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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Bolsonaro não vai a debate por ameaça de "atentado terrorista", diz general Heleno

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© REUTERS/Ueslei Marcelino .
O general da reserva do Exército Augusto Heleno afirmou em vídeo divulgado na tarde desta quinta-feira no Twitter que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, não vai comparecer a debates antes do segundo turno das eleições porque há uma ameaça de ele ser alvo de um "atentado terrorista" que estaria sendo articulado por uma "organização criminosa".
O vídeo com a fala de Heleno foi divulgado no Twitter numa conta intitulada "General Mourão", em referência ao candidato a vice-presidente da chapa, o também general da reserva do Exército Hamilton Mourão. A Reuters, contudo, não conseguiu contato com o candidato a vice para atestar que a conta é dele.
Segundo Heleno, um dos principais integrantes da campanha de Bolsonaro e já anunciado por ele como futuro ministro da Defesa, caso eleito, há uma "recomendação de que toda vez que fosse sair de casa fizesse um vasculhamento no entorno da casa dele e jamais saísse de casa com hora marcada".
"Então, o comparecimento ao debate, que muita gente está vinculando ao medo de ele sair ou de debater com o (Fernando) Haddad, não se trata disso. Ele está realmente ameaçado, não é um mero tiro de snipper, é um atentado terrorista onde tem uma organização criminosa --que não vou citar o nome por motivos óbvios-- envolvida, comprovada por mensagens, por escutas telefônicas, então isso é absolutamente verídico", disse.
O debate da TV Globo --líder de audiência no país --estava previsto para ocorrer na sexta-feira, mas foi cancelado diante do anúncio do não comparecimento de Bolsonaro, líder com folga das pesquisas de intenção de voto.
Além de Mourão, a Reuters também tentou entrar em contato com o general Heleno a fim de obter detalhes sobre as declarações, mas também não conseguiu.
Investigação
No início do mês passado, Bolsonaro foi alvo de um atentado à faca em uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG) e ficou três semanas hospitalizado se recuperando de cirurgias às quais foi submetido.
Após investigações feitas pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal denunciou Adélio Bispo de Oliveira por crime previsto na Lei de Segurança Nacional pela prática de "atentado pessoal por inconformismo político".
O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, já disse publicamente que o relatório das investigações sobre o atentado ao presidenciável indica a ligação do crime com a facção criminosa PCC. Um novo inquérito foi aberto para apurar ligações de outras pessoas com o atentado.
“Todos os dias recebemos informes, em relação ao PCC, há uma investigação que está sendo feita. Há fortes indícios. A investigação corre em sigilo. O pouco de informações que nós temos já são informações suficientes para que haja um cuidado redobrado”, disse ele, na terça-feira.
O presidente do PSL também já afirmou haver riscos de Bolsonaro sofrer novos atentados, por isso a decisão de não permitir que o candidato participe de eventos de campanha.~
fonte:Reuters 25/10/18 - 16:46min.

Concurso: Assembleia Legislativa da Bahia vai publicar edital com 123 vagas

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foto:reprodução

A  Assembleia Legislativa da Bahia publica até amanhã  o edital de concurso público para o preenchimento de 123 vagas do quadro de funcionários efetivos da Casa. Deste total, 54 oportunidades serão destinadas à Polícia Legislativa e as outras 69 para técnico legislativo e analista legislativo. 

A expectativa é que a aplicação da prova objetiva pela Fundação Getúlio Vargas ocorra em dezembro e o resultado seja divulgado em janeiro. Com a realização do concurso, 35 policiais militares que se encontram à disposição da AL-BA retornarão à corporação. A remuneração inicial para policial legislativo e técnico legislativo  é de R$ 5.883,81. Para analista legislativo é  de  R$ 6.960,87.

fonte:Coluna Cartão de Ponto do Correio da Bahia - 25/10/18 - 12:38hs.

