metrópoles a professora Lúcia Iwanow, uma das organizadoras do ato. Informações do Conversa Afiada.

Seguir a cartilha:Secretário Frias que governadores tem “a responsabilidade de sustentar a classe artística”.


Auxílio Emergencial: Secretário de Cultura, Frias diz que artistas 'não querem esmola'
foto:reprodução


O novo secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, o ator Mário Frias, afirmou que os artistas “não querem esmola”, ao comentar sobre auxílio emergencial de R$ 600 aprovado para a categoria pelo Congresso. A fala de Frias aconteceu durante entrevista cedida ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, no programa "O Brasil Precisa Saber", veiculado no Youtube. 

O vídeo foi publicado neste sábado (27) no canal do filho do presidente e já soma 108 mil visualizações. 

Durante a entrevista, Frias atribuiu aos governadores “a responsabilidade de sustentar a classe artística”.

O secretário saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas de restrição impostas pelos estados e municípios para conter o novo coronavírus. Para Frias, as pessoas tem colocado injustamente "no colo" de Bolsonaro a responsabilidade que cabe aos governadores, enquanto o presidente estaria colaborando ao pregar a retomada da economia. 

“Os artistas não querem esmola. A maioria que eu vejo diz: ‘Me deixa trabalhar’", disse Frias a Eduardo Bolsonaro. Que em seguida destacou que é importante o auxílio, mas que ele precisa chegar a quem realmente precisa.


fonte:BN -28/06/2020

Bahia: Covid-19 mata vereador de 52 anos em Santo Amaro

foto:reprodução/instagram

O vereador Jair Oliveira, mais conhecido como Jair do Derba (PCdoB), do município de Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia, morreu neste sábado (27), aos 52 anos, vítima da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Segundo familiares, o vereador já tinha outros problemas de saúde.

Jair se filiou ao PCdoB recentemente. Antes era filiado ao PSD. Na última eleição, em 2016, Jair foi eleito com 488 votos. O vereador estava no seu quarto mandato na Câmara de Santo Amaro e era o líder do governo municipal.

O boletim da prefeitura deste sábado(27) informa que Santo Amaro possui 160 casos do novo coronavírus, com 83 curados e 03 óbitos e também emitiu nota de pesar no inicio desta manhã pelo facebook.


fonte:BN c/adaptações 28/06/2020

Sobre Artigo: Advogado diz que espera um pedido de retratação do ex-ministro Moro

Artigo supervisionado por Sérgio Moro foi retirado de revista jurídica após acusação de plágio
foto:reprodução
A advogada Beathrys Ricci Emerich admitiu ter cometido plágio em artigo publicado em coautoria com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O caso veio à tona após o advogado Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos apontar trechos do texto que foram copiados de artigo publicado por ele no site Conjur. Procurado, ele disse que aguarda retratação do ex-juiz da Lava Jato.
"A redação do artigo foi minha e, infelizmente, acabou acontecendo a falha metodológica consistente na ausência de citação do ilustre autor Dr. Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos", afirmou a advogada. "Reconheço a falha não intencional, mesmo porque não havia motivos para não citar o autor, tendo em vista que o trabalho citou mais de vinte outros autores."
O texto de 16 páginas assinado por Beathrys com a coautoria de Moro foi publicado na revista Relações internacionais do mundo atual, da Unicuritiba, e discutia lavagem de dinheiro por meio de pagamentos advocatícios.
Em nota, Moro afirmou que sua aluna cometeu um "erro metodológico" ao utilizar dois "pequenos trechos sem citar o autor".
"O artigo foi retirado da revista, ela já reconheceu o erro e pediu desculpas ao autor. É o trabalho de uma aluna de pós-graduação que cometeu um erro e já o corrigiu, o que é louvável", afirmou o ex-ministro.
Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o advogado Marcelo Augusto Lemos, autor do texto plagiado, afirma que recebeu o pedido de desculpas da ex-aluna de Moro.
Destaca, porém, que a responsabilidade do artigo também é do ex-ministro e, por isso, espera um pedido de retratação.
fonte: Correio Braziliense/ 28/06/2020 12h:43min.