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domingo, 13 de setembro de 2026

MP: Empresa de produtora de Dark Horse ocultou de contrato nome de ‘integrante relevante do PCC’

 

                                              foto:reprodução



A dona da produtora Go UP, Karina Gama, que também é a presidente do Instituto Conhecer Brasil assinou em 2024 um contrato de R$ 12 milhões com Alex Leandro Bispo dos Santos, dono da Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda, até fevereiro deste ano. Santos foi apontado pelo ministro Flávio Dino, na Operação Make Up, como “integrante relevante do PCC” e responde por feminicídio.

Nas investigações, o Ministério Público de São Paulo apontava que o contrato original entre Santos e Gama foi apresentado “com ausência de dados essenciais de qualificação do representante da empresa, identificado apenas como “Alex”, posteriormente apontado como Alex Leandro Bispo dos Santos”. Ele precisou ser refeito posteriormente para a contratação. O MP-SP ainda diz que, após a prisão de Santos, por feminicídio, a “empresa teria sido formalmente transferida a Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, residente no mesmo endereço do antigo sócio, sem alteração substancial na execução das atividades empresariais, havendo suspeita de blindagem patrimonial e ocultação de pessoas”. O contrato de Santos, porém, não tem relação direta com o filme Dark Horse.

O documento, identificado como CPS 0015/2024, é uma das peças centrais nas investigações que levaram à Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. No contrato, ao qual o ICL Notícias teve acesso, está descrito, em detalhes, que Karina Gama contratou a empresa de Santos para participar de um edital da prefeitura de São Paulo.

Contrato entre Karina Gama e Alex Santos

A Polícia Civil de SP já apurava os crimes de “frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas públicas”. Ao informar que Santos é “integrante relevante do PCC”, Dino apontou que a informação veio de órgãos de inteligência policial e pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo a revista Fórum, ele seria o “Escorpião do PCC”.

A Polícia Federal apura, na Operação Make Up, suspeitas de desvio de recursos públicos, fraudes contratuais, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação atingiu também o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a própria Karina Gama. Entre os 49 alvos da operação desta semana estão empresas que prestaram serviços ao ICB. Entre elas, a Urban Connect, novo nome da antiga Favela Conectada, a Ultra IP e a Complexsys.

Na representação enviada ao Supremo, a Polícia Federal inclui formalmente a Favela Conectada, atual Urban Connect, entre as pessoas jurídicas de interesse da investigação. A PF descreve a empresa como subcontratada pelo ICB no contrato com a Prefeitura de São Paulo e registra que ela recebeu recursos da organização. Em outro trecho, Alex Leandro Bispo dos Santos aparece entre as pessoas consideradas relevantes para a compreensão da estrutura investigada.

Karina Gama tem afirmado para pessoas próximas que contratou a empresa de Santos porque ele já era prestador de serviços do mesmo setor e apresentou a ela todas as certidões tributárias e fiscais e que a empresa estava regularizada. Ao saber do episódio de feminicidio, a empresa estava em período de renovação contratual e o mesmo não foi renovado. A dona da Go UP explicou que a escolha da Favela Conectada se deu porque como o serviço é comunitário, e as relações são dentro das comunidades, é sempre melhor contratar serviços com absoluta dominância local.

O que diz o contrato

O instrumento particular de prestação de serviços tem como objeto a implantação, operação e manutenção de rede de internet pública em 2 mil pontos de Wi-Fi nas zonas sul e oeste de São Paulo, no âmbito do Edital nº 01/SMIT/2024 — o programa Wi-Fi Livre SP, da Prefeitura de São Paulo. O valor global previsto para os 12 meses de vigência é de R$ 12 milhões, a serem pagos mensalmente mediante o envio de ordens de serviço.

Segundo a Revista Fórum, Alex foi o único sócio da Favela Conectada desde a fundação da empresa, em agosto de 2020, até transferir a totalidade das cotas à companheira, em janeiro deste ano. Ele é considerado foragido da Justiça desde o mês passado. Ele é réu pelo feminicídio  Maria Katiane Gomes da Silva, que caiu do 10º andar do prédio onde os dois viviam, na Zona Sul de São Paulo. A polícia obteve imagens de câmeras de segurança que registraram agressões contra Maria Katiane antes da queda. Em 10 de agosto, a  5ª Vara do Tribunal do Júri da Barra Funda determinou o fim da prisão preventiva e impôs medidas cautelares, mas ele não foi mais visto.

