• Praça do Feijão, Irecê - BA

sábado, 4 de março de 2017

Irecê: Prefeitura assegura acordo de cooperação com a Polícia Técnica



Os coordenadores e o prefeito Elmo Vaz de Irecê -foto:Ascom/PMI


O prefeito de Irecê, Elmo Vaz, se reuniu na manhã dessa sexta-feira (03/03) com os delegados Walter Alves e Luís Rogério, coordenadores da Polícia Técnica e da Regional da Polícia Civil, respectivamente. 

Na ocasião foi discutido a necessidade de um convênio entre a Prefeitura e Polícia Técnica para a cessão de um profissional de radiologia para operação do equipamento de Raio X, adquirido pelo estado, que vai ajudar na investigação de crimes. "Esse profissional vai ajudar na identificação de projéteis em corpos vitimados por arma de fogo, por exemplo", explicou o prefeito. 

De acordo com o delegado Walter Alves, essa parceria vai  ajudar também na investigação de crimes. "Poderemos formar um banco de dados de projéteis, além de permitir a comparação balística das armas que foram utilizadas em crimes", finalizou.


Texto: Ascom/PMI

Ao TSE: Por que delatores foram impedidos de detalhar repasses para Aécio?

                              O Senador Aécio Neves foi o canidato do PSDB em 2014 -foto:Alan Marques/folhapress
Nesta semana, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Herman Benjamin começou a ouvir ex-executivos da Odebrecht que assinaram acordo de delação premiada na operação Lava Jato. Eles foram arrolados na ação do Tribunal que julga se a chapa Dilma/Temer cometeu irregularidades na campanha eleitoral de 2014. O processo foi iniciado a pedido do PSDB, mas os primeiros depoimentos dos delatores tiveram menções ao presidente do partido tucano, Aécio Neves, cuja chapa foi derrotada na última corrida presidencial. Porém, as citações ao senador foram interrompidas ao longo das oitivas.
Na quinta-feira (2), o ex-presidente da Odebrecht Benedicto Júnior, o BJ, foi interrompido pelo ministro Benjamin bem na hora em que, segundo reportagem da "Folha", começava a dar detalhes sobre o suposto pagamento de R$ 9 milhões feito pela empreiteira baiana via caixa dois para campanhas eleitorais do PSDB, a pedido de Aécio Neves. O senador e o PSDB negam que o delator tenha feito essas afirmações no depoimento.
O mesmo teria acontecido um dia antes, durante o depoimento do herdeiro da empreiteira, Marcelo Odebrecht, também delator na Lava Jato. Na ocasião, o juiz auxiliar que estava conduzindo a audiência pediu a Marcelo que se limitasse ao objeto da Ação de Investigação Judicial Eleitoral aberta a pedido do PSDB contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suspeita de abuso de poder econômico na campanha presidencial.
Quando foi interrompido, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Marcelo dava detalhes sobre um pedido de R$ 15 milhões que teria sido feito também por Aécio Neves no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014. De acordo com a reportagem, Marcelo não disse se o pedido foi via caixa 2.
foto:Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo/reprodução
Marcelo Odebrecht disse que Aécio pediu R$ 15 milhões no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014
O conteúdo do que foi dito pelos delatores permanece em sigilo de Justiça. A versão oficial só será divulgada pelo TSE após o STF (Supremo Tribunal Federal) liberar o conteúdo das 77 delações de ex-executivos da Odebrecht, homologadas pela Justiça em janeiro. A ação pode levar à perda de mandato do presidente Michel Temer (PMDB).
A interrupção pode até causar estranheza, mas segundo os especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo UOL, a postura foi correta em ambos casos.
"Quando a testemunha é chamada, ela deve falar sobre os assuntos que são objetos daquele processo. Ela não é chamada para dar opinião, nem para falar sobre fatos alheios àquela determinada ação", explicou Fernando Neisser, membro fundador da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).
Alberto Rollo, presidente do Idipea (Instituto de Direito Político Eleitoral e Administrativo) corrobora a opinião de Neisser.
"Em um primeiro momento, é uma conduta correta. O ministro precisa ser objetivo, ele está apurando especificamente os desdobramentos do repasse de recursos para a eleição presidencial da chapaDilma-Temer" 
Alberto Rollo, presidente do Idipea.

