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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Salvador: Confira o que abre e fecha no domingo da eleição na capital

As eleições serão no próximo domingo (05), das 8h às 17h, horário de Brasília, e por conta disso, alguns estabelecimentos comerciais deverão funcionar em horários especiais. Em boa parte dos shoppings, os cinemas, praças de alimentação e áreas de lazer não sofreram alterações, enquanto as demais lojas não abrem. Os supermercados mantêm sua escalas de funcionamento.
Confira abaixo o que muda:

Shoppings:

Salvador Shopping: a área de lazer do centro de compras funcionará das 11h às 21h; a praça de alimentação e a Lojas Americanas das 12h às 21h; o Bompreço das 8h às 20h; demais lojas e quiosques estarão fechados.

Shopping Barra: a praça de alimentação (12h às 21h), ala gourmet (12h às 23h) e o cinema (a partir das 10h) funcionarão em seus horários normais; as lojas estarão fechadas.

Shopping Paralela: a praça de alimentação e os espaços de lazer funcionarão normalmente, das 12h às 20h; Vila da Galinha Pintadinha, Game Station, Arena Paintball, Super Kart e o espaço Brinkid's e o cinema funcionarão em seus horários normais; demais lojas estarão fechadas.

Shopping Piedade: estará fechado, inclusive a praça de alimentação. O shopping não tem cinema.
Center Lapa: a praça de alimentação e o cinema funcionarão das 12h às 20h; a Lojas Americanas, das 10 às 18h; as demais lojas estarão fechadas.

Salvador Norte: a área de lazer funcionará das 11h às 21h, a Lojas Americanas, alguns cafés e quiosques e a praça de alimentação estarão abertos das 12h às 21h; demais lojas estarão fechadas.

Bela Vista: as áreas de lazer e de alimentação atendem funcionarão normalmente das 12h às 21h; as Lojas Americanas, a Farmácia Santana e o G Barbosa funcionarão das 13h às 21h; demais lojas, quiosques e o SAC estarão fechados.

Shopping Itaigara: não abre aos domingos.

Outlet Premium: funcionamento normal, com todas as lojas abertas das 9h às 21h.

Paseo Itaigara: programação normal, das 14h às 20h.

(Foto: Arquivo CORREIO/reprodução)
 Supermercados:

G Barbosa: todas as filiais funcionarão em seus horários normais.

Rede Bompreço: todas as filiais funcionarão em seus horários normais.

Rede Todo Dia: todas as filiais funcionarão em seus horários normais.

Extra: todas as filiais funcionarão em seus horários normais.

Outros Comércios:

Comercial Ramos: as lojas da Av. ACM e de Lauro de Freitas irão funcionar das 8h às 14h; as lojas da Av. San Martin e do Vale de Nazaré estarão fechadas.

Ferreira Costa: Neste domingo (05), em virtude do pleito eleitoral, a Home Center Ferreira Costa estará fechada, retornando às atividades normais na segunda-feira (06).

Fonte:Correio da Bahia

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Bahia: Dois estudantes universitários morreram afogados na praia em Ilhéus

Dois estudantes morreram afogados na tarde desta quarta-feira (1º) em uma praia de Ilhéus, no sul da Bahia. Segundo a Polícia Militar, os dois rapazes eram universitários e estavam na cidade para participar de um congresso de matemática que acontece esta semana na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). 
As vítimas são Davi Soares Borges, 21 anos, e Juarez Cavalcante Borges, 22 anos, naturais de Campinas Grande, na Paraíba. Davi era estudante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Juarez estudava na Universidade Federal de Campina Grande. Os dois eram amigos e foram juntos à praia.
A praia fica na avenida Soares Lopes e segundo a PM os dois jovens teriam sido puxados pela correnteza e não conseguiram sair do mar, acabando por se afogar. Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT).
O III Colóquio de Matemática da Região Nordeste começou em 29 de setembro e acontece até sexta-feira, 3 de outubro.
Fonte:Correio da Bahia