Eleições 2018: El País denuncia linchamento virtual de jornalistas após denúncia contra o candidato do PSL


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O candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, começa a emular a cruzada do presidente Donald Trump contra a imprensa tradicional. Ele lançou, nesta quarta-feira, uma ameaça direta ao principal jornal brasileiro em circulação no Twitter. “A mamata da Folha de S.Paulo vai acabar, mas não é com censura, não! O dinheiro público que recebem para fazer ativismo político vai secar e, mais, com sua credibilidade no ralo com suas informações tendenciosas são menos sérias [sic] que uma revista de piada!", tuitou, seis dias depois de o jornal publicar uma reportagem em que aponta que empresários que o apoiam bancaram o disparo em massa de mensagens via WhatsApp contra o PT. E horas depois de a Folha anunciar que pediu para que a Polícia Federal investigue ameaças a seus profissionais por "indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa".
O jornal denunciou nesta quarta-feira a campanha que foi praticada contra quatro de seus profissionais, entre eles a jornalista Patrícia Campos Mello, autora da reportagem que revelou o esquema no WhatsApp, que pode indicar a existência de uma fraude eleitoral. Um dos números mantidos pela Folha recebeu mais de 220.000 mensagens de 50.000 contatos no WhatsApp. Patricia teve seu aplicativo hackeado e usado para disparar mensagens favoráveis a Bolsonaro, além de ter uma imagem falsa sua atrelada ao presidenciável Fernando Haddad divulgada na internet. Apoiadores de Bolsonaro também convocaram eleitores do capitão reformado à confrontá-la pessoalmente em um evento em 29 de outubro, em que a jornalista seria a mediadora.
Além de Patrícia, outros três colaboradores da Folha foram vítimas de ataques virtuais. Na noite da última sexta (19) outro repórter, desta vez de O Estado de S. Paulo, Ricardo Galhardo, teve seu celular divulgado no Twitter pelo empresário Luciano Hang, um dos empresários que, segundo a Folha, teria ajudado a bancar o disparo das mensagens, após questioná-lo para uma reportagem. A plataforma removeu a postagem por considerá-la abusiva, contudo o jornalista passou a receber mensagens agressivas de apoiadores do candidato.
Diante dos episódios, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediu para que as autoridades brasileiras garantam a segurança dos jornalistas brasileiros que estão cobrindo as eleições no país. "Numa democracia turbulenta como a do Brasil, a liberdade de expressão é um direito fundamental, antes e depois das eleições", disse a entidade pelo Twitter.
Em 2018, 137 profissionais da comunicação foram vítimas de alguma forma de agressão no país. As ocorrências aconteceram em contexto político, partidário e eleitoral. Agressões físicas correspondem a 62 registros, com 60 profissionais atingidos. Os demais ataques, 75, foram praticados via internet e afetaram 64 profissionais diferentes. O Brasil ocupa o 102º lugar, em uma lista de 180 países, na classificação de liberdade de imprensa mundial. O ranking realizado pela Organização Repórteres Sem Fronteiras aponta que o ambiente de trabalho para jornalistas no país é cada vez mais instável por conta de ameaças e agressões durante manifestações políticas e assassinatos de profissionais da comunicação instalados em regiões mais afastadas das metrópoles.
Para Daniel Bramatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), a onda de linchamentos virtuais de jornalistas é uma tendência nova de intimidação e pode apresentar um sério risco à democracia.“O problema é o estímulo à intimidação, a ações coletivas para expor os profissionais e até suas famílias. Isso tudo não é condizente com a liberdade de expressão e com a liberdade de imprensa”, pontua. A ABRAJI lançou uma cartilha com orientações práticas sobre como lidar com ataques nas redes, prezar pela segurança e pelo uso consciente das redes sociais. "Espero não ter que usar o verbo no passado, mas até recentemente nos sentíamos seguros trabalhando nas capitais. É preciso que isso se mantenha, porque um jornalista que não trabalha com segurança, não trabalha com liberdade", diz Bramatti.
Para além dos ataques à imprensa, o cenário nas redes sociais também aponta a equipe de Jair Bolsonaro como uma ameaça à liberdade de expressão. Segundo a apuração do The Intercept Brasil, o capitão reformado já moveu 17 processos contra o Facebook por compreender que existiam conteúdos contrários a suas propostas e difamação a ele. Uma característica interessante destas ações é que os advogados de Bolsonaro pedem além da remoção dos conteúdos, as informações cadastrais dos criadores e a exclusão de seus perfis.
Até o momento, a Polícia Federal e o TSE, onde a Folha protocolou o pedido de investigação, ainda não se posicionaram sobre o pedido do jornal. Daniel Bramatti alerta para importância de posicionamentos claros das autoridades brasileiras a fim de proteger o exercício do jornalismo no Brasil. "A impunidade de um crime contra jornalistas, quando esse crime visa calar alguém, é uma vitória das trevas e quem tem como obrigação constitucional a defesa da democracia precisa atuar com força nesse momento", clama.
fonte:Conversa Afiada - 25/10/18 -12:23hs.

