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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Ameaças de Eduardo a diplomatas por coletiva de Flávio Bolsonaro preocupam Itamaraty

                                              o ex-deputado Eduardo Bolsoanro -foto:reprodução


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro lançou ameaças e ataques ao Itamaraty em suas redes sociais após não conseguir autorização da embaixada do Brasil em Washington para organizar uma entrevista coletiva de seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esta semana se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca. "Vocês não vão sabotar o governo Bolsonaro 2.0. Preparem-se para reformas profundas", escreveu Eduardo em sua conta no X.

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL desta sexta-feira (29):


https://noticias.uol.com.br/colunas/janaina-figueiredo/2026/05/29/ataques-e-ameacas-de-eduardo-bolsonaro-a-diplomatas-preocupa-itamaraty.htm

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para bancar filme sobre o pai, diz Intercept

                                  Foto:reprodução



Reportagem publicada pelo The Intercept Brasil revela que o senador Flávio Bolsonaro negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a investigação, Vorcaro teria prometido repassar US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para viabilizar o longa. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.

As conversas obtidas pela reportagem mostram Flávio cobrando pagamentos, pressionando pela liberação de recursos e acompanhando o cronograma financeiro da produção. Em uma das mensagens, enviada em novembro de 2025, o senador escreveu a Vorcaro: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.

Segundo a reportagem, a crise envolvendo o Banco Master e o avanço das investigações contra Vorcaro teriam afetado o fluxo dos pagamentos previstos para o filme. As mensagens mostram preocupação da produção com atrasos em repasses e o risco de paralisação do projeto justamente na fase final das gravações.

Em um áudio enviado em setembro de 2025, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com os compromissos assumidos pela produção e cita profissionais internacionais envolvidos no longa, como o ator Jim Caviezel, escalado para interpretar Bolsonaro, e o diretor Cyrus Nowrasteh.

“Agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”, afirma o senador na gravação divulgada pelo Intercept. Em outro trecho, ele diz que seria “muito ruim” deixar de pagar profissionais “renomadíssimos” do cinema internacional.

A reportagem também aponta que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, o deputado Mario Frias e o empresário Thiago Miranda — fundador e sócio do Portal Leo Dias — participaram das articulações relacionadas ao financiamento do longa.

Segundo os documentos analisados, parte das transferências teria sido realizada pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Vorcaro foi preso em novembro de 2025 enquanto tentava deixar o país, acusado de operar um esquema de fraude que teria provocado um rombo bilionário no Fundo Garantidor de Crédito. Um dia depois da prisão, o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira.

O Intercept afirma ter verificado a autenticidade das mensagens por meio do cruzamento de dados bancários, registros públicos, informações telefônicas e documentos sigilosos. Procurados pela reportagem, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e os demais citados negaram irregularidades ou não responderam até a publicação do texto original.


FONTE: ICL NOTÍCIAS - 13/05/2026


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Eleições 2026: Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turnos, diz Genial/Quaest

                                                                                  Gabriel Lucas/Arte Metrópoles


A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest sobre intenções de votos, divulgada nesta quinta-feira (9/10), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em todos os cenários, seja no primeiro ou segundo turno, para as eleições de 2026

Conforme o instituto, os resultados são semelhantes aos dois últimos levantamentos, de agosto e setembro deste ano.






Fonte:Metrópoles c/adaptações 09/10/2025

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Política: Ministros Sabino e Fufuca desafiam partidos e seguem no governo Lula



                                                    Montagem sobre fotos de Vinicius Schimidt e Kebec Nogueira/Metrópoles



Ao anunciarem a permanência no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os ministros do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), e do Esporte, André Fufuca (Progressistas), desafiam os próprio partidos. Ambos acabaram afastados pelas siglas.

Sabino enfrentou a reação da sigla assim que anunciou seguir no governo, nesta quarta-feira (8/10). “Fico. Tenho a confiança do presidente Lula e pretendo continuar os trabalhos que venho desenvolvendo no Ministério do Turismo, com apoio de boa parte da bancada”, declarou o ministro em meio à pressão do União Brasil pelo desembarque da legenda.


