A Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá se manifestar até a manhã de quarta-feira (27/8) sobre a defesa apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de um suposto plano de fuga para a Argentina. O prazo decorre da formalização da vista dos autos pela Secretaria da Corte.
Entenda
A Polícia Federal (PF) indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.
A PF concluiu as investigações que apuraram ações de coação no curso da Ação Penal n° 2668, em trâmite no STF. O processo tem como alvo suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
O indiciamento ocorre em meio às sanções dos Estados Unidos a autoridades brasileiras e à pressão do governo de Donald Trump, que classificou a ação contra o ex-presidente como uma “caça às bruxas”.
Com isso, a PGR dispõe de 48 horas, o mesmo prazo que havia sido dado à defesa do ex-presidente.
No parecer, caberá à PGR analisar os argumentos da defesa e avaliar se as explicações de Bolsonaro afastam as suspeitas levantadas pela Polícia Federal (PF) sobre a suposta tentativa de fuga — a Polícia Federal encontrou um rascunho de um pedido de asilo político à Argentina no celular do ex-presidente.
Na sexta-feira (22/8), a defesa de Bolsonaro se manifestou sobre o suposto pedido de asilo: “Parece claro que um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, datado de fevereiro de 2024, não pode ser considerado um indício de fuga. Seria necessário avisar a Polícia Federal, especialmente ao setor de inteligência, que o processo criminal que originou as cautelares foi proposto um ano depois e, desde então, o ex-presidente compareceu a todos os seus atos, inclusive estando em sua residência quando determinado o uso de tornozeleira por Vossa Excelência (Moraes)”.
Prisão
O que motivou a prisão domiciliar de Bolsonaro foi um vídeo gravado pelo filho dele Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e divulgado nas redes sociais. Na postagem, posteriormente apagada, o ex-presidente aparece discursando para apoiadores durante uma manifestação.
Os atos pró-Bolsonaro ocorreram em várias capitais do país, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Copacabana, na zona sul carioca, Flávio ligou para o pai no decorrer do protesto. Na ligação, transmitida ao público, Bolsonaro declarou: “Obrigado a todos. É pela nossa liberdade. Pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.
Condenado a 56 anos de prisão, o empresário Francisley Valdevino da Silva, o Sheik do Bitcoin, investiu R$ 30 milhões em uma sociedade com o pastor Silas Malafaia, fundador da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. O valor do aporte foi revelado em depoimento, até então inédito, de uma testemunha-chave do processo criminal que resultou na condenação do Sheik do Bitcoin, em outubro passado.
À coluna Silas Malafaia confirmou que recebeu investimentos de Francisley, mas ponderou que a sociedade durou cerca de um ano e terminou antes mesmo de o Sheik do Bitcoin ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF).
À coluna Silas Malafaia confirmou que recebeu investimentos de Francisley, mas ponderou que a sociedade durou cerca de um ano e terminou antes mesmo de o Sheik do Bitcoin ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF).
Silas Malafaia e Francisley foram sócios na Alvox Gospel Livros Marketing Direto, uma loja digital com foco no segmento evangélico. A empresa foi aberta em maio de 2021 e encerrada em julho de 2022. O aporte milionário realizado pelo Sheik do Bitcoin tinha como principal objetivo ajudar financeiramente a Central Gospel LTDA, editora que pertence ao pastor e que, em 2019, entrou em recuperação judicial no valor de quase R$ 16 milhões.
O início da parceria entre Silas Malafaia e Francisley é detalhado pelo empresário Davi Zocal à Polícia Federal. Davi atua no ramo da música gospel e é considerado uma testemunha-chave em razão da proximidade que mantinha com o Sheik do Bitcoin. O depoimento ocorreu em agosto de 2022, mas só agora o seu conteúdo está sendo divulgado pela imprensa. Confira:
“Se perguntar é mais fácil. Que nem Malafaia. Eu vi do começo do processo até o fim. Nessa, nessa, nessa sede do Francis em ter pessoas influentes por perto, o Malafaia… Pô, por mais que eu não concorde com o evangelho dele, é um dos maiores. E aí, a Central Gospel, que é a empresa principal dele, de livro, tava quebrada, com R$ 38 milhões de arresto. ‘Não, pastorzão. Vou te ajudar. Deixa comigo. Eu vou comprar essa dívida’. O Francis entrou”, relata Davi Zocal.
“Ele [Francis] gastou muito. Juntando informações, entre confecção e tudo, foram R$ 30 milhões… R$ 30 milhões para erguer a empresa. Só que eles combinaram o quê? Eu estava do lado. O Silas falou assim pra ele: ‘Cara, vamos fazer uma empresa com outro nome para não ferrar para nós, né?’ Então abriram a Alvox, mas o foco do Malafaia… O Francis foi sócio direto dele na principal empresa, mas foi só para dar uma esquivada, né?”, prossegue a testemunha.