Bahia: A Azul linhas áreas inicia voo Teixeira de Freitas - B. Horizonte

Aeroporto de Teixeira de Freitas começa a operar com voos para BH nesta quarta-feira
Foto: Sul Bahia News / Uinderlei Guimarães
A Azul Linhas Áreas iniciou nesta segunda-feira (29) a operação de voos comerciais no aeroporto 9 de Maio, em Teixeira de Freitas. O primeiro voo comercial do aeroporto 9 de Maio foi acompanhado pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, o coronel Nunes, e a equipe do 6ª Grupamento local. O prefeito João Bosco classificou o momento como “mágico”, e destacou a importância dos voos comerciais para o desenvolvimento de Teixeira de Freitas e região, “O Extremo Sul é uma região rica do ponto de vista econômico e social e precisava estar integrado com o Brasil. Os aeroportos são fundamentais para isso, tornando uma necessidade emergencial”, disse. Os voos comerciais serão sempre as segundas, quartas e sextas-feiras, às 17h, com destino a Belo Horizonte, conforme informações da Azul Linhas Aéreas, com a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Informações do Sul Bahia News.

Bahia: Voo Feira -Salvador fica por R$ 49,90 até abril/15

Voo Salvador-Feira tem início; passagem promocional sai por R$ 49,90
Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade
A operação comercial do Aeroporto de Feira de Santana começou na tarde desta terça-feira (30), depois da polêmica em torno do preço da passagem para Salvador, que caiu 11 vezes após o anúncio oficial e está em valor promocional, de R$ 49,90. De acordo com informações do site Acorda Cidade, o voo inaugural da Azul aconteceu às 15h55, no terminal de Feira, e chegou ao Aeroporto Internacional de Salvador às 16h20. Com capacidade para 68 passageiros, o avião levou apenas 38 pessoas. Os voos de Feira para a capital são realizados às terças e quintas. Segundo consulta no site da companhia aérea, o valor de R$ 49,90 dura até abril do ano que vem, quando a passagem continua promocional e passa a custar R$ 89,90 Informações do BN.

Chuva de granizo causa prejuízo de quase R$ 1 milhão em Aracatu

Aracatu: Prejuízo por chuva de granizo pode chegar a R$ 1 milhão
Foto: Tiago Sousa / Aracatu Notícias
chuva de granizo que atingiu a cidade de Aracatu, no sudoeste baiano, pode ter causado um prejuízo de até R$ 1 milhão. Segundo o procurador do município, Kleber Lima Dias, a avaliação parcial realizada até a última segunda-feira (29) pela Defesa Civil já chega a R$ 600 mil. A análise, contudo, foi suspensa após a cidade decretar luto nesta quarta-feira (1º) pela morte de um ex-prefeito. "Já solicitamos o reconhecimento do estado de emergência em relação às áreas afetadas. O decreto, que deve sair nos próximos dias, vai nos ajudar na reconstrução desses locais", disse o procurador. A chuva de granizo ocorreu no dia 22 de setembro e durou 30 minutos. Casas ficaram destruídas, animais morreram e torres de energia foram danificadas pelas pedras de gelo. Informações do Correio.

Fonte:BN

Funcionário do Pafir morre em acidente na BR- 242 - LEM





                            Fotos: Blog Sigi Vilares/reprodução

Jozuel Reis de Carvalho, de 29 anos, funcionário da funerária Pafir, morreu na noite desta terça-feira, 30, ao colidir seu veículo GM Classic contra um caminhão silo graneleiro da Mauricéa Alimentos, na BR 242, na entrada da cidade de LEM, na altura do bairro Tropical Ville.

De acordo com informações policiais, Jozuel trafegava com o seu veículo sentido Jardim das Oliveiras quando jogou seu veículo para a contramão atingindo de frente o caminhão.

