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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Bolsa cai, dólar sobe após a fala do presidente Bolsonaro "Está para estourar", sobre suposta acusação contra pessoa próxima


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foto:reprodução
A Bolsa brasileira teve um dos piores desempenhos dentre os principais mercados globais nesta segunda-feira (26). O Ibovespa recuou 1,27%, a 96.429 pontos, menor patamar desde 5 de junho, antes da aprovação da reforma da Previdência na Câmara. 
O índice operou destoado do mercado americano e europeu, que iniciaram uma recuperação após o tombo de sexta (23), com o aumento da reprovação do governo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e a fala do presidente sobre uma suposta acusação a alguém importante a seu lado.
O dólar acompanhou a aversão a risco e subiu 0,36%, a R$ 4,1390, maior valor desde 18 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais que levaram Bolsonaro ao poder. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 4,1640.
O mercado brasileiro chegou a abrir com o viés positivo, com queda do dólar e alta da Bolsa, acompanhando o exterior.
Nesta segunda, antes da abertura do mercado europeu, o presidente americano Donald Trump sinalizou novas reuniões com a China para um acordo comercial. 
O vice-premiê chinês, Liu He, que tem liderado as negociações com Washington, também afirmou que a China está disposta a resolver a disputa comercial através de negociações calmas e se opõe à intensificação do conflito.
O tom ameno e conciliatório levou as Bolsas europeias e americanas a fecharem em alta. Em Nova York, Dow Jones e S&P 500 subiram 1,05% e 1,10%, respectivamente. Nasdaq teve alta de 1,32%. Paris e Frankfurt subiram 0,45% e 0,40%, respectivamente. O mercado de Londres permaneceu fechado, devido a feriado.
No Brasil, por volta das 11h, o viés mudou com a divulgação da pesquisa do instituto MDA para a CNT (Confederação Nacional do Transporte). Segundo ela, a desaprovação do desempenho pessoal do presidente Bolsonaro saltou para 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro.
O governo Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 39,5% dos brasileiros. Em fevereiro, esse índice era de 19% -ou seja, houve uma elevação de pouco mais de 20 pontos percentuais em seis meses.
O levantamento indica ainda que 29,4% consideram o governo ótimo ou bom e 29,1%, regular. Não souberam ou não responderam 2% dos entrevistados. Em fevereiro, esses índices eram de 39%, 29% e 13%, respectivamente.
Os dados do CNT/MDA também apontam que a aprovação pessoal do desempenho do presidente caiu para 41%, ante 57,5% em fevereiro.
"Era de se imaginar que aqui teríamos um dia mais calmo, mas tivemos uma grave perda de aprovação do presidente, que antes tinha apoio popular", afirma Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos.
Além da queda de popularidade, o presidente afirmou a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada que uma acusação contra alguém que está ao seu lado estaria para estourar, sem dar maiores esclarecimentos. Segundo analistas, a fala contribuiu para a apreensão de investidores.
Os dois acontecimentos se juntaram à crise diplomática que o país vive com países europeus em torno dos incêndios da Amazônia e fizeram o real ter o pior desempenho entre os emergentes nesta segunda. 
Também contribuiu para a desvalorização da moeda brasileira, a força internacional do dólar. A valorização da moeda americana frente aos pares globais, medida pelo índice DXY, teve alta de 0,42%.
O Ibovespa teve o segundo pior desempenho dentre as principais globais, atrás apenas da Bolsa argentina, que recuou 2,77%. 
O giro financeiro da B3 foi de R$ 14,576 bilhões, abaixo da média diária para o ano.
"Hoje foi um dia bem ruim para a Bolsa brasileira. Até semana passada estávamos acompanhando bem à risca o exterior e, hoje, descolamos. Isso mostra que o investidor já olha o Brasil com uma cautela a mais", afirma Thiago Salomão, da Rico Investimentos.

fonte:Folhapress 26/08/19- 21h:59min.

Fachin mantém Geddel na prisão pelo bunker dos R$ 51 milhões

Foto: Divulgação/reprodução

                                   foto:Divulgação da PF/reprodução


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Governos Lula e Temer) para revogação de sua prisão preventiva. Fachin também negou domiciliar para Geddel, preso em 8 de setembro de 2017, após a apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento em Salvador no âmbito da Operação Tesouro Perdido (veja aqui).

Alvos da ação penal 1030, Geddel e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB), respondem por lavagem de dinheiro e associação criminosa. No dinheiro encontrado no bunker, foram encontradas digitais de Geddel.

Fachin proferiu a decisão na última quinta-feira (22), no âmbito da Ação Penal 1030 na qual Geddel e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB), respondem por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A defesa pedia que o Supremo revogasse a prisão do ex-ministro ou, subsidiariamente estabelecesse medidas alternativas. Caso não fossem atendidos os advogados pediam que a Corte colocasse Geddel em prisão domiciliar, sob o argumento de que o ex-ministro ficasse em ‘regime disciplinar diferenciado’.