O Sheik do Bitcoin foi alvo de operação da Polícia Federal em outubro de 2022, cerca de três meses depois do fim da sociedade com Silas Malafaia, e condenado a 56 anos de prisão em outubro de 2024 pela Justiça Federal do Paraná (JFPR). Ele era dono da Rental Coins e de outras 100 empresas, que movimentaram cerca de R$ 4 bilhões entre 2018 e 2022.
O esquema de pirâmide financeira teria prejudicado cerca de 15 mil pessoas, entre elas Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa. De acordo com a PF, Fracisley convencia as vítimas a investirem em uma de suas empresas com a promessa de um grande retorno, a partir da operação de criptomoedas.
Malafaia confirma investimento de Sheik do Bitcoin
Em mensagem enviada à coluna, o pastor Silas Malafaia, hoje investigado por atuar em ações coordenadas de desinformação e pressão sobre integrantes do Judiciário para favorecer interesses do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmou ter recebido o investimento do empresário. Ele ressaltou, no entanto, que tem a presunção de inocência e acrescentou que, quando recebeu o aporte milionário do Sheik do Bitcoin, não havia denúncias contra ele.
“Quando você tem uma empresa em recuperação judicial, você não pode ter sócio. Esse cara, evangélico que ele era, abriu mais de 100 empresas legais, não laranja, com várias pessoas. E aí ele chegou para mim e disse: ‘Pastor, vamos abrir uma empresa de marketing multinível para a gente comprar produtos da editora, e a gente vende nessa empresa, fora as outras empresas que eu tenho, empresa de óculos, empresa de perfume’, um porrilhão de empresas que esse cara tinha. É bom informar que quando ele foi sócio comigo, ele foi sócio um ano. Não havia uma denúncia em Ministério Público e Polícia Federal contra ele”, detalhou Silas Malafaia.
O pastor também afirmou que não mantinha poder de decisão sobre a Alvox e que Francis era o gestor da empresa. “E quando começou os rumos de conversa, eu caí fora e saí da empresa. Eu saí em março, tá? Aí começou em junho as notícias de que ele estava sendo investigado”, completou.
“Eu tenho alguma coisa com isso, com alguém que abriu a boca para falar asneira? Meu irmão, delação fala bobagem quem quer. Como eu sou um cara conhecido, aí usaram, tentando me usar, de que vamos dar um golpe, que golpe? Ele botou dinheiro na minha editora para comprar material, para me ajudar no momento mais difícil da minha recuperação. O que que eu tenho com os crimes de bitcoin, de moeda, de criptomoeda dele?”, pontuou o pastor.
Por fim, Silas Malafaia negou que tenha feito qualquer propaganda para favorecer o Sheik do Bitcoin para os membros de sua igreja.
“Onde é que eu fiz uma propaganda para alguém comprar coisa ou membros da minha igreja? Onde? Em lugar nenhum. Eu fui sócio dele de uma empresa, repito, onde ele era o sócio controlador, e eu saí da empresa antes de ser denunciado pela Polícia Federal. Então, querem me acusar de quê? Vão prender os 100 caras que tinham empresas com ele?”, prosseguiu o líder religioso.
Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC)/ReproduçãoSilas Malafaia Fonte:METÓPOLES - 25/08/2025
Uma adolescente, de 12 anos, natural de Irecê, no Centro Norte baiano, conquistou neste domingo (25), juntou com outras duas crianças, o prêmio no quadro Pequenos Gênios, do programa Domingão com Huck, da TV Globo.
Isabella Mendes ainda mandou um recado para quem é neurodivergente, ou seja, aquelas pessoas que estão na condição do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), por exemplo. "Eu queria falar que diagnóstico não é porta para qualquer coisa. O que realmente importa para você subir na vida é a sua coragem. E eu não digo coragem de não ter medo, digo a coragem de ter medo e ir mesmo assim, que foi o que aconteceu comigo", disse a estudante. Ela agradeceu aos pais, aos familiares e às escolas de Irecê, tanto a de estudo contínuo com onde joga futebol.
Em uma rede Social, a jovem escreveu o seguinte: "Hoje, meu coração transborda de gratidão e emoção. A jornada no Pequenos Gênios 2025 não é apenas uma competição, mas um caminho de superação, aprendizado e conquista, onde cada passo ecoou valores de perseverança, coragem e esperança.
Representar a comunidade autista e neurodivergente foi um chamado maior: mostrar ao mundo que não existem limites quando acreditamos no nosso potencial, quando temos voz e quando somos respeitados em nossa essência. Cada desafio vencido carrega consigo o peso da conscientização e a força de milhares de pessoas que ainda lutam por visibilidade e inclusão.
