foto:reprodução;Fabio Pozzebom/ag.Brasil
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou hoje que está pronto para mediar negociações entre Israel e o Líbano em meio ao conflito no Oriente Médio.
O líder francês disse que as discussões poderão ser sediadas em Paris. Em publicação no X, ele relatou ter conversado ontem com ao menos três autoridades libanesas: o presidente, Joseph Aoun, o primeiro-ministro, Nawaf Salam, e o presidente do parlamento, Nabih Berri.
Segundo Macron, o governo libanês manifestou a sua disponibilidade para dialogar diretamente com Israel. "É preciso fazer tudo para evitar que o Líbano mergulhe no caos", disse.
Israel e Líbano, no entanto, não comentaram até o momento sobre a possibilidade de acordo de paz. Ontem, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse hoje ter ameaçado tomar parte do território do Líbano caso o governo do país não impeça os ataques do Hezbollah.
Para o francês, as duas partes precisam colaborar para o fim da troca de ofensivas. "O Hezbollah deve interromper imediatamente sua ofensiva crescente. Israel deve abandonar sua ofensiva em larga escala e cessar seus ataques aéreos massivos, especialmente porque centenas de milhares de pessoas já fugiram dos bombardeios."
O Líbano foi arrastado para a guerra no dia 2 de março. A entrada no conflito ocorreu após o grupo armado libanês Hezbollah lançar foguetes e drones contra alvos no norte de Israel, em apoio ao Irã, pondo fim a um frágil cessar-fogo que estava em vigor desde novembro de 2024.
Apoiado pelo Irã, o Hezbollah intensificou ataques a Israel após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Do outro lado, Tel Aviv não está apenas reagindo aos ataques, e sim perseguindo vários objetivos estratégicos -desde enfraquecer o Hezbollah e estabilizar a fronteira norte até conter a influência iraniana na região.
Quase 700 pessoas morreram desde o início dos ataques israelenses ao Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país. Os alertas de evacuação também fizeram centenas de milhares de moradores deixarem suas casas, enquanto o conflito continua se intensificando.
Fonte: FOLHAPRESS - 14/03/2026
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