Por decisão do Juízo da Vara das Execuções Penais do Distrito Federal, o ex-ministro foi transferido de uma cela onde tinha a companhia de outros 14 detentos para o Pavilhão de Segurança Máxima.

Rejeitando o pedido da defesa, Fachin indicou que a prisão preventiva de Geddel foi determinada ‘em função da gravidade das condutas atribuídas ao ex-ministro, dos robustos indicativos de propensão à reiteração delitiva e da inequívoca insuficiência de medidas cautelares alternativas para o resguardo da ordem pública’. Informações do Bahianotícias.

Artigo: The New York Times diz que Bolsonaro é "menor, o mais maçante e mais insignificante dos líderes"

[The New York Times diz que Bolsonaro é
foto:reprodução

O jornal The New York Times desta segunda-freira (26), no alto da primeira página da versão impressa traz um texto de opinião intitulado "Uma devastação da Amazônia em todo o Brasil" e destaca: — Um tesouro global está à mercê do presidente Jair Bolsonaro, o menor, o mais maçante e o mais insignificante dos líderes.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem revelado tristeza com o noticiário sobre os incêndios na floresta amazônica, em conversas com interlocutores nos últimos dias. Bolsonaro entende que as queimadas já vinham ocorrendo e enxerga um exagero na repercussão negativa que tem sido dada sobre ele. Segundo o jornal Metrópoles, a um aliado próximo, o presidente disse que talvez viaje à região amazônica. Oficialmente, não há ainda nenhuma viagem prevista.
Em coletiva de imprensa nesse sábado (24), os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, destacaram a preocupação do presidente Bolsonaro em conter a devastação causada pelo fogo e por crimes ambientais na Amazônia. A decisão de enviar as Forças Armadas foi citada como prova disso. Interlocutores do presidente também frisam essa medida.
A interlocutores, o presidente também se queixou da posição do presidente francês Emmanuel Macron, que associou a crise ao governo Bolsonaro. Informações da agência Brasil.

Comentário de Bolsonaro sobre primeira-dama foi extremamente desrespeitoso, diz presidente francês

O presidente francês Emmanuel Macron: "As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]" (Francois Mori/Reuters)
Macron também afirmou esperar que Brasil tenha logo presidente ‘à altura do cargo
O presidente da França, Emmanuel Macron, respondeu nesta segunda-feira, 26, ao comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro no Facebook sobre sua mulher, Brigitte. O chefe de Estado francês afirmou que o comportamento do presidente brasileiro foi “triste” e “extremamente desrespeitoso”.
Macron disse ainda esperar “muito rapidamente” que os brasileiros “tenham um presidente que esteja à altura do cargo”.
No último sábado 24, Bolsonaro respondeu ao comentário de um seguidor que comparou a beleza da primeira-dama da França à de Michelle Bolsonaro.
“Agora entende por que Macron persegue Bolsonaro?”, escreveu o seguidor, na legenda da foto dos casais. “Não humilha cara. Kkkkkkk”, respondeu Bolsonaro, em comentário ainda visível em seu Facebook.
A resposta de Bolsonaro repercutiu negativamente na imprensa francesa, que acusou o chefe de Estado brasileiro de sexismo.
Em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, durante a cúpula do G7 em Biarritz nesta segunda, Macron foi questionado por jornalistas sobre o comentário de Bolsonaro.
“O que eu posso dizer? É triste. É triste primeiro para ele, e para os brasileiros”, disse. “As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]”, afirmou o líder francês.
Macron descreveu ainda os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um “grande mal-entendido”.
Jair Bolsonaro comentou sobre esposa de Macron Comentário de Jair Bolsonaro sobre primeira-dama da França
Comentário de Jair Bolsonaro sobre primeira-dama da França (Reprodução/Facebook)

Ajuda de 20 milhões de euros

Também durante a coletiva desta segunda, Macron anunciou um acordo entre os líderes do G7 para doar 20 milhões de euros (cerca de 91 milhões de reais) em auxílio emergencial para ajudar a combater as queimadas na Amazônia.
A maior parte do dinheiro que será doado deve ser destinado ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios. Além disso, o grupo das sete maiores economias do mundo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será apresentado na Assembleia-Geral das Nações Unidas em setembro.
Para que a medida entre em vigor, o Brasil terá que concordar em trabalhar com ONGs e populações locais, segundo Macron.

