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segunda-feira, 9 de maio de 2022

Da Câmera: PL pressiona Lira a retirar opositor de Bolsonaro da vice-presidência

 

PL pressiona Lira a retirar opositor de Bolsonaro da vice-presidência da Câmara
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A oposição de Marcelo Ramos (PSD-AM) ao governo de Jair Bolsonaro levou o PL, partido do presidente, a pressionar Arthur Lira (PP-AL) a retirar o amazonense da vice-presidência da Câmara e tentar emplacar um deputado da legenda no posto.

 

Ramos era do PL quando foi eleito para o cargo, mas migrou para o PSD após a filiação de Jair Bolsonaro. Para barrar a manobra, ele recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
 

No dia 29, o ministro Alexandre de Moraes concedeu uma liminar ao deputado e oficiou o presidente da Câmara a se abster de acatar qualquer deliberação do PL que implique o afastamento ou substituição do deputado do Amazonas da Mesa Diretora. O partido ainda pode recorrer.
 

A substituição de Ramos seria um ato inusual. Representaria, ainda, uma reviravolta nas regras adotadas atualmente pela Casa Legislativa.
 

A pressão do PL tem como base dispositivo do regimento da Câmara que prevê que o integrante da Mesa que trocar de partido perderá automaticamente o cargo. Ocorre que uma decisão da própria Câmara, em 2016, flexibilizou a regra e permitiu a troca para partidos do mesmo bloco, o que livraria Ramos.
 

Deputado federal de primeiro mandato, Marcelo Ramos, à época no PL, foi eleito vice-presidente da Câmara em fevereiro de 2021 com o voto de 396 colegas, na mesma chapa em que Arthur Lira se tornou presidente da Casa.
 

Ao longo de 2021, com o agravamento da crise sanitária de Covid-19 e a fraca atuação de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia, Ramos se consolidou como voz crítica ao governo. Quando o presidente sinalizou que pretendia migrar para o PL, o vice-presidente da Câmara disse ter virado alvo de críticas e perseguições.
 

A ida de Bolsonaro para o partido de Valdemar Costa Neto em novembro de 2021 fez com que Ramos migrasse para o PSD de Gilberto Kassab —a mudança foi oficializada em fevereiro deste ano.
 

Em sua ação de justificação de desfiliação partidária junto ao TSE, Ramos foi amparado por uma carta de anuência do presidente do PL. O documento diz que a permanência do amazonense no quadro de filiados "causaria indiscutivelmente constrangimentos de natureza política para ambas as partes" e que, por isso, a legenda concordou com a desfiliação.
 

Ramos seguiu com suas críticas ao governo e se tornou mais vocal após Bolsonaro editar decretos que reduzem o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e afetam a zona franca de Manaus —na sexta (6), Alexandre de Moraes suspendeu a redução em ação no STF.
 

A decisão de Ramos de entrar com o pedido de liminar ocorreu após entrevistas de Coronel Menezes, aliado de Bolsonaro no Amazonas e pré-candidato ao Senado, em que disse que o partido queria tirar o parlamentar do cargo de vice-presidente da Câmara.
 

Na ação declaratória com pedido de liminar, Ramos faz menção à pressão do PL e requereu que o partido "se abstenha de influenciá-lo ou coagi-lo, diretamente ou indiretamente, no exercício de sua função de vice-presidente da Câmara dos Deputados."
 

O deputado no documento indicou que, "a partir de reunião com os líderes dos partidos da base de governo, foi registrada a manifestação do Partido Liberal, por pressão do presidente da República, de solicitar o cargo da Mesa", o que seria "uma tentativa, por parte da Presidência da República, de interferir nos trabalhos da Câmara dos Deputados e, de certa forma, na própria separação dos Poderes".
 

Moraes, em sua decisão, afirmou que Marcelo Ramos detém autorização judicial para o exercício pleno do mandato de deputado.
 

Além disso, continua o ministro, ele não está submetido ao estatuto do PL que, segundo a Lei dos Partidos Políticos, poderia, ainda que em tese, estabelecer normas sobre "perda de todas as prerrogativas, cargos e funções que exerça em decorrência da representação e da proporção partidária, na respectiva Casa Legislativa, ao parlamentar que se opuser, pela atitude ou pelo voto, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelos órgãos partidários".