A executiva do União Brasil considerou que o ministro praticou infidelidade partidária ao insistir na permanência no governo Lula. A decisão ocorreu em uma reunião da executiva com Sabino na sede nacional do partido, em Brasília. Dessa forma, o União Brasil acatou duas representações contra o ministro do Turismo, e abriu um processo que deve levar à expulsão de Sabino da sigla.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil, criticou a postura do ministro do Turismo de Lula. “Como ele quer ficar no governo, em um partido que faz oposição ferrenha, e manter as regalias? Ele não pode fazer do seu projeto pessoal algo acima das regras partidárias”, alegou.

Caiado completou: “A Executiva do partido já deliberou sobre o assunto. Foi dado um prazo a ele e, assim, foram encaminhados os itens: intervenção no território, suspensão das atividades partidárias e, depois, a expulsão”.

O União Brasil anunciou, em 2 de setembro, o desembarque do governo, juntamente com o Partido Progressista (PP), de André Fufuca. Desde então, tanto Sabino quanto Fufuca tentavam ganhar tempo para decidir se deixariam Lula ou se contrariariam seus partidos, arriscando uma expulsão.

O partido de Sabino chegou a fazer reunião decisiva nesta semana para definir o destino do ministro, mas ainda não anunciou nenhum tipo de expulsão formal do União Brasil.

PP afasta Fufuca


Já o PP soltou nota nesta quarta sobre as providências tomadas contra o ministro do Esporte. “O Progressistas comunica que, diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido”, informou.

Segundo a sigla, a “Direção Nacional do Progressistas realizará, ainda, intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado”.

Em nota, o ministro alegou que o trabalho e a atuação dele estão “acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas”.

Fufuca também reforçou que a fidelidade é, primeiramente, destinada ao povo, que votou e concedeu a ele o mandato, e que seguirá contribuindo para a “boa gestão e governabilidade do país, lado a lado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Fonte: / Metrópoles - 08/10/2025

sábado, 27 de setembro de 2025

Cientista político vê onda bolsonarista enfraquecida após condenação


                                           Foto:Marcelo Camargo/reprodução



No movimento agitado das marés políticas, a onda bolsonarista estaria perto de virar espuma. A metáfora expressa a visão do cientista político Gabriel Rezende, que caracteriza o fenômeno político liderado nos últimos anos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como “populismo de direita”. Em análise histórica mais ampla, o Brasil teria vivido quatro ondas populistas, e a mais recente delas mostra sinais de enfraquecimento.

Doutor pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Gabriel lançará, no início de outubro, o livro A ascensão do populismo de direita no Brasil, pela Editora Appris. A obra trata o populismo como um fenômeno político e uma ferramenta de representação, que emerge sempre em momentos de crise.

Em entrevista por telefone à Agência Brasil, o autor defende que as crises política, econômica e social brasileiras, entre 2013 e 2016, formaram a “tempestade perfeita” para ascensão da onda bolsonarista. Entre as características principais, esse novo populismo de direita teria se apresentado com um líder carismático central, discursos que opõem “o povo” a uma “a elite da velha política", narrativas nacionalistas e religiosas, e o uso estratégico das mídias sociais.

Nesse sentido, Gabriel Rezende entende que a tentativa fracassada de golpe de Estado pelo núcleo bolsonarista e o papel do Judiciário no enfrentamento das tendências autoritárias colocam o populismo de direita em rota decrescente.

 

Brasília (DF), 26/09/2025 - Gabriel Rezende, cientista político, lança livro sobre populismo de direita. Foto: Gabriel Rezende/Arquivo Pessoal
Gabriel Rezende, cientista político, lança livro sobre populismo de direita. Gabriel Rezende/Arquivo Pessoal

Confira a entrevista

Agência Brasil: Poderia falar, em linhas gerais, o que motivou a pesquisar o “populismo de direita” e como o tema é abordado no livro que está prestes a lançar?

