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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

SP: Líder do PCC ao promotor de Justiça Gakiya: “Salve vai ser cumprido até contra o senhor”


                                             Dan Agostini for The Washington Post via Getty Images


Quando investigava o assassinato de um agente penitenciário do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) da Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, ocorrido em 2009, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya ouviu diretamente de uma liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) que o “salve” da facção que ordenou a morte do servidor também seria cumprido contra ele, mais cedo ou mais tarde.

Denílson Dantas Gerônimo foi assassinado a tiros aos 27 anos, ao chegar à casa onde morava com a namorada em Álvares Machado, também no interior paulista.

“Aquilo foi um fato que causou uma comoção muito grande. Era como se fosse um policial penal do sistema penitenciário federal. Eram policiais mais bem treinados, selecionados para estar lá, e ele foi assassinado”, disse Gakiya em entrevista exclusiva ao Metrópoles, nesta sexta-feira (24/10), ao comentar os bastidores da investigação.

O promotor contou que entrou na investigação do homicídio e conseguiu uma delação premiada com uma liderança do PCC. Ao criminoso, Gakiya questionou o porquê de a facção manter o plano de pé, mesmo com a prisão do executor do “salve”.

A resposta demonstrou ao promotor a persistência do crime organizado em cumprir planos já decretados.

“Ele me disse assim: ‘Doutor, o senhor colocou o dedo no ponteiro do relógio. A hora que o senhor tirou o dedo, o ponteiro começou a correr novamente. O senhor só retardou o assassinato. O salve foi dado e um dia ele vai ser cumprido, e o mesmo vai acontecer com o senhor’”, relatou Gakiya.

 Segundo ele, o faccionado acrescentou ainda que “ordem é ordem” e que deve “ser cumprida”. “Não tem como falar: ‘Não vai dar’. A ordem está dada”, teria dito o criminoso.

Ameaçado pela facção desde que passou a combatê-la, há aproximadamente 20 anos, Gakiya afirmou que intimidações do tipo o amedrontam. “Pode parecer que é banal, que eu estou acostumado, mas não é não. Eu também fico abalado, principalmente porque pode ter havido aí o monitoramento da [minha] família”, disse.

Gakiya teve casa monitorada pelo PCC com drones


O promotor, que vive há mais de 10 anos sob escolta de grupos de elite da Polícia Militar (PM) devido às ameaças que já recebeu do PCC, afirmou que teve a casa monitorada por drones da facção criminosa.

Nesta sexta-feira, Gakiya afirmou que o plano para matá-lo também incluía o ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes – executado em uma emboscada, no litoral paulista, no dia 15 de setembro. O grupo responsável pela execução seria o mesmo e teria planejado os assassinatos em 2023, mas se desmobilizado posteriormente.

Os criminosos, que têm uma lista de autoridades como alvo, teriam se reorganizado recentemente, colocando em prática a execução do ex-delegado-geral.

Operação contra integrantes do PCC


Uma operação contra membros da facção foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil na manhã desta sexta e cumpriu mandados de busca e apreensão de suspeitos por planejarem o assassinato do promotor e do coordenador de presídios Roberto Medina.

Investigações apontaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e “altamente disciplinada”, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, “com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados”, segundo o MPSP.

O promotor Lincoln Gakiya afirmou que notou sua casa sendo monitorada por drones há três semanas. Além disso, os suspeitos haviam identificado e mapeado os hábitos diários de autoridades.

“Eu tive sobrevoo de drone há 3 semanas na minha residência”, afirmou Gakiya.

Desde o início da manhã, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1), todas no interior de São Paulo.

