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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Salvador:Mulher é a nova vítima de 'maníaco da seringa' na Ribeira


foto:Soldado foi uma das vítimas/reprodução

Uma operadora de caixa de 41 anos estava em um ponto de ônibus quando foi atacada por homem com uma seringa. Encostada em um poste, na tarde desta terça-feira (17), ela sentiu uma picada nas nádegas e, quando olhou para trás, viu um homem negro se afastando do local sorrindo e com a arma do crime nas mãos. Segundo a vítima descreveu ao CORREIO, ele usava uma camisa listrada nas cores branca e azul.
A caixa é, ao que tudo indica, a terceira vítima que se tem notícia do maníaco da seringa. As outras são um motorista de ônibus e um soldado do exército. O novo ataque ocorreu na rua Lélis Piedade, na Ribeira. "O ponto tava cheio de crianças da Vila Militar. Eu tava encostada no poste e senti a picada. Quando olhei para trás ele me mostrou a seringa e saiu dando risada", relatou. "Senti as pernas dormentes e o local dolorido".
Ela foi à delegacia prestar queixa e depois seguiu para o Hospital Couto Maia. Mas, para sua surpresa, os médicos disseram que só a atenderiam com um relatório da polícia. "Voltei na delegacia para pegar. Lá eu vomitei e já tava com a perna dormente. O policial que me atendeu até ficou indignado porque eu deveria receber atendimento imediato. Só consegui ser atendida no hospital por volta das 15h", conta.
Na unidade de saúde, ela passou por exames de sangue e tomou três tipos de vacina. "Me deram também três caixas de coquetel para HIV". Amanhã, ela deverá ir ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR) realizar mais exames.

Hoje, a primeira vítima do maníaco falou pela primeira vez. No dia 18 de setembro um motorista de ônibus registrou queixa na mesma delegacia por ter sido vítima de um ataque semelhante, também na Ribeira.  
O motorista diz que parou o veículo que dirigia em um ponto quando foi perfurado na região da face por um homem desconhecido. “O cara entrou pela frente e, antes de passar o torniquete, me atacou e desceu do ônibus”, contou. Ele está debilitado devido aos efeitos colaterais do coquetel de remédios. “Me deram medicamentos para hepatite, tétano e HIV. Vou tomar 28 dias”. O rodoviário está preocupado com o conteúdo da seringa. “Não tem como não se preocupar. Vai saber o que ele colocou ali dentro”.
Atacados estão tomando coquetel contra HIV (Foto: Betto Jr/Arquivo CORREIO)
A outra vítima do maníaco da seringa é um soldado do exército que foi hoje na 1ª Delegacia (Barris) prestar depoimento. “Mas ele disse que não viu o rosto dele, que estava de lado quando foi atacado. Só viu o homem correndo”, diz o delegado Adailton Adan, que ainda não tem pistas do criminoso. “Estamos investigando, buscando ouvir pessoas nas proximidades de onde ocorreu o fato e atrás de imagens de câmeras”, declarou.

Professores da UFBA vão aderir à greve geral a partir do dia 11/11

Em Assembleia Geral realizada ontem(17), os professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) reafirmaram a adesão à Greve Geral dos Trabalhadores. O corpo docente irá interromper as atividades a partir do dia 11 de novembro.
A decisão já havia sido tomada durante a assembleia realizada em julho deste ano. Ontem, foi confirmado apenas o dia que terá início a paralisação.
De acordo com a Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub), a decisão seguiu a orientação das centrais sindicais.
assembleia
(Foto: Divulgação/Apub/reprodução) 
A associação frisou ainda que durante a data prevista para o início da paralisação a Ufba já estará em recesso. Assim, os professores terão mais disponibilidade de tempo para participar dos atos da greve. Ainda de acordo com a Apub, no dia 24 de outubro os docentes deverão se reunir novamente para definir o plano de mobilização da greve.
Em contato com o CORREIO, a assessoria de comunicação da Ufba informou que irá se pronunciar após a greve ser oficialmente deflagrada. A instituição informou também que, a princípio, o calendário acadêmico do próximo semestre está mantido. 

fonte:Correio da Bahia  c/adaptações

ENEM 2016: MEC divulga locais de prova nesta quarta-feira, às 15h


Resultado de imagem para enem 2016

imagem:reprodução


Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 terão acesso às informações sobre os locais de prova amanhã (19), a partir das 15h. O cartão estará disponível pela internet e também no aplicativo do Enem, disponível nas plataformas Android, iOS e Windows Phone.