Gabriel Rezende: O livro é fruto da minha tese de doutorado. O que despertou a minha curiosidade foi perceber a emergência de líderes populistas pelo mundo. Primeiro, em 2016, com Donald Trump, nos Estados Unidos; Kaczyński, na Polônia; Beppe Grillo, na Itália; Viktor Orbán, na Hungria; e Jair Bolsonaro, no Brasil. Isso me mostrou a necessidade de estudar o fenômeno.

Busquei identificar, no meu livro, quais foram os fatores estruturais para a ascensão desse tipo de populismo no Brasil, entre 2016 e 2022. A partir daí, compreendi o bolsonarismo como movimento político. E que o Brasil sempre viveu ondas populistas.

A primeira onda populista foi da década de 30 até a década de 60; a segunda onda populista, nos anos 90, a chamada onda populista neoliberal, com o Fernando Collor como protagonista; a terceira onda, que foi a rosa, o populismo de esquerda, que, além do Brasil, também se fez presente na América Latina com Evo Morales [Bolívia], Chávez [Venezuela] e Kirchner [Argentina]; e a quarta, que estamos vivendo agora, paralela à onda populista de direita que também acontece na Europa e nos Estados Unidos.

Agência Brasil: Populismo é um termo com muitos sentidos, disputado por diferentes teóricos e movimentos políticos. Pode ser visto como pejorativo ou fenômeno positivo de inclusão maior das demandas populares. Como você caracteriza esse conceito na sua obra?

Gabriel Rezende: Não entendo o populismo como ideologia ou regime político, uma vez que não pode ser atribuído a ele um conteúdo programático específico. Ele regimenta um conjunto de questões ideológicas dentro de um centro.

Ele é um fenômeno político que sempre surge em processos de crise da democracia. Também pode ser visto como uma ferramenta de política de representação, seja da direita ou da esquerda. Para ser caracterizado assim, precisa de alguns elementos.

Primeiro, uma figura central, um líder carismático que vai amalgamar todas as insatisfações sociais. E, quando ele faz isso, se funda a partir do antagonismo, da diferenciação entre “nós” e o “outro”, ou melhor, entre o povo e a elite. Ou seja, ele trabalha numa ordem dicotômica. Ele procura fazer uma distinção entre o povo, que é a massa, e aqueles que dominam essas massas. No populismo de direita, por exemplo, o inimigo pode ser o imigrante, os membros da classe política. Bolsonaro usou muito essa retórica sobre a velha política e a nova política.

Agência Brasil: Quais seriam as diferenças entre os populismos de direita e os de esquerda?

Gabriel Rezende: No caso do populismo de direita, se trabalha muito a narrativa nacional nativista, por exemplo, caso do Trump com o lema Make America Great Again [Faça a América grande de novo, em inglês]. Essa ideia de América fortalecida. O segundo elemento muito comum é a religião. No caso do Brasil, nós somos uma nação mais de 60% cristã. Então, o populismo usa a narrativa conservadora e moral.

No caso do Brasil, em 2018, a direita conseguiu mobilizar isso, porque quem estava no poder até então era um partido de esquerda, o PT. E a direita batia muito nessa questão antissistema.

Já o populismo de esquerda é diferente. Ele busca uma ampliação das lacunas da vida social, por exemplo, questões mais progressistas em relação aos direitos das minorias. Ele busca amalgamar essas pessoas à margem e o discurso vai ser um elemento aglutinador delas.

As pautas vão ser voltadas para a democracia, para questões de liberdade moral. Por exemplo, a grande crítica do populismo de direita no Brasil foram questões liberais em relação à população LGBT, ao aborto, etc.

Agência Brasil: Quais particularidades envolvem o populismo de direita protagonizado pelo bolsonarismo?

