• Praça do Feijão, Irecê - BA

domingo, 15 de novembro de 2020

Irecê: Prefeito Elmo Vaz é reeleito com 56,21% dos votos válidos; 5.524 de frente para o 2º colocado

 

                       Prefeito Elmo Vaz(PSB) foi reeleito em Irecê-Ba -foto:reprodução/facebook


O prefeito Elmo Vaz(PSB) e o vice- prefeito Erício Batista(PT) foram reeleitos neste domingo(15) na disputa pela Prefeitura de Irecê, em uma das mais importantes cidades do interior da Bahia.

Com 56,21 %  dos votos válidos, o prefeito obteve 20.427 votos, seguindo do ex- prefeito Luiz Sobral com  14.903 (41,01%) e o vereador Léo da Unibel ficou em 3º com 960 votos(2,64%). O desistente Cleomar Santiago do Avante teve 51 votos(0,14%).


                                             
                                                         


Eleições 2020: Prefeito Sandro Correa e vice Mario Silva são reeleitos em Brejões

 


Centro da cidade de Brejões - foto: A Voz de Brejões/facebook/reprodução

Sandro(a esquerda) e Mario foram reeleitos foto:facebook/reprodução


O prefeito Sandro Correia (Rede) e o vice-prefeito Mario Silva(PT) foram reeleitos para mais um mandato no comando da cidade de Brejões, cidade que fica no Vale do Jequiriçá e distante 273 km de Salvador.

O candidato da Rede obteve 3.643  o que equivale há 43,45 %  dos votos válidos, O candidato do PP Alan Andrade ficou em 2º lugar com 3.293(39,28%). 

Em 3º, ficou o candidato  do Podemos Rosalvo com 690 (8,23%) e em 4º, o candidato do PDT Neto Pinheiro com 487(5,81%) e em 5º, o candidato do PRB Fabiano Peixinho 271 (3,23%).

Vereadores Eleitos:

Houve uma renovação quase total na Câmera, dos atuais legisladores, apenas dois conseguiram se reeleger.

NEILA DE JORGE - 421 VOTOS
ENFERMEIRO ROMILSON -349 VOTOS
LOURINHO -338 VOTOS
MURILO -279 VOTOS
RODRIGO DA SAÚDE - 258 VOTOS
JAMILE QUEIROZ -251 VOTOS
UILSON MORAIS - 242 VOTOS
AUDILENE DA SAÚDE - 229 VOTOS
SERGIO DO PURRÃO - 122 VOTOS

FONTE: A voz de Brejões

Salvador: ACM Neto faz seu sucessor ainda no 1º turno

 

                              ACM Neto faz o seu sucessor Bruno Reis e com Ana Paula do PDT como vice-prefeita. foto:reprodução ACM Neto/facebook


Prefeito de Salvador e Presidente Nacional do DEM, ACM  Neto  após 8 anos de mandato conseguiu fazer o seu sucessor nas eleições de 2020 ainda no 1º turno.

Bruno Reis(DEM) e Ana Paula(PDT) saíram vitoriosos do pleito com 64,16% dos votos válidos.


                                 Bruno e família  -foto:reprodução


“Não podemos retroagir à cédula impressa”, diz presidente do TSE sobre eleições

 O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, disse neste domingo (15.nov.2020) que o Brasil não pode retroagir ao sistema eleitoral com votação impressa. Ele afirmou que o futuro é digital e o país não pode “ter medo da modernidade”.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, faz reconhecimento facial em tablet para o projeto © Sérgio Lima/ Poder360 O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, faz reconhecimento facial em tablet para o projeto

A fala confronta o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que defendeu a volta do sistema adotado no país no passado. Segundo Barroso, as urnas eletrônicas funcionam bem desde 1996 do ponto de vista da confiabilidade e resultado.

“Nós não podemos retroagir à cédula impressa e ao voto impresso. O STF [Supremo Tribunal Federal]descartou [em 2018] essa possibilidade e ela causou 1 problema grande. O normal da vida, porque é da natureza humana, todo candidato que perder vai pedir conferência do voto eletrônico com o voto impresso. Vai procurar inconsistências, vai judicializar o resultado das eleições e o processo eleitoral vai deixar de ser simples e seguro e vai passar a ser uma convulsão judicial”, declarou Barroso.

