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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

No Acre: Após encontro com infratores ambientais, Salles suspende fiscalização na reserva Chico Mendes

Em 6 de novembro 2019, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se reuniu com infratores ambientais da Resex Chico Mendes (dois já condenados). Após o encontro, intermediado pela bancada do Acre, ele determinou a suspensão da fiscalização da Resex Chico Mendes, a segunda unidade de conservação mais desmatada deste ano
foto:Folha de São Paulo/reprodução. Em reunião com infratores ambientais intermediados pela bancada do Acre .Desse grupo, já tem dois condenados 
O governo federal suspendeu a fiscalização dentro da Resex (Reserva Extrativista) Chico Mendes, no Acre. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com reportagem publicada nesta 4ª feira (4.nov.2019) pelo jornal, a mudança ocorre após o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ter se reunido com 1 grupo que integrava grileiros e infratores ambientais, em 6 de novembro, em Brasília. No evento, os participantes reclamaram da suposta truculência de agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), responsáveis por sindicar o local.
Segundo a Folha, estavam presentes na reunião o autor de uma ameaça de morte contra 1 servidor do ICMBio, 1 ex-procurador-geral de Justiça do Acre acusado de abrir uma estrada ilegal dentro da Resex, 1 condenado por desmatamento e uma fazendeira com 1 haras em uma unidade de conservação criada para atender a seringueiros.
O encontro com Salles foi intermediado pela bancada do Acre e contou com a presença de diversos deputados e senadores, como a deputada Mara Rocha (PSDB) e o senador Marcio Bittar (MDB-AC).
A deputada prepara 1 projeto de lei para reduzir o parque Chico Mendes, retirando da unidade de conservação áreas tomadas pela pecuária.
Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que a Resex perdeu 74,5 quilômetros quadrados de floresta em 2019. A área é a maior da série histórica, iniciada em 2008.

Relação Brasil x EUA: Que amigo é esse?

O Brasil afaga os Estados Unidos, mas só recebe punhaladas em troca. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro faz declarações de fidelidade e de alinhamento de interesses com os americanos, o presidente Donald Trump reage com desprezo e retaliações comerciais. Sua última demonstração de que considera o Brasil um parceiro de negócios secundário e submisso veio de um tuíte publicado na segunda-feira 2, quando declarou que irá estabelecer sobretaxas de 25% para o aço e de 10% para o alumínio produzidos em países latino-americanos.
RETALIAÇÃO  Ao mesmo tempo em que pressiona o Brasil com sobretaxas e traições, Trump consegue vantagens comerciais
© Tom Brenner RETALIAÇÃO Ao mesmo tempo em que pressiona o Brasil com sobretaxas e traições, Trump consegue vantagens comerciais

