sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Deputado do PSL ameaça STF: ‘Se precisar de um cabo, estou à disposição’

Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, ambos do PSL, exibem placa quebrada com nome de Marielle
© Reprodução/Facebook Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, ambos do PSL, exibem placa quebrada com nome de Marielle
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) fez uma ameaça ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a decisão da corte de vetar as prisões em segunda instância na noite de quinta-feira 7. “Se precisar de um cabo, estou a [sic] disposição”, escreveu o deputado, que integrava a Polícia Militar do Rio de Janeiro antes do mandato como parlamentar.
Aliado da família Bolsonaro, Silveira é conhecido por ter, durante a campanha eleitoral, quebrado uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março de 2018.
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado da família Bolsonaro, se ofereceu para intervir militarmente no Supremo Tribunal Federal (STF) por não concordar com a decisão sobre as prisões em segunda instância na noite desta quinta-feira, 7. “Se precisar de um cabo, estou a [sic] disposição”, escreveu o deputado, que integrava a Polícia Militar do Rio de Janeiro antes do mandato como parlamentar.
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© Redes Sociais/Reprodução 

O tuíte do parlamentar faz referência a uma declaração de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que veio a público na campanha de 2018. “Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo”, afirmou o filho do presidente em um vídeo. “Tira a poder da caneta da mão de um ministro do STF, o que ele é na rua?”, ironizou. Na época, Eduardo pediu desculpas pela fala.

O deputado federal postou uma série de tuítes desde o parecer do presidente da Corte Dias Toffoli, que deu o voto decisivo pelo fim da prisão em segunda instância, depois que o placar chegou a ele empatado em 5 a 5. Silveira afirmou que “as interpretações do STF deixam cristalinas suas intenções” e chamou a corte de “vergonha do Brasil”.Em outro post, Silveira publicou uma foto como policial militar, carregando um fuzil, ao lado de mais dois colegas, durante uma operação na favela da Rocinha, no Sul do Rio, e criticou a decisão do Supremo. “Nesta época, tirei muitos vagabundos das ruas, apreendi, prendi, garanti viagens ao inferno… sempre dentro da legalidade, é claro… agora vem o STF e joga meu trabalho e de todos os outros policiais no lixo e envergonha o Brasil.”

fonte:Veja.com - 08/11/2019

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