O cartão de confirmação de inscrição, além do local, data e horário de prova, terá o número de inscrição do estudante, a opção de língua estrangeira e, quando for o caso, a indicação de atendimento especializado e específico e a solicitação de certificação do ensino médio.

Para obter o cartão, o participante deve acessar o site do exame, na área destinada ao participante. É preciso informar CPF e senha.

Para evitar os já famosos atrasos, uma dica para os candidatos é fazer o caminho de casa até o local de prova antes da data do exame para conhecer o trajeto e evitar imprevistos. No dia da prova é recomendado chegar com antecedêcia ao local - os portões abrem uma hora antes do início do exame.

Enem

As provas do Enem 2016 serão nos dias 5 e 6 de novembro. Mais de 8,6 milhões de candidatos se inscreveram neste ano. Nos dois dias de prova, os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. Os estudantes devem ficar atentos ao horário de verão e verificar na localidade onde moram o horário exato do exame. As provas começam a ser aplicadas às 13h30.

No primeiro dia de aplicação do exame, serão realizadas as provas de ciências humanas e de ciências da natureza, com duração de quatro horas e meia. No segundo dia, os participantes terão cinco horas e meia para resolver questões de linguagens e códigos, redação e matemática.

fonte:agência Brasil

Em Brasília: STF concede perdão da pena de José Dirceu no processo do mensalão


Apesar do perdão judicial do STF, Dirceu continuará preso em Curitiba
foto:reprodução
Relator no STF (Supremo Tribunal Federal) das execuções penas do processo do mensalão do PT, o ministro Luís Roberto Barroso concedeu nesta segunda-feira (17) o perdão da pena imposta ao ex-ministro José Dirceu.
Em sua decisão, o ministro atendeu o pedido da defesa de Dirceu e seguiu parecer favorável à extinção da pena de autoria do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
De acordo com a decisão de Barroso, Dirceu atendeu aos critérios do indulto natalino, estabelecido por decreto da Presidência da República previsto na Constituição e publicado anualmente.
"Entendo que o sentenciado preenche os requisitos objetivos e subjetivos, fixados de modo geral e abstrato pelo ato presidencial, para o gozo do benefício do indulto", afirma Barroso em sua decisão. 
Roberto Jayme/UOL
Ministro Roberto Barroso considera que Dirceu atende os requisitos para indulto - foto:reprodução

Processo

Ao final da ação penal do mensalão no STF, o ex-chefe da Casa Civil foi condenado a uma pena de 7 anos e 11 meses de prisão. Ele passou a cumpri-la a partir de 15 de novembro de 2013, após serem esgotados todos os recursos judiciais possíveis.
Dirceu ficou preso exatos trezentos e cinquenta e quatro dias. Ele cumpriu o regime semiaberto, quando se tem permissão para trabalhar durante o dia. Após esse período, o ex-ministro passou a cumprir prisão domiciliar até ser detido durante a 17ª fase da Operação Lava Jato.
O petista se encontra atualmente preso em Curitiba. Ele foi novamente condenado a cumprir uma pena 20 anos e dez meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e organização criminosa pela participação no esquema de contratos superfaturados da construtora Engevix com a Petrobras.
Esta sentença é da lavra do juiz federal Sergio Moro, que preside os processos em primeira instância da Operação Lava Jato.

Reavaliação

O procurador-geral da República reavaliou sua posição inicial sobre direito do petista ao indulto natalino. A prisão de Dirceu na Lava Jato ainda quando ele cumpria pena no mensalão indica falta disciplinar grave, o que o impediria de ter a primeira condenação perdoada. Na reavaliação do procurador-geral, no entanto, ele apontou que a má conduta do ex-ministro teria ocorrido antes do período previsto no decreto de indulto de Natal do ano passado. Esse parecer foi entregue ao STF no último mês de junho.
"Nessas condições, seja porque o condenado não praticou falta disciplinar de natureza grave nos doze meses anteriores contados retroativamente desde o dia 25.12.2015, seja porque a sentença condenatória superveniente diz respeito a condutas praticadas antes mesmo de iniciado o efetivo início do cumprimento de sua reprimenda, não vejo como negar a concessão do indulto", escreve o ministro Barroso, seguindo a linha de interpretação de Janot.
Em sua decisão, porém, Barroso ressaltou que Dirceu "continuará na prisão em que se encontra", já que ainda está em vigor o decreto de prisão preventiva, assinado pelo juiz Sergio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato.
fonte:Site uol/reprodução

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Concurso:UNEB vai ofertar 13 vagas para Professor Auxiliar no curso de medicina




A UNEB vai abrir inscrições – entre os dias 25 de outubro e 11 de novembro – para concurso público para seleção de professor auxiliar

Estão sendo ofertadas 13 vagas para o Departamento de Ciências da Vida (DCV) do Campus I da UNEB, em Salvador.