Trump alegou que a medida, totalmente arbitrária, se deve à desvalorização do real e do peso. “Brasil e Argentina desvalorizaram fortemente suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores”, justificou ele. “Por isso, com vigência imediata, restabelecerei as tarifas de todo aço e alumínio enviados aos Estados Unidos por esses países”. Embora ainda não tenha sido oficializado, o anúncio causou enorme perturbação no mercado. “O malefício está feito e todas as negociações estão paralisadas”, disse o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes. “A sobretaxa de 25% inviabiliza nossas exportações”.
Vantagem comercial
O que Trump faz é atacar despropositadamente o Brasil com a falta de reciprocidade na relação entre os dois países. Ao mesmo tempo em que pressiona a indústria brasileira com sobretaxas e pequenas traições, Trump consegue vantagens comerciais. Em novembro, o Brasil aceitou estabelecer, por exemplo, uma cota livre de tarifa de importação de 750 mil toneladas de trigo americano.
Também aumentou de 600 milhões para 750 milhões de litros a cota de importação anual de etanol dos Estados Unidos sem tarifa. Para completar, o Brasil aceitou abrir mão do direito a um tratamento diferenciado na Organização Mundial do Comércio (OMC) para entrar, com o apoio americano, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos países mais ricos do mundo. O governo Trump, porém, frustrou as expectativas brasileiras e vai dar preferência para Argentina e Romênia na OCDE.
A idolatria de Bolsonaro por Trump não tem trazido qualquer resultado prático positivo e se mostra inútil em vários aspectos. Depois do anúncio da sobretaxa, Bolsonaro precisou dizer que a desvalorização do real não é proposital, algo que o próprio Trump deve saber. “Não é um exagero. O mundo está globalizado, a própria briga comercial entre Estados Unidosl e China influencia o preço do dólar aqui. Nós não estamos aumentando artificialmente o preço do dólar”, declarou. “Estou conversando. Pode ver, nós importamos etanol deles. Ele querem, já está bastante avançado, mandar trigo para a gente. Agora, nós somos os pobres da história. Não sei quantas vezes a economia deles é maior do que a nossa. A gente está com chumbinho, eles estão com .50. Acho um certo exagero no que está acontecendo”. Exagero ou não, o fato é que o prejuízo está ficando na conta do Brasil.
Como acontece com o aço, a sobretaxa também causará grandes problemas para os exportadores de alumínio. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, Trump cometeu um equívoco ao pretender penalizar o alumínio, já que o produto foi sobretaxado pelos Estados Unidos em 10% no ano passado. Entre janeiro e outubro deste ano o Brasil exportou um total de 119,5 mil toneladas de produtos manufaturados de alumínio e os Estados Unidos foram o destino de 43% dessas vendas, comprando o equivalente a 52 mil toneladas.
O metal exportado pelo Brasil representa 3% do consumo do produto no mercado americano. “Mesmo que a sobretaxa não entre em vigor já aumentou a dificuldade nas negociações entre importadores e exportadores”, disse Rego. “Os Estados Unidos são o principal mercado importador do Brasil e, diante da fala de Trump, o comprador do nosso alumínio fica incomodado e adia negócios”. Para os produtores de aço, o mercado americano também é fundamental. Os Estados Unidos compram 42% do aço brasileiro exportado, o que garante uma receita de US$ 2,6 bilhões. É um dinheiro que vai desaparecer se Trump levar sua ideia protecionista adiante. Pelo jeito, se for depender da boa vontade americana, Bolsonaro vai ficar falando sozinho.
fonte:  Vicente Vilardaga/reprodução IstoÉ06/12/19

Ainda Eleições 2018: Comitê pró-Bolsonaro foi omitido em declaração à Justiça Eleitoral

Comitê pró-Bolsonaro foi omitido em declaração à Justiça Eleitoral
Foto: Reprodução / Folha de S.Paulo/
Dezenas de vídeos, fotos e postagens compartilhadas em redes sociais documentam a intensa atividade do que era chamado, em 2018, de quartel-general da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro em Belo Horizonte.

Em um imóvel de 3.500 metros quadrados na principal artéria da Pampulha, a avenida Antonio Carlos, os responsáveis pelo QG distribuíam camisetas e adesivos de "Bolsonaro Presidente" para carros e motos. Na fachada do prédio, uma faixa com o slogan da campanha e o número do candidato do PSL, 17.

Ocasionalmente era estendida uma faixa com o nome de Bolsonaro e a promessa: "juntos mudaremos o Brasil". Motoristas eram instados a buzinar, e carreatas foram organizadas a partir do endereço ou passando por ali. No dia da apuração, foi instalado um telão para centenas de pessoas.

Seria um comitê normal de campanha não fosse por um detalhe: nenhum gasto com o imóvel ou a cessão dele foram declarados à Justiça Eleitoral nem pela campanha de Bolsonaro nem pela dos aliados, o que contraria a lei eleitoral, segundo três especialistas ouvidos pela reportagem.

Documento da Prefeitura de BH mostra que o imóvel pertence à concessionária de veículos Brasvel. Um dos donos, Eduardo Brasil, confirmou à reportagem que o imóvel foi cedido a um grupo de bolsonaristas. Em 2018 a lei eleitoral proibia doações de empresas.

Hoje o espaço é oferecido pela imobiliária a um aluguel mensal de R$ 95 mil, mais IPTU de R$ 3.000. O QG funcionou por 51 dias, de setembro a outubro do ano passado, o que representa um gasto não declarado de cerca de R$ 166 mil.

