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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Dono do Madero, endividado, se diz arrependido do apoio a Bolsonaro e críticas ao isolamento

                                       foto:divulgação
                              

O presidente do Grupo Madero, Luiz Renato Durski Junior, conhecido como chef Junior Durski, após acumular uma dívida quase bilionária nos últimos anos, afirmou em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (4), que se arrepende de ter criticado a quarentena durante a pandemia da Covid-19. Na época, ele afirmou que o país não podia parar por “cinco ou sete mil mortes”.

O empresário diz também que não deveria ter apoiado o candidato derrotado nas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PL), de extrema-direita. Ele conta que lembrou do seu avô, que tinha o açougue na fazenda e mercadinho, e dizia: “Junior, quem abriu comércio não tem candidato, não tem político. Não pode tomar partido muito fácil porque para o negócio não é bom”.

A dívida

No segundo trimestre do ano passado, sua empresa apresentava uma dívida bruta próxima de R$ 1 bilhão, prejuízos acumulados acima de R$ 700 milhões, queima de caixa que deixou o grupo com apenas R$ 40 milhões e um plano de expansão visto com apreensão no mercado.

Apesar de afirmar que não foram suas declarações que afetaram o negócio, ele diz que não repetiria uma declaração desse tipo. “Mas, se me perguntar: ‘Faria de novo?’. Não, eu iria seguir a recomendação do meu avô e tocar a vida. A torcida é muito grande para que tudo dê muito certo. E naquilo que a gente puder ajudar é o que tem de acontecer. O Brasil é um país maravilhoso, forte, com um povo muito trabalhador, uma potência mundial em trabalho, em território, que é abençoado. Já passamos por tanto. Está difícil, mas nunca foi fácil”, conta.

Otimismo

Sobre a atual política econômica, ele se mostra otimista: “Não é que eu não entenda, mas o meu negócio no Madero é fritar hambúrguer. O input dos bancos está bem, mais devagar do que deveria, mas a perspectiva é que vai melhorar, que o mercado devagarinho vai retomando, como está retomando. O mercado de capitais deve abrir. Ninguém sabe quando, mas a gente tem de estar pronto. Vamos trabalhar como se não tivesse IPO (Initial Public Offering” ou “Oferta Pública Inicial). Ir pagando a dívida no fluxo”, encerra.

Fonte: Revista Fórum - 05/06/2023

'Eletrocutados de joelhos': os duros relatos das prisões em massa decretadas em El Salvador

Mais de 68 mil pessoas foram detidas durante o regime de exceção em El Salvador

Mais de 68 mil pessoas foram detidas durante o regime de exceção em El Salvador© Getty Images

 "Mãos ao alto. Se elas abaixarem, vamos matá-los. Só se tiverem sorte é que vocês vão sair daqui vivos."

Esse é apenas um dos duros relatos que vêm de El Salvador, onde o presidente Nayib Bukele decretou, há 14 meses, um regime de exceção em meio à sua chamada "guerra às gangues".

Particularmente, o relato acima foi dado por um jovem que ficou detido na prisão de Mariona e depois foi libertado, após ser declarado inocente.

Ele compartilhou sua história com a Cristosal, a principal organização de defesa dos direitos humanos do país centro-americano. A organização publicou na segunda-feira (29) um relatório a partir de centenas de entrevistas com ex-detidos, familiares de presos e peritos, além de atestados forenses e boletins policiais.

"[Presos] Foram eletrocutados de joelhos. Até tiraram sangue de um deles. Ao entrarem no setor onde iam ficar, os guardas deram outra surra", contou o jovem.

O relatório concluiu que, desde 27 de março de 2022 (data em que o estado de exceção entrou em vigor), dezenas de presos morreram vítimas de tortura, espancamento ou falta de cuidados de saúde.

A Cristosal registrou a morte de pelo menos 153 pessoas sob custódia do Estado, todas presas durante o regime de exceção.