As vagas contemplam componentes curriculares nas seguintes áreas: Ginecologia, Obstetrícia, Dermatologia, clínica médica, Cardiologia, Medicina legal, Pediatra, Psiquiatria, Saúde da família, e Clínica cirúrgica.

Os interessados devem se cadastrar pelo site www.concursodocente.uneb.br A taxa de inscrição é de R$ 200.

Segundo o edital, para participar do processo seletivo, é necessário possuir titulação mínima de especialista.

Os professores selecionados terão exercer as atividades em regime de trabalho de 40 horas semanais e salário inicial de R$ 3.455,08.


Não serão exigidos documentos comprobatórios do candidato para fins de inscrição. A avaliação consiste em prova escrita, aula pública, apresentação de manual e prova de títulos.

Mais Informações: www.concursodocente.uneb.br

fonte:Site da instituição c/adaptações

"O Lula é um cristão da justiça social humanitária, um exemplo de superação" diz ex-ministro Wagner

                                       Ex- ministro da Casa Civil Jaques Wagner -  foto:brasil247.com/reprodução
Em entrevista concedida ao site da Tribuna da Bahia, publicada na edição de hoje(17) o ex-ministro e ex-governador da Bahia afirmou que é possível  disputar uma vaga para o  Senado em 2018 pela Bahia. "Para fortalecer e ajudar na eleição de Rui" pontuou o ex- ministro da Casa Civil do governo Dilma, quando questionado sobre seu futuro político. Confira a entrevista completa abaixo:
Tribuna - Na visão do senhor, foi a política, a roubalheira ou a economia que derrubou Dilma?  

Wagner - Basicamente a política. Pessoalmente eu não gosto do termo roubalheira, mas a corrupção é uma marca, que não tangenciou ela. No fundo cada um desses fatores tem um pedaço. A corrupção fez algum dos nossos ficarem decepcionados, perdemos amigos e torcedores. A economia, que não é a culpa dela, parte do estouro fiscal que a gente fez foi em benefício de algumas empresas, foi um exagero, foi errado. Nós nordestinos até reclamávamos de que ela reduzia o IPI e impactava no FPE e FPM para manter os empregos em São Paulo, no Rio e Minas, que são os estados mais industrializados. Mas quem fez isso foi o Congresso. Ela mandou uma regra de isenção fiscal para os setores mais concorridos internacionalmente para desonerar a folha e o Congresso espalhou isso para todo mundo. Agora, é evidente que teve exageros nos programas de isenção e nós entramos em um problema fiscal muito sério, mas querer achar que a responsabilidade é só daqui sem querer enxergar o que está acontecendo na China, nos Estados Unidos, na Europa… para mim é um mix. Quem puxa o bem-estar é a economia. Quando a economia vai bem a política pode até ir mal, porque se tá bombando de empregos, gente comprando casa, carro, indo para a universidade, viajando para o exterior, a sensação do futuro é de não mudar nada, isso é bom para o político, mas óbvio que tem a gestão da política, na qual tivemos várias arestas não aparadas. E na corrupção, foi uma coisa de tentar estigmatizar o PT. Minha cabeça não é conspirativa, mas eu seria ingênuo, para não dizer idiota, se não percebesse que, voltando ao artigo do Cerqueira Leite, parte da aristocracia, da elite brasileira, nunca gostou de ver um peão, uma mulher, na Presidência brasileira.   

Tribuna - O senhor viveu muito de perto o processo de impeachment da ex-presidente Dilma. O que o senhor viu e ouviu que mais o marcou ao longo desse processo? 

