sábado, 8 de julho de 2017

SP: Mãe de jovem preso em flagrante tenta registrar queixa após filho ser agredido

Mãe de jovem preso em flagrante tenta registrar queixa após filho ser agredido
Foto: Reprodução / Facebook
A mãe de um suspeito de roubo preso em flagrante em Praia Grande, no litoral de São Paulo, tentou registrar queixa contra as vítimas que reagiram a uma tentativa de assalto. Segundo informações do portal G1, o delegado, no entanto, se recusou a fazer o boletim de ocorrência. O caso aconteceu na última quinta-feira (7). O filho da mulher, Gregory Perciliano de Jesus, 20, tentou roubar a carga de um caminhão no momento da entrega, acompanhado de outro jovem, Erick Thadeu Pariz de Oliveira, 23 anos. Apesar de um deles estar armado, outros funcionários da transportadora perceberam a ação e reagiram. Os dois suspeitos foram agredidos. A Polícia Militar foi acionada e conseguiu prender a dupla, que foi imobilizada pelos funcionários. A arma utilizada no crime era falsa.

Ao chegar na delegacia, onde foram autuados em flagrante por roubo, a mãe de Gregory percebeu as marcas de espancamento. . "Quando soube o que aconteceu, fui à delegacia ver meu filho. Cheguei lá e ele estava muito machucado. Ele foi espancado. Tentei registrar um boletim de ocorrência de lesão corporal. Nada justifica", diz a funcionária pública Iris Perciliano, 38. O delegado argumentou que as vítimas agiram em legítima defesa. "Isso não é legítima defesa mesmo. O ferimento no rosto do meu filho parece que quebrou algo, está muito feio. E o delegado ainda postou o caso na internet. Não é ético", explicou a mãe. 

A família do rapaz pretende entrar com representação contra ao delegado junto ao Ministério Público. "Depois que o delegado negou o boletim, as vítimas ficaram rindo da nossa cara. Eu me senti humilhada. Que violência é essa deles? Não vai a lugar nenhum", diz a esposa de Gregory, Vanessa de Jesus, 24. Ela também se queixou da publicação feita pelo delegado nas redes sociais. "A gente quer tomar uma providência, pois fomos tratados como cachorro. É uma falta de respeito. Cadê os direitos humanos?".


fonte:BN
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