Destes, 29 presos tiveram morte violenta; 46 "provável morte violenta" ou suspeita de "criminalidade".

Ainda de acordo com o relatório, é um "padrão comum" a presença nos corpos de detidos de hematomas evidenciando pancadas, ferimentos causados por contusões ou objetivos pontiagudos, sinais de estrangulamento ou enforcamento.

Familiares e organizações de direitos humanos denunciam que muitos dos detidos são inocentes
Familiares e organizações de direitos humanos denunciam que muitos dos detidos são inocentes© Getty Images

O relatório cita o caso de um homem de 52 anos, dono de uma loja e de um engenho, que durante anos foi assediado por membros de gangues e forçado a fornecer-lhes comida. Com o regime de exceção, o homem foi acusado de colaborar com as gangues e preso.

Segundo um atestado de óbito emitido pelo Instituto de Medicina Legal de El Salvador, o homem acabou morrendo por conta de um edema cerebral.

Enquanto isso, as autoridades salvadorenhas declararam como confidenciais as informações oficiais a respeito e sustentam que as mortes dentro dos presídios ocorrem por causas naturais.

“Ouvi a oposição dizer que as pessoas estão morrendo nas prisões. E que de alguma forma estamos matando os presos ou deixando-os morrer [...] Há alguns que têm doenças terminais etc", disse Bukele durante uma transmissão ao vivo em 16 de outubro do ano passado.

Regime de exceção

O regime de exceção foi imposto em El Salvador após 76 assassinatos serem registrados no país em apenas 48 horas em março do ano passado.

Segundo reportagens como do site jornalístico El Faro, a onda de homicídios foi resultado da ruptura de um suposto pacto entre o governo e a gangue MS-13.

Recentemente, a Procuradoria dos Estados Unidos de fato apontou para uma ligação entre o governo e a MS-13, mas o Executivo salvadorenho sempre negou ter feito qualquer tipo de negociação com a gangue.

No último ano, em que o direito à privacidade nas comunicações e as garantias do devido processo legal foram suspensos, mais de 68 mil pessoas foram detidas por suposta associação às gangues.

Organização registrou a morte de pelo menos 153 pessoas sob custódia do Estado, todas presas durante o regime de exceção
Organização registrou a morte de pelo menos 153 pessoas sob custódia do Estado, todas presas durante o regime de exceção© Getty Images

Com uma população de 6,3 milhões de pessoas e com as milhares de prisões recentes, El Salvador se tornou o país com a maior taxa de população encarcerada do mundo.

Familiares e organizações denunciam que muitos dos detidos são inocentes.

Em entrevista exclusiva concedida à BBC em março, por ocasião do primeiro ano do regime de exceção, o vice-presidente Félix Ulloa reconheceu que, com uma operação dessas dimensões em andamento, é possível que algum erro tenha sido cometido e que pessoas possam ter sido presas sem ter ligação com as gangues MS-13 ou Barrio 18.

Mas Ulloa também argumentou que “mais de 90% da população concorda com o estado de exceção e quer que ele seja prolongado".

"Os únicos que reclamam são os ativistas que não sabem o que se passa no país e a oposição política", disse o vice-presidente.

Já a organização Cristosal afirma que "a suspensão permanente das garantias constitucionais sob a figura do regime de exceção é a única ferramenta de política pública que o governo implementa.”

Fonte: BBC NEWS - 04/05/2023

PF prende bando que ganhou R$ 26 milhões com imigração ilegal aos EUA

 

                                        foto:divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (5/6) a Operação Terminus-México de combate ao crime de imigração ilegal. São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e um de prisão temporária em municípios de Minas Gerais e São Paulo.

Segundo a PF, os investigados são apontados como os responsáveis por promover a emigração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos por meio do esquema conhecido como “cai-cai”: um maior de idade se entrega às autoridades migratórias norte-americanas na companhia de um menor, impedindo assim, pelas leis daquele país, sua deportação imediata, já que menores não podem permanecer sozinhos durante os trâmites de repatriação.