Crise diplomática

As imagens da Floresta Amazônica em chamas provocaram comoção global e impulsionaram o assunto na agenda das discussões do G7. Emmanuel Macron tornou a situação uma das prioridades da cúpula, apelando no sábado para uma “mobilização de todos as potências” para lutar contra as queimadas e em favor do reflorestamento.
A questão, contudo, despertou uma intensa troca de críticas entre os governos do Brasil e da França. Na sexta-feira 23, Macron anunciou sua oposição ao acordo de livre-comércio assinado entre a UE e o Mercosul, acusando Bolsonaro de ter mentido sobre seus compromissos com o meio ambiente.
Sua posição foi apoiada pela Irlanda, que também usou as políticas ambientais brasileiras para criticar o pacto. Em seguida, a Finlândia, que atualmente detém a presidência rotativa da União Europeia, pediu que os países do bloco avaliem a possibilidade de banir a importação de carne bovina do Brasil. 
No sábado, Bolsonaro admitiu estar “avaliando” a convocação do embaixador do Brasil na França ao país.
Ao longo do final de semana, as provocações do lado brasileiro se tornaram mais diretas. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, postou no Twitter no sábado uma mensagem atacando Macron e fazendo um trocadilho com seu sobrenome.
“Mais fogo em Angola e Congo do que na Amazônia…. e o Mícron não fala nada …. por que será? Será que é por que eles não concorrem com os ineficientes agricultores franceses ?”, escreveu Salles, acusando o presidente francês de se interessar pela proteção da Amazônia apenas para tentar enfraquecer o agronegócio brasileiro.
Já o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chamou Macron de “cretino” e disse que a França tem um líder sem caráter. “O Macron não está a altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”, escreveu no Twitter.
fonte:Veja.com/ 26/08/19 -11h:18min.

domingo, 25 de agosto de 2019

Bolsonaro zomba da esposa de Macron e é acusado de sexismo

Jair Bolsonaro comentou sobre esposa de Macron

Presidente do Brasil respondeu a um comentário de um seguidor que comparava a beleza de Michelle Bolsonaro à de Brigitte Macron, de 66 anos

A troca de críticas e ofensas entre Jair Bolsonaro e o presidente da França,Emmanuel Macron, motivadas pelos incêndios na Amazônia, respingou também na primeira-dama francesa, Brigitte Macron, de 66 anos. No último sábado 24, o presidente brasileiro respondeu ao comentário de um seguidor que comparou a beleza da esposa de Macron à de Michelle Bolsonaro, que é 29 anos mais jovem.
“Agora entende por que Macron persegue Bolsonaro?”, escreveu o seguidor, na legenda da foto dos casais. “Não humilha cara. Kkkkkkk”, respondeu Bolsonaro, em comentário ainda visível em seu Facebook. A resposta de Bolsonaro repercutiu negativamente pela na imprensa francesa, que acusou o chefe de Estado brasileiro de sexismo.
Dois dias antes, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e postulante à vaga de embaixador nos Estados Unidos, compartilhou um vídeo que chamava Macron de “idiota”. O presidente francês, por sua vez, disse que Bolsonaro mentiu sobre seus compromissos com o meio ambiente.
As relações entre os governos de Brasil e França estão estremecidas desde o início do mês, quando Bolsonaro cancelou, de última hora, um encontro com o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, e publicou um vídeo no Facebook enquanto cortava o cabelo, no mesmo horário em que estava programada a reunião. Na ocasião, Le Drian ironizou a “urgência capilar” do brasileiro.

MG: Escritora e roteirista Fernanda Young morre aos 49 anos

Fernanda Young
Fernanda Young (Reinaldo Marques/TV Globo/reprodução
A escritora e roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo, 25, após sofrer um ataque de asma no sítio que mantinha em Gonçalves (MG). A crise ocorreu por volta das 3 da manhã e desencadeou uma parada cardíaca.
Amigos e familiares estão em estado de choque. O enterro acontecerá às 16h15, no cemitério de Congonhas (MG).
Fernanda tinha apenas 49 anos e deixa quatro filhos. Ela iria contracenar com a atriz Fernanda Nobre na peça “Ainda Nada de Novo”, que estava com estreia marcada para o dia 12 de setembro, em São Paulo.
A escritora nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, e ganhou projeção nacional com o roteiro do seriado “Os Normais”, exibido pela TV Globo no início da década de 2000. O texto, escrito em parceria com seu marido, Alexandre Machado, narrava a vida do casal Rui e Vani, interpretados por Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres.A estreia de Fernanda ocorreu em 1995, com adaptações de textos de Luis Fernando Veríssimo para o programa “A Comédia da Vida Privada”.
Após o sucesso alcançado com “Os Normais”, Fernanda roteirizou as séries “Os Aspones” e “Minha Nada Mole Vida”, entre outras. Ela também integrou a primeira formação do seriado “Saia Justa” e apresentou o programa “Irritando Fernanda Young”, no canal por assinatura GNT.
Fernanda é autora de 14 livros. Foi uma das poucas mulheres a aparecer na revista “Playboy” como modelo do ensaio de capa e como entrevistada.

fonte:Veja.com/ 25/08/19 -12h:10min.

