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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

SP: Vice de Tarcísio é investigado por lavagem de US$ 1,6 milhão em Andorra, diz site Metrópoles

                                            foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo



O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), e a sua esposa Vanessa são investigados por suposta lavagem de dinheiro no valor de US$ 1,6 milhão em Andorra, principado entre França e Espanha que já foi considerado paraíso fiscal e atrai investidores estrangeiros devido à baixa tributação.

Um relatório da Unidade de Inteligência Financeira de Andorra, obtido pelo Metrópoles, apontou suspeita de “delito grave de branqueamento de capitais” por falta de comprovação da origem do dinheiro na conta do casal no AndBank, que foi transferida de contas vinculadas a uma offshore aberta no Panamá chamada Visio Corporation LTD S.A., em nome da esposa do vice-governador.

Ao Metrópoles Ramuth afirma que a origem dos recursos foi comprovada à Justiça de Andorra e que a empresa panamenha foi declarada por sua esposa à Receita Federal no Brasil (leia mais abaixo). Ele é o nome mais cotado para ser o vice na chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa deste ano.

Cooperação internacional

Segundo o relatório produzido pelas autoridades de Andorra, a movimentação suspeita ocorreu entre os anos de 2009 e 2011, quando Ramuth era secretário de Transportes de São José dos Campos, principal cidade do Vale do Paraíba da qual ele foi prefeito antes de ser tornar vice do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2023.

No início de 2025, a Justiça de Andorra solicitou cooperação jurídica internacional ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, resultando em um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em outubro do ano passado, Ramuth e Vanessa viajaram para o principado europeu para prestar depoimento.

Ainda de acordo com a investigação, os valores depositados na conta do casal Ramuth em Andorra passaram por “sociedades instrumentais das quais não existe nenhuma informação disponível e que procedem de países como os Estados Unidos da América e Luxemburgo”.

Em 9 de maio de 2023, quando Ramuth já era vice-governador de São Paulo, a Justiça de Andorra bloqueou US$ 1,4 milhão na conta do casal, que foi aberta em outubro de 2009, mesma data de abertura da offshore no Panamá, segundo a investigação.

Na campanha de 2022, quando foi eleito vice de Tarcísio, Felício Ramuth declarou à Justiça Eleitoral um total de R$ 1,4 milhão em bens, sendo R$ 9,3 mil em conta bancária no Brasil, R$ 67 mil em espécie, e nenhum valor fora do país.

O que diz Felício Ramuth


Procurado pelo Metrópoles, Felício Ramuth afirmou que os recursos apontados pela Justiça de Andorra são de origem lícita e foram declarados à Receita Federal do Brasil, assim como a empresa aberta no Panamá em nome de sua esposa.

“Os recursos existem, tem origem licita, inclusive anterior à minha trajetória politica, e estão devidamente declarados”, disse o vice-governador.

A investigação, segundo Ramuth, não envolve acusações formais contra ele ou a esposa e, sim, sobre o banco AndBank. Ele diz, ainda, que os esclarecimentos já foram prestados à Justiça de Andorra, inclusive, com a cópia da declaração de Imposto de Renda no Brasil que comprova a origem dos recursos.

A defesa do vice-governador paulista pediu o arquivamento da cooperação internacional no Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando que perdeu-se o objeto após os depoimentos prestados no país estrangeiro.

Fonte: /Metrópoles - 20/02/2026


Salvador: Comandante da PM diz que acusação de estupro contra policiais no Carnaval “não procede”


                                      Fotos: DCS/PM | Josemar Pereira / Bahia Notícias


O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Magalhães, afirmou que a acusação inicial de estupro envolvendo uma turista argentina e quatro policiais militares “não procede”. Segundo ele, a denúncia apresenta inconsistências e gera dúvidas, mas continua sendo apurada com rigor pela corporação.

 

Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o comandante questionou a dinâmica descrita na versão inicial.

 

“A denúncia de que teria havido um estupro dentro de um posto policial, em um banheiro químico, por três policiais, quatro pessoas dentro do banheiro químico, já deixa certa dúvida dessa denúncia. Mas, como toda e qualquer denúncia, tomamos providência imediata, envolvendo a nossa corregedoria”, disse.

 

Magalhães afirmou ainda que não pode divulgar mais detalhes porque o caso tramita sob segredo de Justiça, por envolver pessoa em situação de vulnerabilidade.

 

“Não podemos dar maiores dados hoje porque a investigação ainda está em segredo de Justiça, por envolver minorias e pessoa vulnerável. Mas posso dizer que aquela acusação inicial não procede e estamos trabalhando para chegar efetivamente ao que aconteceu”, acrescentou.