Nada disso seria possível sem a minha família, que sempre esteve ao meu lado como porto seguro, sem a minha equipe multidisciplinar, que me apoiou com dedicação e saber, e sem essa rede gigante de pessoas nas redes sociais, que torceram, vibraram e compartilharam cada momento. Um agradecimento especial a cada família que dedicou seu tempo de domingo para acompanhar e celebrar conosco: a presença e a energia de vocês fizeram toda diferença.
Essa conquista é de todos nós: da comunidade que acreditou, dos amigos que celebraram, das famílias que se uniram diante da tela, *da união e sintonia do meu grupo Globogênios* , e de todos que compreenderam que a educação e a diversidade são sementes que florescem em futuro. É um marco de que a união e a fé no ser humano são capazes de derrubar muros e abrir caminhos.
Levo comigo a certeza de que este é apenas o começo. Seguiremos juntos, firmes e determinados, transformando desafios em conquistas, preconceito em respeito e diferença em potência.
Obrigado, de todo o coração, por fazerem parte dessa história.
Com carinho e orgulho, *Isabella Mendes e Família*
O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, foi recebido pela comissão técnica do Bahia neste domingo (24), momentos antes da bola rolar para a partida do tricolor contra o Santos, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. O italiano trocou cumprimentos com o comandante do Esquadrão, Rogério Ceni, e ganhou uma camisa personalizada com o próprio nome.
Dois jogadores da partida deste domingo integram a lista de pré-convocados: o meia Jean Lucas, do Bahia, e o goleiro Brazão, do Santos, para as partidas entre Chile e Bolívia, em setembro, pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2026.
O crime organizado usa todo tipo de artifício para transportar cocaína pelos rios amazônicos em segurança, para diminuir o risco de flagrante. Entre as estratégias adotadas, traficantes se aproveitam dos carregamentos de pirarucu, uma das iguarias da região, para despistar cães farejadores e conseguir atingir o destino.
Depois que se retira as vísceras, o pirarucu é disposto em lâminas ou mantas, entre camadas de gelo. A cocaína viaja sob o carregamento, o que dificulta o farejamento dos cães treinados pela Polícia Militar. Dessa maneira, o tráfico consegue escoar a produção de cocaína pelos rios amazônicos.
Na Amazônia, a pesca ilegal e outros crimes ambientais caminham lado a lado com o tráfico de drogas, até por usarem as mesmas rotas logísticas, que são os rios da região.
foto:reprodução
Em espigas de milho, carregamentos de cebola ou banana, dentro de tanques de combustível ou de ar condicionado. Tudo serve como disfarce para a cocaína que cruza o Norte do país. Um dos métodos mais eficazes para se “muquiar” a droga é sob os seixos (pedras de rio), dentro de embarcações.
Barcos com fundos falsos ou até mesmo com compartimentos sob os cascos também são usados pelo crime.
Outra estratégia dos criminosos é traficar cocaína dentro dos botijões de gás, que cruzam o Rio Solimões em cima de grandes embarcações para abastecer cidades inteiras e até mesmo as comunidades ribeirinhas.
Barcos com fundos falsos ou até mesmo com compartimentos sob os cascos também são usados pelo crime.
Outra estratégia dos criminosos é traficar cocaína dentro dos botijões de gás, que cruzam o Rio Solimões em cima de grandes embarcações para abastecer cidades inteiras e até mesmo as comunidades ribeirinhas.
Em uma dessas situações, policiais receberam a informação de que determinado barco trazia consigo cocaína em parte dos botijões. Depois de usarem um cão farejador, conseguiram encontrar a droga. Curiosamente, ao apertar a válvula, saía gás. A cocaína estava somente na parte inferior.
A carga foi escoltada até Manaus, onde 200 alunos do curso de formação da PM retiraram todos os botijões. A carga foi levada até uma empresa que, em segurança, separou a cocaína. Era um carregamento de uma tonelada.
Convergência
Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Marta Machado afirmou durante o Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em Manaus (AM), que o crime organizado fez com que o órgão do governo federal recuasse diante da possibilidade de apoiar a iniciativas relacionadas ao pirarucu.
“A gente até iria trabalhar com incentivo à cadeia do pirarucu. Mas a gente deu um passo atrás justamente pela vulnerabilidade das pessoas que estavam ali e tinham, inclusive, medo de se envolver por conta do crime organizado”, afirma. É frequente a cooptação de ribeirinhos e indígenas pelos traficantes.
Marta diz que o pirarucu tem uma forte convergência com o tráfico. “Tem vários casos do peixe sendo transportado com a droga dentro. É um cenário muito complicado de convergência de crimes. Crimes ambiental, garimpo, desmatamento, tráfico de fauna com narcotráfico” afirma.