Gabriel Rezende: Bolsonaro foi eleito porque conseguiu mobilizar cinco elementos. Primeiro, a questão do lavajatismo. Lembrando que o próprio Sérgio Moro foi ministro no governo dele. Bolsonaro vai na esteira da questão moral e ética na política.

O segundo pilar estrutural foi a questão dos evangélicos. Apesar de se dizer católico, ele foi muito ágil em lidar com essas lideranças religiosas por meio do discurso, com o próprio, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. E os evangélicos conseguem mobilizar um eleitorado muito expressivo.

O terceiro elemento é o agronegócio, setor que mais cresce no Brasil, que abrange uma fatia expressiva do PIB. O agronegócio, de fato, abraçou a campanha do Bolsonaro por várias questões. Para citar um exemplo, o respaldo em relação à invasão de terras. O governo tinha a Teresa Cristina no Ministério da Agricultura, uma figura importante do agronegócio.

Outro elemento importante são as mídias digitais. O bolsonarismo foi muito habilidoso nas redes sociais, com uma série de representantes que ajudaram muito na mobilização das pautas e do eleitorado.

E o último elemento é a aproximação com os militares, como forma de moralizar a política. Eles, inclusive, fizeram parte dos escalões da Esplanada dos Ministérios e estão envolvidos nessa condenação recente por golpe de Estado.

 

Brasília (DF) 14/09/2025 Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao hospital onde ele se internou nessa manhã  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao hospital onde ele se internou em 14 de setembro Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Agência Brasil: E como você analisa o Judiciário nesse contexto de atuação do populismo de direita. Vimos alguns juízes do Supremo serem caracterizados pelos bolsonaristas como inimigos dos seus interesses.

Gabriel Rezende: O STF, no caso do Brasil, cumpre papel de guardião da Constituição, segundo estabelecido em 1988. Nos últimos anos, o Poder Judiciário foi crescendo por receber demandas que eram próprias do Executivo ou do Legislativo, mas que estes não conseguiam responder. Então, muitos processos foram judicializados. Na minha visão, o que se vê é um Judiciário responsivo, que é levado a se posicionar diante de demandas muito complexas.

A preocupação por parte do populismo de direita é tentar mitigar o poder do judiciário, porque ele foi o único no Brasil que conseguiu se contrapor ao governo de Bolsonaro. E que atuou, com muitas aspas, como poder moderador.

Temos as questões recentes de projetos de anistia e a PEC da Blindagem, que foram respostas desse bolsonarismo ao julgamento da Primeira Turma do STF aos acusados por tentativa de golpe de Estado. São respostas da extrema direita para tentar mostrar que eles têm poder para medir com o Judiciário.

Só que o efeito foi contrário. O que aconteceu foi que a PEC da Blindagem não foi bem recebida socialmente. A PEC é um vazio argumentativo, porque vai contra o que esses próprios congressistas pregavam quando foram eleitos. A pauta da moral, da lei e da ordem.

Agência Brasil: Você falou em ondas populistas, o que significa que elas têm movimentos de início e fim. O que podemos esperar a partir de agora em relação a esse populismo de direita? É possível projetar se ele está mais próximo de um enfraquecimento ou de um fortalecimento?

Gabriel Rezende: Por algum tempo, nossas instituições não foram muito hábeis para lidar com esse movimento de extrema direita autoritário. Por exemplo, a Procuradoria-Geral da República não conseguiu ou não quis levar à frente questões em relação ao governo Bolsonaro. O Judiciário foi quem mais atuou nesse sentido.

Com a condenação dele recentemente, há um enfraquecimento no sentido político. Apoiadores fiéis a ele perdem uma base, uma referência mais concreta. A proibição de ele dar entrevista enfraquece muito. Imagine um populismo de direita em que a principal figura não pode falar.

