• Praça do Feijão, Irecê - BA

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Irecê: 7º BPM divulga nota rebatendo acusações do ex-prefeito Beto Lélis a integrante da corporação

 




O Comando do 7º BPM  divulgou nota a imprensa na última sexta-feira(8) assinada pelo Ten. Cel. Flailton Oliveira, esclarecendo que os fatos que envolveram o ex-prefeito da cidade de  Irecê, Adalberto Lélis Filho, o Beto Lélis, e um integrante da corporação. O comando afirma que em nenhum momento o ex-prefeito procurou, formalizou a ouvidoria da unidade para apresentar provas ou denúncias de eventual ilícito praticado pelo militar.

Ainda na nota, o comando esclarece que o militar tem mais de 09 anos na corporação, e que jamais sequer respondeu um processo disciplinar ou penal. No final, a nota diz que o 7º BPM  reforça o seu compromisso com sociedade ireceense. 

O caso

No inicio da semana passada, o ex- prefeito Beto se envolveu num acidente de trânsito no centro da cidade, numa sinaleira em frente ao supermercado Barbosa. Os ocupantes do outro veículo, e o ex- prefeito, esposa e filho trocaram tapas em plena rua(Vídeo abaixo) 



                                              Vídeo: reprodução/redes sociais

A polícia foi acionada, e o ex-prefeito discutiu com um integrante da corporação, e tanto o Beto Lélis, como o policial foram para delegacia prestar depoimento, tendo ali outra discussão, em que foi preciso a intervenção da autoridade da Polícia Civil(Vídeo abaixo) para acalmar os ânimos.
                                                 Vídeo: reprodução redes sociais

No dia seguinte, é publicado outro vídeo nas redes sociais em que o ex- prefeito vai buscar o carro e faz sérias acusações ao policial, inclusive citando o nome(Vídeo abaixo)

                                              foto:reprodução redes sociais

Confira como será o concurso unificado federal para 8 mil vagas


                                 imagem: reprodução


O concurso nacional unificado anunciado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para preencher um total de 8 mil vagas no serviço público deverá ser realizado em março de 2024, segundo informou o secretário de Gestão de Pessoal, José Celso Cardoso Jr. A data inicialmente apresentada era 25 de fevereiro de 2024.

São necessários pelo menos 60 dias, a partir da publicação do edital, para a realização das provas. “Por isso que a gente projetou uma primeira data, que seria final de fevereiro, mas agora a gente já está revendo isso, inclusive em função de sugestões que a gente está recebendo dos órgãos, da própria população, que têm dito, com razão, que 60 dias talvez seja um prazo muito curto para os candidatos estudarem e se prepararem”, explicou Cardoso ao Metrópoles.

“Muito provavelmente deve ser um pouquinho mais para frente, talvez meados ou fim de março”, adiantou o secretário, frisando que as datas apresentadas no cronograma são apenas indicativas.

A proposta de realizar um certame unificado foi apresentada pela pasta da ministra Esther DweckA inspiração foi o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)Além da Gestão, a coordenação do concurso envolve o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Inédita, a prova única foi idealizada a partir de dificuldades apresentadas pelos próprios órgãos, que, segundo o secretário, estão com as estruturas administrativas “muito debilitadas”.

“O governo federal autorizou muitas vagas ao mesmo tempo. É um fenômeno que não acontecia há muitos anos. Isso, de certa maneira, pegou os órgãos desprevenidos, porque houve um processo recente muito intenso de descapacitação dos órgãos e enfraquecimento das suas capacidades”, disse o gestor.

As provas serão realizadas em quase 180 cidades do país, incluindo todas as 27 capitais e abarcando todas as regiões. O desenho da distribuição pelo território nacional foi feito pelo Ipea.

“Tem uma distribuição espacial das cidades bem homogênea. Além dessa questão de densidade populacional, o Ipea utilizou critérios ligados ao que eles chamam de ‘raio de influência regional’ das cidades.”