O grupo também é suspeito de ameaçar familiares que não pagavam as quantias combinadas para promover a viagem ao exterior.

Apurou-se que mais de 250 brasileiros, incluindo aproximadamente 100 menores de idade, emigraram ilegalmente com o auxílio da associação criminosa. Eles atravessaram a fronteira mexicana e ficaram expostos aos riscos do deserto e das ações dos criminosos.

Os alvos responderão pelos crimes de promoção de migração ilegal, inclusive de criança ou adolescente, e associação criminosa, podendo, se condenados, cumprir até 14 anos de reclusão.

Fonte:Coluna na Mira/Metrópoles 04/05/2023


domingo, 4 de junho de 2023

CPMI dos Atos Golpistas: Igrejas evangélicas suspeitas de financiar golpe serão investigadas

                                       foto: Agência Câmera/reprodução

Os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Erika Hilton (Psol-SP) querem ouvir envolvidos com suposto financiamento por parte de igrejas evangélicas a participantes dos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Os parlamentares do Psol protocolaram seis requerimentos sobre o tema para serem apreciados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas.

A próxima reunião do colegiado está marcada para terça-feira (6) e deve votar os requerimentos apresentados pelos integrantes. Também deve ser apresentado o plano de trabalho proposta pela relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Nos pedidos feitos por Vieira e Erika são citadas reportagens jornalísticas em que presos da Polícia Federal afirmaram terem sido financiados por diferentes templos evangélicos, como a Igreja Presbiteriana Renovada (MT), a Igreja Batista de Maceió (AL) e a Assembleia de Deus de Xinguara (PA).

Na primeira sessão da CPMI, realizada em 25 de maio, Eliziane afirmou que o foco da investigação serão os autores intelectuais e financiadores dos atos extremistas. Segundo ela, é "muito claro que houve planejamento e orientação prévia".

Além dos presos já indiciados na operação, um dos requerimentos solicita a convocação do pastor Thiago Bezerra, da Igreja Amor Supremo, de Goiânia (GO).

"O Pastor, utilizando o pseudônimo 'Regina Brasil', coordenava um grupo no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram, no qual se referia à Festa da Selma. Destacamos que já foi exposto que Festa da Selma era o código para convocar seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro para estarem presentes no ato golpista do dia 8, indicando inclusive onde era possível embarcar em um ônibus para vir à capital do país", diz o pedido.


Fonte: Revista Fórum - 04/05/2023 

Na CNN: Empresário Tony Garcia diz que Moro agiu para afastar Appio em razão de suas denúncias

Tony Garcia, Eduardo Appio e Sergio Moro

Tony Garcia, Eduardo Appio e Sergio Moro (Foto: Divulgação | Reprodução)


247 - A CNN repercutiu, neste domingo (4), as denúncias feitas pelo empresário Tony Garcia contra o ex-juiz suspeito Sérgio Moro e diversos procuradores da Lava Jato. Em entrevista à TV 247, Garcia contou como foi usado por Moro como “agente infiltrado” para que ele perseguisse inimigos e adversários políticos, como o advogado Roberto Betholdo e o ex-ministro José Dirceu. 

Na entrevista à CNN, o empresário fez uma nova revelação: a de que Moro entrou em ação para afastar o juiz Eduardo Appio em razão de seu caso. Segundo Garcia, como Appio tirou o “esqueleto do armário”, Moro manobrou para que sua aliada Gabriela Hardt assumisse a 13ª Vara de Curitiba. Garcia também diz que todas as suas denúncias foram engavetadas por Gabriela. 

