Imagem ilustrativa/google
Um médico, que preferiu não se identificar, denunciou ter sido internado à força em uma clínica de reabilitação no Piauí, onde permaneceu por cerca de 40 dias, sem acesso a celular ou contato com o mundo externo. O caso veio à tona após ele conseguir se comunicar com amigos e acionar uma equipe de advogados. O médico acredita que a motivação para a internação esteja relacionada à sua orientação sexual.
“Minha família é conservadora e não aceita o fato de eu ser gay. Tentaram me silenciar e usaram isso como justificativa”, declarou.
Em entrevista ao Cidadeverde.com nesta quarta-feira (22), ele relatou que a internação ocorreu após ele ser surpreendido dentro de casa por quatro pessoas.
O paciente afirma que acreditava estar atendendo a um chamado da família, mas acabou sendo contido levado contra a própria vontade.
Em nota, a clínica destacou que “internação involuntária possui disciplina legal e regulamentação própria, impondo rigorosos protocolos assistenciais, normas relativas ao sigilo médico, assim como proteção da intimidade do paciente e das disposições previstas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”.
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