Segundo a secretária, os caminhos usados para escoar a produção do peixe são também compartilhados por narcotraficantes.
O Banco do Brasil (BB) enviou denúncia à Advocacia Geral da União (AGU) sobre uma série de postagens nas redes sociais do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O BB analisou diversas publicações na última semana que, segundo o banco, são falsas e incitam a retirada de recursos por parte dos correntistas.
De acordo com o ofício encaminhado pelo BB, as publicações começaram na última terça-feira (19/8). O texto cita um vídeo publicado na quarta-feira (20/8) em que Eduardo Bolsonaro diz que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”.
Em nota divulgada à imprensa, o banco afirma que tomará todas as medidas legais cabíveis para proteger sua reputação.
“O Banco acompanha o surgimento de algumas publicações inverídicas e maliciosas que disseminam desinformação em redes sociais, com o objetivo de gerar pânico e induzir a população a decisões que podem prejudicar a sua saúde financeira, sugerindo uma retirada de depósitos por parte dos clientes’, diz o comunicado.
No sábado (23/8), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os ataques ao Banco do Brasil são uma tentativa de “minar instituições públicas” do país. “Tem acontecido um ataque ao Banco do Brasil por parte do bolsonarismo. Há bolsonaristas na rede social defendendo saques de valores do Banco do Brasil, por exemplo”, disse, sem citar o deputado federal.
De acordo com o banco, declarações enganosas ou inverídicas que tenham como objetivo prejudicar a imagem do Banco do Brasil não serão toleradas.
“O Banco do Brasil atua em plena conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro. Com mais de 80 anos de atuação no exterior, a instituição acumula sólida experiência em relações internacionais e está preparada para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais. […] O BB reforça o compromisso em oferecer soluções responsáveis, seguras e sustentáveis para todos os seus públicos de relacionamento”, afirmou a instituição por meio de nota.
A Fundação Hemoba divulgou a abertura de um processo seletivo em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) para contratação de 199 profissionais e formação de cadastro de reserva. A seleção contará com provas objetivas e de títulos, voltadas para reforçar o atendimento hemoterápico e hematológico nas unidades da Hemoba na capital e no interior da Bahia.
As inscrições estarão abertas entre 28 de agosto e 9 de setembro de 2025, exclusivamente pelo site do
O processo seletivo oferece vagas para profissionais de nível médio, técnico e superior, incluindo cargos como técnico-administrativo, técnico de enfermagem, técnico em patologia clínica, analista de sistemas, administrador, contador, assistente social, farmacêutico, nutricionista, enfermeiro, psicólogo, odontólogo, médico clínico geral, hematologista, pediatra, ortopedista, cardiologista, neurologista e oftalmologista.
As provas objetivas estão previstas para o dia 28 de setembro em diversas cidades da Bahia, entre elas Salvador, Barreiras, Brumado, Camaçari, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Irecê, Itaberaba, Itapetinga, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Seabra, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.
A taxa de inscrição é de R$ 41,50 para cargos de nível médio e R$ 58,50 para nível superior.
O grupo Olodum vai comandar, este ano, a maior festa afro-brasileira da Europa, a 24ª edição da Lavagem de Madeleine, que ocorre de 9 a 14 de setembro, em Paris. O evento faz parte da programação do Ano do Brasil na França.
A Lavagem de Madeleine reúne brasileiros e franceses, que saem, em cortejo, da Praça da República e seguem até a Igreja de Madeleine, onde são lavadas as escadarias da igreja. A cerimônia é inspirada na Lavagem do Bonfim de Salvador. A festa foi idealizada pelo multiartista Roberto Chaves, o Robertinho, e a primeira edição ocorreu em 2002. Já participaram de edições anteriores artistas como Caetano Veloso, Margareth Menezes e Daniela Mercury.
O ponto alto será no dia 14 de setembro, a partir das 10h, quando será realizado o tradicional cortejo. Quem conduzirá a cerimônia, de acordo com a organização do evento, será o babalorixá Pai Pote, do terreiro Ilê Axé Ojú Onirê de Santo Amaro da Purificação. Após a lavagem da escadaria, a festa continua com shows, DJs e apresentações de dança.
Segundo a Agência Brasil, a expectativa da organização é que, neste ano, o número de participantes supere os mais de 60 mil de 2024. A programação completa, que começa no dia 9, pode ser conferida na página do evento.
A Lavagem de Madeleine integra a programação oficial da prefeitura de Paris e a Rota dos Escravizados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A rota é um roteiro cultural em locais em todo o mundo onde a história da escravidão teve um impacto, destacando e preservando a memória relacionada a esse período.
O evento também faz parte do Ano Cultural Brasil-França 2025, que foi acordado em 2023, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron.