terça-feira, 2 de junho de 2015

Blatter renunciou a presidência da FIFA

  
                                                             FOTO:REPRODUÇÃO

Joseph Blatter, que renunciou à presidência da Fifa nesta terça-feira, estaria sob investigação da procuradoria do Estado de Nova York no processo que prendeu sete cartolas na semana passada. A informação foi publicada pela rede de TV ABC News e o New York Times. Segundo os dois veículos, as autoridades norte-americanas estavam tentando construir um caso contra o cartola suíço, que até então não havia sido implicado diretamente no caso.  

A ABC News publicou, horas depois do anúncio de renúncia de Blatter, que uma fonte ligada as investigações confirmou que o suíço está na lista de suspeitos dos procuradores, ainda que não tenha sido citado nominalmente semana passada. Em parceria com o FBI, a Receita americana e a Justiça da Suíça, os investigadores indiciaram 14 pessoas ligadas ao escândalo e prenderam sete delas em Zurique, onde ocorria o Congresso da Fifa - José Maria Marin, vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), está entre os presos e enfrentará uma processo de extradição. 

Blatter não teria sido citado, segundo a ABC News, porque as autoridades não reuniram informações suficientes sobre ele. A fonte anônima ouvida pelos jornalistas, no entanto, confirmou que o cartola está sob investigação e disse acreditar que a exposição dos fatos levaria subordinados de dentro da Fifa a ajudarem na investigação. O New York Times, que tem acompanhado o caso intensamente, foi pelo mesmo caminho.  
Na última segunda, o jornal nova-iorquino publicou que a investigação nos EUA aponta Jeróme Valcke, secretário-geral da Fifa e braço direito de Blatter, como principal suspeito de ter autorizado o repasse de US$ 10 milhões de uma conta da Fifa para um dirigente da Concacaf. As autoridades apuraram que o repasse seria um pagamento de propina da África do Sul pelo apoio de cartolas da América do Norte na disputa pela sede da Copa do Mundo de 2010. 

Valcke e a Fifa disseram que quem autorizou o repasse foi Julio Grondona, cartola argentino que morreu no ano passado, e negaram qualquer ilegalidade. Segundo as partes, seria uma doação da África do Sul ao futebol da região do Caribe e da América do Norte, que teriam ajudado o continente africano na diáspora da região. À procuradoria de Nova York, porém, o americano Chuck Blazer, ex-membro do Comitê Executivo, disse que os cartolas entenderam que se tratava de um pagamento pelo voto do grupo na África do Sul na eleição ocorrida anos antes. 

Esse conjunto de informações, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, aproximou a investigação de Joseph Blatter. Essa proximidade foi o "fato novo" em relação ao que estava ocorrendo na semana passada, quando o suíço foi reeleito e prometeu cumprir o mandato e tentar, ele mesmo, resolver o problema da corrupção no esporte. 

Fonte: uol/reprodução
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