Eleições 2018: Na reta final, Haddad nas ruas e Bolsonaro em casa

Haddad intensifica viagens e Bolsonaro recebe apoiadores em casa no fim da campanha
Fotos: Ricardo Stuckert | Jair Bolsonaro / Fotos Públicas | Montagem BN
Na reta final da campanha eleitoral, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) estão com agendas cheias. Enquanto o candidato do PSL deve receber a visita de correligionários nos próximos dias, o petista intensificou a agenda de viagens e vai visitar três capitais do Nordeste entre esta quinta (25) e a sexta-feira (26).

Segundo informações da Agência Brasil, na noite de hoje, Haddad vai a Recife, no Pernambuco. Amanhã ele estará em atos em Salvador, na Bahia  e depois em João Pessoa, na Paraíba.

Já Bolsonaro deve ficar em sua casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Correligionários e apoiadores de sua candidatura devem visitá-lo. De acordo com a publicação, o capitão também vai aproveitar o momento para fazer postagens nas redes sociais. Informações de BN.

Em Salvador: Autoridades suspeitam que picada de inseto seja causa de surto de dermatose

Autoridades suspeitam que picada de inseto seja causa de surto de dermatose em Salvador
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias/reporudção
Autoridades da área de Saúde da prefeitura de Salvador e do governo do estado apontam que a principal suspeita para a causa dos recentes casos de dermatose que surgiram na capital baiana (veja mais) é a picada de insetos. Durante entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira (24), elas apontaram ainda que os balanços mais recentes ainda indicam a existência de 79 situações confirmadas do surto na cidade.

A suspeita tem como base o relato de pessoas acometidas pela dermatose e que lembram de terem sentido picadas no corpo. "O principal comentário das pessoas acometidas é que sentem uma sensação de picada. O que leva a pensar em um inseto de difícil visualização", comentou a coordenadora de vigilância epidemiológica de Salvador, Cristiane Cardoso. 

Os principais sintomas da dermatose investigada são a sensação de picada, lesão na pele muito semelhante a uma picada, associada a uma coceira e prurido intensos. "Não de trata de um processo infeccioso uma vez que não tem entre os sintomas febre, dor muscular, conjuntivite. Estão sendo coletados insetos. Na área não foram encontrados grande número de Aedes aegypti", comentou a coordenadora de vigilância epidemiológica, ressaltando que a hipótese de que a dermatose esteja relacionada com o Zika está enfraquecida.

