Documentos vazados começarm a circular online nesta sexta-feira (18), depois de terem sido publicados no Telegram | Reprodução/Pixabay.
Os Estados Unidos (EUA) estão investigando umvazamento de informaçãoaltamente confidencial da presença do serviço de inteligência americano em planos de retaliação de Israel contra o Irã, segundo fontes. Uma das pessoas confirmou a autenticidade dos documentos.
“Profundamente preocupante”, declarou uma autoridade dos EUA à CNN, referindo-se ao vazamento.
Os documentos, de 15 e 16 de outubro, começaram a circular online nesta sexta-feira (18), depois de terem sido publicados no Telegram por uma conta chamada Middle East Spectator.
Eles são sinalizados como ultrassecretos e possuem indicações que só devem ser vistos pelos EUA e Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido, membros da Aliança Cinco Olhos, formada a partir do Tratado UKUSA, que tinha como objetivo a cooperação entre as Inteligências desses países.
Os documentos descrevem, aparentemente, os planos de Israel para um ataque contra o Irã. Um deles, supostamente compilado pela Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, diz que os planos envolvem Israel movimentando munições.
Uma autoridade dos EUA afirma que a investigação está examinando quem teve acesso ao suposto documento do Pentágono. Qualquer vazamento desse tipo desencadearia automaticamente uma investigação do FBI junto com o Pentágono e as agências de Inteligência dos EUA. O FBI se recusou a comentar sobre.
O Conselho de Segurança Nacional encaminhou a CNN ao Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional e ao Pentágono. O Pentágono e a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial não quiseram falar sobre. A CNN entrou em contato com a Agência de Segurança Nacional.
Não está claro como os documentos se tornaram públicos, se foram hackeados ou vazados.
Elevador Lacerda em Salvador foto: arquivo Blog Fique Informado
O final de 2024 se aproxima, e para quem pode programar uns dias de descanso, ou fazer aquela viagem dos sonhos em 2025, a primeira coisa a fazer, é verificar os feriados prolongados que acontecerão no próximo ano.
Vale salientar que cada Estado, município, tem suas datas comemorativas, seja por aniversário, ou festa religiosa. Em termos nacionais, teremos em 2025, entre feriados e ou pontos facultativos, o seguinte:
DATADIA
DA SEMANA
1º de janeiroQuarta-feiraAno Novo 2025 – Confraternização Universal (feriado nacional)
3 de marçoSegunda-feiraCarnaval
2025 (ponto facultativo)
4 de marçoTerça-feiraCarnaval
2025 (ponto facultativo)
5 de marçoQuarta-feiraQuarta-feira
de Cinzas (ponto facultativo até 14h)
18 de abrilSexta-feiraSexta-feira Santa 2025 – Paixão de Cristo (feriado nacional)
20 de abrilDomingoPáscoa (data comemorativa da Semana Santa 2025)
21 de abrilSegunda-feiraTiradentes (feriado nacional)
1º de maioQuinta-feiraDia
do Trabalhador (feriado nacional)
19 de junhoQuinta-feiraCorpus Christi 2025 (ponto facultativo)
7 de setembroDomingoIndependência
do Brasil (feriado nacional)
12 de outubroDomingoNossa
Sra. Aparecida (feriado nacional)
2 de novembroDomingoFinados (feriado nacional)
15 de novembroSábadoProclamação da República (feriado nacional)
20 de novembroQuinta-feiraDia de Zumbi e da Consciência Negra
(feriado nacional)
24 de dezembroQuarta-feiraVéspera de Natal (ponto facultativo após
14h)
25 de dezembroQuinta-feiraNatal (feriado nacional)
31 de dezembroQuarta-feiraVéspera do Ano Novo 2026 (ponto
facultativo após 14h)
1º de janeiroQuinta-feiraAno Novo 2026
NA BAHIA
02 DE JULHO - Quarta-feira - Independência da Bahia
EM IRECÊ
02 de agosto – Sábado - (99 anos de emancipação política)
04 de agosto - Segunda-Feira - Padroeiro da cidade
A série de reportagens foi coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês). No Brasil, participaram da investigação o Metrópoles, a Agência Pública, a piauí e o Poder 360.