Ele participou em Valparaíso, em Goiás, de testes do projeto “Eleições do Futuro”, que busca soluções digitais para 1 sistema eleitoral mais moderno. O TSE selecionou 26 empresas que apresentam neste domingo (15.nov.2020) propostas para fazer votação por tablet e celular. Segundo Barroso, o objetivo é baratear o custo das eleições, garantindo sigilo do voto, eficiência e segurança do sistema.

Barroso afirmou que as urnas eletrônicas têm confiabilidade e que não há documentação contrária à tecnologia. Mas ressaltou que, com o passar dos anos, tornam-se obsoletas. “Nós temos cerca de 500 mil urnas e a cada 2 anos, a cada eleições, temos que substituir 20% delas: 100 mil. O custo é muito alto. Com a alta do dólar, esse custo deve estar em R$ 1 bilhão”, disse.

Outro problema é a licitação para operacionalizar as eleições com as urnas. “A cada 2 anos nós precisamos realizar uma licitação, que pelo sistema legislativo brasileiro muitas vezes oferece dificuldades, tem recursos administrativos, tem judicialização, que não se consegue concluir a licitação a tempo, como efetivamente aconteceu para essas eleições de 2020″, afirmou. 

O presidente do TSE disse que as inovações apresentadas poderão ser testadas nas eleições de 2022 para parte dos eleitores.

Fonte: Poder 360 -15/11/2020

RIO: Depois de 2018, Bolsonaro volta ao seu tamanho normal, diz Maia

 RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de uma votação expressiva em 2018, quando se elegeu presidente da República, o presidente Jair Bolsonaro está voltando ao tamanho normal, disse neste domingo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

.© Reuters/RICARDO MORAES .

Para Maia, por conta da volta ao patamar normal, muitos candidatos que tiveram apoio do presidente nas campanhas para prefeito deste ano tiveram dificuldades para decolar e correm risco de ficar de fora de um segundo turno.

“Havia em 2018 um sentimento que ele acabou representando, mas não necessariamente era a base dele", disse Maia a jornalistas após votar em uma escola na zona oeste do Rio de Janeiro.

"A base dele sempre foi até o momento da facada e até o voto útil, um candidato de 18%, 20%. A avaliação positiva era perto disso com 23%, 24% de ótimo e bom“, acrescentou o deputado.

“Eu acho que agora (Bolsonaro) representa o tamanho do núcleo dele que era muito menor que os 46% de intenção de voto que ele teve, ele está voltando ao tamanho normal e a influência é menor, especialmente nas capitais onde a cobrança é muito maior do que nos municípios do interior", avaliou.

Ao ser questionado se Bolsonaro saíra mais fraco das eleições, Maia disse que é preciso aguardar o resultado final da votação.

Fonte:REUTERS - 15.11.2020(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Presidente recém-empossado do Peru renuncia após noite de protestos

 

Presidente recém-empossado do Peru renuncia após noite de protestos
Foto: Reprodução / TV PE

Manuel Merino de Lama, que havia assumido o posto de presidente do Peru na terça-feira (10), renunciou na manhã deste domingo (15), depois de uma noite de protestos que terminou com a morte de dois jovens manifestantes.

A violência da última madrugada provocou a renúncia de 13 dos 18 ministros do novo governo, junto a seus vice-ministros.

Por conta dos acontecimentos, o líder do Congresso, Luiz Valdez, pediu que Merino de Lama deixasse o cargo, enquanto se reunia com as lideranças dos partidos para organizar uma sessão excepcional da casa para escolher quem assumiria o posto.

Em apenas cinco dias de mandato, marcado pela repressão violenta a protestos pacíficos, Merino de Lama perdeu o apoio dos principais partidos que haviam votado pela vacância do ex-presidente Martín Vizcarra, na última segunda-feira (9). Entre eles, seu próprio partido, o Ação Popular, Somos Perú, Podemos Perú e Frente Ampla, que recriminaram a violência usada na repressão.

Até o fechamento deste texto, ainda não havia terminado a reunião em que o Congresso escolheria o novo líder e, portanto, o novo presidente interino.

Além do próprio Valdez, estão entre as possibilidades outros líderes das principais bancadas, como Carolina Lizárraga e Gino Costa (partido Morado).