Temos visto outras pessoas querendo assumir essa posição. O [pastor Silas] Malafaia, a Michelle Bolsonaro [ex-primeira dama], os filhos dele, o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo]. Abre-se um flanco muito grande de quem vai disputar o legado desse populismo. Nesse sentido, podemos falar que existe um enfraquecimento do populismo. Estão mensurando o quanto a imagem do bolsonarismo está danificada e se é possível um rearranjo em relação à figura política principal.

Ao mesmo tempo, o [presidente] Lula não conseguiu ainda construir uma sucessão, uma outra figura que assuma o seu legado. Quem será o candidato que vai conseguir amalgamar todos esses princípios em relação à esquerda, caso o próprio Lula não possa ou não queira se reeleger?

O momento é de rearranjo político. Na política, uma semana é um mundo. Podem acontecer mil coisas antes da eleição de 2026.


Fonte:Rafael Cardoso - repórter da Agência Brasil/agência brasil 27/09/2025

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Ao UOL: 'Lula eles não enganam', diz Celso Amorim, sobre diálogo com Trump, Confira a entrevista


                                                 Imagem: Roque de Sá/Agência Senado


 "Eles não enganam Lula." Foi assim que o assessor especial da presidência para Assuntos Internacionais, o embaixador Celso Amorim, respondeu ao ser questionado sobre o risco de que o presidente brasileiro fosse alvo de alguma emboscada por parte da Casa Branca.

Confira a entrevista EXCLUSIVA do assessor Internacional Celso Amorim da presidência da República ao site UOL desta sexta-feira (26) no link abaixo(26):


https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2025/09/26/lula-eles-nao-enganam-diz-amorim-sobre-dialogo-com-trump.htm



quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Jornalista perde a paciência após filho comparar Bolsonaro a Mandela: “Flávio Queiroz Bolsonaro, se enxerga”; Vídeo


  O jornalista Luiz Megale perde a linha ao vivo após Flávio comparar Bolsonaro com Nelson Mandela.    foto:reprodução


O jornalista Luiz Megale perdeu a paciência ao vivo na Rádio BandNews com um post feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais, no qual o senador compara seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o líder sul-africano Nelson Mandela. A reação viralizou na web.

A comparação, que soa como piada de mau gosto, ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o ex-capitão usasse tornozeleira eletrônica, em 18 de julho. Na ocasião, Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

“Desculpa, cara, não compara com o Mandela. Aí já é demais. Você ultrapassa um limite de sanidade”, disse Megale. “Ainda por cima saindo do Flávio Bolsonaro, Flávio Kopenhagen Bolsonaro, Flávio Queiroz Bolsonaro. Pelo amor de Deus, cara. Se enxerga.”

E continua: “Nelson Mandela comparado com teu pai, que usava lá o apartamento para ‘comer gente’. Menos, muito menos. Vem esse mané querer comparar Nelson Mandela com Jair Bolsonaro.”

A comparação de Flávio

Em longo texto no X, o filho “01” de Jair Bolsonaro invocou Mandela, pediu “força” ao pai e disse que a proibição do ex-capitão de falar com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é “símbolo do ódio que tomou conta de Moraes”.

O senador ainda disse que a ação da Polícia Federal não levou em conta o Mandela Day, celebração que ocorre em 18 de julho para celebrar o legado de Nelson Mandela.

“O ardil é tanto que faz exatamente no início do recesso parlamentar, quando Brasília está vazia. Mas seu cálculo certamente esqueceu de levar em conta que hoje, 18/Jul, é o Mandela Day. Dia em que o mundo celebra o símbolo de resistência e luta pela liberdade!”, escreveu.

“Não é uma coincidência apenas! Até os nossos adversários sabem da sua inocência, da sua honestidade.
E todos nós sabemos que você não merecia estar passando por isso. Deus vai te honrar, pai!”, acrescentou. Por fim, ele cita um provérbio bíblico: “os humilhados serão exaltados”.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Vendas de setenças: Em ligação, prefeito afirma que ministro do STJ vazou operação da PF

                                        Foto:reprodução/Redes Sociais

Em mais um capítulo das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) no âmbito de vendas de sentenças, o prefeito de Palmas (TO), Eduardo Siqueira Campos (Podemos), apontou, em ligação, que recebeu informações de um ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pouco tempo antes de uma operação ser deflagrada. 