A aquisição de uma offshore em um paraíso fiscal faz com que as informações sobre a empresa fiquem em sigilo. Ter uma offshore não é ilegal, desde que o saldo seja declarado à Receita Federal e ao Banco Central.
No caso de servidores públicos e agentes políticos, entretanto, a situação pode envolver conflitos de interesses. O Código de Conduta da Alta Administração Federal, que baseia as decisões da Comissão de Ética Pública da Presidência, proíbe funcionários do alto escalão de manter aplicações financeiras, dentro ou fora do Brasil, passíveis de ser afetadas por políticas governamentais. É uma vacina contra o uso de informações privilegiadas em proveito particular.
Paulo Guedes era o ministro da Economia do governo Bolsonaro. Como tal, era responsável por decisões que impactavam os principais marcadores da economia brasileira, a exemplo da cotação do dólar, capaz de afetar seus investimentos no exterior. Campos Neto, como presidente do BC, passava pela mesma situação. O BC é o responsável por definir a taxa básica de juros do Brasil, entre outras atribuições, a exemplo do combate à inflação.
Guedes mantinha a offshore Dreadnought International, nas Ilhas Virgens Britânicas. Campos Neto, por seu turno, foi dono da Cor Assets, no Panamá. O presidente do BC fechou a offshore em outubro de 2020. Durante quase dois anos, foi ao mesmo tempo presidente do BC e dono da companhia.
A Comissão de Ética Pública da Presidência continua a apurar o caso, três anos depois. O processo voltou a tramitar só recentemente, em agosto deste ano. Até então, o colegiado estava impedido de investigar o caso por uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Mesmo que as apurações avancem, os resultados serão fracos do ponto de vista prático. Para uma autoridade, como Campos Neto, a sanção mais forte é a recomendação de exoneração. Para uma ex-autoridade, como Guedes, a pena mais dura é uma mancha no currículo, que não impede a assunção de novos cargos públicos no futuro.
Em outros países, a série de reportagens trouxe consequências mais concretas. “Nos últimos três anos, vimos a criação de novas regras e a promulgação de leis para reprimir o sigilo financeiro e forçar o setor dos serviços financeiros a operar de forma mais transparente”, afirmou um comunicado do ICIJ.
“Numerosos países afirmaram que ainda investigam as revelações dos Pandora Papers e já identificaram ou recuperaram dezenas de milhões de dólares em impostos não pagos”, seguiu o consórcio internacional.
Em outros países, a série de reportagens trouxe consequências mais concretas. “Nos últimos três anos, vimos a criação de novas regras e a promulgação de leis para reprimir o sigilo financeiro e forçar o setor dos serviços financeiros a operar de forma mais transparente”, afirmou um comunicado do ICIJ.
“Numerosos países afirmaram que ainda investigam as revelações dos Pandora Papers e já identificaram ou recuperaram dezenas de milhões de dólares em impostos não pagos”, seguiu o consórcio internacional.
São Paulo— Astatuagensdentro dosistema carcerárionão são feitas ou usadas para adornar a pele. Pelo contrário, indicam os crimes atribuídos à pessoa marcada com elas, servindo como alerta, no caso de presos perigosos, e também como sinalização para que criminosos sejam punidos, principalmente os envolvidos emcrimes sexuais.
Com base em estudos e cartilhas de forças de segurança, o Metrópoles elencou os símbolos mais usados por presidiários para identificar assassinos, ladrões e estupradores (veja galeria abaixo).
A análise do tema, no Brasil, começou na década de 1920 com o médico psiquiatra José de Mello Moraes. Ele decidiu catalogar as tatuagens de presos na recém-inaugurada Casa de Detenção do Carandiru, na zona norte paulistana.