A empresa foi criada como ALBS Consultoria Empresarial, mudou o nome para Favela Conectada em setembro de 2024 e, em agosto de 2025, tornou-se Urban Connect Serviços e Tecnologia. Em 27 de fevereiro de 2025, a empresa Favela Conectada pediu à instituição financeira aumento do limite para transferências via TED, solicitando um limite diário de R$ 600 mil e de R$ 300 mil por operação. Como justificativa, informou que passaria a receber recursos de um contrato com o ICB relacionado ao Wi-Fi Livre SP. O negócio era de R$ 12 milhões.

A instituição encontrou inconsistências nos documentos apresentados. A primeira versão do contrato tinha assinatura simples, não apresentava data e não permitia verificar sua autenticidade.

Após questionamentos, a empresa entregou outra versão, com firmas reconhecidas e assinaturas das partes. Ainda assim, segundo a investigação, não estava claro como havia sido calculado o valor contratado.

No dia seguinte ao pedido de aumento do limite, em 28 de fevereiro de 2025, a empresa recebeu R$ 611.111 do ICB. Em 16 de abril, entraram outros R$ 666.666,67. Nove dias depois, em 25 de abril, a Urban Connect transferiu R$ 250 mil para a Ultra IP Tecnologia e Serviços, outra empresa que aparece entre as principais destinatárias de recursos identificadas pela PF.

Recursos vieram principalmente da Prefeitura de São Paulo

O ICB mantinha contrato com a Prefeitura de São Paulo para implantação e manutenção de pontos gratuitos de internet em regiões periféricas. O projeto tinha valor inicialmente estimado em R$ 108 milhões e foi posteriormente ampliado por aditivos.

A análise financeira citada na decisão aponta que os recursos recebidos pelo instituto eram predominantemente oriundos da Prefeitura e depois distribuídos a um grupo de empresas. Em uma das comunicações financeiras analisadas pela PF, referente ao período entre maio de 2025 e maio de 2026, a Prefeitura de São Paulo aparece como a principal remetente de recursos ao ICB, com R$ 47,34 milhões enviados em 14 lançamentos.

Em um dos conjuntos de movimentações, o ICB aparece recebendo R$ 24,59 milhões. A Make One Tecnologia Digital recebeu R$ 16,97 milhões; a Complexsys, R$ 7,8 milhões; a Fastfuture, R$ 5,55 milhões; e a Ultra IP, R$ 4,4 milhões. A Favela Conectada, atual Urban Connect, aparece entre as destinatárias desses recursos. Segundo o relatório, a empresa recebeu R$ 7.874.943,40. A própria PF relaciona esses pagamentos à condição da empresa como uma das contratadas pelo ICB no âmbito dos contratos firmados com o Município de São Paulo.

A investigação sobre esses contratos municipais foi conectada à apuração de emendas parlamentares destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas presididas por Karina Gama. Ao analisar o conjunto das movimentações, a PF afirma que o ICB aparece como o “principal captador de recursos da rede investigada”. Segundo os investigadores, os valores eram “predominantemente oriundos da Prefeitura de São Paulo” e depois distribuídos a um grupo relativamente restrito de empresas, entre elas Urban Connect, Complexsys, Fastfuture e Ultra IP.

A investigação também passou a analisar a circulação de recursos envolvendo a Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse e empresa de Karina Gama. Na representação, a PF afirma que a produtora foi identificada como destinatária de recursos provenientes de pessoas e empresas relacionadas ao núcleo investigado, o que, segundo os investigadores, revela uma “possível integração patrimonial e operacional” com as entidades beneficiárias das emendas parlamentares.

Nota da defesa de Karina Gama


“A defesa da Sra. Karina Gama recebe com absoluto respeito e considera positiva a decisão do Ministro Flávio Dino de levantar o sigilo sobre os elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e contrato celebrado com a Prefeitura de São Paulo.

A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa.

Quem já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação não teme transparência.

Desde o primeiro momento, a Sra. Karina Gama tem sustentado, de maneira firme e inequívoca, que não praticou qualquer ilícito.

A publicidade dos elementos da investigação permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua integralidade e examinados objetivamente, para além de especulações ou juízos antecipados.

A defesa confia que a plena exposição dos fatos demonstrará que a Sra. Karina Gama não pode ser transformada em culpada pela intensa efervescência da vida nacional, em um momento de extraordinária agitação e movimentação política.

Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal.

Por essa razão, a defesa nada tem a opor quanto à transparência e ao levantamento do sigilo.