A informação consta nos autos do processo que investiga o político. O ministro, no entanto, nega.

No diálogo com o advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), o prefeito (foto em destaque) declarou que o ministro João Otávio de Noronha, do STJ, teria lhe passado informações antecipadas sobre uma operação da PF deflagrada em 2010.

Em nota enviada à coluna, o ministro afirma que não participou da suposta reunião em que teria havido alerta sobre a Operação Maet e “não tem relações pessoais ou profissionais com o prefeito e o advogado citados na demanda”.

 “Esse Noronha, há 15 ou 18 anos, ele me chamou em Brasília e falou para mim: ‘Siqueira, só para avisar ao teu pai que vão ser afastados quatro desembargadores’.” À época, o pai do prefeito, José Wilson Siqueira Campos, havia acabado de ser eleito para governar o estado de Tocantins.

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesJoão Otávio de Noronha
João Otávio de Noronha

Em dezembro de 2010, a Polícia Federal realizou, no Tocantins, a Operação Maet, que culminou no afastamento de quatro desembargadores, todos suspeitos de vendas de sentença no estado.

O ministro João Otávio de Noronha, do STJ, apontado por Eduardo Siqueira na ligação como sendo o responsável por repassar as informações privilegiadas, era, à época, o relator dessa operação.

Atualmente, o mesmo ministro é o responsável pela Operação Maximus, que investiga supostas vendas de decisões no Tribunal de Justiça de Tocantins.

Investigação

O nome de Eduardo Siqueira Campos entrou na mira da PF quando o celular do desembargador do Tribunal de Justiça de Tocantins Helvécio de Brito Maia Neto, investigado por um suposto esquema de venda de decisões, foi apreendido.

No dispositivo, a PF encontrou mensagens que indicavam que o desembargador foi alertado sobre uma operação semanas antes, no dia 28 de junho de 2024. Segundo os investigadores, o aviso havia partido de Thiago Barbosa, o sobrinho do atual governador de TO.

Diante do fato, a PF solicitou autorização ao STF para prender o Thiago Barbosa e apreender seu celular, porque os investigadores queriam descobrir como ele obteve acesso às informações.

Em 18 de maio, o advogado foi preso. Em seu celular, a PF encontrou diversos áudios. Um deles era aquele em que Eduardo Siqueira Campos contava sobre o alerta que recebeu de Noronha, em 2010.

O áudio foi gravado em junho de 2024, dois dias antes de o advogado alertar o desembargador Helvécio sobre a investigação de vendas de sentenças.

Na época do diálogo, Eduardo Siqueira estava em campanha pela prefeitura de Palmas. Com as evidências, ele passou a ser suspeito de ser a fonte de informações sobre a movimentação de processos no STJ.

A descoberta deu êxito à PF após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. A medida autorizou as buscas contra o prefeito de Palmas (TO). Na última sexta-feira (30/5), a 9ª fase da Operação Sisamnes foi deflagrada e apreendeu o celular do político.

Em entrevista coletiva concedida na sexta-feira (30/5), o prefeito negou que tenha fontes no STJ. “Só sei o que dizem por aí. Eu não tenho nenhuma informação privilegiada; estou aqui para responder em relação ao fato do suposto vazamento de informação.”

Apesar do relato do prefeito, o megainquérito que investiga a venda de sentenças judiciais e espionagem contra autoridades, sob relatoria de Zanin, traz registros que comprovam que Eduardo Siqueira demonstrava pleno conhecimento do avanço dos processos.

Em um dos áudios, ele afirma ter uma fonte dentro do STJ, supostamente paga para vazar informações, e antecipa o impacto das investigações: “Aqui vão dançar dois juízes e pelo menos três advogados”.

