domingo, 4 de outubro de 2026

SP: Laudo afirma que seria impossível PM Gisele Santana ter atirado na própria cabeça


                                                 foto:instagram/reprodução


Um novo laudo, produzido pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil paulista e anexado ao processo que investiga as circunstâncias da morte Gisele Alves Santana, de 32 anos, reforçou a conclusão de que a policial militar (PM) não teria cometido suicídio e apontou a participação de uma segunda pessoa na dinâmica.

O réu, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, está preso e é acusado de feminicídio e fraude processual por ter forjado a cena de suicídio da então esposa.

O documento, obtido pelo Metrópoles, foi adicionado ao processo nessa sexta-feira (2/10) e elaborado para responder os questionamentos feitos pela defesa do oficial.

A conclusão foi a mesma das perícias anteriores, descartando de forma categórica a hipótese de suicídio. O novo laudo foi assinado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone.


                                             foto:reprodução/arquivo pessoal


Relembre o caso

  • Gisele foi socorrida gravemente ferida, com um disparo de arma de fogo na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, na região central de São Paulo, e não resistiu.
  • Geraldo alega que a mulher cometeu suicídio após ele anunciar que queria encerrar a relação, mas a perícia apontou a impossibilidade da tese. Os dois estavam sozinhos no imóvel.
  • O tenente-coronel foi preso em 18 de março, e segue detido preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, sob suspeita de feminicídio.
  • O militar foi pronunciado pelo crime e será submetido ao Tribunal do Júri. A audiência ainda não tem data marcada. Ele também responde a um processo administrativo no Conselho de Justificação da Polícia Militar que pode resultar na perda de sua patente.

Em 31 de março, o secretário de Segurança Pública de São Paulo (SSP), Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronel.


Fonte: METRÓPOLES - 04/10/2026



0 comentários:

Postar um comentário