Apesar de a principal hipótese considerada estar relacionada a insetos, as autoridades também não descartam a possibilidade do problema de saúde ser provocada por artrópodes, como escorpiões e aranhas. Todos os casos já registrados aconteceram no bairro de Patamares. Por isso, a recomendação é que as pessoas da região usem roupas de manga cumprida e repelente.

fonte:BN - 25/10/2018 - 00:10min.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

EUA: CNN culpa Trump por tentativa de ataque à emissora

Jeff Zucker: O presidente mundial da CNN, Jeff Zucker: 'Trump não compreende o que diz' – 30/11/2017
© Reuters O presidente mundial da CNN, Jeff Zucker: 'Trump não compreende o que diz' 
O episódio da tentativa de ataques à CNN e a lideranças democratas trouxe à superfície uma reação improvável: a apatia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sua performance foi notada, mas diante de sua insistente e enfática tentativa de desmoralizar a imprensa americana e seus opositores, não chega a surpreender. Trump, se pudesse, passaria com o rolo compressor sobre ambos.
Jeff Zucker, presidente mundial da rede de televisão americana, não deixou em branco e responsabilizou Trump pelo tentativa de ataque a um órgão de imprensa. Por meio de comunicado, Zucker criticou a “falta total e completa de compreensão da Casa Branca sobre a gravidade de seus continuados ataques contra a imprensa”.
“O presidente, e especialmente a secretária de imprensa da Casa Branca, deveriam entender que suas palavras têm importância. Até agora, eles não demonstraram compreensão disso”, afirmou, referindo-se a recorrentes declarações contra a imprensa feitas também por Sarah Huckabee Sanders.
A CNN recebeu hoje um pacote com um explosivo caseiro, feito com tubos, e mais um envelope com um pó branco, que reacendeu o temor das ameaças com Antrax, em 2001. O pacote estava endereçado a Eric Holder, secretário de Justiça do governo de Barack Obama.
O ex-presidente e Hillary Clinton, senadora e secretária de Estado em sua gestão, receberiam pacotes com explosivos também. Mas foram interceptados pelo Serviço Secreto. O financista George Soros recebeu um deles, assim como o gabinete da deputada democrata Debbie Schultz, da Flórida – neste caso, endereçado ao ex-diretor da CIV, John Brennan. Um sexto pacote foi encontrado na tarde de hoje, encaminhado para deputada democrata Maxine Waters, da Califórnia.
Os ataques de Trump à imprensa e a seus opositores democratas são frequentes desde os tempos em que concorria nas eleições de 2016 contra a democrata Hillary Clinton. A  tem sido insistentemente insultada pelo presidente, que a chama, entre outros, de “desonesta” e de ter “lágrimas de crocodilo”.
A imprensa tem sido igualmente tratada por ele como “desonesta”. Entre críticas aos jornalistas e meios de comunicação “falidos”, “fracassados”, “baixos”, “mentirosos”, disparadas sempre e quando alguma denúncia ou notícia lhe é desfavorável, Trump coleciona também episódios em que instiga seus eleitores a atacar a mídia.
No último dia 19, em comício republicano em Montana,  Trump declarou que, quem agir como o deputado republicano Greg Gianforte contra o jornalista Ben Jacobs, do jornal The Guardian, é um dos seus. Trump elogiou Gianforte como um “cara durão”. Em maio do ano passado, ao ser questionado sobre o sistema público de saúde, o deputado republicano agrediu Jacobs aos socos.
Em agosto do ano passado, em um evento em Phoenix, no Arizona, o presidente tanto criticou e insultou a imprensa que a plateia por pouco não caiu encima dos jornalistas ali presentes. Entre eles, estavam repórteres credenciados na Casa Branca, que viajaram com o presidente de Washington ao Arizona. Trump chamou os jornalistas de “doentes” e apontou onde estava a “mídia desonesta, essas pessoas ali encima junto com as câmeras”.
