segunda-feira, 27 de julho de 2026

Salvador: Morre Moacyr Ribeiro, referência do jornalismo policial baiano


                                      foto:reprodução


Morreu neste sábado (25), aos 92 anos, o jornalista Moacyr Ribeiro, um dos nomes mais importantes da história do jornalismo policial na Bahia. Dono de um estilo marcante e reconhecido por sua dedicação à reportagem, Moacyr construiu uma trajetória de mais de três décadas cobrindo os bastidores da segurança pública e da criminalidade em Salvador. O velório será realizado neste domingo (26), no Cemitério Bosque da Paz. A cerimônia de cremação está marcada para as 10h30.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão neste momento de despedida.

Em redes sociais, colegas de profissão – alguns dos quais ex-companheiros de redação – manifestaram pesar pela morte de Moacyr Ribeiro, destacando sua trajetória e contribuição ao jornalismo baiano.

Compromisso

Moacyr iniciou sua atuação na editoria de Polícia em 1962 e permaneceu por 35 anos acompanhando alguns dos episódios mais emblemáticos da história policial baiana. No Jornal da Bahia, viveu de perto um período marcado pela ascensão e queda de Manoel Quadros, chefe do chamado Esquadrão da Morte no estado, produzindo reportagens que denunciaram crimes, esquemas de corrupção e a atuação de grupos de extermínio ligados à estrutura da segurança pública.

Muito antes de o trabalho em tempo integral se tornar rotina nas redações, Moacyr dedicava dias à apuração de uma única reportagem. Frequentava ambientes de difícil acesso, acompanhava operações policiais e perseguia histórias até reunir todos os elementos necessários para publicá-las. O jornalismo policial, costumava dizer, era uma “cachaça”.

Mesmo diante dos riscos inerentes à cobertura que realizava — e dos alertas de familiares e amigos —, manteve o compromisso com a reportagem e com a divulgação de fatos que considerava de interesse público.

Em 2022, sua trajetória foi registrada pelo projeto Memória da Imprensa, da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em entrevista concedida ao jornalista Valber Carvalho. O depoimento preserva lembranças de uma geração de repórteres que ajudou a escrever importantes capítulos da história do jornalismo baiano.


Fonte: SinJorba - 26/07/2026

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