Entretanto, o caso foi remetido ao juiz Dias Toffoli, que poderá tomar seu depoimento. Nesta segunda-feira, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentará requerimento para que Garcia seja ouvido na Câmara dos Deputados

Em entrevistas recentes à TV 247, o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, e o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defenderam a prisão de Moro caso as denúncias sejam confirmadas. Assista à entrevista de Tony Garcia para a CNN abaixo:


Fonte: Brasil 247 - 04/06/2023

PL estuda punição a Ricardo Salles após ataque a Costa Neto

                                           foto:reprodução/facebook

São Paulo — O departamento jurídico do Partido Liberal estuda a possibilidade de punir o deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) por causa do mais recente ataque feito por ele ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.

Nesse sábado (3/6), Salles reagiu publicamente à aproximação da cúpula do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que tentará a reeleição no ano que vem. Desde o início do ano, Salles tenta se viabilizar como “o candidato bolsonarista” à Prefeitura da capital.

“Vou explicar: Valdemar, através do deputado Antonio Carlos Rodrigues, ex-ministro da Dilma e atual elo de ligação do PL com o PT, tem uma secretaria e duas subprefeituras na administração Nunes, que não apoiou Bolsonaro ano passado e ainda disse ao Estadão não querer ser o candidato da direita”, tuitou Salles.

Um dia antes, Bolsonaro e Valdemar participaram de um almoço com Nunes na capital paulista, o segundo em menos de um mês. A aliados, o ex-presidente disse que Nunes é o “melhor nome” para disputar a eleição contra o também deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) em 2024.

Punição disciplinar


Logo após o tuíte de Salles ganhar o noticiário, dirigentes do PL começaram a conversar sobre qual seria a melhor forma de reagir ao ataque. Um deles disse ao Metrópoles que o departamento jurídico já está avaliando se o comportamento do deputado configura infração disciplinar.

O estatudo do partido prevê como infração “grave divergência entre seus membros”, com possibildiade de punição que vai de advertência, suspensão de três meses a um ano e até expulsão da legenda. “Não acredito em expulsão porque é isso o que ele quer. Agora, uma suspensão poderia complicá-lo bastante, inclusive na atuação dele nas comissões da Câmara (dos Deputados)”, disse um dirigente do PL, sob reserva.

Fonte: Metrópoles - 04/05/2023

Críticas a Brasília: “É um idiota completo" diz governador Ibaneis sobre ministro Rui Costa

                                         foto:Matheus Veloso/Metrópoles


O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), saiu em defesa de Brasília após o ministro da Casa Civil, Rui Costa, atacar a capital do país.

“Ele é um idiota completo. Não merecia estar onde se encontra. Agora já sabemos de onde vem o ataque contra o Fundo Constitucional”, afirmou o governador à coluna Grande Angular.

Durante evento em Itaberaba (BA), na sexta-feira (2/6), Rui Costa disse que Brasília é uma “ilha da fantasia”. “Aquele negócio de botar a capital do país longe da vida das pessoas, na minha opinião, fez muito mal ao Brasil”, afirmou.

“Era melhor [a capital] ter ficado no Rio de Janeiro, ou ter ido para São Paulo, para Minas ou Bahia, para que quem fosse entrar num prédio daquele, ou na Câmara dos Deputados ou Senado, passasse, antes de chegar no seu local de trabalho, numa favela, embaixo de viaduto, com gente pedindo comida, vendo gente desempregada”, declarou o ministro.

Ao falar em ataque ao Fundo Constitucional do DF (FCDF), Ibaneis refere-se à inclusão do dispositivo no teto do novo regime fiscal, o que ameaça a manutenção de serviços essenciais da capital do país.

Por meio do fundo, a União custeia a segurança e parte da saúde e educação do DF, que abriga uma população de mais de 3 milhões de pessoas, a sede dos Três Poderes e as embaixadas de outras nações.

O arcabouço fiscal, aprovado na Câmara dos Deputados e que agora está no Senado, estabelece limite anual de 2,5% para crescimento do orçamento do FCDF. Segundo cálculos do Governo do DF, se a medida passar pelo Senado e for sancionada pela Presidência, a capital do país poderá perder R$ 87 bilhões em 10 anos.