Caça-comunista


A Operação Sisamnes é a mesma que foi responsável por desmontar uma sofisticada organização criminosa especializada em homicídios por encomenda e espionagem ilegal.

Com o grupo, a PF encontrou tabelas que definiam preços para o monitoramento de autoridades como deputados, senadores, ministros e magistrados.

Em uma das listas, a PF encontrou os nomes de Alexandre de Moraes e de Cristiano Zanin.

Fonte: Mirelle Pinheiro/Metrópoles - 05/06/2025

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Heleno recebeu informações sobre os alvos espionados pela 'Abin paralela'

Augusto Heleno

Augusto Heleno (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


247 - Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, o general Augusto Heleno foi intimado pela Polícia Federal a depor no âmbito das investigações sobre a 'Abin paralela', um esquema que envolvia o uso do software israelense FirstMile para espionar adversários políticos e autoridades brasileiras durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A oitiva está marcada para 6 de fevereiro.

Segundo Bela Megale, do jornal O Globo, "o motivo da convocação é que a PF tem dados que evidenciam que o militar recebeu informações sobre os alvos monitorados ilegalmente pela agência de inteligência enquanto foi ministro de Bolsonaro". Os investigadores querem saber até que ponto Heleno sabia das ilegalidades cometidas pelo grupo que formava a chamada 'Abin paralela'. Além disso, o objetivo é descobrir quem era o destinatário final das informações ilegalmente colhidas.

Fonte: BRASIL 247 - 01/02/2024

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Política: Antonia Fontenelle se demite da Jovem Pan e detona apresentadores

                                            foto:reprodução

A fake news proferida por Antonia Fontenelle culminou em seu pedido de demissão da Jovem Pan. Isso porque no programa Morning Show dessa segunda-feira (14), a viúva de Marcos Paulo tentou contar uma uma mentira ao vivo com intenção de defender o ex-presidente Jair Bolsonaro , mas levou uma invertida do jornalista Paulo Mathias. Motivo este que a levou anunciar seu desligamento nessa terça-feira (15).

Em seu canal no YouTube, ela disse: "Desde o primeiro dia que entrei no Morning Show eu já sabia que não ia dar certo trabalhar com o Paulo Mathias e com o Felipeh Campos. Não é nada pessoal, é só profissional mesmo, até porque a gente se diverte juntos", desabafou em relação aos apresentadores.

E acrescentou: "Não gosto da forma como o Felipeh trabalha e nunca apresentaria um programa de fofocas na minha vida, pois não gosto. Já o Paulo Mathias é aquela pessoa que não tem simpatia alguma e corta as pessoas. Isso quando os dois não me interrompem, algo que já vinha reclamando", detonou.

Fake News

A atração debatia uma possível quebra do sigilo bancário do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), quando Antonia decidiu questionar uma suposta atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por conta de recebimento de presentes de líderes estrangeiros.

"Cadê os contêineres e contêineres de presentes que o Lula ganhou dos chefes de Estado do mundo afora? Ele prestou conta? Ele disse onde estão esses presentes, o que foi feito com esses presentes?".

O apresentador Paulo Mathias rebateu as declarações dela: "Antonia, as pessoas não entendem quando a gente tem que abordar o fato". "O fato, por muitas vezes, incomoda narrativas políticas. Sou obrigado, por uma questão de ética jornalística, a me ater aos fatos. Lula devolveu 559 presentes incorporados ao acervo pessoal dele e pagou por itens desaparecidos. Estou fazendo esse registro aqui porque a gente sempre precisa se ater aos fatos", disse. 

Após ficar calada no programa, a youtuber avisou que não descarta voltar para a Jovem Pan, já que é amiga pessoal de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono do canal de notícias:

"Se o Tutinha me ligar dizendo para eu voltar para o programa e eu achar que devo, eu volto. Caso contrário, eu não volto e foda-se. Vou continuar com as amizades, mas não vou ficar passando por essas coisas todo dia de manhã. Sendo desmerecida, desrespeitada. Não estou aqui para isso", disse.