Neisser afirma, no entanto, que Herman Benjamin poderia ter tido "a sensibilidade" de deixar que a defesa produzisse provas com as informações dadas pelos delatores.

Ninguém vai investigar o que foi dito sobre Aécio Neves?

O conteúdo dos depoimentos é sigiloso, mas ainda que um possível pedido de caixa 2 de Aécio Neves fosse real, nem o PT nem qualquer outro partido de oposição poderia mais entrar com uma ação semelhante à impetrada pelo PSDB contra a chapa Dilma-Temer na Justiça Eleitoral. Isso porque o prazo se esgotou.
"A Justiça Eleitoral tem um prazo mais restrito para manter um mínimo de equilíbrio após o resultado das eleições, porque não adianta um candidato ser eleito e ficar respondendo processo [enquanto exerce o cargo]", explica Rollo.
Em outras palavras, não cabe mais ao TSE julgar se Aécio Neves pediu ou não ajuda financeira à Odebrecht durante a campanha eleitoral de 2014. A questão agora está nas mãos de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.
"Não há mais prazos na Justiça Eleitoral, mas a prática de caixa dois continua sendo crime e não prescreveu. Ele pode ser apurado no âmbito criminal. Para isso a PGR precisa abrir um inquérito para investigar se os recursos estavam registrados e se há indícios de caixa dois. Quando o inquérito for concluído, a PGR pode oferecer a denúncia ao STF [Supremo Tribunal Federal], isso porque Aécio Neves é senador e possui foro privilegiado", explica Rollo.
Já há uma ação do PT contra o PSDB sobre o depoimento do executivo Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, que disse ter feito doações não declaradas à campanha presidencial de Aécio Neves, em 2014. A ação tramita dentro do processo que julga as prestações de contas da campanha de Aécio Neves.
Segundo Rollo, as declarações dos delatores podem até servir de argumento da acusação contra o PSDB, mas não podem ser anexadas ao processo. "Para efeito dessa ação, só servem provas relacionadas à Andrade Gutierrez", afirma.
Neisser esclarece ainda que processos de prestação de contas não trazem consequências graves para o candidato, como perda de mandato ou inelegibilidade. "Prestações de contas tem efeito limitado sobre candidatos, não acarretam inelegibilidade. A penalidade pode ser pagamento de multa e recolhimento de valores", disse
"Em uma ação penal, o processo é mais demorado, prazos maiores, Resultado leva perda de cargos, mandatos, pode levar à prisão" 
Fernando Neisser, membro fundador da Abradep.

Sete delatores da Odebrecht foram convocados para prestar depoimento ao TSE. Todos os depoimentos já coletados na ação contra a chapa Dilma-Temer foram acompanhados pelo vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, segundo seu gabinete. Ele têm participado das oitivas presencialmente ou por videoconferência.
Se Dino entender que há indícios da prática de crimes, ele os encaminha ao procurador-geral da República.
A PGR informou em nota ao UOL que não poderia dizer se há ou não alguma ação contra Aécio Neves porque não se pronuncia sobre ações que "tramitam em sigilo, como o caso da ação do TSE, e nem sobre colaborações premiadas". A assessoria de imprensa do órgão disse que a PGR está ainda na fase de análise de cada fato que está sendo falado nos depoimentos.

Outro lado

Depois do relato de Marcelo Odebrecht, o PSDB emitiu uma nota para defender a legalidade da doação. O partido afirmou que o valor de R$ 15 milhões foi doado oficialmente pelo grupo à campanha que tentou eleger Aécio em 2014 e que as doações feitas pela Odebrecht à campanha de Aécio foram declaradas à Justiça Eleitoral.
O PSDB destacou na nota que o depoimento não faz qualquer menção a uma contribuição via caixa dois à campanha e ainda citou que isso ficará claro após o fim do sigilo imposto às declarações do empreiteiro.
Sobre o depoimento de Benedicto Júnior, a assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que ele "solicitou, como dirigente partidário, apoio para inúmeros candidatos de Minas e do Brasil a diversos empresários, sempre de acordo com a lei". "Como já foi divulgado pela imprensa, o empresário Marcelo Odebrecht, que dirigia a empresa, declarou, em depoimento ao TSE, que todas as doações feitas à campanha presidencial do senador Aécio Neves em 2014 foram oficiais."
Já a Odebrecht afirmou que não se manifestaria sobre conteúdo do depoimento de pessoas físicas.
fonte:Site uol/reprodução

