A Igreja Universal afirmou, na ação, que não tem conhecimento sobre a origem 

dos valores doados por Glaidson e pela GAS, nem informações precisas sobre

 a legalidade das atividades exercidas por ele, que teriam possibilitado o 

acúmulo dos recursos.

"Sem os documentos e informações que se encontram em posse dos Réus, restará

 a Universal impossibilitada de prestar esses esclarecimentos, podendo ser

 investigada e até sancionada, a partir da injusta vinculação a práticas duvidosas, 

com as quais não tem nenhuma relação, envolvimento, ou sequer conhecimento",

 diz o documento.


Na ação, os advogados informam ainda que Glaidson já atuou como pastor no

 templo da Universal na Venezuela, país de origem de sua esposa, há mais de 

15 anos. "Em razão da alegada impossibilidade de dedicação exclusiva ao

 serviço religioso, Glaidson se desligou da função e, posteriormente, voltou

 a frequentar o templo em Cabo Frio, onde fixou residência”, diz o texto.

Leia a nota na íntegra:

UNIVERSAL JÁ HAVIA ALERTADO AS AUTORIDADES E PÚBLICO SOBRE

 SUSPEITA DE PIRÂMIDE FINANCEIRA

Há quase dois anos, desde o final de 2019, em inúmeras ocasiões, como provam 

os vídeos abaixo, a Igreja Universal do Reino de Deus vem alertando seu

s membros para os golpes embutidos em supostos investimentos em criptomoedas.


A Universal tomou esta atitude exatamente porque tem ciência de que um dos 

alvos destas pirâmides financeiras são as pessoas de boa-fé, especialmente

 das comunidades evangélicas. Todos 

sabem que o sucesso de uma pirâmide financeira depende da entrada constante 

de novos investidores. Daí a razão destas empresas buscarem se infiltrar 

em clubes, associações, corporações e especialmente igrejas, a fim de se 

valerem do espírito fraterno e de confiança  que une seus membros.

 A Universal não compactua com nenhuma atividade

 ilícita, por mais ganhos que possa gerar. Ofertas que procedam de engano, 

fraude e injustiça não têm valor algum para Deus.

Quanto a Glaidson Acácio dos Santos, informamos que ele ingressou no

 treinamento pastoral da Universal em 2003 e foi desligado pouco depois por

 não atender aos padrões do ministério. Há alguns meses, a Igreja recebeu 

informações de que ele estaria assediando e recrutando fiéis e integrantes

 do corpo eclesiástico para participar de sua empresa, que demonstrava 

sinais que caracterizavam algum envolvimento com pirâmide financeira.

Para combater isso, além dos constantes alertas dados publicamente em seus

cultos e programações de TV e rádio, a Universal tem feito rigorosas 

averiguações internas para assegurar que seus oficiais não promovam e 

muito menos se envolvam com estas pirâmides. 

É por esse rigor que alguns já não fazem mais parte do quadro de pastores da

 igreja.

Além disso, em maio deste ano, a Universal apresentou uma notícia-crime na

 Justiça contra os envolvidos. Mais recentemente, foi aberto um processo judicial 

cível para que Glaidson confirme à Igreja que os dízimos e doações que ofereceu

 como frequentador, têm origem lícita. Ou seja, muito antes da operação policial

 da última semana que resultou na prisão de Glaidson, a Universal já vem

 alertando e cooperando com as autoridades para as devidas investigações.

Link para os vídeos: https://f.io/ROfp3iUJ "

Veja a resposta, também na íntegra, enviada pela GAS Consultoria:

"A G.A.S Consultoria possui rotinas de processamento de repasses e pagamentos

 dos valores acertados em contratos dos clientes de forma descentralizada. 

Essas movimentações são de capital de terceiros (clientes), sendo transferido

 para empresas do Grupo GAS.

É de conhecimento público que os bancos tradicionais possuem a prática 

arbitrária de bloquear e até mesmo encerrar contas de pessoas físicas e 

pessoas jurídicas sem aviso prévio, simplesmente por estarem envolvidas no

 mercado de criptoativos.

Zelando pela segurança de seus cliente e com objetivo de manter o compromisso

 de pagamentos de todos os contratos, com faz em quase uma década de

 existência, a G.A.S Consultoria sempre adotou a prática de fazer pagamentos

 adiantados, pois no caso de bloqueio

 de qualquer conta de pagamento, existem outras contas para garantir que

 nenhum cliente fique sem receber. Por gerenciamento estratégico, a G.A.S

 adota a prática de utilização de múltiplas contas de segurança, tanto de pessoas

 jurídicas como de pessoas físicas ligadas à operação da empresa, em diversos

 bancos e em âmbito nacional."

FONTE: PORTAL IG- 30/08/2021 23h