Desde que foi eleito, Bolsonaro se vangloria de sua campanha ter desembolsado apenas R$ 2 milhões no país. Assim, só o valor não declarado do imóvel em Minas representa mais de 8% de todo o gasto oficial da campanha.

No mês passado, a Folha de S.Paulo revelou que ao menos R$ 420 mil (parte dos quais dinheiro público do fundo eleitoral) foram usados para confeccionar 10,8 milhões de santinhos e outros materiais, isoladamente ou em conjunto com outros candidatos do PSL, sem que fossem declarados pela campanha de Bolsonaro.

O imóvel de BH foi frequentado por vários políticos bolsonaristas na campanha de 2018.

Em um vídeo, a atual deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse que iria participar, no local, de um "grande evento pró-Bolsonaro com várias religiões". Ela mostrou o palco, que tinha nome e fotografia do candidato, e a fachada com o número do candidato e o slogan de Bolsonaro.

"Olha que coisa mais linda que o pessoal de BH fez aqui. Adesive seu veículo grátis aqui, 'Drive Thru 17'", afirma.

No mesmo vídeo, o empresário de mineração Abraão Veloso diz a Carla: "Aqui em Belo Horizonte já foram mais de 5.000 veículos adesivados". Ele chamou o local de "um centro de convivência Bolsonaro".

Abraão disse à reportagem na última quarta (4) que o imóvel foi uma "campanha espontânea". Confirmou que recebeu o prédio do dono da concessionária, "sem custo", por meio de "um termo de comodato".

Eduardo Brasil também reconheceu que cedeu o lugar para que ali funcionasse um espaço de campanha pró-Bolsonaro, mas afirmou que o acordo foi fechado verbalmente. "Me chegou a solicitação, eu sou empresário, não tenho nada a ver com política, mas [cedi] por boa vontade, o imóvel estava vazio. Cedi porque também sou Bolsonaro."

Veloso contou que passou a seguir o atual presidente nas redes sociais em 2017 e que naquele ano chegou a estar com ele na Câmara, em Brasília.

Afirmou que na ocasião disse ao político que iria trabalhar como voluntário em seu favor. "Ele tinha uma pauta de mineração, o nióbio, o grafeno. Eu sou minerador, me vi representado por ele."

Um dos candidatos que mais distribuiu adesivos no espaço foi o hoje deputado Júlio Hubner (PSL-MG). Ele afirmou que não teve responsabilidade sobre a criação do QG, mas que o prédio não foi declarado à Justiça Eleitoral porque "não foi um comitê, foi uma iniciativa popular" e que o imóvel "não tinha nada caracterizando como de Bolsonaro".

Disse, porém, que o local foi criado porque "várias pessoas se uniram em prol da campanha de Bolsonaro".

Especialistas ouvidos pela reportagem, que falaram em tese, sem saber do nome do candidato e dos detalhes do caso, disseram que uma suposta "iniciativa popular" não pode substituir uma declaração formal à Justiça Eleitoral.

O ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Henrique Neves afirmou que grupos como os "PACs", comitês de ação política dos EUA, não são previstos em lei no Brasil.

"O que existe é a possibilidade de qualquer eleitor realizar gastos até R$ 1.060 em prol da candidatura de sua preferência, sem a necessidade de registro, desde que o valor não seja reembolsável. Assim, em tese os eleitores poderiam fazer esses gastos até este valor, sem necessidade de registro."

O advogado Carlos Enrique Caputo Bastos disse que "haveria obviamente uma ilicitude porque houve um proveito político por parte ou do partido ou do candidato".

"A lei eleitoral entende que esse tipo de doação pode ser economicamente aferível. Então certamente o valor teria que ser vinculado à prestação de contas como doação estimável em dinheiro, ainda que tenha sido por mero apoiamento, um comitê não formal, por parte de populares."

É a mesma lógica aplicada, por exemplo, para declarar caronas de avião.

Se não houvesse esse tipo de vedação a "iniciativas populares", dizem os especialistas, boa parte das campanhas no Brasil seria terceirizada a grupos privados, a fim de burlar doações e gastos, o que ofenderia o princípio da isonomia entre as candidaturas.