 

Por isso, afirmou Moraes, o PL não pode ameaçar, impedir, influenciar ou coagir Ramos na Câmara, em especial em razão da carta de anuência de Valdemar Costa Neto.
 

Procurado, Ramos disse que não iria se manifestar. O PL também não se pronunciou sobre a decisão de Moraes. Já Lira irá se manifestar nos autos do processo. ?
 

O regimento interno da Câmara determina que, em caso de mudança de legenda partidária, o integrante da Mesa Diretora perde automaticamente o cargo que ocupa e a vaga é preenchida após nova eleição.
 

Em 2016, no entanto, o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PTB-SP, na época MDB-RJ), em resposta a um questionamento sobre o tema, decidiu que o termo "legenda partidária" poderia ser interpretado de modo amplo como "partido ou bloco parlamentar".
 

Ou seja, uma mudança de partido dentro de um mesmo bloco parlamentar não alteraria a representação proporcional da Mesa Diretora. Como o PSD fazia parte do bloco de Lira, Ramos não pode ser afetado pela regra regimental, a não ser que Lira adote novo entendimento, derrubando a decisão de Cunha de 2016.
 

Caso reveja esse entendimento, Lira arrisca comprar uma briga com o PSD, que costuma votar alinhado com o governo. Especialmente porque outros dois membros da Mesa, Marília Arraes (PE) e Rose Modesto (MS), trocaram de partido na janela partidária —Marília, segunda secretária, deixou o PT pelo Solidariedade, e Rose, terceira secretária, saiu do PSDB para a União Brasil.


Fonte: FOLHAPRESS - 09/05/2022

domingo, 8 de maio de 2022

DF: Panela de pressão explode, uma pessoa morre e duas ficam feridas

                                           foto:reprodução/pixabay

Na manhã deste domingo (8/5), uma panela de pressão explodiu em um restaurante na QNM 18, em Ceilândia Norte. Duas pessoas ficaram feridas e uma morreu no local.

No momento da explosão, três pessoas estavam na cozinha. Entre elas, somente uma ficou gravemente ferida, a mulher teve uma parada cardiorrespiratória. As equipes de socorro do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência tentaram reanimar a vítima por cerca de 50 a 60 minutos.

A mulher, que aparenta estar na casa dos 30 anos, não resistiu e morreu no local do acidente. Informações do Correio Brasiliense em 08/05/2022.


Salvador: Soldado da PM é morto em Águas Claras

 

Policial militar de 30 anos é assassinado enquanto fazia ronda em Águas Claras
Foto: Reprodução / Instagram

O policial militar Alexandre Menezes, de 30 anos de idade, foi assassinado, na noite deste sábado (8), enquanto fazia rondas no bairro de Águas Claras, na periferia de Salvador, pelo Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM Cajazeiras).

 

Conforme informações da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), a viatura em que Alexandre estava se encontrava na Rua Ulisses Guimarães, em Águas Claras, por volta das 22h, quando os policiais foram surpreendidos por disparos de armas de fogo.

 

Alexandre foi atingido pelos tiros, chegou a ser socorrido por seus colegas policiais até o Hospital Eládio Lassére, também em Águas Claras, mas não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo. O também soldado Danilo Souza também chegou a ser alvejado por uma bala, mas apenas de raspão na orelha.

 

Após o fato, guarnições da PM-BA retornaram ao local, onde conseguiram recolher um carregador de fuzil com munições intactas e outras deflagradas de calibre 5.56.

 

A 3ª CIPM de Cajazeiras, com apoio de diversas outras unidades da PM-BA, fez novas rondas para tentar localizar os autores dos disparos que vitimaram o soldado Alexandre Menezes, mas, até o momento, não conseguiram encontrar suspeitos.

 

A ocorrência foi registrada também na Polícia Civil, através da 13ª Delegacia Territorial, em Cajazeiras. O caso está sob os cuidados da delegada Quitéria Maria de Siqueira Neta, a quem foi entregue o material recolhido no local do crime.