O concurso unificado deverá impulsionar as oportunidades de emprego e ampliar a diversidade (social, demográfica e territorial), que será levada para dentro do setor público. “É o que a gente chama de burocracia representativa e responsiva”, destacou Cardoso.

Até 15 de setembro, o MGI deverá ter clareza sobre quais e quantos órgãos vão aderir. “Nossa expectativa é que a gente tenha uma adesão grande, por conta das vantagens que esse formato oferece para os órgãos”, afirmou o secretário de Gestão de Pessoal.

A prova será dividida em dois momentos, na mesma data:

1º) provas objetivas, com matriz comum a todos os candidatos; e

2º) provas específicas e dissertativas, por blocos temáticos.

Como o governo se organiza por áreas, haverá a divisão por blocos temáticos, que são o conjunto de carreiras relacionadas à atuação do Estado em uma determinada área, como social, ambiental e da regulação. Assim, haverá um edital para cada bloco temático. “Nesse edital de cada bloco temático, a gente vai definir as características ideais dos candidatos para cada vaga daquele bloco”, explicou o secretário.

O candidato terá de escolher um bloco e poderá concorrer a todas as vagas que estiverem disponíveis ali, independentemente do número de órgãos.

Pode ser que haja bancas diferentes por bloco temático. O processo de licitação das empresas ainda está ocorrendo.

“O concurso é unificado, mas a prova não é única. Não é uma única prova para todo mundo. Ela tem um componente que, sim, é comum para todos, de questões objetivas gerais, e ela tem um componente que é específico, segundo o critério de bloco temático”, frisou Cardoso.

Taxa e cotas

Segundo o secretário, a taxa de inscrição deverá ficar em torno de R$ 100, valor dos últimos certames, com a vantagem de ser uma prova única para concorrência em várias vagas, além do provável barateamento dos custos com deslocamento até a cidade de aplicação.

A legislação prevê isenção dessa taxa para beneficiários do Bolsa Família e para a população de baixa renda.

O concurso unificado vai seguir a legislação atual no que se refere às cotas raciais (20% de reserva a negros) – também poderá ter uma reserva para pessoas com deficiência. Ainda não está definido se haverá cota para baixa renda.

Cadastro reserva

Com validade de pelo menos dois anos, o concurso unificado também irá formar cadastro reserva. Cardoso explicou que ele pode ser até três vezes maior que o número de vagas autorizadas. “A gente está checando ainda detalhes dessa legislação, porque, na prática, os órgãos aplicam isso de um jeito muito diferenciado.”

Fonte: Metrópoles - 11/09/2023

domingo, 10 de setembro de 2023

Futebol: Jogador Antony é afastado do Manchester United após acusações de agressão

Por enquanto, Antony não participará das atividades dos Red Devils
Reprodução/Twitter - Por enquanto, Antony não participará das atividades dos Red Devils


Desde a última sexta-feira (1°), a polícia de Manchester investiga as acusações feitas por Gabriela Cavallin contra o atacante Antony, do Manchester United .

Na manhã deste domingo (10), os Red Devils comunicaram que, em acordo mútuo, foi decidido que o atacante ficará afastado da equipe para focar nas acusações.

Veja abaixo a nota completa publicada pelo Manchester United:

" Os jogadores que não participaram de partidas internacionais voltam aos treinos na segunda-feira. No entanto, foi acordado com Antony que ele adiará o seu regresso até novo aviso, a fim de responder às acusações.

Como clube, condenamos atos de violência e abuso. Reconhecemos a importância de salvaguardar todos os envolvidos nesta situação e reconhecemos o impacto que estas alegações têm sobre os sobreviventes de abusos".