Os especialistas também foram unânimes em dizer que o comando nacional da campanha não pode alegar desconhecimento, pois tem que agir de forma ativa para evitar casos do gênero.

Não houve consenso sobre a possibilidade de abertura de alguma ação judicial sobre o imóvel, pois contas aprovadas antes da posse dos candidatos, como foi o caso de Bolsonaro, em tese não podem ser reabertas.

OUTRO LADO

Questionado sobre o caso, o Palácio do Planalto respondeu que a demanda deveria ser "dirigida ao comitê do PSL".

A advogada da campanha de Jair Bolsonaro, Karina Kufa, afirmou que "o presidente da República e a equipe que cuidou da prestação de contas de campanha, do escritório Kufa Advocacia, jamais tiveram informação desse suposto comitê".

"A campanha presidencial somente utilizou um espaço físico em Brasília/DF, declarado na prestação de contas. Distribuição de material de campanha, com dobrada de outros candidatos, é de responsabilidade daquele que a confeccionou e pagou", disse.

Ela disse que esse imóvel não foi declarado porque a campanha não soube de sua existência.

O empresário Abraão Veloso afirmou que não houve participação da equipe nacional da campanha de Jair Bolsonaro na formação do QG, mas confirmou que o local era do conhecimento do comando, sem citar nomes.

"Mandaram mensagem, achavam bacana, mas eu não sei quem é a pessoa especificamente. Mas dizendo que no Brasil inteiro estavam vendo, que ficou bacana a ideia. Mas não teve [isso de] eles falarem diretamente comigo aqui, não", disse.

O PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito presidente em 2018, era comandado em Minas Gerais por Marcelo Álvaro Antônio, deputado federal reeleito e atual ministro do Turismo. Ele foi denunciado pelo Ministério Público estadual sob acusação de envolvimento em um esquema, revelado pela Folha de S.Paulo, de candidaturas de laranjas.

O presidente da República saiu do PSL no mês passado para tentar fundar uma nova sigla, a Aliança pelo Brasil.

Veloso disse que advogados lhe disseram que o local poderia funcionar sem o nome e a fotografia do candidato na fachada e que pessoas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estiveram lá e o aprovaram.

Procurado pela reportagem, o TRE respondeu que não havia localizado registro de nenhuma visita ao local.

O PSL estadual de Minas Gerais não respondeu até a conclusão deste texto.

fonte:Folhapress - 06/06/19

Material apresentado por Joice na CPMI das fake news é encaminhado ao STF


[Material apresentado por Joice na CPMI das fake news é encaminhado ao STF]
foto:reprodução agência Brasil

Parte do material apresentado pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) na CPMI das fake news já foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que comanda o inquérito que investiga ataques à corte e a seus integrantes.
Em um slide mostrado por ela é possível identificar o assessor de um parlamentar do PSL que fez ataques e convocou passeatas contra o ministro Gilmar Mendes.
Já em um vídeo que Joice levou à CPI, um grupo armado diz que vai pegar “o sapão”, referindo-se a Mendes. E bate na cara de um boneco que representa o magistrado. informação da Folhapress.

Cruzeiro: 'inimigo' nº 1 dos torcedores no Brasil. Por que tantos querem que a Raposa seja rebaixada?

fornecido por Lance/reprodução
Por que há tanta torcida para o rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Campeonato Brasileiro? O que o time mineiro fez para deixar tantas torcidas desejosas de sua queda para a segunda divisão do futebol nacional?
Algumas dessas questões podem ser respondidas pelo modelo de gestão de confronto do clube diante dos rivais estaduais(Atlético-MG e América-MG) e também nacionais, mais notadamente nos últimos anos com embates diretos com Flamengo, Corinthians, Palmeiras e Vasco.
Outros fatores de antipatia podem ser ligados à gestão desastrosa do clube comandado desde 2018 por Wagner Pires de Sá, tendo como fiel escudeiro, Itair Machado, ex-vice de futebol, figura polêmica que nunca recusou uma provocação contra rivais, entidades e até mesmo dentro do clube.

