terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Economia: Dólar recua e Bolsa sobe forte com crise na Venezuela em segundo plano


                                       foto:reprodução


Em um dia de maior otimismo nos mercados globais, com os investidores demonstrando mais apetite ao risco, o dólar terminou a sessão desta terça-feira (6/1) novamente em queda frente ao real.

Três dias depois do ataque militar dos Estados Unidos que depôs o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, o mercado vai, aos poucos, reduzindo suas preocupações em relação aos desdobramentos políticos e econômicos da queda do ditador.

Com grande parte dos investidores alheios aos destinos da Venezuela, as maiores atenções do dia ficaram voltadas aos dados da balança comercial do Brasil referentes a dezembro do ano passado, além de declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

Dólar

  • A moeda norte-americana terminou o dia em baixa de 0,48%, negociada a R$ 5,379.
  • Foi a quarta sessão consecutiva de queda do dólar frente ao real e a menor cotação desde o dia 4 de dezembro.
  • Na cotação máxima do dia, o dólar bateu R$ 5,417. A mínima foi de R$ 5,362.
  • Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,34%, cotado a R$ 5,405.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), se manteve em forte alta durante praticamente todo o pregão.
  • O indicador fechou a sessão com ganhos de 1,11%, aos 163,6 mil pontos.
  • No dia anterior, o Ibovespa já havia fechado em alta de 0,83%, aos 161,8 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 1,58% no ano.

“Efeito tarifaço” afeta exportações do Brasil aos EUA

As exportações do Brasil para os EUA diminuíram em 6,6% em 2025, de acordo com os dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). No ano passado, foram exportados US$ 37,7 bilhões, ante US$ 40,3 bilhões em 2024.

O dado tem influência da política protecionista do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre alguns produtos brasileiros, fazendo com que os custos de exportação crescessem, afetando tanto empresários brasileiros quanto consumidores norte-americanos.

Por outro lado, as exportações totais do Brasil registraram recorde em 2025 e alcançaram US$ 349 bilhões, atingindo o melhor resultado da série histórica desde 1989. O valor superou em US$ 9 bilhões o recorde anterior, atingido em 2023. Em relação a 2024, o aumento foi de 3,5%.

Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit (quando exportações superam importações) de US$ 9,6 bilhões. Houve aumento de 107,8% em relação ao mesmo período de 2024, que registrou saldo positivo de US$ 4,6 bilhões.

Em relação às importações, houve crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2024, com US$ 21,4 bilhões em dezembro, frente aos US$ 20,2 bilhões no ano anterior.

Fonte: Fábio Matos/Metrópoles - 06/01/2026


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