MEC amplia prazo de pré-seleção do FIES do semestre 2017.1

                                                              foto:reprodução

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O prazo se encerraria nesta sexta-feira (3), mas foi estendido para o dia 17 de março. A mudança foi publicada nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial da União.
Os estudantes interessados devem monitorar o site do programa para checar a divulgação do resultado. Caso apareça como pré-selecionado, o estudante deve acessar o Sistema Informatizado do Fies (SisFies) e efetivar a inscrição em cinco dias úteis, a partir da data de divulgação do resultado no sistema. No ato da inscrição, o candidato deve escolher a instituição bancária e a agência de sua preferência.
Depois de inscrito no sistema, o estudante deve validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de educação superior em até dez dias. Por mais dez dias, o candidato (ou seus fiadores) deve comparecer a um agente financeiro do Fies para formalizar a contratação do financiamento.
O financiamento do curso de graduação disponibilizado pelo MEC estará aberto no primeiro semestre deste ano para 150 mil alunos. Para ter direito ao benefício, o estudante deve comprovar renda bruta mensal de até três salários-mínimos por pessoa da família, além de ter participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, com nota mínima de 450 pontos nas provas de conhecimentos gerais e nota superior a zero na redação.

fonte:Ag. Brasil

sexta-feira, 3 de março de 2017

Planalto vê risco real a Temer se chapa não for dividida após depoimento de Marcelo Odebrecht

                                                     Marcelo  Odebrecht -foto:reprodução
Tudo ou nada Após o depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral, o Planalto passou a ver a separação da chapa Dilma-Temer — ou, ao menos, da responsabilidade sobre as contas — como única maneira para que o presidente se salve. A avaliação é a de que a fala, respaldada pela homologação da delação no Supremo, é suficiente para a cassação do mandato caso a corte decida pela unidade da chapa presidencial. Em caso de separação, a aposta é a de que o presidente ainda pode sobreviver.
Falou e disse O depoimento também deu peso maior à fala de Alexandrino Alencar, na próxima semana. Odebrecht confirmou que as negociações de doações à chapa para cooptar apoio à aliança foram encabeçadas pelo ex-subordinado no grupo.
fonte:Coluna Painel da Folha de São Paulo

Ao TSE: Ex-diretor da Odebrecht diz que PDT de Lupi recebeu R$ 4 milhões


Carlos Lupi, presidente do PDT
Carlos Lupi-presidente do PDT/Estadão/reprodução
Em depoimento nesta quinta-feira, 2, ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, o ex-diretor da Odebrecht Ambiental Fernando Cunha Reis afirmou que foram pagos R$ 4 milhões ao PDT para que o partido ingressasse a coligação da chapa presidencial de Dilma Rousseff -Michel Temer de 2014.
A audiência com Cunha Reis foi feita no Rio e faz parte do processo que investiga se houve abuso de poder econômico e político por parte da chapa nas últimas eleições. Nesta quarta-feira, 1.º, foi ouvido na mesma ação o executivo e ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht.
Segundo relatos, Cunha Reis detalhou que o pagamento foi feito em quatro parcelas – duas em agosto e o restante em setembro de 2014. O montante teria sido pago em espécie, no escritório do tesoureiro do PDT, Marcelo Panela, localizado no Rio. Panela atuou como chefe de gabinete do presidente da legenda, Carlos Lupi, quando o dirigente comandou o Ministério do Trabalho, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na primeira gestão de Dilma.
De acordo com Cunha Reis, as negociações para o pagamento da legenda também envolveram o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem Alexandrino de Salles Ramos de Alencar. A compra de apoio do PDT faria parte de um acordo maior que também envolveria outras legendas, como PRB, PROS, PCdoB e PP.
Apoio. Conforme revelou o Estado em dezembro, ao todo, a Odebrecht colocou cerca de R$ 30 milhões na operação de compra de apoio dos partidos. O acordo é descrito, em diferentes pedaços da história, nas delações de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e dono da empreiteira, e dos executivos Fernando Cunha Reis e Alexandrino Alencar.
Procurado pela reportagem, o presidente do PDT, Carlos Lupi, negou que tenha havido pagamento para o ingresso da legenda na coligação presidencial de Dilma.
“Isso é ridículo. O PDT foi o primeiro partido a declarar apoio à candidatura de Dilma. Ele (Cunha Reis) tem de provar o que está falando. Nunca participei de nada disso”, ressaltou Lupi ao Estado.
Ponte. Além de Cunha Reis, também prestou depoimento nesta quinta-feira ao TSE o ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa da Silva Júnior, responsável por fazer a ponte entre a empresa e os políticos.
Na audiência, Benedicto ressaltou que nada sabia a respeito das negociações da Odebrecht com os candidatos à Presidência e que tal função era exercida diretamente por Marcelo Odebrecht. Em depoimento na quarta-feira ao ministro Benjamin, Marcelo disse que cabia a ele fazer a interlocução com os candidatos e que os valores doados em 2014 às campanhas de Dilma, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede) foram definidos por ele.
Benedicto informou, contudo, que foi avisado por Marcelo Odebrecht sobre a doação de R$ 6 milhões a Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014. 
O valor fazia parte de um total de R$ 10 milhões que foram negociados com o PMDB. As negociações da doação envolveriam Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho (ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht) e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
O acerto, de acordo com Marcelo Odebrecht, foi fechado em jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do então vice-presidente Michel Temer, durante a campanha de 2014.
fonte:Estadão

