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terça-feira, 11 de outubro de 2016

No Rio:Tiroteio no Pavão-Pavãozinho, bandido é atingido e cai de penhasco,confira o vídeo























a Comunidade fica encravada entre os bairros nobres do Rio, como Copacabana -foto:Jorge Luiz/set/16.

Nesta segunda-feira (10), uma intensa troca de tiros na comunidade Pavão-Pavãozinho causou pânico e fechou o comércio na favela e em ruas dos bairros Ipanema, Lagoa e Copacabana, na Zona Sul do Rio. 
Conforme o G1, fora os disparos, comerciantes relataram ter ouvido a explosão de uma bomba. Vias de acesso à comunidade foram interditadas, e o acesso ao metrô do Complexo Rubem Braga ficou fechado por mais de uma hora. 

Ainda de acordo com o G1, o capitão da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, Vinícius Apolinário de Oliveira, foi ferido por estilhaços. Ele foi levado para o Hospital Central da PM, no Estácio, e já teve alta. Outros dois PMs do Batalhão de Choque da corporação também foram feridos no confronto, mas o estado de saúde deles é estável.

De acordo com a corporação,  três suspeitos foram baleados e morreram. Um homem conhecido como Samuca, indicado pela PM como o número dois do tráfico na comunidade, foi preso. Ele e outros sete suspeitos foram presos, após uma mulher que seria parente de um deles negociar a rendição. Informações do Bocão News. 

Confira o vídeo no link abaixo disponível no yotube:

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Economia: Meirelles diz à CNN que Brasil superará recessão no início de 2017

                                                           Ministro Henrique Meireles -foto:reprodução


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, concedeu entrevista ao jornalista Richard Quest, da rede de televisão CNN, durante sua passagem pelos Estados Unidos. Na conversa, Meirelles disse que o Brasil irá superar a recessão "no início do próximo ano". Ele também defendeu a necessidade de um ajuste fiscal. "Nós temos a pior recessão desde os anos 1930. No Brasil, há um nível muito alto de desemprego, mais de 10% de desemprego, e os resultados para a economia, para as empresas, os consumidores, são muito sérios. O crédito está sofrendo, os bancos estão sofrendo", descreveu Meirelles no início da entrevista. Porém, segundo ele, o país superará a recessão no começo de 2017. 

Questionado pelo apresentador sobre se a retomada do crescimento poderia ter um salto, Meirelles respondeu: "Nós provavelmente teremos um crescimento mais fraco agora. A recuperação será mais fraca que a que tivemos da crise de 2008." Quest lembrou o fato de que Meirelles foi presidente do Banco Central e perguntou se ele, agora como ministro das Finanças, concordava com suas decisões no comando da autoridade monetária. Meirelles disse que a inflação desacelerou durante seu mandato no BC e acabou por se estabilizar por volta da meta. "Mais importante que isso, o risco-país diminuiu e a taxa de juros estrutural caiu", afirmou.

No fim da conversa, disponível no site da CNN, Quest disse ao ministro que "se há um país que precisa de reformas estruturais em termos de mercado de trabalho, serviços financeiros e desregulação, é o Brasil". Meirelles, que concordou com a afirmação, respondeu que estava pronto para adotar o "medicamento duro" - expressão citada por Quest. 

Em tom irônico, o jornalista questionou quanto tempo Meirelles ficaria no posto. "Eu já estou há cinco meses, um período longo no Brasil", brincou o ministro. Informações do BN.

domingo, 9 de outubro de 2016

Riachão das Neves: Assassino de soldado é morto em confronto com a PM




foto:reprodução blog sigi vilares

A polícia militar da região oeste ainda está sem acreditar no que ocorreu na noite de ontem, sábado(8) na cidade de Riachão das Neves, quando o soldado Decio Augusto de Oliveira de 32 anos acabou morto de forma covarde com um golpe de faca no pescoço.

O policial fazia rondas com sua tropa, quando foi atacado por trás pelo assassino que fugiu logo em seguida. Os colegas do PM se preocuparam logo em socorrer o amigo, mas Decio não resistiu e morreu.

Policiais da RONDESP de Barreiras foram para a cidade de Riachão das Neves e juntos com a polícia local realizaram diligencias para deter o criminoso que ao bater de frente com a polícia não se intimidou e partiu para o confronto sendo abatido.