Nesta tarde, por volta das 16h30 (17h30, em Brasília), a central da CNN em Nova York foi reaberta, depois de inspeções de equipes de segurança. Mas a impressão de que, no final das contas, qualquer ataque aos meios de comunicação dos Estados Unidos está vinculado às declarações de Donald Trump ficou presente no ar.
“São tempos problemáticos, não são?”, resumiu Hillary Clinton nesta quarta-feira, em um evento de campanha. “E não é hora de tempo de aprofundar as divisões e temos de fazer tudo o que pudermos para manter nosso país unido”, completou, em seu tom de estadista, com o cuidado de não entrar em detalhes nem em apontar responsáveis.
Philippe Reines, ex-colaborador da campanha de Hillary em 2016, foi menos diplomático e culpou o presidente dos Estados Unidos e lhe enviou uma mensagem direta.
“Donald Trump, com toda a fibra de seu ser pútrido, incitou e perdoou o ódio”, afirmou Reines pelo Twitter. “Nunca, nestes 643 dias (de governo), você (Trump) desencorajou as pessoas a acabar com a violência dentro delas. A sua real existência requer ódio e medo. Você precisa disso como pessoas normais precisam de oxigênio.”
A reação de Trump à primeira ameaça de atentado terrorista em solo americano desde 2001 foi marcada pela apatia. Primeiro, ele limitou-se a repetir, no Twitter, a mesma mensagem postada por seu vice-presidente, Mike Pence. Depois, como não poderia deixar de comentar a questão, deu uma brevíssima declaração em um evento comandado pela primeira-dama, Melania.
Trump limitou-se a pedir a união no país, a dizer que as agências e órgãos federais estavam investigando – o que já se sabia -, e a sublinhar que a segurança do país é sua prioridade. Não gastou mais do que dois minutos e tampouco estendeu o roteiro básico de um chefe de Estado para ocasiões como a de hoje. Por fim, evitou uma declaração de solidariedade às potenciais vítimas.
Pouco depois, o coordenador da campanha de eleição Trump 2020, Brad Parscale, pediu desculpas por mensagem enviada por email antes do ataque à CNN, em nome de Lara Trump, na qual mencionara a rede de televisão como uma das responsáveis por divulgar “fake news” contra o presidente. “Eu tenho alguns furos para a CNN… Esta é a América real que existe fora da bolha progressista. Chegou a hora de o povo americano despertar de novo a mídia”, dizia o texto enviado a milhões de americanos.
Pelo Twitter, Parscale alegou que a campanha era pré-programada e automática e que não poderia perdoar violência contra a CNN ou qualquer outro.
Mais solidários, alguns políticos republicanos lamentaram o episódio e se solidarizaram com os democratas que seriam alvos e com a CNN. A única autoridade da Casa Branca a efetivamente condenar os atos foi Pence. O líder do Partido Republicano na Câmara, Steve Scalise, considerou as tentativas de ataque como “puro terror”. “Violência e terror não têm lugar na nossa política e na nossa sociedade”, afirmou pelo Twitter.
A tentativa de ataque aos líderes democratas, a Soros e à CNN é o primeiro sofrido em solo americano desde 2001, quando a organização terrorista Al-Qaeda atacou Nova York e Washington, além do avião derrubado na Pensilvânia.
Sete dias depois daquele 11 de setembro, cartas contaminadas com Antrax foram enviadas para os senadores democratas Tom Daschle e Patrick Leary e para cinco meios de comunicação: as redes de televisão ABC News, CBS News, NBC News e os jornais New York Post e National Enquirer. Cinco pessoas morreram e outras 17 foram contaminadas. Um dos suspeitos de executar o ataque, o cientista Bruce Edwards Ivins, se matou em 2008.
fonte:MSN/reprodução - 24.10.18 - 23:20