Ao contrário, deseja que o Brasil tenha acesso à realidade integral dos acontecimentos e que cada documento, contrato, pagamento e circunstância seja examinado tecnicamente, dentro da legalidade e sem contaminação por disputas políticas ou narrativas previamente construídas.

A Sra. Karina Gama continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo, com serenidade, seu direito constitucional de defesa, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá.

A Constituição protege a investigação, mas também protege o investigado. E é justamente nos casos de maior repercussão pública que essa garantia precisa ser mais rigorosamente observada.

Ricardo Sayeg
OABSP 108.332”

fonte: JULIANA DAL PIVA E CLEBER LOURENÇO/ ICL NOTÍCIAS/REPRODUÇÃO - 13/09/2026 -13h:54

enço

PF diz ter condições de enviar dados do celular de Vorcaro ao STF


                                                                    foto:reprodução/X


 A Polícia Federal informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o material original extraído do celular apreendido de Daniel Vorcaro permanece sob custódia da corporação e que pode enviá-lo a todos os ministros da corte.

Confira a reportagem compelta no link abaixo do site UOL deste domingo (13):


https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/09/13/pf-diz-ao-stf-que-celular-de-vorcaro-segue-sob-custodia-e-nao-saiu-da-instituicao.ghtm

RN: Avião com o cantor Rey Vaqueiro pega fogo após sair da pista durante pouso no interior


Foto: Divulgação



Um jato executivo que transportava o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13), em Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte.

Além do cantor, outras cinco pessoas, o piloto e o copiloto estavam na aeronave. Todos conseguiram sair do avião antes que o fogo se espalhasse e ninguém ficou ferido.

A aeronave ficou destruída. O Corpo de Bombeiros acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que vai investigar as causas do acidente.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião tinha matrícula PP-WMO e era um Cessna 550 Bravo, com capacidade para oito passageiros. A aeronave foi fabricada em 2006.


Cantor havia se apresentado em Pernambuco

Rey Vaqueiro havia feito um show em Moreno, em Pernambuco, horas antes do acidente. Ele tinha outra apresentação marcada em Parelhas para as 2h30.

Após o incidente, o cantor, integrantes da equipe e os tripulantes foram levados ao Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica.

O prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto ao lado do artista e de profissionais de saúde que participaram do atendimento.

“Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada”, afirmou.

Turbinas pegaram fogo

Segundo os bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas após a saída da pista. O combate ao incêndio durou cerca de cinco horas.

“As equipes realizaram o combate ao incêndio e o resfriamento das turbinas, enquanto o combustível remanescente era consumido”, informou a corporação.

O pouso ocorreu no aeródromo de uma mineradora em Parelhas. Minutos antes, uma primeira aeronave que transportava parte da equipe do cantor havia pousado sem problemas.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros


De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista estava apta para pousos e decolagens e não apresentava problemas no momento do acidente.

O RAB também informou que a aeronave estava regular para voo e tinha certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.

Nove bombeiros participaram do combate às chamas. Além de controlar o incêndio, as equipes atuaram para impedir que o fogo atingisse a área de mata próxima.

O acidente será investigado pelo Cenipa.


fonte:Surgiu.com.br - 13/09/2026 13h:08

Dossiê Sheila Lemos: Prefeita de Vitória da Conquista usa máquina pública para eleger marido



                                         foto:reprodução/conquista repórter



 A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), é acusada de usar a estrutura da gestão municipal, popularmente conhecida como ‘máquina’, para promover a candidatura de seu marido, Wagner Alves, a deputado estadual nas eleições deste ano.

As denúncias, que chegaram de forma anônima ao portal A TARDE, apontam que Sheila, hoje no seu segundo mandato à frente da Prefeitura, tem colocado seu companheiro em posição de destaque desde o início de 2026, em clara estratégia de promoção da imagem de Wagner.


O A TARDE Destaque desta semana traz um dossiê da estratégia ilegal adotada por Sheila Lemos nos últimos meses, assim como detalhes da crise que acomete a cidade, a terceira maior da Bahia em população.

Quem é Sheila Lemos?

A prefeita de Vitória da Conquista teve uma meteórica ascensão até chegar ao executivo municipal. Filha de Irma Lemos, ex-vice-prefeita da cidade, a política foi escolhida para o mesmo cargo na chapa de Herzem Gusmão (MDB).

Herzem foi candidato à reeleição na prefeitura de Conquista em 2020, durante a pandemia da Covid-19, saindo vitorioso nas urnas, após uma dura batalha contra o ex-prefeito Zé Raimundo (PT).