 

O comandante reforçou o compromisso da corporação com a apuração célere de denúncias de violência contra mulheres.

 

“Se por acaso aconteceu algo, vamos chegar efetivamente aos culpados, porque estamos investigando de forma célere e não admitimos, em hipótese alguma, violência contra mulher”, declarou.

 

Mais cedo, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia informou que exames periciais não constataram indícios de conjunção carnal na denúncia de estupro feita por uma mulher argentina contra quatro policiais militares durante o Carnaval de Salvador.

 


Segundo Osvaldo Silva,  o diretor-geral do DPT, não foram encontrados vestígios de sêmen, espermatozoides ou outros elementos que indiquem relação sexual recente. O material genético identificado nas amostras coletadas pertence apenas ao marido da vítima, que também é policial.

 

ENTENDA
Na noite do primeiro dia oficial do Carnaval, na quinta-feira (12), uma mulher denunciou ter sido vítima de estupro no bairro da Barra, em Salvador. Segundo relato às autoridades, a violência teria ocorrido dentro de um banheiro químico instalado na região.

 

Quatro policiais militares foram apontados como suspeitos.

 

A vítima procurou a Delegacia Territorial de Abrantes, onde registrou boletim de ocorrência. O caso é apurado como abuso sexual pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia.



Fonte: BAHIA NOTÍCIAS -20/02/2026

MG: Pacheco sinaliza a Lula que disputará governo; disputa se volta ao Senado

                                           foto:reprodução



 O senador Rodrigo Pacheco sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro recente no Palácio do Planalto, que aceitará disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Segundo interlocutores envolvidos nas conversas, o gesto foi interpretado como um aval político à construção da candidatura, que vinha sendo discutida nos bastidores há meses.

Com a definição encaminhada, a principal discussão agora gira em torno da composição da chapa, especialmente das duas vagas ao Senado que estarão em disputa no mesmo pleito.

Há três nomes colocados no tabuleiro. O PT faz questão de ter a prefeita de Contagem, Marília Campos, como uma das candidatas ao Senado na chapa encabeçada por Pacheco. A legenda considera estratégico assegurar protagonismo próprio no estado e manter presença competitiva na bancada mineira.

As outras duas possibilidades em discussão envolvem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Pacheco Pacheco sinaliza a Lula que disputará governo de Minas; chapa ao Senado vira foco
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

No caso de Silveira, o impasse é mais sensível. Ele pode assumir a coordenação política da campanha de Pacheco em Minas Gerais e, em caso de reeleição de Lula, retornar ao comando do ministério. Outra alternativa é disputar diretamente a reeleição ao Senado, integrando formalmente a chapa.

A definição depende de negociações internas e do desenho final da aliança estadual. Silveira é considerado peça relevante tanto na articulação política do governo federal quanto no cenário mineiro.

Já a eventual entrada de Kalil ampliaria o espectro da coalizão, mas também exigiria rearranjos na distribuição de espaços partidários.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e ocupa posição estratégica no planejamento nacional do governo. A avaliação no entorno do Planalto é de que a candidatura de Pacheco está politicamente consolidada. O debate, agora, é sobre quem ocupará as vagas da chapa ao Senado e qual será o formato definitivo da aliança.


Fonte: ICL NOTÍCIAS -20/02/2026

MG: Procurador que processa Globo por pronúncia de ‘recorde’ atuou contra vacinação de Covid


                                       foto:reprodução


O procurador Cléber Eustáquio Neves, responsável pela ação movida pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) que pede indenização à TV Globo pela pronúncia incorreta da palavra “recorde”, atuou durante a pandemia da covid-19 contra a vacinação obrigatória no país.

Em um dos processos capitaneados pelo procurador no período da crise sanitária, Eustáquio Neves pedia a suspensão da vacinação de crianças e adolescentes contra a covid-19, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Com uma série de alegações enganosas, ele afirmava em ação apresentada em 2022 que a “Anvisa aprovou a vacinação para crianças sem a realização e conclusão de estudos clínicos” e solicitava a criação de um fundo para “tratamento e indenização” de quem apresentasse efeitos adversos.

Em entrevista à RedeTV News na ocasião, o procurador disse que não haviam “estudos científicos” relativos à vacinação e denunciou “omissão” das autoridades de saúde. A segurança da imunização foi atestada pela Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos.

O juiz responsável pelo caso, José Carlos Machado Júnior, negou o pedido e destacou “a efetivação abrangente de uma farmacovigilância quanto à vacinação contra a covid-19, com o monitoramento das reações adversas”.

