foto:Arte Metrópoles
A coluna apurou com exclusividade que, além do deputado federal Dal Barreto (União Brasil), dois homens ligados a ele foram alvo de medidas da sexta fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (14/10).
Entre os investigados, estão Ubaldo Neto (à esquerda), que se apresenta como empresário e seria supostamente operador financeiro do deputado, e Danilton Oliveira (à direita), apontado como laranja. Assim como Ubaldo, Danilton se apresenta como empresário e costuma fazer campanha para o parlamentar nas redes sociais.
A abordagem ao deputado Dal Barreto ocorreu no Aeroporto Internacional de Salvador e durou menos de 30 segundos, conforme apurou a coluna. O parlamentar foi interceptado por um delegado da Polícia Federal logo após passar pelo raio-x..
A ação foi técnica e discreta, sem causar tumulto, e passou despercebida pela maioria dos passageiros. O deputado foi informado de que era alvo da operação, teve o celular apreendido e seguiu com o delegado para uma sala reservada da PF no próprio.
A Operação Overclean cumpriu oito mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar diversa da prisão e sequestro de valores obtidos de forma ilícita nas cidades de Salvador (BA), Amargosa (BA) e Brasília (DF). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação, que contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), tem como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Desde a primeira fase, a PF identificou contratos superfaturados, licitações direcionadas e uso de empresas de fachada para simular concorrência.
Em etapas anteriores, os policiais apreenderam planilhas com mais de 100 nomes e codinomes relacionados ao esquema.
Entre os investigados de fases anteriores, estão empresários e políticos baianos, incluindo o empresário José Marcos de Moura, conhecido como Rei do Lixo, apontado como articulador político do grupo.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
Fonte:MIRELLE PINHEIRO/METRÓPOLES - 15/10/2025
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