sexta-feira, 6 de março de 2020

MEC contrata empresa investigada por desvio de dinheiro para distribuir kits escolares

MEC contrata empresa investigada por desvio de dinheiro para distribuir kits escolares
Foto: Reprodução/Twitter
O Ministério da Educação (MEC) contratou uma empresa envolvida em um esquema de desvio de dinheiro público para fornecer kits escolares a estudantes. De acordo com a Polícia Federal, a Brink Mobil é investigada pela participação no desvio de R$ 134,2 mi da saúde e educação na Paraíba.

 A empresa é acusada de pagar ao menos R$ 1,8 milhão em propina para obter contratos no governo de Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba.

Apesar de informados sobre a investigação, representantes do Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao MEC e responsável pela contratação, decidiu manter o contrato, segundo denúncia feita pelo Estadão. 

Em dezembro de 2018, a Brink Mobil, foi denunciada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por formação de cartel em licitações públicas, acusada de fraudar compra de uniformes, mochilas e materiais escolares em quatro estados entre 2007 e 2012. 

O contrato com a empresa pode chegar a R$ 406 milhões. A negociação foi assinada em novembro de 2019, quando a Operação Calvário da PF estava em curso. A empresa é acusada de pagar ao menos R$ 1,8 milhão em propina para obter contratos no governo de Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba.

O dono da Brink Mobil, Valdemar Ábila, chegou a ser preso no fim do ano passado na segunda fase da Operação Calvário, da Polícia Federal. No mesmo dia, os policiais também detiveram o ex-governador Ricardo Coutinho. 

Os dois foram denunciados em dezembro pelo Ministério Público da Paraíba, ao lado de outras 33 pessoas, que incluem agentes públicos, empresários e operadores financeiros. Não houve condenação. A empresa do ramo educacional é acusada de pagar propina correspondente a até 30% dos contratos que obtinha com o governo paraibano.

Em nota à reportagem, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que o processo para a compra dos kits respeitou a legislação em todas as fases. Segundo a pasta, na fase de habilitação, a empresa Brink Mobil estava em condição regular e não tinha impedimentos legais para participar do certame. 



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