O motorista do caminhão contou que retornava vazio para a cidade de LEM, após deixar uma carga de ração animal em um posto da BR 242, no município de Barreiras, quando na entrada da cidade foi surpreendido pelo veículo vindo em sua direção. “De longe eu vi ele vindo em minha direção, pensei: Esse rapaz só pode estar brincando. Comecei ir para o acostamento. Quando ele se aproximou de mim ele jogou o carro para cima. Eu tentei desviar mas não deu”, revelou o motorista.

Jozuel foi arremessado para fora do veículo. Ele ficou gravemente ferido e foi socorrido pelo SAMU para a UPA, mas não resistiu e morreu.

Peças do veículo ficaram espalhadas por cerca de 50 metros do local da batida.

A polícia militar e agentes da SUTRANS registraram o acidente.

Fonte:Blog sigi vilares

Eleições 2014: "Essa campanha contra Marina é uma canalhice", diz Lídice


Foto:Evandro Veigacorreio/reprodução


Primeira mulher eleita prefeita de Salvador e a primeira a ser senadora pelo estado, Lídice da Mata (PSB) tenta este ano, mais uma vez, chegar antes das outras mulheres em um cargo público. Quer ser governadora da Bahia. No caminho, tem dois adversários que aparecem com larga vantagem, de acordo com as pesquisas de intenção de votos divulgadas até aqui sobre a sucessão – o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o deputado federal Rui Costa (PT). Para superar a desvantagem, Lídice aposta na força da candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, e na própria história. 

Todas as pesquisas de intenções de voto divulgadas lhe colocam fora de um eventual segundo turno. O que a senhora pretende fazer nesta reta final para modificar este cenário?

O que já estamos fazendo é intensificando a campanha. Nós temos consciência do peso financeiro que esta campanha teve, do uso do poder econômico como nunca foi visto antes. Além disso, passamos quase um mês parados. Foram 10 dias em função da perda de Eduardo Campos, mais 15 dias para constituir um novo comitê financeiro. Até que houvesse captação de recursos e a distribuição para os estados, a gente perdeu muito tempo. A gente ficou com uma campanha quase paralisada em um momento fundamental, no início do horário eleitoral. 

Por outro lado, aconteceu a ascensão de Marina Silva. Isso não ajudou?

Não existe este casamento. Se você verificar o que se passou em todos os estados, vai perceber que em nenhum deles houve uma relação entre o desempenho dela e o dos candidatos a governo.

Ela não conseguiu transferir votos para ninguém?

Não é transferir, é que são dois movimentos descasados. Marina cresce primeiro com o eleitor que esperava que ela fosse candidata e se frustrou quando não conseguiu ser. Esse é um eleitor dela, que teve 20 milhões de votos em 2010. Aconteceu este reencontro. Além disso, houve uma comoção por causa de Eduardo. Esses dois movimentos estão dissociados de qualquer outro. Não dá para relacionar isso com a campanha na Bahia, que tem um histórico de dependência do governo federal, e numa disputa absolutamente definida. Você tem de um lado o PT, com toda a sua carga e a força de um governo, que é a única força capaz de penetrar em todos os cantos do interior do estado. Do outro lado, você tem os velhos poderosos, amparados no recall (lembrança) de anos do carlismo, somado à Prefeitura de Salvador, que significa máquina, recursos financeiros. É o único estado em que o DEM tem chance de eleger um governador, o que desperta um interesse nacional. Então, não há um casamento, que seria muito mais fácil com Eduardo, que vinha crescendo de maneira sustentável, à medida em que se tornava conhecido. Marina, não. 

Neste sentido, qual é a expectativa da senhora para a eleição em 5 de outubro? 