Repercussão negativa


A fala de Rui Costa repercutiu negativamente entre autoridades da capital federal. A vice-governadora, Celina Leão (PP), disse que o discurso do ministro “é equivocado, inclusive para quem está morando no DF para exercer suas funções ministeriais”.

“O sonho de JK de trazer a capital para Brasília está atrelado ao desenvolvimento do interior do país – e isso realmente aconteceu! A nossa cidade tem mais de 3 milhões de habitantes. Agregada à Ride, o cálculo passa de 5 milhões de pessoas que vivem e trabalham no DF, maior que alguns estados de Federação. Acreditamos na sensibilidade do governo, mesmo com opiniões internas divergentes de não apoiar essa situação”, afirmou Celina.

O deputado federal Chico Vigilante (PT), do mesmo partido de Rui Costa e do presidente Lula, disse que a manifestação do ministro “mostra completo desconhecimento da capital federal”.

“O convido para conhecer o Sol Nascente, a Estrutural, o Pôr do Sol, e outros, para que conheça o verdadeiro DF”, escreveu o parlamentar nas redes sociais. Segundo o Censo 2022, do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Administrativa do Sol Nascente (DF) ultrapassou a Rocinha (RJ) e tornou-se a maior favela do país em número de domicílios.

Também do PT, o vice-presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), deputado distrital Ricardo Vale, afirmou que “Rui Costa não conhece Brasília e acha que nossa cidade se resume ao Congresso Nacional”. “A fala do ministro foi infeliz, até porque, para o cidadão, não tem ilha da fantasia, mas problemas de saúde, educação e segurança”, pontuou.

O senador Izalci Lucas (PSDB) disse que o DF “não é a Esplanada”. “O DF tem 3 milhões de habitantes e mais 1,5 milhão em volta. Era bom que o ministro, em vez de chegar aqui na segunda-feira e ir embora na sexta-feira, que conhecesse um pouco a realidade do DF, que foi projetado para 500 mil habitantes e que hoje é a terceira maior cidade do Brasil e tem um povo trabalhador. Temos muitas dificuldades na cidade. Aqui, a nossa vocação é ser a capital do Brasil”, declarou.

Fonte: Coluna Grande Angular/Metrópoles - 04/06/2023

'Esta turnê pode ser a última ao redor do mundo', diz Caetano Veloso

 

(Divulgação)

O baiano Caetano Veloso pode encerrar suas turnês internacionais depois dos shows do disco "Meu Coco", que ele apresenta agora em cidades da América do Sul. Em entrevista ao jornal uruguaio El Observador, Caetano diz que essa pode ser sua última tour.

Embora tenha dito que cantar ainda lhe dá prazer, Caetano disse que pensa em parar com os shows fora do país. "Acho que esta turnê pode ser a última ao redor do mundo. Quero voltar a morar na Bahia e cantar lá todas as semanas. E quem quiser me ver e ouvir, que venha à minha terra", disse ele, que atualmente mora no Rio, mas costuma veranear em Salvador.

O cantor ainda foi questionado sobre o que lembra quando olha para trás em sua vida. "Gosto de pensar na casa da minha infância em Santo Amaro. Meus pais tão amorosos, meus irmãos, meus primos", conta. "E também a vida em Salvador, as praias, as cores muito intensas. Eu sabia que seria um artista ou um pensador", diz.

Caetano falou ainda de como é tocar com os filhos. "Acabei de ter uma longa conversa sobre música, e não só, com meu filho Zeca. O Tom é o mais lacônico, mas é o melhor de nós na guitarra. Moreno é sábio. Moreno é um sábio. Quando saí com os três pelo mundo cantando e tocando juntos, me senti profundamente feliz".


Fonte: Correio da Bahia - 04/05/2023