A caixa estava entre os bancos fraudados foto:reprodução
Cerca de 140 policiais federais cumprem na manhã desta terça-feira (19) 25 mandados de prisão – sendo 10 preventivas e 15 temporárias –, 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva, no âmbito da Operação Ali Babá contra grupo que teria aplicados golpes na Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras. A ação da PF se concentra nas cidades baianas de Salvador, Feira de Santana, Seabra, Palmeiras, Monte Santo, Presidente Tancredo Neves e Remanso, todas na Bahia.
Foram identificadas 19 empresas envolvidas no esquema, mas suspeita-se que esse número seja muito maior, segundo a PF. Só em 2013, os prejuízos superaram os R$ 10 milhões.
O grupo operava desde 2006 e agia por meio de ’empresas inidôneas, em nome de “laranjas”, com as quais eram obtidos empréstimos vultosos junto a diversas agências bancárias, de vários bancos’.
“Após recebidos, os créditos jamais eram restituídos. O esquema também contava com pessoas especializadas no fornecimento de documentos falsos, que viabilizavam a constituição das empresas e a obtenção dos empréstimos fraudulentos”, aponta a PF.
Todos os envolvidos deverão responder por organização criminosa e estelionato, previstos, respectivamente, nos artigos 2º da Lei 12.850/2013 e 171 do Código Penal.
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que o WhatsApp seja bloqueado em todo o Brasil, de acordo com informações divulgadas pela reportagem da GloboNews nesta terça-feira (19).
As empresas de telefonia foram notificadas após o Facebook se recusar a cumprir uma decisão judicial para fornecer informações para uma investigação policial.
A justiça mandou bloquear mais uma vez o aplicativo WhatsApp. O aplicativo não teria cumprido uma decisão judicial de quebra de sigilo de conversa de pessoas que estão sendo investigadas, suspeitas de cometer crimes.
A decisão é da juíza Daniela Barbosa, do Rio de Janeiro. Essa é a terceira vez que o aplicativo será bloqueado em todo o país, por não bloquear informações para investigação.
As operadoras de telefonia foram notificadas da decisão por volta das 11h30 e precisam suspender imediatamente a utilização do serviço.
A juíza ainda determinou uma multa de R$ 50 mil por dia até o cumprimento desta ordem judicial. A Daniela Barbosa afirma que o Facebook, empresa que detém o WhatsApp, foi notificado três vezes desta decisão para que fizesse interceptação de mensagens durante uma investigação que está sob sigilo, em andamento em Caxias, na Baixada Fluminense.
O Facebook se limitou a responder, segundo a juíza, numa resposta em inglês, dizendo que não arquiva e não copia mensagens compartilhadas entre os usuários.
Pressionado por diretórios estaduais e municipais, o PMDB nacional revogou a decisão que impedia alianças de candidatos do partido com o PT, nas eleições municipais de outubro. Candidatos a prefeito, vice e vereador poderão fazer alianças com o PT após o anúncio de reverter a decisão, que deve acontecer ainda esta semana. Peemedebistas romperam com petistas após a deflagração do impeachment de Dilma. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
De acordo com Raul Henry, presidente do PMDB de Pernambuco, “os diretórios foram liberados a fazer aliança, inclusive com o PT”.
O PMDB, no entanto, avisa que a prioridade é fazer aliança com partidos aliados do governo Temer, como DEM, PSDB e PPS.
A cúpula peemedebista avaliou retirar a proibição de alianças pois nem mesmo o PT, considerado mais radical, barrou alianças com o PMDB.
Em 2012, o PMDB foi o que mais elegeu prefeitos: 1.024 das 5.568 prefeituras em disputa (18,4% do total). A ideia é ampliar esse número.
Pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2018, Ciro Gomes (PDT) atacou novamente o governo do presidente em exercício Michel Temer(PMDB). Depois do chamar o peemedebista de chefe de facção, Ciro partiu para cima de todo Executivo, só poupou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
"Salvo o Henrique Meirelles (de quem discordo, mas é meu amigo), justiça seja feita: esse governo é um misto de incompetência com bandidagem. O povo tem razão de estar zangado, porém o desastre de um governo ilegítimo se projeta para 20 anos, enquanto um mau governo passaria em dois. E é a maior frouxidão fiscal que eu já vi”, disse em entrevista à revista Poder.
