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Políticos de partidos do chamado “Centrão”, aliados do senador Ciro Nogueira, veem a operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (7/5) contra o parlamentar como retaliação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a ação. O motivo seria o papel atribuído a Nogueira na rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para vaga no STF.
Esses aliados citam o “timing” da operação: a representação (pedido) da PF é do dia 10 de abril, ou seja, bem antes da votação da indicação de Messias. Mas a decisão de Mendonça e a deflagração da operação só ocorreram após a rejeição do nome do atual chefe da AGU pelo Senado.
Dentro do STF, André Mendonça era um dos principais defensores da candidatura de Messias. Já Ciro Nogueira chegou a declarar apoio ao indicado de Luiz Inácio Lula da Silva em abril. O voto dele e de senadores próximos estava na contabilidade do Planalto a favor do chefe da AGU — mas a conta se mostrou equivocada.
Nesta quinta-feira, Nogueira foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, da PF. A operação mira a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo a PF, Vorcaro pagava “mesada” de R$ 300 mil a R$ 500 mil para Ciro Nogueira.
Em troca, o senador prestaria serviços para o grupo de Vorcaro, inclusive apresentando como seus projetos de lei e emendas elaborados pela consultoria jurídica do Master.
Fonte:Andressa Matias/Metrópoles - 07/05/2026
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