A Operação Recon, coordenada pelo MPSP e pela Polícia Civil, identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como fez a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

FONTE: Metrópoles - 24/10/2025

DO UOL: MP italiano diz ser infundada tese de perseguição política contra Carla Zambelli

 

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) momentos antes de ser presa em Roma, em julho -  Imagem: Marco Carta/La Repubblica



O Ministério Público da Itália, ao emitir parecer favorável à extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), considerou infundada a alegação de perseguição política apresentada pela parlamentar, ao analisar o pedido de extradição formulado pelo governo brasileiro. O UOL teve acesso exclusivo ao documento de 16 páginas. Confira a reportagem de forma Exclusiva no site UOL desta sexta-feira (24), no link abaixo:


https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2025/10/24/mp-italiano-diz-ser-infundada-tese-de-perseguicao-politica-contra-zambelli.htm

Ensino Superior: Sisu 2026 vai permitir uso da melhor nota das três últimas edições do Enem


     foto:reprodução


A partir de 2026, os candidatos poderão usar a melhor nota entre as três últimas edições do Enem para participar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). 

Até então, o Sisu aceitava apenas a nota da edição mais recente do Enem. Agora, o sistema considerará automaticamente o melhor desempenho obtido em 2023, 2024 ou 2025, sem necessidade de o candidato escolher manualmente. Confira as outras definições no link abaixo do site UOL desta sexta-feira (24):



https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/10/24/mec-muda-regra-e-permite-uso-das-tres-ultimas-notas-do-enem-no-sisu.htm


ENEM 2025: CONFIRA SEU LOCAL DE PROVAS


                                              imagem:reprodução



O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou, nesta quinta-feira (23), o Cartão de Confirmação de Inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Nele, é possível consultar informações como o local de prova, número de inscrição e hora das provas.

Para acessar o cartão e saber o local onde fará a prova, o estudante deve acessar a Página do Participante, no site do Inep.

No cartão de confirmação é possível também registrar que o inscrito terá direito a atendimento especializado ou tratamento pelo nome social, se for o caso.

Fonte:Agência Brasil - c/adaptações 24/10/2025

PB: Juiz acusa mãe de santo de intolerância religiosa após motorista de aplicativo recusar corrida

 

 
                                            Foto:reprodução



O Ministério Público da Paraíba encaminhou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um pedido de apuração contra o juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto, do 2º Juizado Especial Cível de João Pessoa, por suposta prática de intolerância religiosa em uma sentença envolvendo um caso de discriminação contra uma mãe de santo usuária do aplicativo Uber. Com informações do G1, a Promotoria afirma que a decisão do magistrado “inverteu a lógica da vítima e do agressor”, ao considerar que a intolerância partiu da mulher e não do motorista que se recusou a levá-la a um terreiro de candomblé.


O caso ocorreu em março de 2024, quando o motorista, ao saber do destino da corrida, enviou uma mensagem dizendo: “Sangue de Cristo tem poder, quem vai é outro kkkkk tô fora”, e cancelou a viagem. A vítima, Lúcia de Fátima Batista de Oliveira, registrou boletim de ocorrência e pediu indenização de R$ 50 mil por danos morais. Na sentença, o juiz afirmou que a recusa não configurava discriminação, sustentando que a frase do motorista seria uma expressão legítima de fé cristã. Para ele, a autora “demonstrou intolerância” ao sentir-se ofendida com a citação religiosa. O magistrado também considerou que o motorista tinha "direito de não aceitar a corrida”, dentro das regras da plataforma.

O Instituto Omidewa protocolou denúncia ao Ministério Público, que enviou o caso à Corregedoria do CNJ e à Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Paraíba, pedindo investigação sobre a conduta do magistrado. A promotora Fabiana Lobo, responsável pela apuração, afirmou que a decisão reforça estigmas históricos e legitima a exclusão de religiões de matriz africana. Em nota, a Uber informou que baniu o motorista da plataforma, ofereceu suporte psicológico à vítima e reiterou seu compromisso com o combate à discriminação.


Fonte:Midianinja - 24/10/2025

Bahia: Decisão do TJ favorece filho de desembargadora em duelo por cartório cobiçado em Vit. da Conquista

                                 foto:Divulgação


Uma série de decisões judiciais envolvendo um candidato inicialmente reprovado no primeiro e único concurso público para outorga de cartórios de notas e registros, cuja mãe é desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), colocou sob suspeita a lisura da seleção pelo controle das chamadas serventias extrajudiciais, especialmente, as de alta lucratividade e rendimento. 