Ciro prosseguiu com a artilharia mirada para a economia. Na avaliação dele, a próxima crise será do setor financeiro, onde "ninguém paga ninguém, é a maior inadimplência da história”.
"Este país está sendo assaltado há muito tempo, e o sintoma disso não é um tríplex cafonano Guarujá. Agora vem essa emenda constitucional para congelar a despesa primária, deixando os juros, que é a maior despesa corrente, por fora. Um governo ilegítimo, precário, aproveitando a perplexidade do momento, pode congelar o gasto primário por 20 anos! Se fizerem, é o caso de ir lá quebrar tudo, porque isso é a revogação da Constituição de 1988.”
Governo Dilma: 'indefensável'
Apesar da crítica ao governo em exercício, ele não defendeu a atuação da presidente afastada Dilma Rousseff no comando do País. “Defender o mandato da Dilma e ao mesmo tempo criticar o desastre que foi seu governo tem me deixado na maior solidão”, pontuou.
Ciro ressaltou que não faltam razões para não gostar do governo Dilma. “(Ela) é honrada e a fiadora da democracia. Mas não tem treinamento para a política e se cerca mal.” Ele enfatiza que governo ruim não é crime de responsabilidade. Para ele, acusar pedaladas fiscais é só um pretexto.
Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado o responsável por entregar "parte da administração aos ladravazes da República”.
"Temer já era essa figura pequena e moralmente indefensável quando Lula o colocou na linha sucessória. Disse-me que não daria Furnas a Eduardo Cunha “de jeito nenhum” e no dia seguinte o nomeou – inclusive me afastei por isso. Dilma também deu a Cunha a vice-presidência da Caixa Econômica Federal, onde ele levantou uma propina de R$ 52 milhões.”
Sobre as constantes mudanças de partidos políticos, Ciro destacou que o senador José Serra (PSDB) e a ex-ministra Marina Silva (Rede) também pularam de partido mais de três vezes. Ele aproveitou para dizer que Marina “é séria, mas não compreende o Brasil”.
"A Marina era radicalmente contra (a BR-163, que liga Santarém a Cuiabá), até que foi lá comigo – somos amigos – e voltou com a cabeça virada. A 'indiarada' toda pedindo a BR! É muito bom ter ar-condicionado central, Hospital Israelita Albert Einstein, e querer para os outros, em abstrato, o atraso.”
No regrets!
Sobre seu temperamento, Ciro já adiantou que não pretende mudar.
"Não vou mudar meu jeito. Fico p... da vida com esse fru-fru aristocrático. Já viu o Cunha sendo chamado de ladrão? Ele olha para o outro lado. Essa é a elegância que a elite brasileira gosta. Tenho longa biografia e ocupei muitos cargos, mas na pauta de vocês nunca vai aparecer a pergunta 'como o senhor explica tanto dinheiro no seu patrimônio'– e olha que é dever de vocês me fustigar. Por isso olho para trás e digo 'no regrets!'."
Do Cine Manuelzão, passando pelo restaurante Veredas até a Praça Uma Estória de Amor, a obra de Guimarães Rosa (1908-1967) preenche cada esquina de Andrequicé. No pequeno distrito do município de Três Marias (MG), a 280 quilômetros de Belo Horizonte, mesmo aqueles que nunca leram Grande Sertão: Veredas sabem relatar algum detalhe da aventura entre Riobaldo e Diadorim. Sobre Manuelzão, o protagonista de Uma Estória de Amor, contam muito além do que diz a literatura roseana. É que justamente em Andrequicé viveu Manuel Nardi, o Manuelzão de carne e osso, inspirador de um dos personagens mais famosos do universo de Guimarães Rosa.
A diversidade cultural do distrito foi apresentada na XV Semana Cultural Festa de Manuelzão. Ao longo de oito dias, shows, filmes, quadrilha, contação de histórias, teatro, dança de ciganos, folia de reis, cavalgada e cortejo de carros de boi ilustraram a riqueza do sertão eternizado por Guimarães Rosa. Uma visita a locais citados pelo escritor levou os presentes a se sentir nas páginas dos livros. Duas jovens encenaram, às margens do rio De-janeiro, o primeiro encontro entre Riobaldo e Diadorim. A festa terminou nesse domingo (17).