Os corpos do policial e do assassino foram removidos para o IML de Barreiras. Até o momento não há sequer uma motivação para que “Eltim”, como era conhecido o assassino, viesse a cometer o crime.

Soldado Decio, era morador da cidade de Santa Rita de Cássia, e estava na cidade dando apoio a segurança de uma festa política. O policial já havia trabalhado também na 85ª CIPM de Luís Eduardo Magalhães, onde era querido por todos.

 Era um policial tranquilo, calmo e que fazia o seu trabalho muito bem. Decio deixa a esposa e uma filhinha de apenas dois meses.

fonte:Blog Sigi Vilares

Caetité: Morre aos 59 anos o ex-prefeito Dr. Ricardo Ladeia,uma semana após a eleição



foto:reprodução Caetité notícias

Faleceu na manhã deste domingo (09), o médico Ricardo Ladeia, ex-prefeito de Caetité (2001-2008). Ricardo de Tadeu Ladeia completaria 60 anos no próximo dia 28, ele foi vítima de uma parada cardíaca
em sua fazenda e foi levado para o Hospital Nova Aliança em Guanambi, chegando no local sem batimentos cardíacos, não resistindo e vindo a óbito.

Ricardo estava em seu segundo casamento, ele deixa a esposa Fabiane e  três filhos. Na política ele
deixou um lema marcante nas campanhas eleitorais em Caetité. “Minha gente, o meu abraço”. Como médico ginecologista Ricardo deixa a lembrança de seu atendimento humanizado aos seus pacientes
que lamentaram a sua morte nas redes sociais. O cirurgião obstetra realizou centenas de partos em
toda a região nos seus mais de 30 anos de carreira. 

Na política Ricardo deixa um legado, foi vereador e por duas vezes foi prefeito de Caetité. Dr. Ricardo Ladeia concorreu ao cargo de prefeito no município de Caetité nas últimas eleições pelo PSDB e obteve 12.172 votos, ficando em segundo lugar na disputa.


Muito conhecido em toda região, Dr. Ricardo deixa saudades a todos. 

atualizada em 10/10/2016


Uma multidão acompanhou o cortejo do ex-prefeito foto:reprodução/dorah Oliveria/facebook



fonte:Caetiténotícias c/adaptações

"O Brasil é o país mais racista do mundo", diz ex-consulesa francesa


Alexandra Loras

                             foto: Alexandra Loras/reprodução
A francesa Alexandra Loras mudou-se para São Paulo quando seu marido Damien tornou-se cônsul francês no Brasil. No início de setembro, ele deixou o cargo, mas a família decidiu permanecer no país. Aos 39 anos, a jornalista, professora e ativista faz duras críticas ao preconceito racial no Brasil, que ela considera o país mais racista do mundo, mas é otimista: "O Brasil tem meios para se transformar na maior potência mundial." Em entrevista a VEJA, Alexandra falou sobre cotas raciais, sobre as diferenças culturais com a França e sobre como é ser uma estrangeira negra em meio à elite brasileira.
Existe raça? É possível classificar seres humano por raça?

No sentido biológico não, somos todos humanos. Mas no sentido social há sim. Estamos presos nessa imagem de democracia racial e da mestiçagem, mas ao mesmo tempo reconhecemos que o preconceito por causa da cor da pele existe. O racismo é real e é um problema, então parece evidente que há um conceito de raça disseminado na sociedade.
Você é a favor das cotas? 

É muito confortável para o branco falar em meritocracia, dizer que somos todos iguais e ser contra as cotas. Mas em 127 anos após a fim da escravidão, a sociedade brasileira ainda não resolveu seus problemas de forma orgânica, natural. As cotas são humilhantes, mas são necessárias. É uma etapa para reequilibrar a sociedade.
Você acredita que a política de cotas brasileira está no caminho certo? 

Tanto as cotas raciais como as sociais no Brasil são tímidas, baseadas em porcentagens estatísticas. Se tivesse uma lei de cotas de verdade, teriam de ter 50% de alunos pobres, pardos e negros nas universidades e escolas particulares, boards executivos de empresas, na escola Saint Paul, no Liceu Pasteur, não só nas universidades.
Mas como aplicar as cotas em um país mestiço como o Brasil? 