O personagem central desse enredo é o advogado Ricardo Fragoso Modesto Chaves, filho da desembargadora Lícia Pinto Fragoso Modesto, integrante da 3ª Câmara Cível do TJ. Embora tenha obtido nota muito abaixo do mínimo exigido no certame, Ricardo Modesto acabou nomeado, por determinação do próprio tribunal onde a magistrada atua, como delegatário do cobiçado 1º Registro de Imóveis de Vitória da Conquista. 

Abaixo da meta


Segundo apurou a Metropolítica, o filho da desembargadora Lícia Modesto obteve apenas 2,39 pontos na segunda etapa do concurso. Com isso, foi eliminado por não alcançar a nota mínima exigida de 5,0 pontos, mas ingressou com recurso administrativo junto ao Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que organizou a seleção realizada em 2013, quando ainda se chamava Cespe. No entanto, a entidade rejeitou o pedido de Ricardo Modesto e manteve a nota zero atribuída a ele na prova prática, sob alegação de fuga ao tema. Diante da recusa, o advogado ajuizou ação na 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, na qual pediu nova correção e a suspensão do concurso até que sua prova fosse reavaliada. É aí que as suspeitas que recaem sobre sua nomeação recente começam a tomar forma. 

Nada de novo
O pedido em caráter liminar foi apreciado pelo TJ por meio de um agravo de instrumento interposto na corte em 2016. O tribunal, então, determinou nova correção da prova prática e afastou o fundamento de fuga ao tema, mas condicionou a eventual reabilitação de Ricardo Modesto ao concurso à obtenção da nota mínima. Após a recorreção, a nota do advogado subiu para 4,8, pontuação ainda insuficiente para que ele fosse aprovado. Mesmo assim, o filho da desembargadora apresentou sucessivos recursos à Justiça, que entendeu haver inovação indevida nos pedidos do candidato, ao tentar introduzir novas alegações e pleitos que não constavam na petição inicial. A sentença foi julgada parcialmente procedente, contudo, apenas confirmando a nova correção já realizada e reafirmando que o Poder Judiciário não pode substituir a banca examinadora, conforme precedente de repercussão geral fixado já fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Cavalo de pau 


Inconformado, Ricardo Modesto interpôs apelação, no qual pleiteou que o próprio TJ atribuísse pontuação adicional aos itens da prova — pedido que não constava da ação original. A 1ª Câmara Cível do tribunal rejeitou o pedido e manteve a sentença, por entender que o juiz de primeiro grau havia julgado a causa dentro dos limites da legislação, conforme determinam os artigos 141 e 492 do Código de Processo Civil (CPC). Entretanto, a reviravolta veio através da análise dos embargos de declaração apresentados pelo advogado. O Plenário Virtual da 1ª Câmara Cível rejeitou mais uma vez o recurso do candidato, mas reconheceu, em decisão de ofício - ou seja, por decisão monocrática de um dos integrantes do colegiado -, uma suposta nulidade parcial da decisão anterior e, de forma inédita e sem respaldo em pedido formal, dobrando a pontuação originalmente concedida pela banca a um dos itens da prova. 

Milagre do crescimento


A decisão da 1ª Câmara Cível alterou a nota final de Ricardo Modesto para 6,0 pontos, garantido que ele fosse aprovado e convocado para as fases seguintes do concurso. Contultados pela coluna, juristas e lideranças de associações que representam os delegatários de cartórios privatizados na Bahia por lei em setembro de 2011 apontam que a decisão viola frontalmente os limites da demanda judicial, uma vez que o tribunal concedeu pontuação e resultado favorável sem que houvesse pedido nesse sentido. O que contraria expressamente o CPC. Além disso, o ato foi considerado pelas fontes ouvidas como uma afronta ao entendimento fixado pelo STF, que veda a interferência do Judiciário no mérito da correção de provas de concurso público.