O gestor, porém, não assumiu o segundo mandato por ter sido acometido pela Covid. Com sua morte, no início de 2021, Sheila foi diplomada prefeita da terceira maior cidade da Bahia.

Em 2024, Sheila conseguiu a reeleição ao derrotar Waldenor Pereira (PT) ainda no primeiro turno, mas começou o seu novo mandato sob desconfiança até mesmo de seus aliados.

Sheila Lemos usa máquina pública a favor do marido

Opositores de Sheila Lemos afirmam que a prefeita tem usado de todos os métodos para eleger seu marido, expandindo a presença da sua família nas estruturas de poder.

A prática é comum entre gestores, que colocam seus cônjuges em cargos legislativos na tentativa de manter seus familiares dentro do cenário político. Sheila Lemos, no entanto, beneficiou seu esposo ao garantir sua presença em eventos públicos, atividades da Prefeitura e em festas populares.

A própria Prefeitura, por exemplo, foi mobilizada desde o primeiro semestre, antes mesmo do prazo eleitoral, para um trabalho de promoção da então pré-candidatura de Wagner.

Membro da bancada de oposição na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o vereador Alexandre Xandó (PT) explicou ao portal A TARDE como tem funcionado a ‘operação’ para garantir a eleição de Wagner no dia 4 de outubro.

“Isso é algo escancarado. Vimos no São João, durante a festa de São João, o marido da prefeita estava em cima do palco a todo instante. Ao longo do primeiro semestre, tudo que havia de inauguração, atividades, o marido da prefeita sempre esteve presente, como se fizesse parte da gestão. Houve esse uso da máquina pública”, destacou o vereador do PT.

Campanha antecipada para favorecer marido

Em um dos episódios que mostra o favorecimento e campanha antecipada para Wagner, servidores municipais dos chamados ‘cargos de confiança’, lotados por indicações políticas, exibiam em publicações nas suas redes sociais plaquinhas com o slogan “Tô com Wagner”.

O portal A TARDE, em matéria veiculada na segunda semana de agosto, mostrou a tática de Wagner para ‘burlar’ a legislação eleitoral, colocando seu número de urna como nome de usuário antes do dia 16 do mesmo mês, quando foi autorizada a divulgação e o início da campanha.



“Todos os coordenadores de campanha, desde o primeiro semestre, todos os que tinham todos os cargos de confiança, eles já tinham ali nas suas redes sociais, no WhatsApp também, a sua plaquinha do ‘Tô com Wagner’ [...] Foi se aproveitando desses espaços, tanto que isso foi investigado pelo Ministério Público, mas é como se não tivesse acontecido nada”, completou Alexandre Xandó.

Sheila Lemos usa a Secretaria de Saúde para favorecer marido

Outra acusação, feita pela vereadora Lara Fernandes (Republicanos), candidata a deputada estadual, é referente ao uso da Secretaria Municipal de Saúde para a realização de ações que ajudem a candidatura de Wagner.

Realização de cirurgias, atendimentos médicos e exames, em troca de votos para Wagner Alves, se tornaram práticas comuns nos hospitais da cidade.

A denúncia da parlamentar, hoje casada com o vice-prefeito do município, Aloísio Alan (Republicanos), deve ser tornar alvo de um procedimento investigativo por parte do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Sheila Lemos não se manifestou publicamente sobre as acusações, ao contrário do seu marido, que se defendeu em um post nas redes sociais, confrontando a vereadora.

Sheila rompe com vice para bancar candidatura do marido

Em um movimento arriscado, Sheila Lemos comprou briga com alguns de seus aliados para emplacar a candidatura de Wagner. O rompimento mais notório foi com seu vice, Aloísio Alan, que também lançou sua esposa para disputar uma cadeira na Alba.

Antes disso, a prefeita de Vitória da Conquista já havia comprado briga, em menor proporção, com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), de quem era próxima, ficando isolada e tomando decisões impopulares.

Prefeita persegue antigos aliados

Além da briga com seu vice, com quem atualmente está rompida, Sheila Lemos tem sido acusada de práticas que colocam em xeque a posição que ocupa, conforme os relatos obtidos pelo portal A TARDE.

Entre os alvos recentes, está o vereador Diogo Azevedo, do PSDB, que vive um impasse judicial, após a gestora orquestrar uma tentativa de cassar seu mandato por infidelidade partidária.