Confira o vídeo na íntegra:


Fonte: Lívia Carvalho/ PORTAL IG- 17/08/2023

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Equipe de Mauro Cid depositou R$ 60 mil em dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro em 11 dias, diz Site

                                            O então presidente Bolsonaro e Michele em 2019 -foto: TV Brasil


 Comprovantes enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de janeiro e obtidos pelo Metrópoles mostram que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu o montante de R$ 60 mil depositado por membros da equipe de Mauro Cid, então ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os depósitos foram feitos de forma fracionada e em dinheiro, ao longo de 11 dias distribuídos em oito meses do ano passado.

O colunista do Metrópoles Rodrigo Rangel revelou, com exclusividade, que o Palácio do Planalto tinha uma espécie de caixa dois. A reportagem mostrava que havia uma estrutura, no Planalto, sob comando de Cid, que cuidava de pagar, muitas vezes em dinheiro vivo e na boca do caixa, despesas do clã presidencial. Entre esses pagamentos havia até faturas de um cartão de crédito que uma amiga de Michelle emprestava à então primeira-dama.

Provas ligam Michelle Bolsonaro a suspeita de caixa 2 no Palácio

Em uma atividade similar, os novos depósitos foram realizados por auxiliares do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, durante os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, junho, julho, agosto e dezembro na conta da ex-primeira-dama.

Valores

A primeira transferência para conta de Michelle aconteceu em 10 de janeiro de 2022, quando a então primeira-dama recebeu um depósito de R$ 6 mil.

Em 21 de janeiro, foram dois depósitos de 150 e um de 4.800, totalizando R$ 5 mil.

Já em 10 de fevereiro, Michelle Bolsonaro recebeu oito depósitos, que, juntos, somam R$ 7.700. O agente da equipe de Mauro Cid transferiu para a conta da ex-primeira-dama seis depósitos de R$ 1 mil, um de R$ 900 e outro de R$ 800, todos em dinheiro. Veja os comprovantes:





imagem:reprodução/Metrópoles




Em 6 de abril, um dos integrantes da equipe de Mauro Cid realizou dois depósitos no valor de R$ 1 mil cada para a conta de Michelle Bolsonaro. Logo depois, em 11 de abril, a ex-primeira-dama recebeu quatro depósitos, três de R$ 2 mil e um de R$ 500, que, somados, chegam a R$ 6.500.


Outros quatro depósitos de R$ 1 mil e um de R$ 800 foram feitos na conta de Michelle Bolsonaro em 7 de junho de 2022; juntos chegam a R$ 4.800.

Em 12 de julho, a então primeira-dama recebeu seis depósitos no valor de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 6 mil.

Quase um mês depois, em 11 de agosto, Michelle Bolsonaro recebe quatro depósitos de R$ 1,5 mil em sua conta; somados, os valores chegam a R$ 6 mil. Em seguida, em 19 de agosto, a ex-primeira-dama recebeu dois depósitos no valor de R$ 1 mil, somando R$ 2 mil.

O último depósito na conta de Michelle aconteceu em 11 de dezembro, quando ela recebeu o total de R$ 7 mil, com dois depósitos de R$ 2 mil, um de R$ 1,1 mil e mais um de R$ 1,9 mil.

Ao todo, a ex-primeira-dama recebeu 45 depósitos de quantias inferiores a R$ 6 mil, ao longo do ano passado.

Depósitos fracionados e em pequenos valores são utilizados normalmente para evitar o rastreio de autoridades financeiras, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), por atividade suspeita. A medida é usada na tentativa de dissimular o valor total das transações.

Outro lado

Metrópoles procurou a assessoria de Michelle Bolsonaro para se posicionar a respeito do assunto, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto. A reportagem também entrou em contato com a defesa do ex-presidente Bolsonaro, mas não obteve resposta. O espaço também segue aberto.

Também não foi possível contato com a defesa do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.