Wagner - mas que veio se oferecer para ser general e comandar a resistência nossa, essa questão toda, foi o primeiro a se bandear. O instinto de sobrevivência da classe política é gigantesco, é maior que o normal. As pessoas vão medindo, “vou votar em quem vai ganhar”. Agora, não dá para desconhecer que a gente tinha um marginal comandando o processo. Eu estou falando isso pois tinha um diálogo claro com ele nesse processo. E aí é mérito, mesmo que o resultado não seja positivo, o Eduardo Cunha ficou o processo todo com o impeachment na mão oferecendo para a oposição e para a gente, até uma hora que ele achou que com a gente tinha, e isso é mérito dela, e é capaz de eu encontrar alguns dos nossos que diga que o erro foi não ter composto com o Eduardo Cunha, aí pergunto eu: Ela seria presidente da República refém de um traficante de influências? Do que adianta estar na cadeira? Eu disse uma vez para o emissário dele: ‘diga ao presidente que quando ele quiser colocar o processo de impeachment que coloque’. Se nós não tivermos 174 votos é melhor ir para casa. Como você vai ser presidente da República e toda hora o cara vai apresentar alguma coisa. O erro foi ter deixado chegar a essa situação. 

Tribuna - Passado o impeachment, o Brasil está melhor ou pior?

Wagner - O Brasil, na minha opinião, ainda não colheu nada. Por enquanto estamos vivendo de notícias, expectativa, se você pegar a balança comercial teve uma queda de R$ 5 bilhões. Claro, se apreciou o real, uma beleza para quem importa, para quem viaja para Miami, mas péssimo para quem exporta. Querendo ou não, o valor do real perante o dólar é o elemento de competitividade, é por isso que a China constantemente segura a moeda dela, o produto dela fica barato e tem que exportar. Por enquanto eu não estou vendo crescimento, estamos vivendo de vai dar certo. Mas eu também não estou torcendo para dar errado não. Por enquanto, o governo está se lastreando na credibilidade do novo ministro da Fazenda, que é uma pessoa que tem credibilidade interna e externa, é um fiador desse processo, é claro que quem se associou para fazer o impeachment quer que alguma coisa melhore, ou eles vão desembarcar em 2018 pior do que estavam, então está todo mundo bombando. Muitas das coisas que a gente queria votar estão sendo votados agora. Por decisão, interditaram inúmeras vezes a chamada pauta bomba no governo da Dilma para não dar certo, asfixiaram para causar um problema político. Não dá para dizer que tem uma crise política só por erro do lado de cá. Tinha um negócio programado, mas viramos de 2015 para 2016 que ninguém acreditava mais em impeachment. Estou falando porque eu estava lá já na Casa Civil. Viramos uma condição melhor, e as coisas com a Lava Jato foram sendo tocadas a ponta de enrolar. 

Tribuna - A democracia está sendo violada com a intolerância que se está vendo nas ruas ou o resultado das urnas sepulta essa tese?

Wagner - Acho que as pessoas estão fazendo uma leitura totalmente equivocada, que sepulta a tese do golpe, é só fazer uma pesquisa que você vai ver. Uma coisa é as pessoas dizerem temporariamente não ao PT. Elas não estão dizendo sim ao Michel (Temer) ou ao grupo que está no poder. É só fazer uma pesquisa, e por isso o prefeito (ACM Neto) morria de medo de ser associado ao golpe. São 73% contra o golpe e a favor de eleições diretas. O que eu quero dizer é que essas duas coisas estão andando juntas. A condenação do PT, por essa questão da corrupção ou desencontros da economia, vale ao tempo que vale a condenação ao golpe. Se você perguntar em off aos marqueteiros do prefeito que foi reeleito, ele fugia do golpe como o diabo foge da cruz. Ele trouxe o Michel para cá? Aqui ele não tinha dois candidatos da base dele, só tinha um. Essa questão é mundial, as pessoas sabem que foi uma artificialidade. Impeachment é uma consequência de um malfeito, desde janeiro de 2015 levantaram o impeachment e ficaram vendo qual o crime que poderia encaixar a presidente Dilma. Não foi um crime como o do Collor, que teve um CPI, uma Casa da Dinda. Aqui não teve uma CPI da Dilma. Hoje, se você comparar, você tem uma condenação ao PT, basicamente por uma desarrumação da economia, por uma mentira dita muitas vezes, não somos o partido dos santos, mas o partido que sucumbiu a uma lógica de fazer política que está torta no Brasil. Agora, achar que isso, a aceitação ao golpe anda... Não tem nada a ver. 

Tribuna - O ex-presidente Lula acaba de ser indiciado pela terceira vez pela Operação Lava Jato. É uma ação meramente política ou há um enfrentamento no combate à corrupção?