Fonte: Portal IG- 10/09/2023

PF fará novas diligências para confirmar relatos em delação de Mauro Cid

                                           foto:Hugo Barreto/Metrópoles/reprodução


A homologação do acordo de delação premiada de Mauro Cid pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inaugura nova etapa das investigações sobre supostas irregularidades cometidas por pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mauro Cid precisará trazer às investigações fatos inéditos, que não tenham sido contados nas horas de depoimentos já prestados à Polícia Federal. Após as revelações, que devem ser feitas pelo militar nos próximos dias, a PF fará novas diligências para checar a veracidade das informações.

A expectativa é que Cid esclareça pontos sobre como se deu a participação de Bolsonaro nos seguintes casos: a falsificação de cartões de vacina no sistema do Ministério da Saúde, o Conect SUS; as joias que entraram irregularmente no país e o momento em que os presentes foram vendidos no exterior; e até sobre o 8 de Janeiro e as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado no país, com a participação de mentores intelectuais do governo anterior.

A delação premiada foi proposta pela defesa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro à Polícia Federal. Na decisão que homologou o acordo, Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a Cid, com imposição de cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair de casa em determinados horários e afastamento das funções no Exército.

Moraes ainda proibiu Cid de se ausentar do país, com obrigação de realizar a entrega de seus passaportes dentro de cinco dias. Determinou, ainda, que os passaportes sejam tornados sem efeito.

A delação

Em 6 de setembro, Cid chegou a ir ao STF para falar sobre o desejo de colaborar. O ex-ajudante de ordens foi preso sob a acusação de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação de familiares e do ex-presidente Bolsonaro.

O ministro ainda mandou suspender quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, além de quaisquer Certificados de Registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça (CACs), e o proibiu de usar redes sociais.

Cid é investigado em uma série de operações, entre as quais, a que apura a venda ilegal de joias e outros objetos do acervo da Presidência da República durante a gestão Bolsonaro.

Depoimentos

Nas últimas semanas, Cid prestou uma série de depoimentos à Polícia Federal. O mais recente ocorreu em 31 de agosto, em investigação sobre o caso das joias.

Além de Cid, Jair e Michelle Bolsonaro, o general Lourena Cid (pai de Mauro Cid) e os advogados Fabio Wajngarten e Frederick Wassef foram convocados, simultaneamente, para oitivas na PF.

Dos oito convocados, apenas Mauro Cid e seu pai falaram aos investigadores em Brasília; Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, prestou esclarecimentos em São Paulo.

Bolsonaro e Michelle permaneceram em silêncio durante a oitiva. A ex-primeira-dama se baseou em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que questiona a competência do STF em julgar o caso. Fabio Wajngarten também não falou. Um dos motivos apresentados por ele é o fato de ser advogado do casal Bolsonaro.

Cid também prestou depoimento em 28 de agosto, no âmbito do inquérito que apura as ações do hacker Waler Delgatti Neto contra o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nessa oitiva do ex-ajudante de ordem, a PF apurou se Mauro Cid participou ou se tem informações do encontro e das tratativas que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve com a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Nas conversas, os dois teriam discutido um plano para invadir o sistema do CNJ e também para contestar a efetividade do sistema eleitoral.

Fonte: Metrópoles - 10/09/2023

Ministro Flávio Dino rebate Aras após PGR dizer que "não aceita" delação de Mauro Cid com a PF

                                             Flávio Dino - Lula Marques/agência Brasil

O ministro da Justiça, Flávio Dino, rebateu a manifestação feita pelo procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, sobre "não aceitar" o acordo de delação premiada firmado entre a Polícia Federal (PF) e o ex-ajudante de ordens da presidência da República, Mauro Cid, que deixou a prisão neste sábado (9) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A manifestação de Aras sobre o assunto veio logo após Moraes homologar a colaboração premiada de Mauro Cid. O PGR afirma que a PF não poderia celebrar tal acordo sem o aval do Ministério Público Federal (MPF). 