“Ao contrário de se configurar como passível de causar dano à coletividade, a efetivação da vacinação aos menores de dezoito anos contra a covid-19, em suas circunstâncias tratadas nos autos, tal como sedimentado pelo STF, constitui uma obrigação dos entes públicos, não se configurando como conduta indenizável. […] Diante desse cenário, considero ser o caso do imediato indeferimento da petição inicial. As medidas pretendidas pelo autor nesta ação são de alcance nacional, causariam impacto grave nas políticas públicas de vacinação contra a covid-19, e já têm sido sistematicamente enfrentadas e afastadas no Supremo Tribunal Federal”, diz trecho da decisão.

O procurador ainda tentou impedir a exigência de apresentação de comprovação de vacinação no retorno às aulas presenciais na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Novamente, o pedido foi negado pela Justiça Federal.

Essas não foram as primeiras ações anti-vacina do procurador. Em 2015, Eustáquio pediu a proibição da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) e a suspensão de qualquer campanha de vacinação referente ao imunizante no país. Em resposta, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reforçou que a medicação era segura e eficiente. O pedido foi negado pela Justiça Federal.

Recorde na mira

A ação movida por Eustáquio contra a TV Globo solicita indenização de R$ 10 milhões sob a alegação de que jornalistas da emissora estariam pronunciando de forma equivocada a palavra “recorde” — com entonação mais forte na primeira sílaba, “ré”.

De acordo com informações publicadas pela coluna de Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, o procurador sustenta que a entonação utilizada por apresentadores e repórteres seria repetidamente incorreta e poderia influenciar o público. Na petição, Neves afirma que a forma adequada de pronúncia respeita a tonicidade paroxítona do termo — quando a penúltima sílaba é a mais forte.

Além da indenização milionária, a ação pede que a emissora veicule uma correção pública sobre a pronúncia da palavra em seus telejornais e programas esportivos, com solicitação de liminar para adoção rápida da medida.

fonte: ICL NOTÍCIAS - 20/02/2026

Trama golpista: STF formaliza ação penal que torna Eduardo Bolsonaro réu por obstrução

                                          foto:reprodução


Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou nesta quinta-feira, 19, a abertura de ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de obstrução à Justiça e coação no curso do processo. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes conduz a ação. Com a decisão, Eduardo passa oficialmente à condição de réu.

A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma da Corte em novembro de 2025, no âmbito das investigações sobre a trama golpista. Ao aceitar a acusação, os ministros entenderam haver indícios suficientes para a abertura do processo.

A reportagem procurou Eduardo Bolsonaro para comentar a decisão, mas não houve retorno até a publicação deste texto.

Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo sob a acusação de articularem, nos Estados Unidos, a imposição de sanções contra ministros do STF. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a iniciativa buscava pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo da tentativa de golpe.

Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão no caso. Para Gonet, ficou comprovado que Eduardo e Figueiredo se valeram de interlocutores ligados ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “constranger a atuação jurisdicional” do Supremo.

Com a formalização da ação penal, o processo entra agora na fase de instrução, com produção de provas e depoimentos.

Possível extradição


Com a abertura de uma ação criminal, o STF tem a opção de pedir a extradição do deputado antes mesmo do julgamento de mérito das acusações.

A extradição pode ser solicitada não apenas para o cumprimento de pena, mas também para fins de instrução do processo. Os trâmites dependeriam, no entanto, da colaboração do governo Trump.


Fonte:Estadão - 20/02/2026

SP: Mulher de tenente-coronel é encontrada morta com tiro na cabeça; Mãe diz que o relacionamento era extremamente conturbado



                   
foto:reprodução


 Uma policial militar foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, na manhã de quarta-feira (18), no Brás, região central de São Paulo. O caso foi registrado como morte suspeita e suicídio, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo.

A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e deixa uma filha de 7 anos, de outro relacionamento.

Segundo o boletim de ocorrência, o marido a encontrou caída no chão, com uma arma na mão e intenso sangramento. Gisele chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que o relacionamento era extremamente conturbado e que o oficial seria abusivo e violento, impondo restrições ao comportamento da filha.

Ela relatou que Gisele era proibida de usar batom, salto alto e perfume, além de ser cobrada pelo cumprimento rigoroso de tarefas domésticas. Disse ainda que, quando a policial mencionou a intenção de se separar, o tenente-coronel teria enviado pelo celular uma foto em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.


Na última sexta-feira (13), segundo a mãe, Gisele telefonou dizendo que não estava mais suportando a pressão e que queria se separar.