quinta-feira, 2 de março de 2017

Palácio do Alvorada: Temer tem de devolver dinheiro de reforma inútil, diz colunista



                                        O presidente Michel Temer -foto:Adriano Machado/Reuters/reprodução
Em tempos de desemprego, cresce o número de brasileiros que, atormentados com as responsabilidades financeiras acima de suas possibilidades, sofrem de tremedeira nas pernas. Em respeito a esses patrícios e a todos os que estão em dia com suas obrigações tributárias, Michel Temer deveria restituir ao Tesouro Nacional os R$ 24.015,68 que foram enterrados na reforma inútil que mandou realizar no endereço mais famoso da República: o Palácio da Alvorada.
Antes de se mudar para a residência oficial dos presidentes, Temer visitou o imóvel com sua mulher, Marcela. A pretexto de adaptar o palácio às necessidades do filho Michelizinho, o casal concluiu que uma pequena reforma seria inevitável. Até aí, beleza. Feitos os ajustes, a primeira-família ocupou o palácio. De repente, menos de duas semanas depois, os Temer decidiram retornar à casa oficial dos vices, o Palácio do Jaburu.
A assessoria alega que Temer ''não se adaptou ao local.” Heimmm?!? “Achava tudo muito distante.” Hã?!? “Mal conseguia ver o filho.'' Hummm. Alegou-se também que Temer não gostou do Alvorada. Ahhh, vá! Acha que o Jaburu “se parece muito mais com uma casa comum.” Ai, ai, ai…
Temer não ignorava o gigantismo do Alvorada. São 7.300 m² de mármore e vidro, sem contar os 1.800 m² do anexo de serviço. Sua mulher visitou o palácio antes da reforma. Percebeu a grandiosidade do imóvel já na entrada, onde um espelho d'água reflete vistosas colunas plantadas ao longo da fachada.
Diz-se que Michelzinho, um azougue de 7 anos, dribla a vigilância da família e dos seguranças. Pudera! O menino está no paraíso do pique-econde, dotado dos seguintes esconderijos: salão principal esparramado por generosos 70 metros de extensão, salão de banquetes com mesa para 30 pessoas, mezanino com pé direito de nove metros, biblioteca com piso de jacarandá maciço… Tudo isso sem contar a academia de ginástica e o cinema no subsolo, além de um quintal onde há uma capela e jardins pelos quais se pode caminhar até seis quilômetros sem repetir uma única trilha.
Difícil não gostar de uma moradia assim. Mas a família presidencial tem todo o direito de residir onde bem entender. O que não é tolerável é a sensação do desperdício de R$ 24 mil do erário numa reforma que só os Temer consideravam essencial e da qual nem eles tirarão proveito. O dinheiro é público, mas não é grátis. Não é muita grana. Mas foi arrancada à força do bolso de um sujeito que é equivocadamente chamado de contribuinte. Convém devolver.
fonte:Blog de Josias de Souza/reprodução

Saúde: Bahiafarma recebe sinal verde para quebrar monopólio sobre venda de insulina