Nós vamos continuar lutando para chegar ao segundo turno. A nossa campanha está em um bom ritmo. A posição de Marina, com todas as chances de chegar ao segundo turno, intensificou mais a campanha do PT, uniu todos e levou a um ritmo de confronto que se repetiu embaixo. Eles (o PT) preferiram polarizar com Paulo Souto, que não tem um candidato à Presidência forte, do que polarizar comigo, que tenho Marina no páreo. Essa é uma estratégia claramente definida pelo PT, e com força para definir o jogo, porque tem o poder de interferência na mídia, nas organizações sociais que estão no governo. A campanha de criar uma ideia falsa sobre Marina está em todas as áreas. Está se tentando criar uma imagem falsa, de fragilidade, de que ela muda o que diz. Ora, Dilma disse que jamais retiraria (o ministro) César Borges do governo dela, mas o que foi que fez? Teve que ceder e colocar ele em um ministério inferior, entre aspas, ao que estava antes (saiu da pasta dos Transportes para a de Portos). Tirou caladinha e ninguém disse que Dilma era indecisa. Quantas vezes Dilma disse uma coisa e desdisse no exercício do governo? Aí não é indecisa. Agora, se Marina diz uma coisa e faz uma observação a respeito do que disse, ‘ah, mudou de ideia’. É uma canalhice a forma como está se conduzindo a campanha no Brasil contra Marina. 

Marina trouxe para a campanha uma expressão que acabou sendo utilizada inclusive por adversários dela... 
A nova política. Aí você vê o PT falar em nova política e velha política...

Pois é, mas o que chama a atenção nesse processo é que o termo é novo, mas as caras são as mesmas. São os mesmos nomes que a sociedade já conhece. Qual é a novidade, então?

Primeiro que não são os mesmos rostos. Nós temos Marina.

Marina foi candidata há quatro anos, foi ministra, senadora...

Sim, mas nova política não quer dizer necessariamente uma pessoa nova que aparece no cenário. Até porque numa campanha de presidente da República, esse novo não seria conhecido e nem teria votos. Nós queremos uma nova forma de fazer política. A nova política não se reduz a uma briga entre o PT e o PSDB, numa polarização que há 20 anos vem  marcando a política brasileira. Nós precisamos de uma nova estratégia, de um novo posicionamento, que não reduza tudo a um maniqueísmo, onde tudo o que vem do PSDB é ruim e tudo o que vem do PT é bom. Nem tudo do PSDB é ruim, nem do PT é bom. Ou, por um acaso, a estabilidade econômica foi ruim para o Brasil? Não foi. Lula manteve a estabilidade, os pilares da política econômica. O PT tem a incapacidade de analisar os seus erros e refazer os caminhos e o PSDB, do mesmo modo. Quando eles não falam entre si, ninguém ouve a sociedade e o resultado é o que aconteceu em 2013, quando a juventude na rua não era uma coisa nem outra e o povo colocou as suas plataformas para discussão. E Dilma dizer que viu com muito interesse? Ninguém viu com interesse, todos viram com preocupação, porque não conseguiram identificar o movimento antes. Vamos tirar essa máscara do período eleitoral, de que somos todos perfeitos e poderosos, e vamos discutir com a sociedade de maneira franca, inclusive nossos possíveis erros. Nós trocamos uma disputa de super-homens por uma disputa de supermulheres. Marina não pode chorar. Lula chorou e todo mundo disse que era sinal de sensibilidade, Marina chorou, se sentindo magoada e agredida, e é fraca. Nunca vi coisa mais machista.

A imprensa noticiou uma declação da senhora de que, se eleita, pretende governar com o melhor do DEM e do PT... 

Isso não quer dizer que eu vou fazer um governo com a participação do DEM e o PT. Eu falei de políticas. Eu vou manter toda a política pública que resultou em gastos de dinheiro público e em benefício para a população. O mais importante é que eu vou fazer aquilo que eles não fizeram. Farei o que em 20 anos nem o PT e nem o DEM fizeram. Chegaram a dizer que eu queria resgatar o carlismo, não é nada disso. Para isso eu não precisaria ser eleita, o PT já resgatou. Eu enfrentei o carlismo sozinha, com a população, não é o enfrentamento que Wagner faz com  o estado na mão e a ajuda do governo federal.