A história de Guimarães Rosa com o sertão mineiro tem na boiada de 1952 um de seus mais importantes marcos. O escritor decidiu reunir um grupo de vaqueiros para realizar um percurso de 240 quilômetros em 10 dias, da Fazenda Sirga, a 60 quilômetros de Andrequicé, até Araçaí (MG), município vizinho a Cordisburgo (MG). Ao longo do trajeto, o escritor fez anotações sobre lugares e pessoas. É dessa realidade que Guimarães Rosa vai extrair a matéria-prima para lançar, há exatos 60 anos, Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, que posteriormente seria desmembrado em três volumes: Manuelzão e Miguilim, No Urubuquaquá, no Pinhém eNoites do Sertão.
A boiada também permitiu a Guimarães Rosa observar atentamente o linguajar sertanejo. "Ele anotou muitos termos, muitos 'causos' e muitos vocábulos sertanejos que vão ganhar vida na sua literatura. É através dessa linguagem que ele vai apresentar para o Brasil um país ainda desconhecido de si mesmo", analisa Telma Borges, professora de literatura da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
O texto de Guimarães Rosa mostra uma forma peculiar de escrita, recheada de recursos linguísticos, que faz com que muitos leitores considerem a leitura difícil. Segundo Telma, ele criou uma linguagem original, mas com correspondência na linguagem sertaneja. A professora explica que o escritor mineiro usa a gramática, mas não a normativa e tradicional. "Ele desloca os termos da oração e se sente um estranhamento. O leitor tropeça nas palavras. É mais fácil entender o texto lendo devagar, voltando atrás para recuperar o sentido das frases, ou lendo em voz alta. Daí é interessante como a leitura em voz alta produz uma significação muito mais acelerada. A literatura de Guimarães Rosa tem uma marca de oralidade, que permite a identificação com o sertanejo".
Ao longo do evento, Telma conduziu alguns passeios e ministrou oficinas para alunos do ensino fundamental. Ela destaca o conhecimento que as crianças já têm de Guimarães Rosa. "Eles preparam ao longo de todo o ano atividades para a Semana Cultural, como teatro e contação de história. É muito explícito como a formação dessas crianças se dá a partir da literatura e sobretudo sobre a literatura de Guimarães Rosa", diz.
Crianças de Andrequicé (MG) se envolvem com a literatura de Guimarães Rosa o ano inteiroLeonardo Alvares/Samarra/reprodução
Linguagem complexa
No distrito de 400 casas e 2 mil habitantes, o gosto pela literatura foi calejado pelo tempo. "Eu nunca gostei muito de ler. No meu tempo, as escolas faziam uma pressão muito grande pela leitura e acho que criei uma aversão. Não era prazeroso, era obrigado. Depois de muito tempo, começaram a organizar as rodas de leitura. A cada 15 dias, nos reunimos por duas horas para ler trechos de Grande Sertão: Veredas. Decidi ir a primeira vez por curiosidade e tomei gosto. É legal porque é uma linguagem complexa, mas lendo em grupo, fica mais fácil entender", conta a moradora Maria Borges de Souza.
Esta linguagem complexa e particular atrai também o interesse de estrangeiros, e a obra tem dezenas de traduções. Com a cultura de quem dominava seis idiomas e tinha algum conhecimento em pelo menos outros cinco, Guimarães Rosa foi bem duro com algumas versões, como a inglesa de 1963. "Não viram, principalmente, que o livro é tanto um romance, quanto um poema grande, também. É poesia ou pretende ser, pelo menos", escreve ele em uma carta datada de 17 de junho de 1963.
Presente na XV Semana Cultural Festa de Manuelzão, o alemão radicado no Brasil Berthold Zilly anunciou que irá encarar o desafio de fazer uma nova tradução de Grande Sertão: Veredas. Professor e crítico literário, seu objetivo é justamente oferecer um relato mais fiel à linguagem de Guimarães Rosa. A única versão alemã da obra, lançada em 1964, narra os acontecimentos sem transmitir a originalidade da escrita do autor mineiro.