Por enquanto, o tenente-coronel não é considerado suspeito. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que "diligências estão em andamento".

"A Polícia Civil esclarece que o caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º DP (Brás). Posteriormente, foi incluída a natureza de morte suspeita para apurar as circunstâncias do óbito da vítima", disse a pasta em nota.

O g1 tenta localizar a defesa de Geraldo.

Versão do tenente-coronel

De acordo com o boletim de ocorrência, o tenente-coronel afirmou que conheceu Gisele em 2021, por meio de uma amiga em comum e pela profissão. Em 2023, oficializaram o namoro e, no ano seguinte, se casaram.

Ele disse que passou a arcar com as despesas da casa e a contribuir com a escola da filha da companheira. Segundo o relato, o relacionamento teria se tornado conturbado em 2025, quando ele começou a trabalhar no 49º Batalhão.

O oficial afirmou ainda que teria sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM, motivadas por vingança de colegas, e que teriam inventado um suposto relacionamento extraconjugal. O boato, segundo ele, chegou até Gisele e provocou crises de ciúmes. As discussões teriam se tornado frequentes, e o casal passou a dormir em quartos separados.

Na quarta-feira, por volta das 7h, ele disse que foi ao quarto da esposa propor a separação, pois “o relacionamento não estava mais funcionando”. Segundo o depoimento, Gisele teria se levantado exaltada, mandado que ele saísse e batido a porta. Em seguida, ele foi tomar banho.

O tenente-coronel declarou que mantém a arma de fogo sobre o armário no quarto onde dorme. Cerca de um minuto após entrar no banho, ouviu um barulho que, a princípio, pensou ser de porta batendo. Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado Gisele caída no chão.


Fonte:G1.com 20/02/2026

Blindagem no Master: Mendonça afasta Andrei Passos, diretor da PF, das investigações e centraliza decisões


                                                     FOTO:REPRODUÇÃOA/GOOGLE



 Celebrado pela mídia liberal como ministro que colocar as investigações “no rumo”, o terrivelmente evangélico André Mendonça centralizou as decisões sobre o inquérito do caso Master – que envolve ex-colegas de ministério no ex-governo Jair Bolsonaro (PL) – e afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos, do caso em sua primeira decisão, divulgada nesta quinta-feira (19).


Além de dar aval para Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, não depor em comissões – como a CPMI do INSS – no Congresso, Mendonça deixou claro que o diretor-geral da PF não deve ser comunicado pelos subordinados sobre o andamento das investigações, nem mesmo quando aparecer autoridades com foro privilegiado, como foi o caso que tirou o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso.

Ao listar os departamentos da Polícia Federal que podem ter acesso ao inquérito sigiloso, Mendonça fez questão de enfatizar que outras autoridades, incluindo a direção da corporação, não deve ser comunicada sobre o caso.


“Como decorrência do acima exposto, frisa-se que apenas e tão somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados, é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”, determina Mendonça.

Em seguida, o ministro afirma que “a instauração de qualquer nova investigação ou inquérito deve, antes, ser expressa e fundamentadamente requerida a este Relator, devendo-se aguardar a respectiva deliberação a respeito, caso a caso”.

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Na prática, apenas Mendonça poderá deliberar sobre a abertura de novas investigações decorrentes do caso, inclusive sobre ex-colegas de ministérios, como Flávia Perez (Secretaria de Governo), João Roma e Ronaldo Vieira Bento (ambos ex-ministros da Cidadania), que ocupam cargos relevantes no Banco Pleno, de Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. A instituição, que concentrava os créditos consignados do grupo, foi liquidada pelo BC na quarta-feira (18).


Alvos da CPMI

Vice-líder do PT na Câmara e autor dos requerimentos para convocação dos ex-ministro de Bolsonaro na CPMI do INSS, Rogério Correia (PT-MG) afirma que a interferência de Mendonça na PF é “terrivelmente inconstitucional”.

“Absurdo a interferência na hierarquia da PF. Esta decisão é terrivelmente inconstitucional e está em acordo com o enfraquecimento da PF, que aliás corre riscos de novo, com a decisão do presidente Hugo Motta de nomear novamente o Derrite para relatar o PL antifacção. O crime organizado festeja”, disse à Fórum sobre a relatoria do projeto do governo sobre Segurança Pública, relatado pelo ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Guilherme Derrite (PP-SP).

Correia também criticou a decisão de Mendonça sobre Vorcaro, que agora pode não comparecer ao depoimento marcado para a próxima segunda-feira (23) na CPMI do INSS.

