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A coluna apurou que a crise entre a ex-primeira-dama Michelle e os filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) escalou e é tida como sem precedentes dentro do PL (Partido Liberal), o que pode ameaçar os planos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. Até o momento há total incerteza sobre a agenda de eventos que o partido preparava para Michelle. O partido não sabe, ao certo, quando poderá contar com a presença de Michelle novamente e, se ela, realmente, irá trabalhar por Flávio.
O primeiro evento de 2026 seria em Tocantins no início de fevereiro e já foi cancelado. Em dezembro, ela cancelou um outro encontro do PL Mulher no Rio de Janeiro. O episódio mais recente é a definição de que a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) não poderá disputar o Senado pelo partido porque a vaga será de Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Já a outra vaga ficará com Esperidião Amin, aliado do governador Jorginho, que irá disputar a reeleição no estado. Com isso, Caroline deve ir para o partido Novo. Entre os posts recentes de Michelle, ela segue em campanha por sua aliada. “Nossa senadora Caroline de Toni”, escreveu a ex-primeira-dama, ao compartilhar uma imagem feita com inteligência artificial e postada pela deputada.
A opção por Carlos em detrimento de Caroline só inflou ainda mais a briga dos Bolsonaro que já vinha em profundo desgaste desde o fim de 2025 quando o ex-presidente escolheu o filho mais velho, o senador Flávio, para concorrer à Presidência e sequer comunicou à Michelle, que ficou muito irritada por ter ficado sabendo da decisão por meio do comunicado público do enteado. Especula-se sobre como ficará a situação quando o período da campanha estiver autorizado e Michelle aparecer com Caroline.
Segundo interlocutores da família Bolsonaro, Michelle cultivava o desejo de disputar a Presidência da República mesmo com um veto do marido. Ela vinha mantendo as viagens e eventos ao longo de 2025 até que começou a entrar em atrito com os enteados após a prisão de Bolsonaro e o momento em que Flávio tomou a frente das negociações.
Em novembro, integrantes do partido se reuniram para discutir a situação depois da prisão de Bolsonaro e Michelle discursou defendendo a união do grupo. Flávio Bolsonaro chegou pouco depois que ela terminou e logo avisou: “Michelle, eu tô nisso desde 2002, coordenando as campanhas do meu pai. Então quem fala em nome do meu pai sou eu”.
Na sequência, Michelle esteve no Ceará e criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes, antigo desafeto do grupo. Primeiro, ela foi repreendida publicamente pelos filhos de Bolsonaro e por integrantes do PL. No entanto, após uma reunião do partido, todos recuaram do acordo com Ciro. Dias depois, porém, veio o anúncio do nome de Flávio e a tensão na família se aprofundou.
Fonte: JULIANA DAL PIVA/ICL NOTÍCIAS - 10/02/2026
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