Eu entendo que a autodeclaração é um assunto complexo, com margens para muitos questionamentos, mas é ainda a melhor forma para as pessoas se assumirem negras, pardas, brancas. No resto do mundo, pardos são vistos como negros. Nos EUA e na França, quem tem uma gota de sague negro é considerado negro, o que é uma bobagem. Aqui o conceito é mais difuso, conheço pessoas que são filhos pais negros e não se consideram negros. Eu mesmo, aqui no Brasil, sou muitas vezes chamada de morena. No resto do mundo, pardos são vistos como negros. Ser negro ou pardo não é apenas uma questão de cor da pele, é uma consciência. E isso deve ser respeitado.
Poderia se explicar melhor, dar um exemplo? 

Tenho uma amiga negra que teve uma filha e no hospital escreveram no registro que a bebê era branca. Minha amiga questionou, falou que sua filha era negra como ela. A funcionária do hospital disse que escreveu branca porque ‘queria fazer um favor’. A autodeclaração e a consciência têm de ser respeitadas. Meu filho tem a pele clara e ainda não sei como ele vai se definir na sociedade, se vai se declarar negro, branco ou pardo. É um assunto que precisa ser abordado com cautela, pois entra muito na vida íntima das pessoas, na identidade. Mas sabemos também que autodeclaração pode ser uma defesa. Há pessoas negras que se declaram como pardas e há pardos que se declaram como brancos. Alguns creem que assim, embranquecendo sua identidade, serão mais respeitados.
Num país miscigenado com a tradição de autodeclaração racial, são seria melhor fazer cotas por critério econômico?

Ser pobre no Brasil é muito difícil, mas ser pobre e negro é muito, muito, muito mais difícil. As cotas têm de ser econômicas e raciais. Esse discurso da democracia racial brasileira é bonito, mas não é real. Não há 50% de negros ou pardos protagonistas em nenhuma área da sociedade, na política, na televisão, na direção das empresas. Não vamos conseguir superar os quase 400 anos de escravidão sem políticas de inserção de negros e pardos pobres em todos os setores da sociedade. É uma reparação para equilibrar a sociedade. Basta olhar a sociedade brasileira, que 128 anos depois da abolição ainda é extremamente desigual.
Há relatos da dificuldade de alunos cotistas acompanharem o nível dos estudos. Não é o caso resolver primeiro o problema da educação básica para que as diferenças de formação entre negros, pardos, brancos, amarelos e índios desapareçam? 

Creio que os dois têm de caminhar juntos, a melhoria na educação e as cotas. Pois não é só um problema de qualidade de educação. Na França, os negros e árabes estudam nas mesmas escolas dos brancos e lá eles também sofrem preconceito por seu tom de pele. O racismo é algo que está entranhado na sociedade, que se reproduz em diferentes locais, aspectos e escalas.
Por que para combater o preconceito, é preciso estimular uma consciência racial? O orgulho pela miscigenação nacional passe a ser um empecilho nesse objetivo?

Não é preciso, mas sei que muito pensam assim. Muitos ativistas negros não querem nem se relacionar com brancos; e essa postura é errada. O branco de hoje não é responsável pela escravidão, mas tem responsabilidade em equilibrar a sociedade em que vive. Esse orgulho é relativo, pois ao mesmo tempo em que o brasileiro gaba-se da miscigenação e da suposta democracia racial, não há 50% de negros ou pardos protagonistas em nenhuma área da sociedade, na política, na televisão, na direção das empresas.
Você já disse em outras oportunidades que considera o Brasil o país mais racista do mundo. Continua pensando assim? 

Sei que essa colocação é um pouco violenta para os brasileiros que gostam de se ver morando em um país onde a democracia racial deu certo. Mas o Brasil é o mais racista porque tem a segunda maior população negra do mundo e isso não é refletido na sociedade. Nos EUA têm quase 13% de negros e muitos dizem que é o mais racista do mundo, mas lá eles têm um presidente negro e muitos negros na mídia, no show business, no Congresso, médicos, advogados, executivos. Morei quase quatro anos nos EUA e em três cidades americanas, Washington, El Paso e Los Angeles, e nunca me senti discriminada lá. Aqui eu me sinto todos os dias, basta eu andar umas quadras e ir ao shopping.
"As cotas são humilhantes, mas necessárias. É uma etapa para reequilibrar a sociedade"
Poderia dar exemplos de situações em que se sentiu discriminada? 