Eleições 2018: Bolsonaro omite da Justiça detalhes de gastos do 1º turno


gu-11731: Bolsonaro: candidato do PSL moveu 17 ações contra o Facebook
© Estadão Conteúdo/foto:reprodução
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) não informou até o momento à Justiça Eleitoral, de forma discriminada, diversos gastos de sua campanha, incluindo os detalhes de viagens que fez a pelo menos 16 cidades de 7 estados, onde ele, sua comitiva e aliados participaram de carreatas e comícios em caminhões de som.
A poucos dias do segundo turno, o candidato declarou pagamento a apenas seis pessoas: o coordenador financeiro, dois auxiliares, dois seguranças e a intérprete de libras.
Segundo dados da prestação de contas parcial ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Bolsonaro informou, até agora, custo de R$ 955 mil na campanha do primeiro turno, excluídas doações a outros candidatos.
Por lei, toda a movimentação financeira dos candidatos feita até 8 de setembro -o grosso da campanha de Bolsonaro ocorreu antes disso, já que ele sofreu um ataque a faca no dia 6 de setembro– deve ser informada de forma discriminada à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet.
A declaração de gastos entregue pelo candidato do PSL é bem inferior ao da maior parte das outras campanhas presidenciais.
As contas do capitão reformado somam 27 itens de gasto (R$ 843 mil) até o dia em que sofreu o atentado.
Os maiores valores são R$ 285 mil para uma agência de viagens, locação de veículos e hospedagem, a Pontestur, R$ 135 mil para a Mosqueteiro Filmes, empresa de produção dos programas de TV e rádio, e R$ 115 mil para a AM4 Brasil Inteligência Digital, de serviços da internet.
Além da ausência do detalhamento do custo das viagens, não há informação sobre aquisição de suprimento para os dois comitês de campanha cedidos pelo PSL.
A reportagem enviou perguntas detalhadas aos principais advogados responsáveis pela campanha de Bolsonaro e à assessoria do candidato no início da tarde desta segunda-feira (22). Voltou a insistir nesta terça-feira (23). Não houve resposta.
A campanha de João Amoêdo (Novo), por exemplo, também com tempo de propaganda similar, listou 200 itens até 6 de setembro, em um total de R$ 2 milhões de gastos -incluindo compra de suprimentos como papel higiênico, toalha, locação de máquina de café expresso, lâmpadas e plástico bolha.
Adversário de Bolsonaro neste segundo turno, a campanha do PT -com Lula, depois substituído por Fernando Haddad- listou 311 itens de gasto, com R$ 19,1 milhões de custo declarado no mesmo período.
Entre o começo oficial da campanha, em 16 de agosto, e o atentado que o levou ao hospital, a reportagem identificou nas viagens de Bolsonaro um padrão: carreatas, comícios, usos de caminhões de som e entrevistas coletivas em hotéis em praticamente todas as cidades que visitou.
Não há, porém, discriminação sobre quem pagou ou quanto custou o transporte aéreo ou terrestre, gasolina, hospedagem, alimentos, água, suprimentos, aluguel de salões de hotéis, caminhões de som e demais equipamentos dos comícios e carreatas.
Bolsonaro começou a campanha em São Paulo, em 17 de agosto. No dia seguinte, foi à Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).
De 22 a 25 de agosto, percorreu o interior paulista: Presidente Prudente, Araçatuba, Glicério, São José do Rio Preto e Barretos.
No dia 27 de agosto, já estava de volta ao Rio de Janeiro, onde mora, e no dia 29 foi ao Rio Grande do Sul. Em 31 de agosto, viajou a Rondônia e no dia seguinte, seguiu para o Acre.
Em 3 de setembro fez campanha no Rio, depois no Distrito Federal e, por fim, em Juiz de Fora (MG), onde sofreu o atentado.
Há no site do TSE apenas o dado genérico do pagamento dos R$ 285 mil à empresa Pontestur.
A reportagem fez perguntas por telefone a um dos responsáveis pelo grupo, Luís Pontes, que concordou em ligar de volta com as respostas, mas isso não ocorreu até o meio-dia.
O capitão reformado e seus aliados também afirmaram várias vezes ter amplo apoio voluntário, mas a lei (artigo 61 da resolução do TSE 23.553/2018) exige que todo trabalho de campanha, remunerado ou não, seja informado e divulgado na internet.
O valor, que entra na prestação como doação ao candidato, tem que ser calculado "mediante a comprovação dos preços habitualmente praticados pelo doador e a sua adequação aos praticados no mercado, com indicação da fonte de avaliação".
O valor do trabalho voluntário à campanha tem que estar dentro do limite de 10% da renda da pessoa. Caso ultrapasse, ela pode ser multada.
Bolsonaro, que é deputado federal e presta contas eleitorais há cerca de 30 anos, informou até agora ter apenas dois voluntários em sua campanha, seu braço direito e presidente do PSL, Gustavo Bebianno (cujo trabalho foi estimado em R$ 10 mil), e um auxiliar.
Ficam de fora, por exemplo, a mulher de Bebbiano, Renata, que coordena a agenda de compromissos do presidenciável e atua na interlocução com a imprensa, e um dos principais advogados da campanha, Tiago Ayres.
Depois do resultado do primeiro turno, em 7 de outubro, a campanha alterou a forma de prestar contas.
