
O governo Bolsonaro gastou R$ 616,3 mil apenas nas diárias da viagem do vice-presidente Hamilton Mourão à Angola em julho deste ano. A comitiva da vice-presidência da república contou com nove pessoas, que foram acompanhadas de servidores de outros três ministérios.
As informações sobre a viagem foram requeridas pelo deputado federal Marcelo Freixo ao Ministério das Relações Exteriores. O Itamaraty respondeu ao requerimento do parlamentar nesta terça-feira (28/09).
Mourão e mais 30 servidores foram a Luanda, capital da Angola, para a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Durante o período no país africano, o vice-presidente aproveitou, a pedido de Bolsonaro, para tratar da crise sobre a atuação da Igreja Universal do Reino de Deus na Angola.
No documento enviado a Freixo, o MRE diz nos últimos quatro meses, mais de 90 brasileiros foram deportados do país africano por fazerem parte da igreja de Edir Macedo e que ao encontrar com o presidente da Angola, João Lourenço, Mourão “suscitou o tema”.
A comitiva da vice-presidência da República voou para Luanda de aviões da FAB, enquanto os outros 21 servidores do Ministério das Relações Exteriores e de outras secretarias do governo foram de voos particulares, que custaram R$ 609.159,00 aos cofres públicos.
Com base em informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, o Metrópoles revelou, em agosto deste ano, que o custo da viagem de Mourão à Angola, por motivos dúbios, ultrapassou R$ 1 milhão.
A coluna procurou a vice-presidência para se manifestar sobre o assunto, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestações.
Fonte: Guilherme Amado/Metrópoles - 01/10/2021
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