A linguagem de Guimarães Rosa também foi levada para as telas. Grande Sertão: Veredas virou uma série produzida pela Rede Globo em 1985, dirigido por Walter Avancini e com a atuação de Tony Ramos, Tarcísio Meira e Bruna Lombardi. A cena de abertura foi rodada em Andrequicé, às margens do rio De-janeiro. Mais tarde, o distrito foi novamente palco de uma grande produção: o filme Mutum, dirigido pela cineasta Sandra Kogut. Única película brasileira selecionada para o Festival de Cannes de 2007, a obra adapta o conto Campo Geral presente no livro Manuelzão e Miguilim. O conto apresenta a história de Miguilim, um garoto pobre que vivencia alguns eventos trágicos na infância até que desenvolve uma amizade com um médico e é levado para estudar na cidade.
O jornalista Pedro Fonseca, que recebeu uma comitiva da equipe de produção, lembra que alguns defenderam que o filme fosse rodado no estado de Goiás, argumentando que o sertão mineiro não seria mais o mesmo retratado por Guimarães Rosa. Ele levou-os para uma passeio, inclusive a pontos citados pelo escritor, o que teria convencido a produção. Mesmo assim, o jornalista lamenta a falta de preservação do meio ambiente. "Os eucaliptos tomaram a paisagem. Para mim, está provado que a falta de água na região se deve ao eucalipto. Não chove. Andrequicé está com problemas de abastecimento. As veredas estão secas e devastadas. Dá uma tristeza muito grande e um sentimento de impotência", lamenta.
60 anos de Grande Sertão: Veredas
O evento é organizado pela Sociedade dos Amigos do Memorial Manuelzão e de Revitalizacão de Andrequicé (Samarra) e conta com o apoio do Ministério da Cultura. Nesta edição, a festa celebrou seus 15 anos e lembrou os 60 anos dos livros Grande: Sertão Veredas e de Manuelzão e Miguilim, que reúne os contos Uma Estória de Amor e Campo Geral. O aniversário das obras lançadas em 1956 é motivo para um sertão em festa. A data foi também celebrada na semana passada durante o FestiVelhas 2016, em Morro da Garça (MG), e na 28ª Semana Roseana, em Cordisburgo (MG), cidade natal do escritor.
Segundo o presidente da Samarra, José Antônio Vicente de Souza, a festa coroa o engajamento da cidade em torno da preservação da obra de Guimarães Rosa e do legado de Manuelzão. "A gente percebia que o distrito precisava de cuidados, ao mesmo tempo que tínhamos o desejo de preservar a história de Manuelzão. Daí surge a Samarra. Para revitalizar o Andrequicé através da cultura. Olha que legal, não é uma coisa bacana?", explica José Antônio, que é também sobrinho da ex-mulher de Manuelzão.
A Samarra conta cada vez com mais instrumentos para estimular o mergulho na literatura roseana. Durante o evento, o Memorial Manuelzão, sediado na casa onde morou Manuel Nardi, ganhou um reforço: o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP) entregou ao memorial uma versão digital das cadernetas de Guimarães Rosa. Elas contêm as anotações que serviram de base para a publicação de Grande Sertão: Veredas.
Meninas de Andrequicé (MG) desfilam com as roupas inspiradas no romance de Riobaldo e DiadorimLeonardo Alvares/Samarra
A edição do evento com o apoio de Furnas, faz reuniões semanais. Até então, elas trabalhavam em painéis, capas de almofadas e colchas, sempre inspiradas em frases extraídas da obra de Guimarães Rosa. Para produzir as roupas, elas realizaram encontros desde o início do ano onde receberam orientação do designer de moda Marcos Pessoa Morais, de Belo Horizonte.
Márcia Alves, de 56 anos, é dona de um bar em Andrequicé e integra o grupo. "Bordo nas horinhas de descuido, como dizia Guimarães Rosa", se diverte. "Cada dia que eu bordo uma frase de Guimarães Rosa, eu me sinto na faculdade. Acho que estou aprendendo mais", acrescenta. Ela conta que a coleção de roupas apresentada foi toda inspirada no romance de Riobaldo e Diadorim e se emociona com o resultado. "Não pensava nunca que iríamos chegar nesse patamar".
foto: da esquerda para direita, Edivaldo,Ananias e Expedito - PC/divulgação/reprodução
A justiça decretou o pedido de prisão preventiva de três suspeitos de assassinar o comerciante Cícero Nogueira da Silva, 62 anos. A vítima foi morta dentro da própria residência com pelo menos três tiros na noite do dia 21 de maio de 2016, em Irecê.