Ela informou detalhadamente o custo da entrevista coletiva no hotel Windsor, no Rio -R$ 43 mil, com descrição do valor do aluguel do salão (R$ 5.300), número de recepcionistas (7) e coordenadores de eventos (32), além do material usado: 88 grades de contenção, 4 detectores de metal, 20 rádios de comunicação e 1.500 pulseiras de acessos, entre outros itens.
A lei eleitoral (9.504/97), ratificada pela resolução 23.553/2018 do TSE, obriga -em seu artigo 50, inciso II- todos os candidatos a informar à Justiça até 13 de setembro, de forma discriminada, a movimentação de receitas e gastos de sua campanha realizadas até 8 de setembro.
O parágrafo sexto do mesmo artigo estabelece que "a não apresentação tempestiva da prestação de contas parcial ou a sua entrega de forma que não corresponda à efetiva movimentação de recursos pode caracterizar infração grave, a ser apurada na oportunidade do julgamento da prestação de contas final.
No caso de desaprovação, as contas são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral para avaliar a proposição de ação de investigação judicial, questionando se houve abuso de poder econômico ou político.
Se as contas de um candidato são aprovadas com ressalva, o plenário do TSE pode decidir encaminhar o caso para o Ministério Público. Independentemente disso, o procurador ou algum partido político pode pedir abertura de investigação judicial eleitoral.
Por estar participando do segundo turno das eleições, Bolsonaro tem até 17 de novembro para entregar as prestação final de contas (artigo 52), "apresentando a movimentação financeira referente aos dois turnos".
Apesar da lei, tribunais consideraram até eleições passadas que omissões na prestação parcial, quando são sanadas, representam falhas formais não suficientes para rejeição das contas.
Em julgamentos recentes, porém, ministros do TSE, entre eles o ex-presidente da corte, Gilmar Mendes, manifestaram a necessidade de rediscutir essa postura a partir das eleições de 2018, sob risco de tornar inócua a exigência de prestação de contas parcial.
Em abril deste ano, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, assinou parecer no qual afirma que a apresentação da prestação de contas parcial não pode ser "considerada vício meramente formal, ainda que declaradas as receitas e despesas na prestação de contas final".
"A tese jurídica que confere caráter meramente formal à regra que impõe aos candidatos e partidos a prestação de contas parcial subtrai completamente sua força normativa e sinaliza para os destinatários da obrigação a desnecessidade de seu cumprimento", escreveu o procurador.
Entre as perguntas enviadas pela reportagem à campanha de Bolsonaro estão o motivo de não ter havido discriminação dos gastos com viagens e do pessoal que efetivamente trabalha na campanha.
A única resposta dada foi da assessoria do escritório de Karina Kufa, que afirmou que "as informações em relação à prestação de contas serão fornecidas dentro do prazo legal, qual seja, 17.11".
A reportagem questionou por que não houve cumprimento do prazo em relação à prestação de contas parcial. Não houve resposta.
Como Bolsonaro declarou despesas e o que diz a lei eleitoral
Pessoal
Bolsonaro declarou gasto relativo a apenas seis pessoas. Qualquer prestação de serviço ou participação na campanha, mesmo que voluntária e gratuita, deve ser declarada pelo candidato beneficiado. O valor financeiro deve ser estimado, tendo como base parâmetros de mercado
Eventos
No primeiro turno, Bolsonaro e sua equipe visitaram ao menos 16 cidades de 7 estados, locais onde participou de comícios em caminhões de som, deu entrevistas em hotéis e participou de encontros. A prestação de contas tem que ser detalhada e discriminada, item a item. A campanha fez uma declaração genérica de contratação de uma agência de viagens, ao custo de R$ 250 mil, mais R$ 35 mil de custo estimado com passagens aéreas
Conselheiros
Desde a pré-campanha Paulo Guedes e outros economistas auxiliam Bolsonaro na formulação do programa de governo e em preparativos para entrevistas e debates. Um grupo de militares e aliados também se reúne periodicamente em hotel de Brasília para discutir propostas. Técnicos em legislação eleitoral se dividem sobre a necessidade de declaração, mas, em regra geral, toda ação vinculada a campanha deve ser declarada, com custo real ou custo estimado
Agenda e imprensa
A mulher do presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, coordena a agenda de Bolsonaro e atua também na interlocução com a imprensa. Não há declaração sobre esse serviço e seu custo. Qualquer prestação de serviço ou participação na campanha, mesmo que voluntária e gratuita, deve ser declarada pelo candidato beneficiado. O valor financeiro deve ser estimado, tendo como base parâmetros de mercado
Alimentação e suprimentos
Não há nenhum gasto específico declarado pela campanha com alimentação e suprimentos. Todo gasto resultante de atividades de campanha deve ser declarado pelo candidato. A campanha de João Amoedo (Novo), por exemplo, declarou gastos com toalha, papel higiênico, locação de máquina de café expresso, lâmpadas e kit de plástico bolha, entre outros
Área jurídica
Um dos principais responsáveis pela área jurídica da campanha é o advogado Tiago Ayres. Não aparece gasto relativo a ele na prestação de contas
Fonte: MSN/Folhapress 24.10.18 - 23:15min.