Em 20 anos, ele produziu 2.600 fichas. Elas contribuem para a compreensão dos significados das tatuagens nas cadeias, algumas ainda mantidas e outras já em desuso.
11 imagens
“Detentatuadores”
As tatuagens de cadeia são feitas sem cuidados de higiene, com riscos de contaminação por doenças.
As engenhocas usadas pelos detentos tatuadores, os “detentatuadores”, podem ser feitas com pedaços de arame, agulhas, pregos e até clips de papel. Todos usados para furar a pele com tinta, geralmente de caneca esferográfica nas cores verde, azul, preta e vermelha.
Tipos e desenhos de tatuagens:
Nossa Senhora Aparecida
Tatuagem de Nossa Senhora Parecida, em tamanho pequeno, indica preso por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte). Se estiver desenhada no peito, é um talismã de proteção.
O desenho, quando grande e nas costas, significa que o presidiário foi estuprado no cárcere. Em alguns casos, também marca estupradores.
Faca na caveira
Muito comum em forças policiais de elite, como no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) carioca, a faca na caveira significa, no crime, que a pessoa tatuada com ela já matou policiais, civis ou militares.
Feita em qualquer parte do corpo, geralmente no antebraço, criminosos gostam de ostentá-la na cadeia para intimidar e impor respeito aos outros presos. Já a caveira, sem a faca, identifica homicidas. Outro símbolo usado por assassinos de policiais é o palhaço.
Cruz e velas
O significado da cruz com velas, quando tatuada na cadeia, indica presos de alta periculosidade.
Quando está em braços e ombros, mostra que a pessoa já foi condenada e, se feita nas costas, significa que o criminoso vai até as últimas consequências.
Maconha, mulher nua, saci ou carpa
A folha da maconha indica que o tatuado é traficante ou dependente químico.
Uma mulher nua, com a genitália a mostra, significa que o preso já usou drogas injetáveis. Já o saci Pererê, mais rara nos dias atuais, identifica traficantes de droga poderosos do lado de fora das grades e respeitados no sistema.
A carpa, geralmente nadando para baixo, mostra que o preso, além de envolvido com o tráfico, também é integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Beija-flor, coração, borboleta ou santo
Os homossexuais costumam sofrer violência sexual no sistema e são identificados com símbolos como beija-flor, coração transpassado por uma flecha, coração com a inscrição “amor de mãe”, borboleta ou ainda a imagem de São Sebastião.
Os símbolos podem ser feitos também em presos por estupro, que passam a ser vítimas do mesmo tipo de crime pelo qual foram condenados.
A este tipo de detento ainda pode ser tatuada uma pinta no rosto, uma marca de que o preso conta com um “marido” na cadeia.
Sereia
Estupradores são marcados com a imagem de uma sereia.
Demônios e serpentes
Os demônios identificam criminosos que matam por prazer, considerados psicopatas. É um alerta para que os outros presidiários tenham cautela ao lidar com eles.
O personagem dos filmes de terror Chuck, o boneco assassino, também é usado para marcar criminosos com esse perfil.
Assaltantes considerados traiçoeiros, covardes e perigosos são tatuados com serpentes.
Pontinhos nas mãos
Tatuar pequenos pontos nas mãos também indica quais os crimes foram praticados pelo preso, conforme a quantidade feita.
Um ponto identifica ladrões de carteira; dois pontos, estupradores; três, traficantes; quatro, criminosos especializados em furtos; e cinco, assaltantes. Dez pontos em formato de cruz identificam assassinos e chefes de quadrilha.
Os presos também costumam tatuar datas e nomes para lembrar de momentos marcantes no crime e até homenagens a comparsas.
A pomba identifica invasores de residência e a águia o anseio por liberdade, feita geralmente no período de cumprimento de pena.
Receio dos presos
O pesquisador e servidor Cezinando Vieira Paredes entrevistou 150 presos curitibanos, constatando que eles evitam falar sobre as tatuagens.
O levantamento ajudou a concluir que entre os criminosos “há um grande receio” em comentar sobre o significado “real” das tatuagens dentro das prisões.
“Por se tratar de um código intramuros, o qual deve ser respeitado e seguido, aquele que falar corre risco de vida, devendo seguir a lei do silêncio”, destaca o pesquisador.
Cezinando acrescenta, ainda, que presos envolvidos com crimes sexuais costumam afirmar que fizeram as tatuagens por “acharem bonitas”. Esse perfil de presidiário, geralmente, foi tatuado contra a vontade.
Uma audiência virtual sobre um caso de violência obstétrica acabou em um bate-boca entre a juíza Ana Maria Almeida Vieira, titular da 6ª Vara da Fazenda Pública do TJMA, e a advogada brasiliense Ruth Rodrigues, que representa a vítima da agressão. A situação, registrada em vídeo, ocorreu nessa quinta-feira (17/10), e terminou com a magistrada esquecendo de desligar o microfone e reclamando que poderia “estar fazendo tanta coisa”.
A confusão teve início após Ruth solicitar a transcrição do prontuário da paciente. Segundo ela, o documento escrito pelo médico está “ilegível” e “há partes impossíveis de serem compreendidas”.
A juíza, por sua vez, diz que a “história da transcrição não vai dar certo”. Em seguida, pergunta a um advogado do hospital processado se a solicitação seria possível e pede que uma nova cópia do mesmo documento fosse juntada ao processo.
Ruth, então, pontua que não está pedindo uma cópia do prontuário, mas uma transcrição legível do conteúdo manuscrito. “Esse é um direito que assiste ao paciente”.
A juíza, contudo, diz que concederia 5 dias para que a advogada fizesse o pedido por escrito. A defensora explica que prefere fazer a solicitação oralmente, pois o prazo prolongaria ainda mais o processo. Nesse momento, o bate-boca tem início.
Veja:
“Eu estou abismada como a transcrição de um prontuário, uma coisa simples que eu peço em todos os processos, está causando esse bafafá todo, gente”, disse a advogada.
Em meio a fala da defensora, a juíza responde: “A senhora que está causando bafafá desde que começou a audiência. A senhora não está se comportando adequadamente”.
Levantando a voz, a magistrada continua: “Eu vou te dar o prazo de 5 dias para a senhora formular o requerimento no PJE”.
Diante da situação, uma outra advogada pergunta a magistrada o motivo de ela ter gritado. A juíza, então, diminui o tom de voz e pergunta a Ruth se ela compreendeu. A defensora responde que sim e diz que Ana Maria não precisa gritar com ela. Mas a juíza insiste: “A senhora tem que saber se comportar em uma audiência, doutora”.
A outra advogada que acompanha a audiência, por sua vez, diz que, como uma juíza, Ana Maria também deve saber se comportar em uma audiência. A intervenção, contudo, não surge efeito. A magistrada continua dizendo que Ruth precisa aprender a se comportar e que ela “tumultua” a audiência.
“Gostaria que os advogados não tumultuassem. Vou fazer constar na Ata que estou concedendo um prazo de 5 dias para que a doutora Ruth formule o pedido de diligência. Encerrada audiência”, determinou a juíza, se levantando em seguida.
Sem perceber que a câmera e microfone permaneciam ligados, a magistrada diz que estava “perdendo o tempo” dela. Nesse meio tempo, um barulho de batida pode ser escutado, seguido de outra fala da juíza: “Podia estar fazendo tanta coisa”. Segundos depois a transmissão é finalizada.
Procurada, a advogada brasiliense disse que a magistrada “agiu com falta de decoro e desrespeito”.
O Metrópoles tentou contatar o Tribunal de Justiça do Maranhão, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. O espaço segue aberto para futuras manifestações.