Foto:reprodução
O policial militar Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, foi encontrado morto dentro de um carro incendiado no Bairro Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga, na manhã desta terça-feira (11). Horas depois, uma policial militar de 27 anos foi presa em flagrante suspeita de envolvimento no homicídio. A mulher, identificada como Júlia Nathalia Girão Gomes, foi autuada por homicídio na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A prisão ocorreu após diligências realizadas pelas forças de segurança para identificar os envolvidos na morte do soldado. O companheiro da policial também foi conduzido para uma unidade da Polícia Civil, onde é ouvido pelos investigadores.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), que realiza diligências e oitivas para esclarecer as circunstâncias da morte.
A perícia também trouxe novas informações sobre o que aconteceu com Raphael. Segundo a SSPDS, não foi constatada nenhuma amputação traumática no corpo do policial. Os exames identificaram lesões provocadas por disparos de arma de fogo feitos quando a vítima ainda estava viva. Posteriormente, o corpo foi carbonizado.
Policial militar foi encontrado dentro de carro incendiado
A ocorrência começou após uma testemunha perceber que havia um veículo em chamas na região do Ancuri e acionar as forças de segurança.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para atender à ocorrência e controlar o incêndio. Depois que as chamas foram apagadas, os agentes encontraram um corpo no interior do automóvel.
A vítima foi posteriormente identificada como Raphael Sampaio da Silva, policial militar de 27 anos.
O caso mobilizou equipes das forças de segurança na área localizada na divisa entre Fortaleza e Itaitinga.
Inicialmente, as autoridades ainda não haviam divulgado informações sobre autoria ou motivação. Com o avanço das diligências ao longo desta terça-feira, porém, uma policial militar passou à condição de suspeita e foi presa em flagrante.
Perícia confirma que policial foi baleado antes da carbonização
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizou exames no corpo de Raphael e identificou lesões provocadas por arma de fogo.
De acordo com a SSPDS, os disparos atingiram o policial quando ele ainda estava vivo. A carbonização ocorreu posteriormente.
A secretaria também esclareceu que não foi encontrada nenhuma amputação traumática no corpo da vítima.
Os resultados periciais ajudam a esclarecer parte da dinâmica da morte, mas ainda não determinam, sozinhos, como o crime aconteceu nem qual foi a participação de cada investigado.
A Polícia Civil continua reunindo elementos para reconstruir a sequência dos acontecimentos e identificar todos os envolvidos.
Policial militar é presa suspeita de envolvimento na morte
Uma policial militar de 27 anos foi presa em flagrante durante as diligências realizadas pelas forças de segurança.
Segundo a SSPDS, ela foi autuada por homicídio na tarde desta terça-feira (11), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, unidade especializada da Polícia Civil do Ceará.
A policial foi identificada como Júlia Nathalia Girão Gomes. Ela já responde, segundo a SSPDS, por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e integrar organização criminosa.
A prisão representa uma mudança na investigação, que inicialmente ainda não tinha suspeitos divulgados pelas autoridades.
A SSPDS informou que as diligências continuam para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Raphael.
Companheiro da suspeita também é ouvido
O companheiro da policial presa também foi conduzido para uma unidade da Polícia Civil, onde presta depoimento aos investigadores.
Conforme a SSPDS, ele responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Até o momento, a secretaria informou que ele foi conduzido para ser ouvido, sem confirmar sua prisão em flagrante pelo homicídio de Raphael.
A situação dele poderá ser definida conforme o avanço da investigação e os elementos reunidos pela Polícia Civil.
Os investigadores realizam diligências e oitivas para esclarecer a eventual participação de outras pessoas na morte do soldado.
Investigação está sob responsabilidade da DHASP
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), unidade especializada da Polícia Civil responsável por ocorrências envolvendo agentes de segurança.
A equipe realiza diligências e coleta depoimentos para reconstruir a dinâmica do homicídio.
Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão as circunstâncias que antecederam a morte, a participação dos investigados e a motivação do crime.
A perícia já confirmou que Raphael foi atingido por disparos de arma de fogo ainda em vida e que o corpo foi carbonizado posteriormente.
A investigação deverá cruzar os resultados dos exames periciais com depoimentos e outros elementos obtidos durante as diligências.
Quem era Raphael Sampaio da Silva?
Raphael Sampaio da Silva tinha 27 anos e ingressou na Polícia Militar do Ceará em junho de 2022.
O soldado estava lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar (2ª Cia/16º BPM).
A morte do agente foi comunicada pela Associação das Praças Militares do Ceará (Aspra-CE), que publicou uma nota de pesar e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda.
A entidade destacou a trajetória profissional do policial e lamentou a perda.
A Secretaria da Segurança Pública também informou que as forças de segurança seguem mobilizadas para esclarecer o caso.
A investigação permanece em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme as diligências avancem.
FONTE:GC +/REPRODUÇÃO - 12/08/2026
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