Wagner - Se fosse um enfrentamento grande no combate à corrupção seguramente, como todos os partidos estão no poder no Brasil, você teria que ter uma democratização muito maior de culpados e acusações. Com relação ao ex-presidente Lula, eu o conheci morando na mesma casa em que ele mora oito anos após ser presidente da república. Essa última condenação, eu não conheço detalhes, mas você querer exportar empresas e produtos brasileiros, ele era o verdadeiro marchand do Brasil lá fora.

Quando ele foi corretamente explorar o mercado da África, a América Latina, da Índia e da China, foi com uma grande visão. Ele disse para o Itamaraty que não queria mais a diplomacia do cunho de renda, mas a diplomacia comercial, como faz os Estados Unidos. A embaixadora dos Estados Unidos quando era ministra da Defesa, vinha defender os interesses da indústria de defesa americana. Então, eu colocar uma empresa como a Odebrecht, que falem o que quiser do processo, mas tem uma folha de tecnologia que opera em vários lugares, eu levar um engenheiro lá para fora, eu estou exportando inteligência brasileira. Se tem a interferência de alguém que ganhou ou não ganhou, esse detalhe eu não conheço. 

Eu desconheço sinais externos de riqueza do presidente Lula para dizer que ele se beneficiou. Eu conheço a família, os filhos, ele mora no mesmo apartamento que morava antes de ser presidente.

As pessoas chamam de cobertura, mas é menor que o meu. Na minha opinião, é uma questão de pele da aristocracia. Esse homem deveria receber uma medalha de pacificador, ele, ao contrário do que se imaginava, ele pacificou. 

Ele não é da luta de classes, não é da esquerda tradicional. O Lula é um cristão da justiça social humanitária, um exemplo de superação. Porque estão querendo estigmatizar essa pessoa? Onde está o benefício dele? É o Instituto Lula? Todo mundo dá palestra, quando ele dá é trambique? 

O Fernando Henrique dá, o Clinton dá, todo mundo vive disso. Ele, como um dos presidentes mais exitosos do mundo, que elegeu sua sucessora com 80%, é requisitado em qualquer lugar. Qualquer cara dá uma palestra e cobra R$ 20 mil, R$ 30 mil, até jornalista.

Depois, quando nada adiantou, inventaram impeachment. Eu acho um desserviço, pegaram um símbolo que foi construído pela sociedade brasileira para acabar com ele de qualquer jeito. Eu até brinco, o Mandela saiu da prisão para se tornar um líder, o Lula que é um líder querem colocar na prisão. 
Tribuna - O nome do senhor é cotado caso Lula não seja candidato. Assume primeiro o partido e depois ganha projeção para entrar em 2018 fortalecido?

Wagner - Eu já tenho um patrimônio político, fiz oito anos de governo e, como diz um senhor de idade do interior, eu deveria até propagandear mais porque em oito anos de governo não teve um escândalo de corrupção, os que tiveram a gente estourou por dentro. Eu não pretendo ser presidente nacional do PT, acho que o PT já tem um presidente que se chama Luiz Inácio Lula da Silva, já disse isso para ele. Não adianta o PT ter um presidente de fato e um de direito. Eu posso ir para a executiva nacional do PT para ajudar ele a tocar as coisas, mas não acredito em salvador da pátria. Lógico que eu quero dar contribuições, acho que o PT ainda tem uma vida longa, se engana quem acha que o PT precisa mudar de nome. A tempestade é a antessala do sol brilhando, quem não aguentar passar por uma tempestade… querendo ou não, no processo de impeachment acabou acontecendo uma reaglutinação no campo democrático. Aquelas pessoas que foram para as ruas entenderam que não queriam ser enganadas como muitas foram em 1964, que sobre a coisa semelhante a essa moralista do anticomunismo, entrou todo mundo no bolo. O exemplo que eu gosto de citar é Teotônio Vilela, que esteve lá e depois virou o senhor das diretas. Aquela de ‘ah, vamos acabar com o comunismo’, como agora estão dizendo. Isso não é crescimento, é involução da democracia brasileira, o cara pode pensar o que quiser, mas não tem o direito de me agredir. Vi o Eduardo Cunha sendo agredido no aeroporto, eu não fico satisfeito. Eu condeno ele por tudo que fez, mas calma, senão vamos fazer justiça com as próprias mãos. Para mim isso foi uma coisa inoculada aqui, esse fora PT foi a Geni da sociedade, e falo isso com muita tranquilidade, como sou judeu ouço as histórias dos meus pais, até a comunidade uma vez se irritou quando o Lula citou isso, claro que são graus diferentes, lá houve uma chacina de seis milhões, mas a semente é a mesma, de achar que a culpa do mundo é de A, B ou C. 