“O subprocurador-geral da República que se manifestou na delação de Mauro Cid apenas postula que se cumpra a Lei. Ele tem independência funcional para tanto. A imprensa lavajatista, que divulga manchetes e matérias vazadas de processos sigilosos, dando prosseguimento à Operação Lava Jato, da qual foi consorciada, é tão nociva quanto aqueles que fornecem informações deturpadas”, prosseguiu o PGR. 

Flávio Dino, entretanto, citou acórdão do STF, de 2018, determinando que a PF tem competência para firmar acordos de delação premiada sem necessitar de autorização da PGR, desmontando o argumento utilizado por Augusto Aras. 

"Acerca da colaboração premiada, diz o artigo 4º da LEI Nº 12.850/2013: '§ 6° O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor.' Sobre tal preceito, houve ADI e o STF decidiu conforme Ementa em anexo. Portanto, a Polícia Federal aplicou a lei, em consonância com a jurisprudência do STF", escreveu Dino em publicação nas redes sociais. 

Confira: 

Delação de Cid é diferente das que eram feitas pela Lava Jato.

Delação de Cid é diferente das que eram feitas pela Lava Jato, diz jurista

Segundo o pesquisador e advogado criminalista Fernando Augusto Fernandes, há diferença entre as delações premiadas realizadas pela operação Lava Jato e de Mauro Cid com a Polícia Federal, homologada pelo ministro Alexandre de Moraes. 

Fernandes cita que a delação de Cid está acordada sob a  Lei 13.964/2019, que impôs uma série de exigências, entre elas a apresentação de provas materiais que embasem o relato.

"Além disso, dispõe em especial a exigência de que registro das tratativas e dos atos de colaboração deverá ser feito pelos meios ou recursos de gravação magnética, estenotipia, digital ou técnica similar, inclusive audiovisual, destinados a obter maior fidelidade das informações, garantindo, assim, a disponibilização de cópia do material ao colaborador”, diz a legislação. 

O advogado destaca que mantém as críticas que faz às delações premiadas, mas chama atenção para o fato de que há diferenças. 

Fonte:Revista Fórum c/adaptações 10/09/2023

SP: Bolsonaro se interna em hospital logo após a delação de Mauro Cid

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação | Isac Nóbrega/PR)

247 - Jair Bolsonaro (PL) está programando passar por duas intervenções cirúrgicas visando tratar problemas digestivos supostamente decorrentes do evento de Juiz de Fora (MG) em 2018. Os procedimentos incluem a correção das alças intestinais e a reparação de uma hérnia de hiato. Além disso, o político também pretende aproveitar a ocasião para realizar uma cirurgia de desvio de septo nasal. Sua internação está agendada para segunda-feira (11).

De acordo com especialistas consultados pela Folha de S. Paulo, o tempo médio de internação para as cirurgias é de aproximadamente 48 horas, e a recuperação completa do paciente geralmente leva cerca de duas semanas. No entanto, a depender do desenrolar da cirurgia de correção das alças intestinais, o paciente pode precisar ser encaminhado para a UTI. 

A internação de Bolsonaro acontece logo após seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O militar, agora como delator, deverá falar aos investigadores tudo que sabe e entregar todos os elementos que possam comprovar suas afirmações. Caso contrário, Cid corre o risco de perder os benefícios aos quais teria direito. A expectativa é de que ele colabore principalmente com os inquéritos das joias, das fraudes nos certificados de vacinação e dos atos antidemocráticos.

Fonte: BRASIL 247 - 10/09/2023

Bahia: Preso suspeito de matar professor potiguar após anúncio de venda de carro em Feira

 

                                                 Wdsoncley Lourenço Batista  Foto:reprodução

                                         
Um dos suspeitos de envolvimento na morte do professor potiguar Wdsoncley Lourenço Batista, 46 anos, foi preso na sexta-feira (8) pela polícia de Feira de Santana.

O professor foi morto o concunhado dele foi baleado depois de viajaram do Rio Grande do Norte para Feira de Santana para concluir a combra de um carro. Eles foram vítimas de uma emboscada no último dia 6. O ferido ainda está internado no Hospital Geral Clériston Andrade e não há detalhes sobre o estado de saúde dele.

