sábado, 19 de novembro de 2016

Salvador: Domingo tem Guilherme Arantes na Concha Acústica

Guilherme Arantes celebra 40 anos de história na música brasileira em show na Concha
Foto: Divulgação/reprodução
O paulistano Guilherme Arantes, que desde os anos 80 vinha ensaiando para a mudança definitiva, chegou a terras baianas de jipe, no ano de 2000, trazendo os filhos e a vontade de morar em um lugar mais tranquilo e conectado com a natureza. “Eu estava solteiro, morando em São Paulo, estava meio de saco cheio da monotonia. Era próximo ao réveillon e decidi mudar pra cá, achei que a Bahia estava modernizando bastante, forte de turismo, a coisa do carnaval, São João sempre bombando. Pensei ‘é um lugar alegre, acho que vou pra Bahia’!”, lembra o cantor e compositor, que dois anos depois solidificou ainda mais as raízes no estado, ao encontrar a mulher que viria a ser sua esposa. “Logo conheci uma baiana, a Márcia, em 2002. E a gente se encontrou, imagina, na sala dos milagres da Igreja do Bonfim. Ela morava ali perto da igreja, em uma casa grande. Acabei casando e passei a viver um novo momento na vida, meus filhos adoraram, veio a filharada toda morar comigo e ajudar a montar o estúdio”, conta Guilherme Arantes, proprietário da Produtora Coaxo de Sapo, em Barra do Jacuípe. 
 
Para celebrar este novo momento, o cantor interpretará os grandes sucessos de sua carreira na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, neste domingo (20), às 19h, no show de lançamento do box comemorativo “Guilherme Arantes 40 anos – De 1976 a 2016”. O box vem com 21 CDs remasterizados de sete gravadoras, um disco de raridades que não saíram em um único álbum e um livreto manuscrito por ele, no qual conta detalhes sobre o processo de composição de suas canções. Este material veio após a concepção de um filme, que o artista lançou na internet. “O documentário é um marco pra mim, porque vai na contramão de toda cultura de arena que o mundo está acostumando a celebrar. Eu estou contando as minhas histórias que não dá pra contar num DVD. O DVD é muito voltado para o espetáculo com grandes sucessos e isso é muito monótono. Já fiz dois, e na verdade eu queria ir na contramão desse movimento de DVDs de carreira. 

Na minha opinião eles são muito parecidos, não importa que seja músico da Bahia, sertanejo, pagode ou até internacional. São muito parecidos, parecem que é produto pra ficar passando no barzinho ou na pizzaria”,  explica o cantor, criticando a mesmice do mercado, que segundo ele hoje vive apenas do “segmento baladeiro”. 

Artista lançou um documentário como parte das comemorações dos 40 anos de carreira, veja o primeiro episódio:

Buscando o ineditismo e para se distanciar da homogeneidade sonora, que, segundo ele, coloca nomes como Rihanna, Ivete Sangalo e Wesley Safadão em um mesmo pacote, Guilherme Arantes decidiu tocar o projeto. “Na esteira desse documentário, eu procurei a Sony e falei: ‘vamos lançar uma caixa’. Ao mesmo tempo que conto histórias das músicas no libreto, eu conto a história das gravações e da minha relação com a indústria, com a visão critica de quem já está para fazer 64 anos”, explica Guilherme Arantes, contando que o processo para reunir o material foi trabalhoso, mas que contou com muita colaboração. “As gravadoras todas toparam e isso ai são muitos selos, são sete empresas que tiveram que dar autorizações. 

Mas foi um trabalho conjunto com o pessoal da Sony, muito detalhista, paciente. Observamos muito as críticas que saíram nas caixas de colegas, desde detalhes gráficos, fichas técnicas, porque muitas tinham lacunas”, lembra, destacando as facilidades proporcionadas pela era digital. “Hoje nós temos a possibilidade também de ter computadores. Meu filho fez a remasterizarão no estúdio, reprocessamos tudo, demos uma uniformização, uma olhada em cada fonograma, gerando másters de fábrica. Nada disso a gente tinha condição de fazer há 20 anos, você dependia de uma indústria analógica muito cara”, avalia. 

Box reúne 22 discos e um livro de 72 páginas, manuscrito por Guilherme Arantes | Foto: Divulgação
 
Se na caixa recém-lançada o público poderá conhecer o artista na totalidade, para o show deste domingo (20), Guilherme Arantes precisou fazer um recorte. “Na verdade tem a limitação de tempo, são perto de 2h. Parte do repertório, umas 25 músicas, são obrigatórias. Só isso já é um alicerce, um esqueleto. Lógico que ponho algumas do lado B, umas que não são tão óbvias, mas os grandes sucessos também estão ali. O público vai para ver você cantar aquelas músicas que ele conhece e a gente está ali para satisfazer mesmo o paladar do público”, afirma o cantor, que diz estar animado para a ocasião. “É uma grande festa reunir o público da Bahia de novo na Concha. Sei que vão ter muitos outros shows na cidade, então estarei fazendo meu tributo também. Eu tenho uma afinidade muito grande com a cultura negra, tenho essa ligação desde menino, então é um dia especial. Nada melhor que tocar no Dia da Consciência Negra na Bahia”, comemora. 
 

Serviço:

O QUÊ: Guilherme Arantes
QUANDO: Domingo, 20 de novembro, às 19h
ONDE: Concha Acústica do TCA
VALOR: Plateia – R$40 (meia) / R$80 (inteira) | Camarote – R$80 (meia) / R$160 (inteira)

fonte:Coluna Cultura do Bahia notícias/reprodução

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