quarta-feira, 26 de julho de 2017

EUA: Trump proíbe transgêneros de servir nas Forças Armadas




Em uma série de tuítes publicados na manhã desta quarta-feira, 26, o presidente dos Estados
 Unidos, Donald Trump, anunciou que o país proibirá que transgêneros sirvam em qualquer
 posição nas Forças 
Armadas do país, citando “tremendos custos e perturbações médicas” como justificativa.
“Depois de consultar meus generais e especialistas militares, por favor fiquem avisados que o 
governo  dos  Estados Unidos não aceita ou permite que indivíduos Transgêneros sirvam em
 qualquer posição  nas Forças Armadas dos EUA”, escreveu Trump. “Nossos militares devem
 estar focados nas vitórias  decisivas e esmagadoras e não podem ser sobrecarregados com 
os tremendos custos e perturbações
 médicas que envolvem os transgêneros.  Obrigado”, completou o presidente.
O Pentágono havia eliminado as barreiras para que os transgêneros pudessem se tornar militares nos
 EUA  em 2016, no governo do democrata Barack Obama.
Desde 1º de outubro, soldados transgêneros também podiam receber cuidados médicos e 
dar início ao  processo burocrático para terem sua identidade de gênero alterada no sistema 
de pessoal do governo. 
Ao menos 250 militares da ativa já estão no processo de transição para seus gêneros preferidos ou foram
aprovados formalmente para que conduzam a mudança no sistema pessoal do Pentágono,
afirmaram fontes da Defesa dos EUA.
Esperava-se que a abertura formal do alistamento fosse anunciada ainda neste ano, tendo
 como único  requisito que a pessoa estivesse “estável” em seu gênero preferido por 18
 meses. No entanto, no mês  passado o secretário de Defesa, Jim Mattis, aprovou um atraso
 de seis meses na iniciativa, o que deixou defensores dos transgêneros em estado de alerta.
As mensagens de Trump na rede social não deixam claro o que acontecerá com os
 transgêneros que já  ocupam postos no Exército, na Marinha e Força Aérea dos EUA.
No ano passado, citando um estudo da think tank RAND Corporation o então secretário de 
Defesa Ash Carter afirmou que pelo menos 2,5 mil transgêneros ocupam postos nas Forças
 Armadas americanas e  outros 1,5 mil são membros da reserva.

Fonte:As informações são Estadão
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