 

Em nota encaminhada ao Bahia Notícias, a PM-BA declarou luto pela “partida precoce” do soldado Alexandre Menezes e se solidarizou com a família da vítima. “Dor imensa”, diz o comunicado.


Fonte: BN - 08/05/2022 - 14h:45

Talibã ordena que mulheres voltem a cobrir rosto e corpo


                                               foto:reprodução TV Globo

                                                

O Talibã ordenou neste sábado (7) que mulheres usem um véu que as cubra dos pés à cabeça, de preferência a burca, em locais públicos no Afeganistão. Trata-se de um novo episódio da escalada de restrições e um retorno a uma política já praticada pelo grupo em período anterior no poder.

 

Um decreto do líder supremo do Talibã, Haibatullah Akhundzada, afirma que se uma mulher não cobrir o rosto fora de casa, seu pai ou parente homem mais próximo pode ser preso ou demitido de cargos públicos.
 

"Pedimos ao mundo que coopere com o regime e o povo do Afeganistão... Não nos incomode. Não faça mais pressão, porque a história é testemunha: os afegãos não serão afetados pela pressão", disse em uma entrevista Mohammad Khalid Hanafi, ministro da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício.
 

Segundo o grupo, a cobertura ideal a ser usada é a burca azul, que foi obrigatória para as mulheres em público durante o período anterior do Talibã no poder, entre 1996 e 2001.

 

O Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício já havia publicado várias determinações sobre como as mulheres devem se vestir. Mas até agora, a exigência era que as mulheres usassem ao menos um véu para cobrir a cabeça, enquanto recomendava o uso da burca.
 

Muitas mulheres no Afeganistão usam lenço para cobrir a cabeça por motivos religiosos, mas em áreas urbanas, como Cabul, não cobrem o rosto.
 

O Talibã enfrentou intensas críticas da comunidade mundial, mas também de alguns países e estudiosos islâmicos por limitar os direitos das mulheres, incluindo a determinação anterior de manter as escolas femininas secundárias fechadas.
 

Como resposta, os Estados Unidos e outros países cortaram verbas destinadas ao desenvolvimento do país e aplicaram sanções ao sistema bancário afegão.
 

De volta ao poder, o Talibã vem determinando regras que limitam a liberdade de mulheres --que não podem viajar sem um acompanhante masculino, por exemplo.
 

"Hoje temos muitos outros problemas, como ataques suicidas, pobreza... Pessoas morrem todos os dias, nossas meninas não podem ir à escola, as mulheres não podem trabalhar... Mas eles [Talibã] só pensam, falam e fazem leis sobre vestes para mulheres", disse Mahbouba Seraj, defensora dos direitos das mulheres de Cabul.
 

De volta ao poder em agosto do ano passado, ao final de duas décadas de presença militar dos Estados Unidos e seus aliados no país, o Talibã prometeu estabelecer um regime mais tolerante e flexível -porém rapidamente tomou medidas que afetaram as mulheres.
 

Desde então, o Talibã e a Frente de Resistência Nacional (FNR) travam oposição -mas neste sábado a FNR anunciou uma ofensiva em 12 províncias do Afeganistão, em especial ao norte do país, incluindo Panshir, onde alega ter libertado três distritos.
 

Esta seria a primeira ofensiva lançada pelo principal grupo de oposição desde a queda em setembro de sua fortaleza no vale de Panshir, 80 quilômetros ao norte de Cabul.
 

A FNR, que se apresenta como o último reduto democrático no Afeganistão, não conseguiu impedir que o Talibã tomasse Panshir no início de setembro. A província, porém, não caiu sob ocupação soviética na década de 1980, nem durante a ascensão do Talibã ao poder uma década depois.
 

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, entretanto, negou que qualquer "incidente militar" tenha ocorrido.


Fonte:Folhapress - 08/05/2022

Brasil: Bolsonaro derruba investimento em infraestrutura e afasta estrangeiros, avalia especialista


                                         
 
foto:reprodução/facebook
                                       

Investidores que visam colocar dinheiro em projetos de longo prazo no Brasil, sobretudo para os que atuam em infraestrutura e concessões, têm questionado a queda em investimentos e infraestrutura pelo presidente Jair Bolsonaro, entre elas, os bilhões em obras públicas ancoradas em emendas do relator na Câmara; áreas técnicas de agências reguladoras ocupadas por indicações políticas do governo e de sua base de apoio e a piora dos indicadores de degradação ambiental na Amazônia.