Após gancho por expulsão, emissora argentina ironiza volante Felipe Melo



Imagem postada por Felipe Melo em 2018. Desde então, argentinos 'perseguem' o jogador (Reprodução/Twitter)
Imagem postada por Felipe Melo em 2018. Desde então, argentinos 'perseguem' o jogador (Reprodução/Twitter)
Foto: Lance!A bronca dos argentinos com Felipe Melo teve mais um capítulo ontem. Aproveitando a punição de quatro partidas de suspensão dada ao volante palmeirense pelo STJD, por conta de expulsão contra o Bahia, o canal argentino TyC Sports não perdeu a chance de cutucar o jogador brasileiro mais uma vez. Em sua conta oficial do Twitter, a emissora publicou um vídeo no qual um garotinho dá forte carrinho e derruba o adversário. Na legenda, apenas a seguinte frase: 'El hijo de Felipe Melo' (O filho de Felipe Melo) e um emoji (imagem) de um quimono de judô. A provocação argentina vem de longe. Em 2018, às vésperas da semifinal entre Palmeiras e Boca Juniors, pela Libertadores, o volante do Verdão postou uma foto para, supostamente, festejar vitória sobre o Ceará por 2 a 1. Na imagem, o jogador aparecia em casa e posicionado à frente de um pôster. E foi justamente esse quadro que causou a ira dos argentinos.Trata-se de uma reprodução em tamanho quase real de uma foto que mostra Felipe Melo encarando Lionel Messi em um jogo Brasil x Argentina disputado em setembro de 2009 (veja acima). Na partida, realizada em Rosário (ARG), a Seleção Brasileira venceu de virada por 3 a 1.A mídia argentina tratou a postagem de Felipe Melo como uma provocação. À época, o canal TyC Sports publicou a foto com um questionamento: "Será que ele queria intimidar os argentinos na véspera da semifinal da Libertadores?". Desde então são comuns ironias contra o jogador brasileiro nos portais esportivos do país. Os argentinos não perdem a chance de destacar as expulsões ou confusões de Felipe Melo.Ironicamente, após a expulsão contra o Bahia pelo Brasileirão, o volante também foi expulso no jogo de ida das quartas de final da Libertadores contra o Grêmio, em Porto Alegre.
fonte:Portal Terra/ 23/08/19 -08h:02min.

7 meses de gestão: Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro


Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro sobre sua ingerência em ministros
foto:reprodução G1


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (24) ter ingerência sobre todos os ministros ao ser questionado se o ministro Sergio Moro (Justiça) tinha carta branca. 

"Olha, carta branca eu tenho poder de veto em qualquer coisa, se não eu não sou presidente. Todos os ministros têm essa ingerência minha e eu fui eleito para mudar. Ponto final", disse ao deixar o Palácio da Alvorada. 

O presidente disse não ter nenhum problema com Moro em meio a um enfraquecimento do titular da Justiça. 

"Não tenho problema nenhum com o Moro. Cada hora levantam uma coisa. Uma hora era Marcelo Álvaro Antonio, o Onyx também.", disse. 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Bolsonaro mudou seu discurso de quando escolheu o ex-juiz da Lava Jato para sua equipe ministerial e disse que ele teria carta branca. 

Recentemente, ele já deu diversas declarações de interferência na Polícia Federal, subordinada à pasta de Moro, dizendo que poderia trocar até o diretor-geral do órgão. 

A recente interferência na PF é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder de Moro no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses do governo Bolsonaro.

Apesar dos ataques à sua prometida autonomia, Moro permanece calado. 

Quando confirmou o convite, em novembro de 2018, Bolsonaro disse em entrevistas que tinha combinado com Moro que ele teria "liberdade total" para o combate à corrupção e ao crime organizado.

Em uma das manifestações, o então presidente eleito citou a escolha do chefe da Polícia Federal como uma das atribuições do ministro da Justiça.

Os últimos oito dias foram de crise entre Bolsonaro, Moro e a PF, após o presidente atropelar a instituição e anunciar a troca do superintendente no Rio de Janeiro. 

Em sua última declaração sobre o assunto, na última quinta-feira (22), o presidente ameaçou até trocar o comando do órgão, hoje a cargo de Maurício Valeixo.

A PF é subordinada ao Ministério da Justiça, e Valeixo virou chefe por escolha de Moro. Os dois se conhecem há vários anos e trabalharam juntos na Operação Lava Jato.

fonte:folhapress -25/08/19 -07h:21min.