Já passei por muitas situações. Fui barrada em um hotel cinco estrelas de Salvador por ser negra, minhas bagagens sempre são revistadas nos aeroportos, também sou questionada por não estar de branco em shoppings aqui em São Paulo e isso é frequente. Meu filho tem a pele clara e muitas vezes já fui tratada como a babá dele. Já fui barrada no clube Pinheiros em São Paulo porque levei a carteirinha do meu filho e esqueci a minha. Aí a funcionária ficou procurando meu nome no cadastro das babás e não dos sócios. Falo com sotaque e uso roupas de grife, mas muitas pessoas só olham para a cor da minha pele.
E na França? 

Também sou discriminada lá. Uma das perguntas que mais escuto lá é: “Você é ‘francesa-francesa’ mesmo?” Como assim? ‘Francês-francês’ é branco e francês-sei-lá-o-que’ é negro? Por eu ser negra não sou francesa? Já passei por isso muitas vezes, com funcionários públicos, resolvendo burocracias administrativas, nas ruas. Não sou reconhecida como francesa por ser negra e isso me incomoda demais, mexe com minha identidade. Sou francesa e negra. Lá, por lei, não há estatísticas raciais para saber a porcentagem de brancos, negros, pardos e asiáticos na sociedade. Isso é um erro isso, deseduca a população. A França tem territórios ultramarinos, Guiana Francesa e Martinica, por exemplo, que são majoritariamente negros. Assim como Portugal e Inglaterra, por causa do passado colonizador, a França também tem famílias negras que já moram há muitas gerações no país.
Mesmo com o racismo presente na sociedade brasileira você decidiu ficar.
Por quê?

O racismo nunca foi protagonista da minha experiência, senão não teríamos ficado aqui. Meu título de consulesa me deu um palco que nunca tive em outros países em que eu morei. Talvez parte da sociedade e da imprensa tenham se interessado por mim porque uso os mesmos códigos da elite. Mas eu poderia ter usado esse espaço e sido convidada a falar de gastronomia francesa, moda, arte contemporânea, turismo, vinhos, podia ter seguido essa linha, mas me deram espaço para falar de racismo, de identidade. Para mim foi uma justiça restaurativa. Se eu fui inferiorizada toda minha vida, o Brasil me deu uma voz que tem ressonância e pode fazer alguma diferença.
Além desse espaço que você conquistou, o que mais a atraiu?

O Brasil mexeu muito comigo. Comecei a estudar e descobri muitas figuras negras brasileiras fantásticas, o Machado de Assis, o André Rebouças, o Theodoro Sampaio. O país me deu uma dignidade para eu me assumir como mulher negra em uma sociedade desigual, e isso é importante. Na França, eu apresentava um programa de TV, mas só falava de assuntos que tinham a ver com a pauta do meu show, não expressava tudo o que queria. Nunca me convidaram para falar sobre identidade, então fiz um mestrado sobre a falta de representação dos negros na mídia francesa no Institut d'Études Politiques de Paris, [o Sciences Po, uma das faculdades de política mais respeitadas do mundo]. Lá eu estudei o assunto e aqui eu posso falar sobre e fazer algo para mudar isso.
Você é famosa por ter um discurso conciliador e otimista... 

Não bato de frente, uso um pouco de diplomacia, de dança, para me livrar de situações embaraçosas e criar pontes, abrir portas. Meu discurso é mais digerível que o de muitos militantes negros radicais. Mas claro que não posso me expressar em nome das mulheres negras brasileiras. Só posso me expressar em meu nome, Alexandra Loras, negra francesa.
Você não tem medo de virar um clichê? Tipo a gringa que veio visitar e não quis mais sair do Brasil? 

