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O ex-presidente Jair Bolsonaro nunca escondeu que não costuma ler e diz sempre que pode, com uma ponta de orgulho, que não tem tempo para os livros. A aversão do ex-presidente à leitura não mudou nem por ocasião de sua prisão, com dois incentivos: tempo de sobra e a chance de reduzir a pena a cada livro lido.
Desde que Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a abater dias da sentença por meio da leitura, em 15 de janeiro, a PM do Distrito Federal já enviou ao ministro do STF doze relatórios semanais de atividades do ex-presidente enquanto cumpre pena. Em todos eles, as informações no campo “leituras” são preenchidas com um singelo “não houve”.
Enquanto Bolsonaro desperdiça essa boa oportunidade de criar o hábito da leitura, outros condenados pela trama golpista têm feito o contrário.
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres leu “A metamorfose”, de Franz Kafka; o ex-ministro da Defesa Paulo Sério Nogueira de Oliveira optou por “Vidas secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, e “Reminiscências da campanha do Paraguai”, de Dionísio Cerqueira; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier já leu títulos como “A bordo do contratorpedeiro Barbacena”, de João Carlos Gonçalves Caminha, “Como Deus transforma a tristeza em alegria” e “O agir invisível de Deus”, ambos do pastor Luciano Subirá, e “O vinho novo é melhor”, de Robert Thom.
Fonte: Guileherme Amado/Instagram 24/05/2026

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