Só na multidão


Mesmo após o encerramento do concurso para os demais candidatos, Ricardo Modesto prosseguiu isoladamente nas etapas seguintes e acabou classificado na 100ª posição. Em 15 de outubro de 2025, o Diário da Justiça da Bahia publicou a escolha do advogado para o Cartório de Registro de Imóveis do 1º Ofício de Vitória da Conquista, uma das serventias mais lucrativas do estado — e que, segundo registros, não havia sido disponibilizada aos candidatos mais bem classificados. Tal indício reforçou a desconfiança de irregularidade e prejuízo direto aos concorrentes que o antecederam. Vale lembrar que o antigo delegatário do cartório de Conquista, Carlos Bramont, foi flagrado cobrando propina para emitir documentos fraudados e acabou condenado em 2018 a nove anos de prisão por integrar um esquema de tráfico internacional de armas de fogo.

Pulga na orelha


O caso se tornou ainda mais delicado diante do fato de que Ricardo Modesto é filho de uma desembargadora do próprio tribunal que proferiu a decisão. A condição de familiar direto de membro da corte vem alimentando suspeitas de favorecimento e quebra dos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa. Diante do cenário, a Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartórios (Andecc) ajuizou uma ação rescisória para tentar anular a decisão que beneficiou o advogado. No entanto, o TJ extinguiu liminarmente a ação, sob o argumento de que a entidade não possui legitimidade para propor tal demanda, apesar de sua finalidade institucional incluir a defesa da legalidade e moralidade nas seleções públicas de outorga de delegações notariais e registrais.

Fio da suspeita
Para especialistas, o episódio expõe um grave precedente de insegurança jurídica e violação de princípios constitucionais. Mais do que isso. Para as fontes consultadas, a decisão coloca em xeque a transparência, a isonomia e a credibilidade do sistema de concursos públicos, com notório desequilíbrio de tratamento entre os candidatos — especialmente quando o beneficiário tem vínculo de parentesco direto com membro do tribunal responsável pela decisão. “Quando um tribunal concede, sem pedido, uma nota que altera o resultado de um concurso — ainda mais em benefício de um parente de magistrado —, fere-se a confiança no sistema e na imparcialidade da Justiça”, avaliou um especialista ouvido de forma reservada.

Caso ou acaso?


Em tempo: a desembargadora Lícia Modesto é a relatora de outro caso rumoroso noticiado recentemente pelo portal Metro1 e pautado para ser julgado hoje pelo Pleno do TJ, a apenas três dias de sua aposentadoria. A questão envolve a súbita mudança de foro do processo de recuperação judicial do Grupo Metha (antiga OAS) da Bahia para São Paulo, cujo desfecho pode travar o pagamento de direitos trabalhistas para 1,7 mil trabalhadores da construção civil no estado, todos ex-empregados da construtora que esperam há anos pela indenização fruto do acordo judicial da empreiteira  com credores.
 

Fonte: COLUNA DE JAIRO COSTA JÚNIOR DO METRO1. 24/10/2025 10h:35

Salvador: Prefeitura destinou R$ 700 mil para empresária que construiu rooftop ilegal no Centro Histórico, diz colunista

                              Foto: Danilo Puridade/Metropress


Responsável pela construção ilegal de um rooftop em imóveis tombados conjuntamente no Centro Histórico de Salvador, a D.Com Decoração e Comunicação, pertencente à empresária Andrea Velame, recebeu patrocínio de R$ 700 mil da prefeitura de Salvador para a nova edição das Casas Conceito.

A mostra deste ano foi envolvida em polêmica por ter realizado obras em área protegida sem autorização prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), conforme revelado pelo portal Metro1, inclusive em um dos edifícios antigos que integram o chamado Casario da Misericórdia, situado em frente à Praça Municipal.

Por etapas

De acordo com levantamento feito pela Metropolítica junto à página de transparência da prefeitura, o patrocínio foi concedido à empresa de Andrea Velame pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), pasta comandada pela vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT). A primeira parcela, no valor de R$ 200 mil, foi integralmente paga em 11 de abril. A segunda, de R$ 500 mil, começou a ser quitada nos dias 24 e 28 de julho, quando a Secult repassou R$ 250 mil para a D.Com. Resta ainda pagar mais R$ 250 mil que já foram empenhados, mas não repassados até a tarde desta segunda-feira.