Cair no cliché não me importa porque como estrangeira eu enxergo coisas nos brasileiros que muitas vezes eles não conseguem ver. Uma das coisas que mais me chama a atenção na cultura brasileira é o chamado complexo de vira-latas, que faz com que o brasileiro precise ir morar fora para se dar conta do quanto ele tem empatia, orgulho, compaixão e conexões com o Brasil. É algo que está no ser, na alma. Isso faz com que o brasileiro seja muito sensível.
Essa sensibilidade é a característica que você mais admira nos brasileiros? 

A sensibilidade e a alegria. Olhe o meu país, a França, onde a infraestrutura é maravilhosa e tudo funciona. Mas nós estamos sempre reclamando. Os brasileiros estão passando por uma crise política e econômica difícil, têm buracos nas ruas, um sistema educacional que pode ser melhorado e muitas outras deficiências, mas estão ligados ao presente, ao que têm agora, e ficam felizes com pouco. E os brasileiros não enxergam esse otimismo e essa alegria como algo fantástico. Eu acho mais importante crescer num país com problemas, mas com uma sociedade mais alegre e mais informal, do que crescer num país rico com uma população que toma antidepressivos. A França é o segundo país que mais consome antidepressivos do mundo. Uma pesquisa identificou que nosso nível de felicidade é igual ao do Afeganistão.
Falando em clichês, você acredita que o Brasil é o país do futuro? 

Sim, o Brasil é o país do futuro. E creio que será o primeiro, na frente de todos os outros. As pessoas têm ainda certa arrogância e olham o Brasil como um país de terceiro mundo, mas para mim, o país tem meios para se transformar na maior potência mundial. É uma das dez maiores economias do mundo, isso pelas fontes oficiais, sem contar o dinheiro da corrupção. Para mim, o maior problema do Brasil é não enxergar e valorizar seu próprio potencial. O Brasil tem uma quantidade enorme de talento e capital humano que não é usado. Há falta de planejamento econômico, faltam projetos sérios para o país.
Poderia dar um exemplo concreto desse seu otimismo com o Brasil?

Os brasileiros são muito flexíveis e adaptáveis, estão muito mais preparados para questionar, criticar e evoluir como sociedade. E creio que aqui o povo está quase pronto para entrar e abraçar uma nova era, mais humana e justa. Vejam a preparação do Carnaval carioca. Acontece tudo na hora, é super organizado. É a maior e mais bela produção criativa mundial e é feito por quem? Por famílias que chamamos de carentes, que moram em comunidades pobres. Eles têm um talento, um potencial que não é plenamente usado. Quantos Beethovens brasileiros nunca foram apresentados a um piano?
Foto: Alexandre Schneider/VEJA/reprodução

Bahia:Estado diz que 2ª parcela do 13º dos servidores é incerta




Em meio à grave crise fiscal, os governos estaduais já preveem dificuldades para pagar o 13.º e o restante dos salários de servidores públicos até o fim do ano. Os Estados evitam admitir oficialmente que não há caixa para pagar o benefício, mas pelo menos sete de 24 unidades da Federação consultadas pela reportagem reconhecem que não há definição de como e quando o 13.º será depositado na conta de 2 milhões de servidores.

Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas, Bahia, Distrito Federal, Sergipe e Roraima não teriam, hoje, os recursos para honrar o compromisso, segundo os secretários de Fazenda. 

Alguns deles não conseguirão fazer o pagamento mesmo com a ajuda esperada do governo federal. Além do socorro do Tesouro, eles contam com a recuperação, mesmo que mínima, da economia – o que contribuiria para o aumento da arrecadação.
Em nota ao Estadão, o governo da Bahia disse que o pagamento do 13.º depende das negociações com o governo federal para compensar as perdas nas transferências da União aos Estados. 
Nos oito primeiros meses do ano, a Bahia deixou de receber R$ 500 milhões do FPE. A metade da gratificação natalina dos 256 mil servidores baianos está sendo depositada no mês do aniversário, mas a segunda parcela é incerta.

fonte: Estadãoonline 09/10/16 c/adaptações







sábado, 8 de outubro de 2016

Bahia: Após Estado não nomear,juiz sugere que aprovado "bote a boca no trombone"


Resultado de imagem para policia civil da bahia concurso de 2007
imagem:reprodução/google

A história de um homem aprovado em concurso para investigador da Polícia Civil fez com que um juiz da 8ª vara da Fazenda Pública sugerisse uma proposta inusitada: que ele publicasse seu caso nas redes sociais e na imprensa ao invés de esperar a Justiça. Luciano de Souza Santos foi aprovado na prova sob edital SAEB/001-97 e chamado em 2007 para cumprir as etapas da sua nomeação.