Há eleições presidenciais em abril e, em sua posse, na terça, Merino de Lama prometeu manter o calendário eleitoral. Ainda assim, não tinha conseguido acalmar os manifestantes. O mandatário era o terceiro neste período, que começou em 2016 com a eleição de Pedro Pablo Kuczynski.

Os ministros que renunciaram depois das mortes dos manifestantes foram os de Interior, Saúde, Mulher, Justiça, Economia, Desenvolvimento Social, Cultura, Defesa, Comércio Exterior, Energia e Minas, Habitação, Agricultura e Educação.

Nas primeiras horas deste domingo, Valdes começou a procurar Merino de Lama para pedir sua renúncia, mas seu paradeiro era desconhecido. A uma rádio local, o primeiro-ministro, Antero Flores-Araóz, chegou a afirmar não saber se Merino de Lama estava fugindo nem se tinha renunciado.

Além dos mortos, a violenta noite de sábado terminou também com mais de 90 manifestantes feridos e 20 pessoas cujo paradeiro é desconhecido, segundo a secretaria de Direitos Humanos.

Os manifestantes que foram às ruas levaram cartazes em que afirmam que a vacância de Vizcarra foi "um golpe" e nos quais afirmam que "Merino não é meu presidente".

Vizcarra teve seu impeachment determinado pelo Congresso por conta de dois supostos casos de corrupção que estão sendo investigados pela Procuradoria. Um deles se refere a um favorecimento a um amigo pessoal, o compositor Richard Swing. O outro, ao recebimento de suborno por licitações de obras públicas de quando era governador do estado de Moquegua (2011-2014).

Além de gás lacrimogêneo, as forças de segurança também usaram tanques do Exército para vigiar as ruas do centro, que estão bloqueadas para o trânsito. A capital do país, Lima, está com toque de recolher por conta da pandemia do coronavírus, mas os manifestantes não estão respeitando a medida e continuam nas ruas.

Os dois manifestantes mortos tinham 24 e 22 anos. O primeiro chegou ao hospital sem vida, com um tiro na cabeça. O segundo morreu depois de ser internado, tendo levado pancadas no tórax.

Além do Congresso, os manifestantes também cercaram a casa de Merino de Lama, fazendo ruídos com panelas e tambores, pedindo sua renúncia.

A ONG Anistia Internacional chamou a atenção para os abusos na repressão dos protestos, dizendo em um comunicado que o "uso excessivo da força não é necessário" nesse caso, uma vez que as manifestações têm sido pacíficas.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que enviará uma missão na semana que vem a Lima, a pedido do novo governo peruano, para avaliar a situação de tensão social e política que vive o país.

Na quarta-feira (11), a OEA pediu que o Tribunal Constitucional do Peru se pronuncie sobre a legalidade do processo contra Vizcarra. Em comunicado, afirmou que "reitera que compete ao Tribunal Constitucional do Peru pronunciar-se sobre a legalidade e a legitimidade das decisões institucionais adotadas".

Solicitou também que sejam garantidas as condições para as eleições presidenciais convocadas para abril de 2021. Informações da Folhapress de hoje(15).

SP: Ex- presidente FHC defende democracia e diz que Bolsonaro é arrogante

 

Paula Soprana/Folhapress
Bruno Covas, FHC e o ex-senador Aloísio Nunes caminham até o Colégio Sion, local de votação do ex-presidente
Bruno Covas, FHC e o ex-senador Aloysio Nunes caminham até o Colégio Sion, local de votação do ex-presidente

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso votou na manhã deste domingo (15) ao lado do prefeito Bruno Covas (PSDB), no Colégio Sion, na zona oeste de São Paulo. Em conversa rápida com a imprensa após o voto, ele disse que o recado destas eleições é a manutenção da democracia.

"Vimos nos Estados Unidos todas as dificuldades de um candidato irrequieto, que é o Trump", afirmou, referindo-se ao caos eleitoral provocado pelo ex-presidente americano a questionar a integridade das eleições.

FHC também afirmou que o momento é difícil e que a postura do presidente Jair Bolsonaro foi arrogante. "Há uma certa arrogância do atual governo que não ajuda", disse. "Só quem viveu a agrura da falta de liberdade sabe como liberdade é bom", acrescentou ao finalizar sua fala.

