segunda-feira, 13 de julho de 2026

PR: Mãe denunciada pelo filho negociou morte por WhatsApp: “Mata a tiro”

 

    foto:reprodução/SSP


Mensagens de WhatsApp obtidas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) mostram como uma mulher de 41 anos negociou a m0rte de uma servidora pública após perder a guarda dos três filhos. Em uma das conversas, ela pede a um intermediário que faça um “trabalho” para ela. Ao ser questionada sobre o que pretendia, responde: “Apagar uma infeliz do mapa”.


A suspeita foi presa preventivamente na sexta-feira (10/7), em Abatiá, no norte do Paraná, durante uma ação da PCPR com apoio da Polícia Militar. Ela é investigada por tentativa de hom1cídio duplamente qualificado.

As conversas mostram que o plano foi tratado ao longo de vários dias. Em outro trecho, a mulher afirma que queria que a vítima fosse m0rta a t1ros. “Quero que m4te ela a t1ro.”

O interlocutor responde que o executor não apareceria pessoalmente e pergunta quando o pagamento seria feito. A investigada então diz: “Vamos deixar para o dia sete. É o dia em que eu recebo.”

Segundo a Polícia Civil, ela teria oferecido R$ 3 mil para que um terceiro executasse o crime.

As investigações apontam que a motivação seria uma vingança contra uma funcionária da instituição de acolhimento onde estão os três filhos da mulher. Conforme o delegado Luis Guilherme Almeida, a suspeita responsabilizava a servidora pela perda da guarda das crianças e, além de procurar um executor, passou a monitorar a rotina da vítima para facilitar uma emboscada.

O plano só foi descoberto porque o filho mais velho da investigada, um adolescente, encontrou as mensagens no celular da mãe. Antes que a conversa fosse apagada, ele gravou parte do conteúdo em vídeo. De acordo com a polícia, após descobrir que o filho havia visto as mensagens, a mulher o am3açou de morte para que permanecesse em silêncio.

Mesmo assim, o adolescente procurou a rede de assistência do município, apresentou a gravação e denunciou o caso. A partir das informações, os investigadores identificaram o homem que conversava com a suspeita.

Fonte: Mirelle Pinehiro/Metrópoles - 13/07/2026

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