Resultado de imagem para sede da Bahiafarma Bahia
foto:reprodução bahiafarma.gov.br

A Bahiafarma recebeu sinal verde do Ministério da Saúde para quebrar o monopólio das companhias estrangeiras sobre a venda de insulina destinada aos portadores de diabetes atendidos pelo SUS. Às vésperas do Carnaval, o ministro Ricardo Barros autorizou o laboratório farmacêutico do governo estadual a firmar Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a empresa ucraniana Indar, voltada à fabricação no Brasil de insulina de origem animal e dos chamados análogos, criados através de engenharia genética.
 A PDP, que obriga a Indar a transferir para a Bahiafarma a cadeia tecnológica usada na produção, é o primeiro passo para resolver as constantes faltas de insulina nas unidades públicas de saúde em todo território nacional, um dos mais graves problemas enfrentados atualmente pelo SUS. 

Somente os portadores de diabetes tipo 1, dependentes regulares de insulina,  representam hoje um universo de 600 mil brasileiros, volta e meia prejudicados pelas crises no abastecimento.
Chega pra lá

A decisão do ministro da Saúde põe fim ao atraso nos projetos para produção de insulina que estavam concentrados na Fiocruz desde 2013. “A demora da Fiocruz nos fez entrar no jogo. Estávamos desde o início de novembro do ano passado em negociações como ministério, ansioso para romper, o mais rápido possível, esse domínio das multinacionais sobre a comercialização de insulina e análogos para o Brasil, algo extramente prejudicial para os portadores de diabetes e para os cofres do SUS”, disse o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. 

Sem fabricação nacional da gama de insulinas, o governo é obrigado a pagar os altos preços cobrados pelos laboratórios estrangeiros sobre seus produtos importados.

fonte:Coluna Satélite do Correio da Bahia

quarta-feira, 1 de março de 2017

SP: STJ suspende prisão do ex-goleiro Edinho

Edinho se entregou à Justiça na última sexta-feira (24)
Edinho se entregou na última sexta-feira(24) foto:Marcello de Vico/reprodução
Menos de uma semana após se apresentar ao 5º DP, em Santos, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, está prestes a deixar o local. O advogado Eugênio Malavasi confirmou ao UOL Esporte que o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Antônio Saldanha, suspendeu a prisão do ex-goleiro.
Existia a possibilidade de Edinho deixar o 5º DP ainda nesta quarta-feira (1), mas, de acordo com o advogado, ele sairá apenas nesta quinta (2).
"Só amanhã, depois das 13h. Infelizmente não deu tempo. Como foi muito no final do dia, não deu tempo", disse Eugênio.
Com a decisão do ministro, Edinho deverá aguardar em liberdade o julgamento definitivo do habeas corpus pelo próprio STJ.
Edinho se apresentou à Justiça no final da tarde de sexta-feira (24), em cumprimento à ordem de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas. A pena, reduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, é de 12 anos e dez meses em regime fechado.
Edinho foi condenado em maio de 2014 a 33 anos e quatro meses de reclusão por acusações de lavagem de dinheiro proveniente de tráfico de drogas.
Além de Edinho, outras quatro pessoas foram condenadas pela mesma prática. Eles são investigados desde 2005. Edinho é acusado de ajudar em operações financeiras de Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, apontado como um dos maiores traficantes da região da Praia Grande. Naldinho está sumido e é considerado foragido.
"Argumento (para a prisão) é sobre a minha amizade, certa forma intimidade, com os outros acusados. Mas eu nunca neguei isso, nunca lavei dinheiro, entrei em nenhum detalhe de dinheiro. E nem existe isso dentro do processo. O argumento para a prisão é unicamente amizade", disse Edinho na última sexta-feira (24).
Em 2005, inclusive, Edinho foi preso por conta desta suposta ligação. Na época, ele negou o envolvimento e disse que era apenas usuário de drogas. Um ano depois, no entanto, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro. Ele acabou preso por 47 dias.
Em julho de 2014, Edinho foi preso por não atender apresentado seu passaporte à Justiça, uma das medidas impostas para que permanecesse em liberdade. O ex-jogador foi solto dias depois. Na época, o ex-goleiro recorreu em liberdade, mas se apresentou voluntariamente em novembro de 2014. Edinho foi solto no dia seguinte.
fonte:Uol