Covas foi à residência do tucano, localizada no bairro Higienópolis, às 9h40. O ex-senador Aloysio Nunes também estava presente. Os três foram caminhando até Colégio Sion para acompanhar o voto de FHC.

Mais cedo, o prefeito de São Paulo tomou café da manhã com ex-prefeita Marta Suplicy. Agora, ele irá encontrar o governador João Doria (PMDB), figura que afastou de sua campanha política, e, por volta das 11h30, deve votar. Informações da Folhaonline.(Paula Soprana

Eleições medem impacto da pandemia na política e força do populismo nas urnas



Brasileiros de 5.569 municípios vão às urnas, neste domingo (15/11), para o 1º turno das eleições municipais de 2020 sob o impacto de uma das maiores crises globais de saúde da história moderna. Especialistas avaliam que a condução do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus será um dos maiores fatores para decisão de voto neste ano, transcendendo, em muitos casos, as avaliações sobre tradicionais problemas cotidianos das cidades.

Além disso, pode começar a sinalizar uma tendência para as próximas eleições nacionais, em 2022, já que a onda conservadora e populista que carregou Jair Bolsonaro ao Planalto em 2018 também estará sob avaliação.

Cientistas políticos ouvidos pelo Metrópoles avaliam que a crise sanitária global mudou também a maneira de se fazer política e provocou alterações drásticas no formato das campanhas eleitorais. Este ano, por exemplo, em função do risco de contágio pela Covid-19, candidatos não puderam promover grandes encontros com eleitores. Muitos nem mesmo conseguiram ir às ruas em busca de votos.

A alternativa encontrada entre os partidos para atingir o eleitorado também mudou. Se as eleições de 2018 indicavam a perda de força da publicidade eleitoral televisiva, em 2020 a propaganda na TV voltou a ganhar espaço, juntamente com o incremento do investimento na comunicação pelas redes sociais. Os especialistas acreditam que, nesta edição, ficou mais difícil para candidatos novatos largarem na frente de velhos conhecidos da política brasileira.

“Divisora de águas”

Com o crescimento de infecções por coronavírus no país, havia um temor de que o processo eleitoral deste ano fosse marcado por uma “explosão de abstenções”. No entanto, o doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) Alcindo Gonçalves avalia que a expectativa não se confirmará neste domingo.

“Creio que os resultados de abstenção serão semelhantes aos de eleições anteriores, não acredito muito na explosão de abstenção, que no Brasil já é tradicionalmente alta. O isolamento social caiu, todo protocolo desenvolvido pelo TSE não gera nenhum temor e estamos falando de uma eleição muito rápida: afinal, são apenas dois votos. Não há razão de medo”, explica o professor da Universidade Católica de Santos, em São Paulo.

Se a crise sanitária não provocará abstenção em massa, Gonçalves crê, contudo, que ela servirá como “divisora de águas” do cenário político brasileiro: “A pandemia irá impedir reeleição de candidatos que não tiveram êxito no desempenho de controle da doença”.

“Pesquisas já mostram que prefeitos que tiveram uma ação mais incisiva na questão da pandemia, tomando medidas efetivas, estão melhores entre o eleitorado do que aqueles que foram mais descuidados. Um prefeito que se comportou mal na pandemia tende a ser mais mal avaliado. Não há coisa pior para um prefeito que concorre do que sua baixa avaliação”, completou.

Para o cientista político, a má gestão da pandemia de um governo fortalece os candidatos de oposição. “Até por isso que defendo que será uma divisora de águas. Se o prefeito é mal avaliado entre os moradores do município, a coisa complica para ele, porque a oposição ganha espaço, ganha força. Ela cresce do erro do governante, cresce de onde ele se absteve.”

A professora da escola de políticas públicas e governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Graziella Testa acredita em grande taxa de reeleição de prefeitos este ano.

“A tendência neste ano, como teve muito prefeito se elegendo em primeiro mandato em 2016, é de que haja a maior proporção da nossa história recente de prefeitos que estão aptos para reeleição. Significa que, como cerca de 80% podem se reeleger, é provável que a gente enxergue uma taxa de reeleição bem alta”, pondera.

