A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil no final de maio, poucos dias após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão, além da perda do mandato parlamentar. A saída da parlamentar ocorreu por terra, pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu (PR), segundo apurado pelo Metrópoles.
Zambelli está fora do país desde 25 de maio. De acordo com a apuração, ela viajou de carro até Buenos Aires e, a partir da capital argentina, seguiu viagem para fora da América do Sul. Como a travessia da fronteira entre Brasil e Argentina nessa região não exige controle migratório formal, sua saída não foi registrada pela Polícia Federal.
Após anunciar publicamente que havia deixado o país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao STF a decretação da prisão preventiva da deputada. A manifestação foi protocolada fisicamente na Corte.
“Como tenho cidadania italiana, eu sou intocável na Itália, não há o que ele [Alexandre de Moraes] possa fazer para me extraditar onde sou cidadã, eu estou muito tranquila em relação a isso”, declarou a deputada em entrevista à CNN.
Além disso, Zambelli afirmou que viajou ao país norte-americano para realizar um tratamento de saúde, mas negou que seja por depressão. “Tenho psiquiatra e psicólogo no Brasil, inclusive, já me deram relatórios para que eu possa usar nos meus processos judiciais. Minha intenção era ficar no Brasil, mas percebo que nós não temos mais justiça no nosso país”, disse.
A deputada também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que mandou reter seu passaporte diplomático no ano passado. Segundo ela, a medida seria “ilegítima”.
Fonte:Metrópoles c/adaptações 03/06/2025

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