Vencedor e provocador: dentro e fora de campo
O ranço dos rivais em relação à Raposa aumentou nos últimos anos, principalmente por declarações polêmicas de dirigentes, jogadores, gestão temerária, fama de mau pagador, e claro, pelas conquistas em âmbito nacional contra equipes com maior poderio financeiro do que o Cruzeiro.
O Cruzeiro sempre teve um volume de conquistas fora de Minas que se emparelha com os demais gigantes do futebol brasileiro, tendo em sua prateleira praticamente tudo que um clube pode ganhar em sua galeria.
O time celeste possui na sua sala de troféus Copa Libertadores(duas), Campeonato Brasileiro(quatro), Copa do Brasil(seis),Mineiros(38 canecos) Supercopa da Libertadores(duas), Recopa Sul-Americana(uma), para citar somente os mais relevantes.
Com esses ingredientes, elencamos alguns possíveis motivos de torcedores e clubes estarem ansiosos para ver o primeiro rebaixamento da equipe mineira em sua história. Fizemos uma lista de “inimigos” mais diretos e de antipatias gerais que os demais torcedores criaram em relação ao Cruzeiro Esporte Clube.
Inimigo 01: Atlético-MG-Por que quer a queda?
“Empate” nos rebaixamentos: o maior rival do Cruzeiro caiu em 2005 e jogou a Série B de 2006, o que ainda gera muito desconforto em seu torcedor, lembrado com frequência da fatídica queda à segunda divisão. A Raposa jogar a segundona em 2020 “empataria” o vexame entre os dois clubes.
Atlético-MG - 2005© Galo quer "empatar" o vexame do rebaixamento, quando caiu em 2005- (Foto:Gil Leonardi/Lancepress!) Atlético-MG - 2005
Inimigo 02: América-MG-Por que quer a queda?
Não é só para ter companhia na Série B 2020: o Coelho sempre teve uma relação conturbada com o Cruzeiro, com acusações de aliciamentos de jogadores do profissional até a base.
Recentemente, os dois clubes travaram uma batalha pelos direitos do jovem Vitor Roque, de 14 anos, que jogou pelo América até o fim de 2018, mas deixou o clube e foi parar na Toca da Raposa. O time americano acusou o Cruzeiro de aliciar o jogador e o caso foi parar no Ministério Público.
Vitor Roque foi motivo de uma disputa que chegou a ir para o Ministério Público do Trabalho© Vitor Roque foi disputado pelos clubes e o caso foi parar no MP-(Divulgação/América-MG) Vitor Roque foi motivo de uma disputa que chegou a ir para o Ministério Público do Trabalho
Inimigo 03: Flamengo-Por que quer a queda?
Derrotas em campo e provocações desmedidas: a perda do título da Copa do Brasil de 2017, na final, e a eliminação na Libertadores de 2018, acirraram os ânimos dos dois clubes. Além das disputas no campo de jogo, com provocações, Flamengo e Cruzeiro protagonizaram um dos maiores embates do ano pela negociação do meia Arrascaeta, que deixou a pré-temporada em BH, foi para o Uruguai, com a ajuda do seu agente para negociar com o Rubro-Negro.
O caso gerou uma transação complicada, com o ex-vice-presidente de futebol da Raposa, Itair Machado, colocando o jogador contra a torcida, que o taxou de traidor e mercenário. Itair aumentou o volume nas críticas ao Fla e “tirou sarro” dizendo que a saída do uruguaio não seria sentida, pois conseguira contratar Rodriguinho, que na sua visão, era melhor do que Arrasca.
A temporada mostrou o contrário, com Arrascaeta sendo estrela nos títulos Brasileiro e da Libertadores do Fla e Rodriguinho jogando pouco, passando a maior parte do ano lesionado.
Rodriguinho e Arrascaeta© Itair chegou a dizer que Rodriguinho seria melhor que o uruguaio-(Reprodução) Rodriguinho e Arrascaeta
Inimigo 04: Palmeiras-Por que quer a queda?
Derrotas em campo e mais provocações: os dois Palestras, do de Minas e o paulista sempre tiveram duelos e times memoráveis na história. Todavia, de 2017 para cá, a rivalidade cresceu, porque o Palmeiras, com um elenco mais vistoso e caro, caiu para a Raposa em duas Copas do Brasil seguidas, nos anos de 2017 e 2018.
As eliminações geraram muitas brincadeiras e trocas de provocações entre as diretorias, técnicos e uma briga entre jogadores, que terminou com uma pancadaria ainda lembrada por muitos.
Principalmente pelo soco que o atacante Sassá deu no lateral Mayke na partida de volta das semifinais de 2018, que à época ainda era jogador da Raposa e estava emprestado aos paulistas. A briga acelerou o processo de venda de Mayke para o time alviverde, que não tinha mais ambiente em BH.
Briga Sassa e Mayke© A briga acelerou a venda de Mayke para o Palmeiras -(Fernando Calzzani / Photopress) Briga Sassa e Mayke
Inimigo 05: Corinthians-Por que quer a queda?
Reclamações de favorecimento à Raposa na final da Copa do Brasil de 2018: o jogo final que deu o bicampeonato do mata-mata nacional para os mineiros, diante do Timão, teve uma grande polêmica, quando Pedrinho marcou o segundo gol do Corinthians, que estava vencendo por 1 a 0. O 2 a 0 seria o resultado ideal para a conquista do Timão.
Entretanto, o gol foi anulado e o Cruzeiro virou o jogo e saiu de campo vencedor mais uma vez da Copa do Brasil. O gol anulado de Pedrinho, após uma falta sobre Dedé anotada pelo VAR, criou um rixa entre os torcedores dos dois clubes e até com o agente do jogador corintiano, Will Dantas, dizendo que queda da Raposa será o “troco” pelo título “roubado” do ano passado.
