foto:Reprodução/site do Cremeb
Uma médica de 47 anos, identificada como Aline Candice Carlos Magalhães, foi presa pela Polícia Federal em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, durante a Operação Canudo, deflagrada na última quarta-feira (12). A ação investiga um suposto esquema de falsificação e comercialização de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos relacionados a cursos de Medicina.
Segundo a PF, pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicas e médicos em Conselhos Regionais de Medicina teriam pago ao grupo para obter documentação fraudulenta.
Além de Luís Eduardo Magalhães, foram cumpridos mandados em Barreiras (BA), Montes Claros e Bocaiuva (MG). Ao todo, foram executados quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão, sendo duas preventivas e uma temporária. As três prisões foram efetivadas.
A investigação teve início em 2023, após a apreensão de um diploma falso apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CRM-RS). A partir do caso, os investigadores identificaram indícios de uma estrutura especializada na produção e venda de documentos falsificados.
De acordo com a PF, os documentos teriam sido utilizados tanto para ingresso ou transferência irregular em cursos de Medicina quanto para tentativa de obtenção de registro profissional junto aos Conselhos Regionais de Medicina.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis beneficiários do esquema. A PF não divulgou oficialmente detalhes individualizados sobre a participação da investigada no esquema.
Os investigados são alvos de investigação e a responsabilidade criminal individual dependerá do avanço das apurações e de eventual decisão judicial.
O jornal Correio da Bahia o Cremeb-Ba, diz que recebeu uma denúncia envolvendo a profissional e enviou uma nota:
“Ressaltamos que, em razão das disposições previstas no Código de Processo Ético-Profissional, todos
os processos que tramitam nesta autarquia federal ocorrem sob sigilo processual, em respeito ao amplo
direito de defesa e ao contraditório. Por fim, esclarecemos que eventuais sanções públicas transitadas
em julgado serão devidamente disponibilizadas para conhecimento da sociedade", diz a entidade médica.
No site do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aline Candice Carlos Magalhães tem dois
um CRM ativo na Bahia e um CRM transferido de São Paulo. De acordo com o registro na entidade, disponível no portal, ela se formou em 2022 na Universidade Brasil, não tem especialidade cadastrada e teve a primeira inscrição em março de 2022, em São Paulo.Já em maio daquele ano, ela se inscreveu no conselho na Bahia.
Em consulta ao site do CREMEB-BA, a médica Aline Candice, está como situação regular
até nesta sexta (14).
FONTE:POLÍCIA24BA/OESTE/INSTAGRAM e Correio da Bahia c/adaptações 14/08/2026
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