O que a senhora considera o melhor de cada um e o que será absorvido em um eventual mandato seu?

Do PT, o rompimento de uma política de perseguição aos adversários. Se é que rompeu mesmo. Quero consolidar uma relação republicana. Isso não está consolidado nas práticas governamentais de hoje. Isso é a nova política. O diálogo iniciado entre o governador e o prefeito na cidade foi um enorme avanço. É isso o que eu quero do processo. Do carlismo? Nem sei, vou olhar o que tem. O SAC, por exemplo, não vou destruir porque foi criado por Paulo Souto. Conceito político eu tenho o meu, que é diferente dos dois. Eu vou tirar a comunicação de atividade meio e vou transformar em atividade fim. Será responsável por implantar ferramentas de participação do governo e vai agregar a ouvidoria pública. São políticas de quem não quer usar comunicação só para o marketing. Isso foi tão criticado no DEM pelo PT, mas hoje acontece a mesma coisa. 

O seu partido esteve em sete dos oito anos de governo. Isso lhe causou alguma dificuldade em se colocar como opção ao atual projeto?

Não, nenhuma dificuldade, nenhum constrangimento porque eu nunca fiz ataques pessoais, nem agressões a ninguém, que não é meu estilo de fazer política. Participamos do governo dentro de uma proposta. O que Eduardo (Campos) fez foi refletir sobre os erros da política econômica atual e outros erros administrativos e buscar uma saída do campo político progressista para impedir que a reação aos erros levasse à vitória de uma candidatura fora do contexto que está sendo debatido. A sociedade brasileira vem se aperfeiçoando no caminho democrático, o que é ruim é as forças políticas acharem que o caminho democrático só serve para elas. Quando qualquer outro tem a possibilidade de chegar ao poder, coloca-se como ameaça à democracia, como o PT tenta fazer com Marina. 

Pensando na eleição para o governo, em um eventual segundo turno o seu apoio a Rui Costa será automático, levando em conta a proximidade ideológica? 

Nada é automático. Nós vamos conversar, é um processo de discussão política. Eu vou lutar até o fim para ir para o segundo turno e creio que numa campanha em que há chances de Marina chegar ao segundo turno isso não é impossível. Por isso nós vamos lutar e continuar lutando até o último minuto. E tem mais, eu não vou discutir segundo turno antes dele acontecer. 

Muita gente tem recordações negativas de seu período à frente da Prefeitura de Salvador. Tem alguma coisa que a senhora pensa em fazer diferente em um eventual governo seu?

Quanto tempo faz que eu saí do governo? Já se passaram 28 anos que eu entrei no governo. Muito tempo se passou. E tem uma outra coisa, a minha experiência administrativa foi marcada pela perseguição política. Veja bem, você diz ‘algumas pessoas’ e pode ser que elas tenham se deixado levar pelo massacre da mídia, o cerco financeiro, mas quem vai comigo em qualquer lugar dessa cidade e é recebido em qualquer segmento de renda com o carinho que eu sou recebida não tem nada que olhar para trás com ressentimentos. A cidade tem dimensão do que foi o meu governo. Eu me emociono ao ver a reação do povo. Primeiro, olham até de cara feia, pensando que é um político qualquer, mas depois percebem que é Lídice e eu sou muito bem recebida. Foi uma gestão que, apesar de todo o bombardeio, nunca teve escândalo.

A gente está encerrando um período eleitoral longo, cansativo e caro, enquanto as pessoas estão começando a se preocupar com a eleição agora. Qual é a sua opinião a respeito do modelo político brasileiro?

Eu acho a campanha curta. É isso o que leva o povo a se afastar. Por isso o povo se assusta, de uma hora para outra tem 300 candidatos diante dele pedindo votos. Os candidatos e os partidos precisam definir suas candidaturas em duas fazes. Se a campanha começa um ano antes, todos os candidatos à Presidência da República terão tempo para percorrer o país, não vão precisar de aviões particulares. Vão poder conversar com o povo em aviões de carreira. 