Segundo Claudio Frischtak, sócio e gestor da Inter B Consultoria Internacional de Negócios, especializada na área, esses itens agora se somam a antigos problemas que já estavam na mesa e não foram resolvidos: insegurança jurídica, tributação elevada e caótica, limitações de crédito, além dos riscos cambial e fiscal.

“Nos últimos três anos, o Brasil sofreu destruição reputacional no exterior por não conseguir acompanhar a mudança de mentalidade que está ocorrendo nos negócios”, afirma ele. “Empresas, fundos de investimento e de pensão, importantes investidores de longo prazo, estão incluindo o meio ambiente na análise de retorno do investimento. Quem insiste em ignorar isso vive em outro planeta.”, disse, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo.

Segundo ele, para complicar, o governo reduziu o investimento em infraestrutura, considerado um indutor do investimento privado, e liberou parte do Orçamento para o Congresso.

“A qualidade do investimento público sofreu um enorme retrocesso com a adoção das emendas do relator como uma forma de financiar obras públicas”, afirma Frischtak. “É ruim, para falar o mínimo, que um bloco partidário seja responsável por distribuir o dinheiro público, de maneira fragmentada, por algum pressuposto político não explicado, sem nenhuma avaliação sobre a relevância e o retorno.”

A Carta de Infraestrutura da Inter B, que faz balanço dos investimentos nos últimos anos e projeções para 2022, traz os números: o setor público investiu, em média, cerca de R$ 46 bilhões ao ano em infraestrutura de 2018 a 2021, e o setor privado, R$ 94 bilhões em média. Nos três anos anteriores, de 2016 a 2018, a média do setor público foi de R$ 57 bilhões, e a do setor privado, praticamente os mesmos R$ 94 bilhões.

Ou seja, enquanto o investimento público teve queda de 19%, o privado ficou igual.

Fonte: Bahia.Ba - 08/05/2022

Governo Bolsonaro: General lobista de mineradora foi recebido 18 vezes no Planalto

 

                                            O gen. Lobista e o vice-presidente Mourão - foto:reprodução


O general da reserva Cláudio Barroso Magno Filho, lobista da mineradora Potássio do Brasil, entre outras empresas, esteve pelo menos 18 vezes no Palácio do Planalto durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). 

A Potássio do Brasil é acusada pelo Ministério Público Federal de cooptação de indígenas do povo mura para exploração mineral na Amazônia —mais especificamente na região de Autazes (AM), entre os rios Madeira e Amazonas.

A empresa chegou a operar dentro do território tradicional, conforme a ação do MPF. 

Reportagem da Agência Pública de fevereiro último revelou que o general é um lobista de diversas empresas, desde mineradoras a fabricantes de armas desde 2000, quando passou à reserva. Mas seus negócios começaram a prosperar mesmo depois de posse de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão -seu amigo há 40 anos, desde que ambos ambos cursaram a Aman (Academia Militar das Agulhas Negras). 

A Potássio do Brasil é um braço do banco canadense Forbes & Manhattan, que entre outras controla a mineradora Belo Sun, que há mais de 10 anos briga para construir uma megajazida para exploração de ouro a céu aberto na Volta Grande do Xingu, que fica no município de Senador José Porfírio (PA), a menos de 50 km da barragem principal da UHE Belo Monte e a menos de 9,5 km da Terra Indígena (TI) Paquiçamba. Barroso Magno Filho atua como lobista de todas as empresas do grupo.

A megajazida implicaria na construção de uma barragem de rejeitos para alocar cerca de 40 toneladas de minérios, em uma área maior que a barragem rompida pela Vale em Mariana (MG).

O banco, comandado pelo bilionário Stan Bharti, tem como sócios na mineradora o Deutsche Bank, da Alemanha, e o Royal Bank of Canadá, além do fundo de investimentos BlackRock, que atua nos bastidores do mercado de Petróleo e tem interesses, entre outros, na privatização da Petrobrás.

Barroso Magno Filho atuou como lobista para destravar os negócios do banco canadense, parados por causa de embargos ambientais e questões relacionadas às terras indígenas no Brasil.

Em setembro de 2019, no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, o general intermediou um encontro de Bharti com o vice-presidente Hamilton Mourão. De lá pra cá, uma série de iniciativas do governo foram tomadas para beneficiar diretamente os negócios da empresa no Brasil.

A informação sobre a entrada do general da reserva no Planalto é da Folha de S.Paulo, a partir de dados da tabela de registros de visitas visitas ao Planalto do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência e que foi obtida por conta de um pedido baseado na LAI (Lei de Acesso à Informação).

"O levantamento é correto. Tenho um vínculo em apoio à Potássio do Brasil, não sou contratado e estive nos órgãos governamentais. Houve uma aproximação da Potássio com agências do governo, um esforço de convencimento", disse o general à Folha.

Fonte: Revista Fórum - 08/05/2022 13h:10

Brasil: Sem auxílio emergencial, 2,6 milhões de famílias na miséria buscam CadUnico



                                                        Foto:reprodução

CONFIRA A REPORTAGEM COMPLETA NO LINK ABAIXO DO SITE UOL DE HOJE(8)

https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2022/05/08/cadastro-unico-recebe-mais-26-milhoes-de-familias-na-miseria-com-fim-do-ae.htm 

EUA: Quem é Karine Jean-Pierre, a primeira porta-voz da Casa Branca negra

 

                                    foto:reprodução

Na última quinta-feira (5), o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou Karine Jean-Pierre como nova secretária de Imprensa da Casa Branca -ela tomará posse no dia 13. Ela será a primeira mulher negra, migrante e abertamente lésbica a assumir o cargo. Saiba quem é ela.

Na própria quinta, a atual secretária, Jen Psaki, que está deixando o cargo para ser comentarista na MSNBC, apresentou Karine Jean-Pierre ao final de um encontro com jornalistas credenciados na Casa Branca. Com a voz embargada de emoção, ela elogiou as qualidades de sua assistente, a quem abraçou várias vezes.

Karine Jean-Pierre “será a primeira mulher negra, a primeira pessoa abertamente LGBT+ a ocupar esse cargo, o que é ótimo, porque representatividade é importante. Ela dará voz a tantas pessoas e mostrará o que é possível quando você trabalha duro e sonha alto”, disse Psaki.

Igualmente emocionada, a futura Secretária de Imprensa declarou: “É um momento histórico e estou bem ciente disso. Eu entendo o quanto é importante para muita gente”.

Ela esteve ao lado de Psaki em diversas conferências de imprensa e chegou a substituí-la um pouco antes da viagem de quatro dias de Biden à Europa, após a invasão russa da Ucrânia, quando Psaki testou positivo para o coronavírus.

Jean-Pierre vem atuando como assessora sênior de comunicação na Casa Branca desde a posse de Biden, em janeiro de 2020. Anteriormente, ela era consultora de campanha e foi também chefe de gabinete da vice-presidente Kamala Harris.

Antes de trabalhar na campanha de Biden e Harris, Jean-Pierre atuou como analista política das emissoras NBC e MSNBC, e assumiu diretorias de políticas regionais da Casa Branca durante o governo Obama, para quem também trabalhou durante a campanha à reeleição.

Ela é formada em Relações Públicas e Internacionais pela Universidade de Columbia e foi uma ativista social e depois política na juventude.

Karine Jean-Pierre nasceu há 44 anos na Martinica, depois de seus pais fugirem do Haiti. Quando a filha tinha 5 anos, eles emigraram para Nova York, cidade em que ela cresceu. Seu pai era taxista e sua mãe, cuidadora. 

Em 2018, Karine Jean-Pierre disse em uma entrevista: “Sou tudo o que Donald Trump odeia".

Ela é abertamente lésbica e é casada com a repórter da emissora CNN Suzanne Malveaux, com quem tem  uma filha adotada.

Fonte: Revista Fórum -08/05/2022