Segundo as informações da polícia, três criminosos participaram da ação. Depois que as vítimas chegaram ao local marcado, os bandidos anunciaram o assalto e exigiram que eles fizessem a transferência via Pix de R$ 85 mil, valor pelo qual o carro, que não seria de fato vendido, tinha sido anunciado.

De acordo a investigação, o anúncio foi feito na intenção de atrair uma vítima.

O criminoso presso confessou o crime. Os outros dois suspeitos ainda estão sendo procurados.


Fonte: Correio da Bahia - 10/09/2023

A herança de Bolsonaro: militar de farda com tornozeleira eletrônica, diz jornalista Noblat


foto:Vinícius Schmidt/Metrópoles


Bolsonaro detém muitos títulos. Foi o terceiro militar a se eleger presidente pelo voto popular. (Os dois primeiros: Hermes Rodrigues da Fonseca, de 1910 a 1914, e Eurico Gaspar Dutra, de 1946 a 1951). Foi o único presidente depois do fim da ditadura militar de 1964 a conspirar contra a democracia.

Foi também o único presidente eleito que tentou se reeleger e não conseguiu. Nem os governos da ditadura empregaram tantos militares quanto o de Bolsonaro. Nem os generais da ditadura, que presidiram o país, ousaram defender a tortura. Bolsonaro ousou, e se dependesse dele, a ditadura teria matado 30 mil pessoas.

“O Exército é meu”, proclamou Bolsonaro mais de uma vez. Nenhum general jamais disse algo parecido em público. Somente Bolsonaro quis usar aviões supersônicos para voar baixinho sobre o prédio do Supremo Tribunal Federal e estilhaçar suas vidraças. O ministro da Defesa, um general, discordou e acabou demitido.

Não havia registro de governante que tenha imitado um doente a morrer sufocado por falta de oxigênio – Bolsonaro imitou em meio à pandemia da Covid-19. Nem registro de governante que roubou joias dadas do Estado, vendeu-as no exterior para forrar seus bolsos e recomprou-as quando o crime foi descoberto – agora há.

Na caserna, Bolsonaro será lembrado para sempre porque foi graças a ele que um tenente-coronel se tornou o primeiro militar da ativa a fazer delação premiada. Mauro Cid, ex-ajudante-de-ordem de Bolsonaro, desfilará atado a uma tornozeleira eletrônica que informará à Polícia Federal sobre todos os seus passos.

Foi para ser solto que Mauro Cid delatou. O tempo do verbo está certo: delatou. Ao homologar o acordo de delação de Mauro Cid com a Polícia Federal, Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, deu-se por satisfeito com tudo o que ele já contou e com as provas que ofereceu.

Haverá novas operações policiais para apreensão de documentos e detenção de suspeitos na esteira das revelações feitas por Mauro Cid, cuja carreira chegou ao fim. Ele ainda poderá ser ouvido para esclarecer detalhes e ajudar a Polícia Federal nas investigações. Já entregou, porém, o que prometera em troca da liberdade.

A angústia mudou de lado: abandonou Mauro Cid, devolvido à sua família, e transferiu-se para Bolsonaro, seus filhos Zero e Michelle. O ex-presidente e os que o cercam estão simplesmente em pânico, embora a ordem entre eles é de fingir que passam bem. Aflitos e impacientes, os bolsonaristas de raiz aguardam orientação.

O clima entre os militares é de angústia e de alívio. Sabem que outros fardados foram citados por Mauro Cid na delação e que serão punidos. O alívio decorre do fato de que mais rapidamente o manto de suspeição deixará de cobrir as Forças Armadas. Se esse é o preço a pagar, que seja pago. Aprendam a lição!

Fonte:BLOG DO NOBLAT/METRÓPOLES/REPRODUÇÃO - 10/09/2023 08h:27