Além da linha


Coincidência ou não, a prefeitura já havia patrocinado as Casas Conceito anteriormente, entretanto, em valores muito abaixo dos atuais. Em 2022, o montante foi de R$ 120 mil. No ano seguinte, alcançou R$ 150 mil. Em 2024, conforme o portal de transparência do município, a Secult não destinou verba para a mostra. Em contrapartida, a soma reservada para a nova edição mais que quadruplicou no comparativo com 2023. 

Coisa de rico
Embora não exista ilegalidade no patrocínio do Poder Público a eventos, mesmo que de natureza privada, vale lembrar que, além do repasse de verba dos cofres da prefeitura para uma mostra que modificou patrimônio protegido sem anuência do órgão responsável pela preservação de bens sob tombamento federal, o contribuinte pobre está bancando parte das Casas Conceito, mas não poderá usufruir do que ajudou a custear. Isso porque o ingresso para ter acesso ao espaço é vendido a R$ 50 (meia-entrada) ou R$ 100 (inteira).

Faz de conta 


Ainda sobre a polêmica sobre o rooftop erguido sobre um dos prédios do Casario da Misericórdia, a mais recente nota de esclarecimento distribuída pelo Iphan e republicada nas redes sociais pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, parece tentar justificar o injustificável. Em síntese, confirma a irregularidade na construção da cobertura de 500 metros quadrados sem o aval do órgão, alega que tomou providências para apurar eventuais danos, mas não explica por que fez vistas grossas ao não proceder o embargo da obra antes de que ela fosse concluída, como manda a legislação em vigor sobre conjuntos tombados. Pior do que isso: admite que a empresa de Andrea Velame só foi notificada sobre a ilegalidade no último dia 1º, quase um mês após a abertura das Casas Conceito.

Buraco mais embaixo


Especialistas em orçamento público consultados pela coluna viram, em dois atos recentes publicados no Diário Oficial do Município, sinais de que a prefeitura não vai nada bem em matéria de caixa. O primeiro diz respeito a uma chamada pública aberta pela secretária municipal da Fazenda, Giovanna Victer, para contratar empréstimo junto a bancos brasileiros no total de R$ 500 milhões. O dinheiro, explicou a chefe da Sefaz, servirá para execução de despesas de capital. Basicamente, obras de mobilidade e infraestrutura urbana, saneamento básico, sistema viário, pavimentação de vias, habitação, equipamentos sociais, esportivos e culturais, desapropriações e ressarcimento de contrapartidas.

Prova dos nove


"Essa chamada pública é um indício concreto de que a prefeitura está com problemas para honrar compromissos e tocar projetos nas mais variadas áreas. O caminho ideal seria obter autorização da Câmara de Vereadores para contratar operação com instituições financeiras externas, como o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) e o Banco Mundial, que oferecem juros muito mais baixos e prazo para começar a pagar a perder de vista. Mas esse processo demora e depende também de autorização do Senado e do Ministério da Fazenda. Já o contrato de empréstimo interno, bem mais rápido de concretizar, é feito diretamente entre a prefeitura e o banco escolhido, geralmente a juros de mercado e cronograma de pagamento mais enxuto", avalia uma das fontes ouvidas pela coluna.


Fonte:Coluna de Jairo Costa Junior no Metro1 - 24/10/2025

Eleições 2026: Lula venceria todos no 1º turno e 2º turno, diz AtlasIntel





A pesquisa Atlas/ Bloomerang, divulgada nesta sexta-feira (24), aponta que o presidente Lula (PT) pode vencer todos os adversários em primeiro turno nas eleições de 2026. Lula ampliou sua vantagem em todos os cenários. No levantamento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece atrás do ministro Fernando Haddad (PT), em um dos cenários de primeiro turno.

