quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Rio: Estrutura de loja do século XIX que vendia escravos é encontrada por arqueólogos

foto:Escavação. Operários trabalham no trecho da Rua Miguel Couto onde foram achados os alicerces de antiga loja de venda de escravos e um poço do século XIX - Divulgação/Oscar Liberal/IpHan



RIO - O anúncio "Vende-se um lote de lindos moleques de 10 a 20 annos, pretas moças e officiaes de ofícios, vindos do norte no último vapor, juntos ou separados, são todos sadios e sem defeito: na rua dos Ourives, 221", publicado em 10 de janeiro de 1863, no Jornal do Commercio, é de uma casa de venda de escravos que funcionou no século XIX no Centro do Rio. E que pode ter sido descoberta agora durante as escavações que preparam terreno para as obras de implantação do último trecho do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
COMO OS ALICERCES DA LOJA DE ESCRAVOS
FORAM ENCONTRADOS
Pesquisadores compararam endereços de anúncios para venda de escravos, publicados em 1863, com um mapa atual da região. Com isso, conseguiram encontrar o sítio arqueológico
UM DOS ANÚNCIOS ANALISADOS
Jornal do Commercio mencionava em 9 de março de 1863 o
endereço da loja que vendia escravos na
Rua dos Ourives,
atual Miguel Couto
MAPA ANTIGO
Pesquisadores utilizaram um mapa de Gotto, de 1871, para identificar a loja que funcionava na Rua dos Ourives nº 221
LOCALIZAÇÃO ATUAL
Ao sobrepor o mapa antigo ao atual, foram achadas estruturas da loja de venda de escravos
Matriz de
Santa Rita
Local do
Sítio Arqueológico
Localização do poço da antiga loja
Candelaria
CENTRO
Praça Tiradentes
Fonte: VLT-Rio
.

Arqueólogos contratados pelo Consórcio VLT para realizar sondagens na região da Avenida Marechal Floriano acreditam ter encontrado na atual Rua Miguel Couto não só os alicerces desta antiga loja, mas também um conjunto de poços e uma bola de ferro, semelhante àquelas colocadas nas pernas de escravos para evitar fugas. Uma outra descoberta no trecho da Rua Marechal Floriano por onde passará o VLT indicou a possível existência de um cemitério de pretos novos junto ao Largo de Santa Rita. Por conta disso, as obras do “bonde moderno” na região ficaram paradas cinco meses, aguardando liberação dos órgãos de proteção ao patrimônio.
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