Diogo foi eleito em 2024 pelo União Brasil, partido de Sheila, como o candidato mais votado do município, mas deixou a sigla para integrar as fileiras tucanas. A mudança, no entanto, gerou imediata reação na base de Sheila.

O vereador chegou a ter seu mandato cassado, mas uma decisão recente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) lhe devolveu o exercício do cargo legislativo.

Procurado pelo portal A TARDE, o parlamentar confirmou a versão apresentada por políticos conquistenses do modus operandi da prefeita.

Ela me perseguiu e me persegue [...] Hoje estou respondendo a um processo de cassação articulado por elaDiogo Azevedo

Como retaliação ao antigo aliado, Sheila exonerou pessoas ligadas ao vereador de funções dentro da estrutura municipal, encerrou contratos de funcionários temporários sem justificativa, todos próximos ao parlamentar, e passou a rejeitar todas as solicitações de Diogo Azevedo.

Caos em Vitória da Conquista implode gestão Sheila Lemos

Além das suspeitas do uso da máquina para emplacar a candidatura de Wagner Alves, Sheila Lemos enfrenta um turbilhão de denúncias, acumulando polêmicas e alimentando a crise do seu mandato.

Em uma decisão recente, a prefeita recorreu à Justiça para tentar suspender uma liminar que obrigava o município a pagar uma pensão provisória a três crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que perderam a mãe em março deste ano.

O caso foi apenas mais um dos episódios envolvendo a administração atual, que tem sido alvo de críticas até mesmo por pessoas mais próximas, que apontam, sob anonimato, uma série de problemas que comprometem o futuro do grupo político na cidade.

Sheila Lemos tem gestão alvo de críticas em Conquista
Sheila Lemos tem gestão alvo de críticas em Conquista - Foto: Divulgação

Um dos pontos criticados é a demora de Sheila na troca de alguns de seus secretários, que se tornaram ‘intocáveis’ dentro da Prefeitura. O acesso a esses gestores, segundo vereadores consultados, é difícil e com poucas respostas efetivas. A baixa manutenção de serviços essenciais para a população também é alvo de críticas, principalmente dos conquistenses.

Prefeitura ignora Minha Casa, Minha Vida e atrasa entrega

O A TARDE Destaque obteve acesso aos dados referentes ao Minha Casa, Minha Vida do município, hoje com oito condomínios residenciais em construção.

Todos os conjuntos habitacionais estão com mais de 60% de andamento de suas obras. A Prefeitura, no entanto, cadastrou famílias que devem ser contempladas em apenas um desses condomínios.

O atraso no envio dos documentos necessários, por parte da gestão Sheila Lemos, prejudicará o calendário de entrega dos apartamentos.

Integrantes da oposição a Sheila acreditam que a prefeita ‘segurou’ tais documentos como estratégia política para prejudicar nomes ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sheila é apoiadora declarada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem a chegou a receber no município nos últimos anos.

Saúde vira o principal problema de Vitória da Conquista

A administração da saúde se tornou a grande ‘pedra no sapato’ da prefeita Sheila Lemos, em meio ao cenário marcado por uma profunda crise política.

Entre as denúncias apuradas pelo A TARDE Destaque, está o encerramento dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Unimec, unidade privada que atuava na assistência dos pacientes da cidade.

Sheila Lemos, prefeita de Vitória da Conquista
Sheila Lemos, prefeita de Vitória da Conquista - Foto: Uendel Galter | AG. A TARDE

A demora de pouco mais de uma década na contratação de agentes de endemias é outro fator alvo de críticas por parte dos políticos locais e de parte da população, que também deu depoimentos ao A TARDE Destaque.

Outra denúncia que chegou ao A TARDE Destaque é referente aos serviços que não estão mais sendo ofertados nos postos de saúde da cidade. Alguns pacientes na fila chegam a esperar até quatro anos por um atendimento ou exame.

“Hoje o principal problema da gestão municipal é a saúde. A saúde está um caos faz um bom tempo. Uma série de serviços ofertados nos postos de saúde deixaram de ser oferecidos. As pessoas reclamam de exames que estão por três ou quatro anos nos postos de saúde”, destacou uma das fontes em conversa sob anonimato com a reportagem do A TARDE Destaque.

Sheila Lemos silencia sobre problemas em Conquista

Procurada pelo A TARDE Destaque em seu contato pessoal, a prefeita Sheila Lemos não respondeu aos nossos questionamentos até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para que a gestora responda todas as denúncias apontadas.

fonte:ATARDE.COM.BR/REPRODUÇÃO - 13/09/2026 12h:55