A docente também analisa que o desempenho dos partidos mudou. “Não tem mais coligação para eleição proporcional. É o primeiro ano em que os partidos terão que se virar sozinhos. O incentivo dessa regra é para que os partidos se fortaleçam e busquem estratégias internas para atingir o eleitorado”, acrescenta.

Efeito Bolsonaro

Além dos impactos da gestão da pandemia nas urnas, os estudiosos também calculam que o pleito ajudará a entender qual a avaliação dos eleitores brasileiros sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O chefe do executivo federal tem feito campanha para alguns candidatos aliados. Pelos pedidos de votos durante lives semanais, o mandatário do país virou alvo de investigação da Procuradoria-Geral Eleitoral, que investiga se Bolsonaro cometeu “ilícito eleitoral”.

Para o especialista em marketing eleitoral Victor Trujillo, o apoio de Bolsonaro às campanhas municipais ainda é tímido no comparativo com o apoio manifestado por outros presidentes do país em eleições anteriores. O professor avalia inclusive que “Bolsonaro desperdiça uma oportunidade”.

“Era hora de Bolsonaro estar presente, de se movimentar politicamente. Me parece que essa é uma estratégia dele, que ele não quer testar suas popularidades nas urnas. Acho que ele avaliou que o momento, diante da pandemia e dos desafios que o país atravessa, não é de testar sua popularidade nas urnas agora”, explica.

Diante do fraco apoio manifestado pelo presidente aos aliados, o especialista em marketing político projeta: “Essa estratégia há de se comprovar no futuro que não foi exitosa”.

“Bolsonaro não está construindo uma base de apoiadores para eleições de 2022 e não tem uma noção, um parâmetro de se será reeleito. A importância das eleições municipais é garantir a capilarização do apoio. Toda cidade tem um Banco do Brasil e toda cidade tem um prefeito. Quem quer ser reeleger presidente precisa de apoios até nos menores dos municípios”, completa Trujillo.

Volta da política tradicional?

Outro ponto que poderá ser avaliado com os resultados ainda do primeiro turno, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, é o enfraquecimento ou fortalecimento dos governos populistas de direita, que ascenderam ao poder, em todo mundo, a partir do ano de 2016.

Graziella Testa, cientista política da FGV, crê em uma mudança estrutural significativa da política brasileira ocorrendo a partir deste pleito.

“Está passando aquela onda de descontentamento generalizado com os partidos e a excessiva personalização. No ano de 2016 e nas eleições de 2018, as eleições foram marcadas pelo antipartidarismo e o crescimento dos outsiders, de fora da política”.

O discurso da docente é endossado pelo cientista político Márcio Coimbra, da Faculdade Presbiteriana Mackenzie. Coimbra defende que a linha ideológica já dá indícios de que está caindo no conceito dos eleitores.

Ele cita, por exemplo, os resultados das eleições presidenciais dos Estados Unidos, onde o candidato pelo Partido Democrata, Joe Biden, venceu Donald Trump – presidente populista de direita.

“Os resultados confirmarão que pessoas que ganharam eleições passadas e não eram do ramo político não estão conseguindo liga com a política e, por isso, perderam força. Falta gestão política aos populistas de direita”, defende.

De acordo com Coimbra, a pandemia exigiu, principalmente, uma boa gestão política dos governantes. “A gente está vendo, no mundo todo, que quem não foi negacionista – característica forte dos populismos de direita – está tendo sucesso.”

Para o docente, um exemplo de enfraquecimento destes políticos ocorre nas projeções das eleições para Prefeitura do Rio de Janeiro. “Crivella foi um negacionista desta pandemia e está com 75% de rejeição no Rio. Quem tem mais de 40% de rejeição no segundo turno não se reelege. Nós dois poderíamos concorrer hoje com o Crivella que ganharíamos no 2º turno.”

A tendência, segundo o especialista, é de um “retorno à política tradicional”. “Haverá, ao que tudo indica, um enfraquecimento do populismo e o eleitorado vai fazer as pazes com a política tradicional. O populismo caiu no conceito do eleitor, porque os populistas eleitos não souberam fazer uma gestão política”, finalizou.

fonte:Metrópoles - 15/11/2020 08h:37min.