Tribuna - O que o senhor pretende fazer em 2018?

Wagner - Eu vou continuar na política, a minha vida inteira dedicada a isso, desde os 15, 16 anos já estava nisso, estou há 36 anos no PT e vou continuar trabalhando para que o PT volte a representar a esperança, principalmente do povo mais carente da Bahia e do Brasil. 

Não tem cargo ainda previsto, mas estou sempre à disposição da política. Muitos companheiros acham que o meu lugar é disputando um lugar no Senado, em 2018, é possível, para fortalecer e ajudar na eleição de Rui, mas a política é tão dinâmica que você querer saber em que ponto vai estar em 2018 é precipitado. Mas esse cenário de ser candidato ao Senado, a um cargo político para ajudar algum candidato, é o que eu diria que está mais Claro.


fonte:Tribuna da Bahia online de 17/10/16/reprodução

Temer quer recolhimento no salário de 11% para 14% na previdência



Para agradar aos governadores, a reforma da da Previdência Social que será enviada pelo governo Michel Temer para a Câmara dos Deputados vai ampliar de 11% para 14% a alíquota de recolhimento  nos salários dos servidores públicos, segundo informações da coluna Radar Online, da revista Veja.
De acordo com a proposta, no setor privado, trabalhadores se aposentam com cerca de 50 anos, ao completar o tempo de contribuição (35 anos, homens e 30, mulheres). O governo quer idade mínima de 65 anos, chegando a 70 para novas gerações. No funcionalismo, já há idade mínima (60 anos, homens e 55, mulheres), mas subirá para igualar regimes.
Já o tempo mínimo de contribuição deve subir dos atuais 15 anos para 25 anos. No caso dos trabalhadores rurais, considerados segurados especiais, podeão se aposentar por idade (60 anos homens e 55, mulheres), bastando apenas comprovação da atividade no campo. O governo quer que esse segmento também passe a contribuir para o regime, com alíquota semelhante à do MEI, de 5%. A idade também vai subir. 

fonte:Veja/Bocãonews

domingo, 16 de outubro de 2016

Bahia: Ex-presidente pede para OAB não pôr advogados inadimplentes no Serasa


Saul Quadros, ex- presidene da ordem - foto:site grande Bahia/reprodução

O advogado Saul Quadros Filho, ex-presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), fez um apelo ao presidente da entidade, Luiz Viana Queiroz, para que os advogados inadimplentes não sejam incluídos no cadastro do Serasa.
Em uma postagem na rede social, Saul disse que a inadimplência na OAB-BA chegou a um “patamar insuportável” por causa da crise econômica e para reduzir o número de devedores, segundo o ex-presidente, a Ordem na Bahia estuda “providências duras inclusive a negativação, junto ao Serasa, daqueles colegas que estão em débito”.
“Faço um apelo ao presidente Luiz Viana Queiroz: suspenda tal medida, presidente. Procure resolver o problema, que é sério, no âmbito interno da própria entidade. Convoque aqueles que não estão em dia com as suas anuidades a fazer um parcelamento dos seus débitos. A negativação dos seus nomes no Serasa somente agravará a crise pela qual estão passando, e nada assegura que a seccional poderá ser beneficiada”, sugeriu Saul Quadros. 
O ex-conselheiro federal da OAB, o advogado Ruy João Ribeiro, endossou o apelo de Saul Quadros. “A inscrição do nome do advogado inadimplente é a medida mais dura e ilegal que a Ordem poderia adotar contra os advogados que estão enfrentando a atual crise. O problema orçamentário da atual gestão não pode ser resolvido com punição ilegal aos advogados. Espero que o atual presidente atenda às inúmeras solicitações dos advogados para suspender a drástica e ilegal medida”, afirmou.
Ainda na postagem, Saul voltou a tecer críticas a situação a Justiça baiana. Disse que o Judiciário da Bahia está “cada vez mais enredado com os seus problemas, incapaz de resolvê-los”.

fonte:Bocão News/reprodução