Corinthians x Cruzeiro - Pedrinho© O gol anulado de Pedrinho em 2018  na final da Copa do Brasil, ainda gera discussões-(Marcello Fim/O... Corinthians x Cruzeiro - Pedrinho
Inimigo 06: Vasco-Por que quer a queda?
Provocações e declarações ofensivas ao clube: no mês de outubro, quando o time já estava em situação delicada o Brasileiro, Zezé Perrella, que é presidente do Conselho Deliberativo e foi trazido para ser o gestor de futebol no lugar de Itair Machado, iniciou sua gestão no cargo atacando o Vasco, ao dizer que o Cruzeiro “está caminhando a passos largos para virar um Vasco da Gama, uma Portuguesa”.
Perrella quis se referir aos três rebaixamentos do Cruzmaltino(2008, 2013 e 2015), gerando uma torcida extra pelo rebaixamento por parte dos vascaínos. Alexandre Campello, presidente do Vasco, disse que Perrella deveria se preocupar mais com as questões pessoais dele e com o próprio Cruzeiro, ao invés de citar o time carioca.
A rixa entre os dois clubes é um pouco mais antiga e remete aos tempos de Eurico Miranda como presidente vascaíno, que sempre trocava “farpas” com Perrella nos anos 1990, quando o dirigente azul era presidente.
Alexandre Campello© O presidente do Vasco rebateu a fala de Perrella sobre o clube-(David Nascimento/Lancepress!) Alexandre Campello
Inimigo 07: Torcedores de outros clubes-Por que querem a queda?
Fama de mau pagador, arrogância, e provocações: o clube celeste está em grave crise financeira, com atrasos de salários, dificuldades de quitar compromissos com outros clubes, como a compra de jogadores. A Raposa tem várias processos na FIFA, sendo acionada por não pagamento a vários times, brasileiros e estrangeiros.
A dívida total da Raposa somente na FIFA passa dos R$ 60 milhões, o que pode acarretar perda de pontos, rebaixamento e punições administrativas como não poder contratar nenhum atleta por duas janelas de transferências.
Outras “birras” que a Raposa vem gerando no torcedor em geral é sua postura diante das dívidas e declarações de soberba em relação aos outros clubes, que criaram o ambiente para que a Raposa seja o alvo preferencial para a queda à Série B neste momento.
Meme: Cruzeiro na luta contra o rebaixamento© Rivais se unem para torcer para a queda da Raposa-(Reprodução) Meme: Cruzeiro na luta contra o rebaixamento
Bônus: figuras polêmicas que aumentam o “ranço” dos rivais
Thiago Neves: além dos itens citados acima, há algumas figuras que geram alguma revolta nos torcedores rivais. Entre elas, estão o meia Thiago Neves, que sempre foi provocador nas vitórias e até mesmo antes delas. Thiago também gerou polêmica com postagens de gosto duvidoso, como a comparação de uma barragem no CT do Galo com a da Vale, em Brumadinho, que matou mais de 280 pessoas.
O meia conseguiu gerar antipatia em rivais e atualmente até em cruzeirenses. que o acusam de ser o principal responsável pela má fase na temporada por ter criado uma “panela” com outros atletas como Robinho e Edílson, forçando a demissão de Rogério Ceni, que tentava afastá-los do time.
Itair Machado: o ex-vice de futebol era falastrão e provocava tudo e a todos quando tinha chance. Se envolveu em polêmicas com a Federação Mineira de Futebol, com outros clubes como o Flamengo, dentro do clube, quando foi acusado de ser o pivô da atual crise, além de ser taxado como protetor dos jogadores medalhões, que estavam ganhando muito e pouco produzindo em campo. Sua saída foi vista como a única forma de apaziguar os ânimos na política cruzeirense.
Zezé Perrella: ex-senador, deputado estadual e federal, Perrella milita no clube desde os anos 1990, quando foi presidente em diversos mandatos, com títulos, mas angariando muitos desafetos, que ainda o veem como uma figura controvertida no clube. Suas falas recentes e atuação como político criam uma antipatia ao seu redor e o desejo da Raposa ser rebaixada.
Itair Machado disse que Raposa gasta entre 10 a 12 milhões de reais com a folha salaria do time por mês© Cruzeiro sofre com problemas extra-campo (Foto:Vinnicius Silva) Itair Machado disse que Raposa gasta entre 10 a 12 milhões de reais com a folha salaria do time por mês
Bônus extra: denúncias de irregularidades financeiras e endividamento do clube 
A reportagem feita pelo “Fantástico”, em maio, revelou que o Cruzeiro estava mais do que em dificuldades financeiras. O “buraco” era mais embaixo, pois seus diretores estão sendo acusados de desvios de dinheiro, irregularidades financeiras, cessão proibida de direitos de atletas, gestão temerária, fraudes fiscais e de contratos de prestação de serviços. Outra acusação era a "carta branca" que Wagner dava a Itair Machado agir no clube, sem qualquer fiscalização ou interferência.
A imagem do Cruzeiro ficou muito arranhada no mercado do futebol e para tentar reduzir os danos, vai tentar antecipar as eleições, para a saída de Wagner Pires de Sá, que pretendia um novo mandato, mas não possui ambiente para outro seguir no cargo de mandatário do clube. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Reitores vão à Justiça contra Weintraub por fala sobre droga em federais