Após passar por todos os processos, e chegar a prestar juramento policial diante do governador e do Secretário de Segurança Pública da Bahia, o homem não foi efetivamente nomeado e decidiu entrar na Justiça para garantir a vaga. O problema é que, segundo o homem, o estado teria ignorado duas decisões judiciais a favor do concursado. Um documento juntado ao processo aponta que o procurador-geral do Estado, Adriano Ahringsmann, enviou ofício no dia 16 de junho de 2016 informando o cumprimento da decisão – o que Luciano garante que não ocorreu. 

O estado não teria juntado nenhum documento que comprovasse a nomeação, o que deixou o juiz Mário Soares Caymmi Gomes ainda mais intrigado.

Na decisão da última quinta-feira (6), o magistrado afirma que "é patente a escancarada e manifesta vontade do Estado da Bahia de não cumprir o que lhe foi ordenado, como se isso fosse possível". "É muito difícil ser juiz num estado como este da Bahia em que ordens diretas dirigidas não apenas à Procuradoria do mesmo, mas também a um Secretário de Governo, são supostamente cumpridas sem juntada de documentos, sendo dito pela parte que o que fora afirmado é mentira”, diz no despacho. 

Gomes pede que o Ministério Público solicite a intervenção no estado e determine a instauração de investigação sobre ato de improbidade e crime por parte do governador, já que seria dele a competência para a nomeação de pessoal, "ficando o mesmo passível de ser preso - coisa que não acredito que seja feita". "Minha parte eu fiz", completa. 

Ainda assim, o juiz parece incrédulo sobre o eventual cumprimento da decisão. Por isso, sugere uma alternativa diferente a Luciano: "Nada do que foi mencionado acima implicará em qualquer efeito prático imediato. Porém, numa sociedade em rede, 'botar a boca no trombone', como se diz no popular, nas redes sociais, na imprensa e em tantos outros meios talvez venha a ser mais eficaz do que qualquer ação do Ministério Público - que leva tempo e um alongado senso de oportunidade".

Fonte:BN c/adaptações

Eleições 2014: Delator diz ao TSE que é do mesmo cofre dinheiro ‘doado’ para Aécio e Dilma


o empreiteiro Ricardo Pessoa - foto:reprodução
Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da Construtora UTC e delator da Lava Jato, confirmou ter feito doações às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff e de Aécio Neves. Repassou R$ 7,5 milhões para a candidata petista e R$ 4,5 milhões para o rival tucano. Inquirido sobre a origem dos recursos, declarou que o dinheiro saiu do mesmo caixa das empresas do Grupo UTC, que era unificado.
Ricardo Pessoa prestou depoimento no processo em que o PSDB pede à Justiça Eleitoral que casse os mandatos de Dilma, já deposta, e do vice Michel Temer, agora efetivado na função de presidente. Ele foi ouvido em audiência realizada em 19 de setrembro. Mas só nesta semana o TSE divulgou no seu site o papelório que compõe os primeiros 13 volumes dos processos.
blog manuseou o depoimento de Ricardo Pessoa. A certa altura, o advogado de Dilma, Flávio Caetano, travou com o empreiteiro o seguinte diálogo:
— […] Tanto a doação à campanha eleitoral de Dilma e Temer e a doação para a campanha de Aécio e Aloysio [Nunes Ferreira] tiveram origem na mesma conta corrente, da UTC. É isso?
— Sim
— Da mesma conta corrente?
— Não sei se da mesma conta corrente, mas do caixa, do capital de giro, do caixa da UTC Engenharia, Constran e UTC Participações, que era unificado.
— Ou seja, não tem relação nenhuma com eventuais comissões ou propinas de contratos com a Petrobras.
— Não. Absolutamente.
— A origem de doação a Aécio e Dilma é a mesma?
— Sim senhor.
confira a reportagem completa no link abaixo:
fonte:Blog de  Josias