“A ida de Vorcao levará necessariamente a ida de Zettel, por isto lamento a decisão do Ministro Mendonça de facultar e dificultar sua ida à CPMI”, escreveu nas redes sociais.

https://x.com/rogeriocorreia_/status/2024651737999536460

Dupla blindagem

Vice-líder do PT na Câmara, Correia alertou para a “dupla blindagem” quando Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, após afastamento de Toffoli.

À Fórum, Correia teceu um histórico das relações de bolsonaristas, como o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o próprio Mendonça com o grupo de Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal.

“O caso Master tem uma coisa essencial, que é o crescimento desse banco com base em crédito consignado de aposentados e uma roubalheira geral que foi feita através de falsos investimentos, o que levou a falência do banco. Isso foi feito durante todo o período de Campos Neto como presidente do Banco Central”, diz, conectando as investigações da PF sobre o Master com a apuração feita pela CPMI do INSS a respeito das fraudes contra aposentados e pensionistas.

“Além disso, tanto o Vorcaro como o pastor Zettel fizeram investimento alto nas campanhas de Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foram 5 milhões. E durante todo esse período eles não foram investigados, fizeram o que quiseram com o Banco Central abençoando”, emenda o deputado petista, sobre as doações feitas em 2022 pelo empresário e pastor Fabiano Campos Zettel, da Igreja Lagoinha, que é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, e que também virou alvo das investigações sobre o Master.

Rogério ainda lista a atuação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), “outro bolsonarista que ia comprar o Banco Master falido através do BRB”, sobre as negociações envolvendo o Banco de Brasília que deram origem à investigação da PF.

Ligações nos púlpitos


O vice líder do PT destaca ainda que, além das relações com bolsonaristas, há um segundo nível de blindagem onde o “terrivelmente evangélico” André Mendonça pode atuar: a atuação do líder da Igreja da Lagoinha, André Valadão, e sua fintech, a Clava Fort Bank, que também teria feito parte do esquema de fraudes nas aposentadorias.

“Além disso, o Zettel é pastor da Igreja da Lagoinha, que é a igreja do presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos), aqui de Belo Horizonte. Também frequentador dessa igreja e apoiado por ela, deputado federal Nikolas [Ferreira], que tem contato inclusive telefônico como já foi demonstrado no material que chegou na CPMI com o próprio Vorcaro”, disse Correia.

“Então, o receio nosso é que, sendo também o André Mendonça evangélico, não haja por causa disso uma dupla blindagem. que ele também foi indicado por Bolsonaro. Ou seja, uma blindagem porque Bolsonaro no governo dele permitiu crescer isso com Campos Neto, que foi indicado por ele. Então, seria uma blindagem bolsonarista, que recebeu recurso do Zettel e do Vorcaro. E uma blindagem pela questão da Igreja da Lagoinha, onde existem fortes indícios que havia lavagem de dinheiro do Zettel, portanto, do Banco Master para a Igreja da Lagoinha através do Clava Fort Bank”, emenda

Correia ainda chama a atenção pela blindagem feita por Viana na Presidência da CPMI. Ele já apresentou requerimentos pedindo a convocação de Fabiano Zettel e Natália Vorcaro, além da quebra de sigilo do casal e do Clava Fort Bank.

“Tudo isso eu já apontei dentro da CPMI e até hoje o presidente Viana não colocou em votação. E nem vi André Mendonça comentar sobre isso como ministro, sobre os casos relativo ao Zettel e a Igreja de Lagoinha. Então tá tendo uma blindagem exatamente onde não pode ter que é a passagem de dinheiro para Bolsonaro”, diz o deputado.

Segundo Correia, está havendo uma “blindagem nítida, tanto ao Zettel enquanto bolsonarista, quanto à Igreja Lagoinha, que está encrencada muito nesse processo”. “Então, esses requerimentos, nós estamos exigindo que eles sejam colocados em votação e aprovados”, conclui.


Fonte:

história de Plinio Teodoro/rEVISTA fÓRUM - 20/02/2026 14H:55


Procuradoria rebate Rebeca Ramagem e diz que teletrabalho acabou em 2020


                                                          foto:reprodução/ Redes Sociais


 A PGE-RR (Procuradoria-Geral do Estado de Roraima) negou a acusação de perseguição política feita pela servidora pública Rebeca Ramagem, mulher do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), após o órgão determinar seu retorno ao trabalho presencial.

Confira a reprotagem completa no link abaixo do site UOL desta sexta-feira (20):


https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/20/rebeca-ramagem-teletrabalho.htm