Na primeira rodada de votação, Lula segue em uma crescente nas intenções de voto, iniciada em agosto deste ano ano, atingindo o melhor patamar da série. O levantamento mostra que o atual presidente teria 52% contra contra cinco dos presidenciáveis e 51% contra Ratinho Jr.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) se mantém acima de 30% e houve estabilidade em relação a setembro. Em um cenário contra Michelle Bolsonaro (PL), o presidente também lidera a disputa com 51% das intenções de voto, registrando uma vantagem de mais de 25 pontos percentuais. Ronaldo Caiado (União Brasil) aparece com 9% das intenções.

(Foto: Reprodução)

Em cenário sem Tarcísio ou um nome da família Bolsonaro, Lula também registra 51% das intenções de voto e lidera com ampla vantagem. Ronaldo Caiado atinge 15% das intenções e Romeu Zema (Novo) chega a 10,6%, empatado com Ratinho Jr (PSD).

Em um cenário em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, representa a esquerda, Haddad lidera a disputa com 43,1% das intenções de voto, seguido por Tarcísio de Freitas com 30,1%.

Tarcísio perde até para Haddad no primeiro turno. (Foto: Reprodução)
Segundo turno

No segundo turno, contra Tarcísio, Michelle ou e um cenário hipotético contra Jair Bolsonaro, que está inelegível, Lula abriu uma vantagem de oito a nove pontos percentuais. Contra governadores da direita, as margens vão de 14 a 17 pontos percentuais a favor de Lula.

Lula
(Foto: Reprodução)

Contra Tarcísio, Lula cresceu pouco mais de 1 ponto percentual, enquanto o governador de São Paulo caiu na mesma magnitude. Lula marca 52% e Tarcísio de Freitas, 44%. Não sei/Branco/Nulo somam 6,9%.

(Foto: Reprodução)

Contra Michelle Bolsonaro, Lula marca 52% e Michelle, 43%. Não sei/Branco/Nulo somam 5%. Em um cenário hipotético contra Jair Bolsonaro, Lula alcança 52% e o ex-presidente, 44%. Não sei/Branco/Nulo somam 4%.

Em um cenário com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula segue com 52% e Zema, 35%. Não sei/Branco/Nulo somam 14%. Contra Ronaldo Caiado, Lula marca 52% e governador de Goiás, 36%. Não sei/Branco/Nulo somam 12%.

Contra Ratinho Jr., Lula Lula marca 51% e o governador do Paraná, 37%. Não sei/Branco/Nulo somam 12%.

A pesquisa ouviu 14.063 pessoas adultas brasileiras entre os dias 15 e 19 de outubro deste ano. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

Aprovação de Lula atinge melhor nível desde janeiro de 2024

A aprovação do presidente Lula (PT) subiu e atingiu o melhor nível desde janeiro de 2024, superando a desaprovação pelo segundo mês consecutivo. É o que aponta a pesquisa Atlas/ Bloomerang divulgada nesta sexta-feira (24). 51,2% aprovam o presidente, enquanto 48,1% desaprovam.

(Foto: Reprodução)

Ainda segundo a pesquisa, pela primeira vez desde novembro de 2024, as avaliações positivas do governo superaram as negativas. 48% dos brasileiros consideram a gestão petista como ótima ou boa. Outros 47,2% avaliaram como ruim ou péssimo e 4,8% classificaram o governo como regular. Na última pesquisa, realizada em setembro, o governo era considerado ruim ou péssimo por 48% dos entrevistados e bom ou ótimo por 46,2%. Já os que consideravam regular somavam 5,8%.

Governo Lula supera Bolsonaro em avaliação em todos os temas, diz Atlas

A pesquisa da Atlas/ Bloomerang aponta, ainda, que, em todas as áreas medidas, o governo Lula recebe uma percepção de que estão melhores do que no governo Bolsonaro. A maior diferença se dá em áreas como Políticas sociais e redução da pobreza; Relação Internacionais; Moradia e Educação.

(Foto: Reprodução)

As áreas com menor diferença pró-governo Lula são as de Segurança Pública, Impostos e Carga Tributária e Responsabilidade Fiscal e Controle de Gastos.


 FONTE: ICL NOTÍCIAS - 24/10/2025