sábado, 14 de março de 2026

GO: Onça-pintada resgatada se prepara para voltar para vida selvagem


                                Foto:reprodução


Após 14 meses de reabilitação, uma onça-pintada resgatada no sul de Roraima chegou na última quinta-feira (12) ao Instituto Nex, em Corumbá de Goiás (GO), a 80 quilômetros de Brasília. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conduziu a transferência a partir do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Brasília, onde o animal se recuperou. O objetivo é avançar o processo de reabilitação em um espaço maior, mais isolado e dentro da mata. Condições essenciais para preparar o felino para a soltura no bioma amazônico.



Foto: Paula Rafiza/Ibama

Policiais ambientais resgataram a onça em janeiro de 2024, em uma chácara no município de Caroebe, região sul de Roraima. O animal tinha pouco mais de um mês de vida e chegou ao Cetas de Boa Vista desidratado, ferido, com escoriações e fungos pelo corpo.

A equipe realizou exames de sangue, radiografias e análise de parasitas antes de iniciar o tratamento. Já recuperado, o felino seguiu em abril para o Cetas Brasília, que conta com recintos estruturados para grandes felinos e equipe especializada.



Hoje, o animal pesa cerca de 40 quilos, está em excelentes condições de saúde e demonstra comportamento selvagem. Ela caça presas e evita o contato humano, dois indicadores fundamentais para uma futura reintrodução na natureza. “É a primeira vez que aplicamos esse programa em um filhote de onça-pintada”, afirma Júlio César Montanha, chefe do Cetas de Brasília.

Como funciona o protocolo de reabilitação


O processo começa com um período de quarentena, durante o qual a equipe monitora o estado clínico e comportamental do animal. Na sequência, atividades de enriquecimento ambiental estimulam o felino a usar seus instintos naturais e a se desenvolver fisicamente.


No Instituto Nex, a onça entra em uma nova fase: recintos maiores e mais isolados, dentro da mata, onde a presença humana é reduzida ao mínimo. “Esse isolamento é importante porque a presença humana acaba afetando o processo”, explica Júlio. A previsão é que o animal permaneça no local entre seis e oito meses.



Foto: Paula Rafiza/Ibama

Segundo o chefe do Cetas, esse período mais longo em ambiente amplo vai permitir avaliar com profundidade quais comportamentos naturais o animal ainda precisa desenvolver para ganhar autonomia suficiente e retornar ao habitat natural na Amazônia.


Fonte: AGROEMCAMPO -14/03/2026

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