fonte:reprodução
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou com uma ação na Justiça para cobrar explicações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre uma entrevista em que ele disse haver produção de drogas ilícitas em universidades federais.
A ação foi apresentada pelo reitores na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Os dirigentes afirmam que a declaração do ministro apresenta “teor depreciativo em relação às universidades federais e, em consequência, aos seus reitores”.
No dia 21 de novembro, em entrevista ao Jornal da Cidade Online, Weintraub disse haver “extensas plantações de maconha” em universidades federais, além de “laboratórios de desenvolvimento de droga sintética”.
Na quarta-feira, 4, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou a convocação de Weintraub para tratar sobre a entrevista. No total, o colegiado aprovou cinco requerimentos de convocação ao ministro, apresentados por deputados do PT, PSOL, PSB e Podemos.
A previsão é de que o ministro seja ouvido pelo colegiado na manhã da próxima quarta-feira, 11. Ao contrário de pedidos de convite, os requerimentos de convocação por comissões do Congresso tornam obrigatório o comparecimento do requerido.
Caso não compareça e não apresente justificativas para a ausência, Weintraub pode responder por crime de responsabilidade.
Outros requerimentos apresentados também pedem explicações ao ministro sobre ações como a divulgação do telefone da deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e críticas a professores de universidades federais.
fonte: Veja c/com Agência Brasil