Mas essa campanha mais longa não vai tornar a campanha ainda mais cara? 

Não, de maneira nenhuma. Eu acredito que o modelo atual é o que encarece. Imagine o que é um candidato tentar se apresentar para o país ou para um estado do tamanho da Bahia em tão pouco tempo. Isso não só é dificílimo, como é uma porta aberta para a corrupção. Olhe o que foi a negociação do tempo de televisão nesta campanha. Foi uma coisa escandalosa. A minha teve um minuto e cinquenta e um segundos, as outras tiveram dez minutos e cinco minutos. Isso desfaz a igualdade de condições. Eu não concorro em igualdade com ninguém. Alias, nenhum de nós está concorrendo igualmente. Um deles saiu do governo há quatro meses. Foi secretário até a última hora. Isso é um absurdo. Uma reforma política não pode permitir isso. É um modelo que fortalece a perpetuação no poder de quem já está lá. A democracia prevê uma situação completamente diferente dessa. É preciso que quem não está no poder tenha a possibilidade de chegar. De outro modo não é democracia. Eu sou a favor do debate político amplo e democrático, para que o povo brasileiro escolha o caminho dele. O que eu entendi da luta contra a ditadura militar foi que o Brasil fez uma escolha pela democracia. É isso o que eu defendo.

Prepare o bolso: Conta de energia será reajustada mensalmente a partir de janeiro

 Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na terça-feira (30), a aplicação das bandeiras tarifárias nas contas de energia a partir de janeiro de 2015. Na prática, a medida significa a possibilidade de reajuste mensal das contas pagas pelos consumidores.
No regime atual, o reajuste de tarifas acontece apenas uma vez por ano. As bandeiras visam sinalizar aos consumidores se o custo da eletricidade estará maior ou menor no mês seguinte em função das condições da geração de energia no país. Com as bandeiras tarifárias, o custo da energia mais cara - devido ao acionamento de térmicas -, será repassado mensalmente para os consumidores, aliviando o caixa das distribuidoras.
Hoje, as distribuidoras carregam os gastos com energia mais cara no curto prazo até o próximo reajuste tarifário, quando só então os custos são repassados à tarifa dos consumidores. 
A aplicação das bandeiras tarifárias, além de reduzir os gastos das distribuidoras no curto prazo – o que neste ano resultou na necessidade de quase R$ 18 bilhões financiados com bancos -, permitirá, ainda, que os consumidores, com base em informações mais claras sobre o custo de energia e sobre os problemas na geração, reduzam o consumo, se assim decidirem, sem a necessidade inicial de adoção de um racionamento de energia.
A medida prevê o uso de três bandeiras nas contas ao consumidor: a verde (que não indica reajuste em relação ao mês anterior), a amarela (reajuste de R$ 1,50 a cada 100 kWh ), e vermelha (aumento de R$ 3 a cada 100 kWh).
O regime de uso das bandeiras tarifárias estava previsto para começar a partir do começo deste ano, mas foi adiado a pedido de algumas distribuidoras de energia que ainda não estavam com seus sistemas prontos para atender às novas regras, segundo afirmou a Aneel na época.
O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite, informou, ontem, em São Paulo, que as distribuidoras estão preparadas para implementar a medida a partir do ano que vem.
“A nossa visão de bandeiras tarifárias é positiva. Se tivéssemos em 2014 as bandeiras tarifárias vigentes, a necessidade de recursos adicionais de empréstimos (para as distribuidoras) teria sido bem menor porque, com as bandeiras tarifárias, teriam sido colocados em torno de 800 milhões/mês no caixa das distribuidoras, o que daria em torno de R$ 9,6 bilhões no ano”, disse.
A Coelba - distribuidora que atua na Bahia - afirmou que vai usar as bandeiras de forma automática e que não calculou o impacto produzido pela medida.
Fonte:Correio/reprodução