Segundo o MP, entre os suspeitos estão Edivaldo Nogueira da Silva, irmão da vítima, e os sobrinhos Ananias Borges Ribeiro, e Expedito Nogueira Neto ‘Neguinho’. Um quarto suspeito, Alan Alves Dourado, já havia sido preso pela Polícia Civil há cerca de quarenta dias, na comunidade de Salva Vidas, município de Ibipeba.
Depois de terem matado o comerciante, os criminosos ainda tentaram matar o filho da vítima, que foi socorrido ao Hospital Regional de Irecê.
O Dr. Gustavo Veras Nunes, Juiz titular da Vara Crime da Comarca da cidade de Irecê acatou o pedido do Ministério Público, que investiga o caso. Veras representou pela prisão, ressaltando a forma dolosa e premeditada do crime, o que foi confirmado pelo Ministério Público, que emitiu parecer favorável.
O promotor Rildo Mendes de Carvalho destacou em sua decisão que há requisitos suficientes para exigir a prisão preventiva dos suspeitos. No entendimento de Mendes eles [suspeitos] são ‘autores’ intelectuais do plano de execução para matar Cícero, por terem tido no passado desavenças familiares. Para Mendes, a prisão preventiva dos suspeitos garantirá o bom andamento das investigações.
Eliakim Araújo era casado com a também jornalista Leila Cordeiro (Foto: Reprodução/Facebook)
O jornalista Eliakim Araújo morreu aos 75 anos, nos EUA, segundo informou a jornalista Sônia Abraão. Ele estava internado em um hospital na Flórida para tratar um câncer no pâncreas. Eliakim chegou a passar por tratamento de quimioterapia, mas não resistiu.
"Toda nossa solidariedade a Leila Cordeiro, com quem ele dividiu a vida é formou o Casal 20 da notícia na TV", escreveu Sônia, que é amiga do casal há muitos anos.
Eliakim e a mulher, a também jornalista Leila Cordeiro, formaram o primeiro casal de apresentadores na TV, à frente do "Jornal da Globo", em 1983. Na emissora, ele ainda esteve à frente do "Globo Repórter", entre outros.
O jornalista tinha 55 anos de carreira. Em 1997, ele e Leila se mudaram para os EUA para trabalhar no CBS Telenotícias. O projeto acabou depois de 3 anos, mas os dois decidiram continuar no país. Eliakim morava em Fort Lauderdale, na Flórida, com a família.
Com atuação em investigações de destaque no país, como o da morte da menina Isabella Nardoni, o médico legista George Sanguinetti afirmou na manhã deste domingo (17) que foi convidado por Claílson Ribeiro, advogado do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, de Petrolina, a participar das investigações da morte da menina Beatriz Angélica Mota.
Moradora de Juazeiro, a criança foi encontrada morta a facadas dentro da escola em novembro do ano passado. O crime aconteceu em um depósito de material esportivo, ao lado de uma quadra onde era realizada uma solenidade de formatura. “Decorridos mais de sete meses, não se tem autor ou autores, motivação; não se sabe nem onde a menor foi morta. Seu corpo exangue, foi encontrado em quarto de guarda de material esportivo, desativado.
E em entrevistas, a autoridade policial e um dos peritos do caso, divulgaram que foi morta em outro local e colocada lá. Só faltou dizer o local do crime e as provas técnicas que os levaram a esta conclusão”, afirma Sanguinetti, em uma postagem no seu perfil no Facebook. Em março deste ano, a Polícia Civil afirmou ter cinco suspeitos do crime e que investigava a hipótese de o crime ter sido premeditado. “Exultei com a força tarefa do Ministério Público, para esclarecer o caso. E espero um pouco mais, por resultados. Só não aceito e lamento é desejar atribuir culpa a terceiros, inocentes, que nada tem a ver com o crime hediondo; no caso o Colégio, também vítima da barbaridade.
Aceitei convite do Dr. Clailson Ribeiro, Advogado do Colégio para trabalhar no caso e o mesmo, já solicitou a Justiça que tenha acesso aos autos, pericias, etc. Quando autorizado, chego a Petrolina, para trabalhar e não irei voltar sem as respostas: 1. Quem matou Beatriz? 2. Qual o motivo?”, completou.