Sociólogo Muniz Sodré diz que governo Bolsonaro é “descida aos infernos”


Foto: Tácio Moreira/Metropress

O sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Muniz Sodré criticou ontem o novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Nascimento de Camargo, que negou a existência do racismo. Para o estudioso, a fala constitui “crime racial”, e cita uma procuradora que reforçou uma manifestação do PSOL contra a nomeação. "Essa procuradora está questionando a validade da nomeação para a Palmares de um indivíduo negro que diz que o racismo não existe no Brasil. isso é crime racial. Ele é indicado para uma fundação voltada para combater o racismo e diz que o racismo não existe. É uma atitude claramente racista. Portanto, é crime de racismo. Está previsto em lei", disse.
"É um abismo que se cava com os pés. Mas tem gente que está botando terra do lado e em frente. Estamos vivendo momento de insatisfação e de mal estar civilizatório. Mas as forças de resistência a isso estão aí", acrescentou, à rádio Metrópole.
O juiz federal substituto Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal de Sobral, suspendeu o ato de nomeação do presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, alvo de críticas por declarações contrárias ao movimento negro. O magistrado atende pedido em ação civil pública contra União, que questionava os critérios de nomeação do jornalista ao cargo.
Muniz Sodré também avaliou que a gestão do presidente Jair Bolsonaro é como uma “descida aos infernos”. "Essa descida aos infernos participamos dela, indiretamente, quando votamos. Foi um voto no mal nas últimas eleições. Um voto na descida aos infernos e estamos vendo resultado disso", disse. "O louco não é aquele que não tem razão, é aquele que quer ter razão demais. Só que essa outra razão, que é excessiva, é a loucura. A razão é sempre um consenso entre as pessoas. quando a razão é absolutista, é desequilibradora, é potência destrutiva. Essa loucura como sistematização social com a destruição de instituições, essa loucura é perigosa. É o que estou chamando de descida aos infernos", explicou.
Na avaliação do sociólogo, Bolsonaro promove ataques às instituições. "Cada pessoa ataca aquilo que é nomeado com a missão de defender. O ministro da Educação. Não ataca os professores diretamente, ele ataca a própria educação. o encarregado da Cultura ataca a cultura. É diferente do regime militar, que cassava determinados professores que achavam que eram comunistas e subversivos. Eram determinados indivíduos. Agora não, é a prórpria instituição que é atacada", ponderou.

fonte:Tribuna da Bahia- 05/12/19

'Não dá para dar um golpe, não?', diz Bolsonaro a presidente do Paraguai

Jair Bolsonaro (centro) a Mario Abdo Benítez (esq.) sobre as esquerdas: 'Tudo quando eles perdem, eles dizem que é golpe' - (Alan Santos/Flickr)

Ao passar a presidência semestral do Mercosul ao Paraguai, durante reunião do bloco nesta quinta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro (PSL), sem saber que estava com o microfone ligado, brincou com o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez: . “Quero continuar presidente, não dá pra dar um golpe, não?”, afirmou.

Segundo a revista Veja, no entanto, ao perceber que havia sido ouvido pelos demais presentes no encontro, o chefe de Estado brasileiro tentou amenizar a afirmação e justificou com sua percepção sobre o comportamento dos líderes da esquerda diante de derrotas. “Tudo quando eles perdem, eles dizem que é golpe. É impressionante”, ponderou.

O áudio estava sendo transmitido pela rádio Guaíba. Em resposta ao discurso Bolsonaro, Benítez agradeceu ao Brasil pelo “apoio quando houve uma ameaça à democracia”. 

Em agosto deste ano, foi aberto um processo de impeachment contra o presidente do Paraguai após o vazamento de um suposto acordo secreto com o Brasil sobre a comercialização da energia da usina de Itaipu, que traria supostos prejuízos de mais de 200 milhões de dólares a Assunção. A investigação foi suspensa por pressão brasileira.

fonte:Bahia notícias/reprodução - 05/12/19