Eleições 2018: Folha pede proteção para jornalistas após reportagem denúncia


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jornalista está sendo ameaçada - foto:reprodução


A Folha entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira (23) solicitando à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar ameaças contra uma jornalista e um diretor da empresa.

Os ataques começaram após a publicação da reportagem "Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp", na quinta-feira (18). O jornal considera haver indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa.

A autora da reportagem, Patrícia Campos Mello, recebeu centenas de mensagens nas redes sociais das quais participa e por e-mail. 

Entre sexta-feira (19), dia seguinte à publicação, e esta terça (23), um dos números de WhatsApp mantidos pelo jornal recebeu mais de 220 mil mensagens de cerca de 50 mil contas do aplicativo. (...)

O WhatsApp de Patrícia foi hackeado. Na invasão, parte de suas mensagens mais recentes foi apagada e seu aparelho enviou mensagens pró-Bolsonaro para alguns dos contatos da agenda telefônica da profissional.  Ela recebeu duas ligações telefônicas de número desconhecido nas quais uma voz masculina a ameaçou.

As ameaças à jornalista também se alastraram por grupos de apoio ao presidenciável do PSL no WhatsApp. Foram distribuídas mensagens convocando eleitores do capitão reformado para confrontar Patrícia no endereço onde aconteceria um evento que seria moderado por ela, na próxima segunda-feira (29).

A jornalista foi alvo de memes com ofensas distribuídas por meio de Twitter, Facebook e outras redes. (...)

O diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, também foi alvo de ameaças, no seu Messenger e em sua casa. Dois outros jornalistas da Folha que colaboraram com a reportagem, Wálter Nunes e Joana Cunha, também foram alvo de um meme falso. A mensagem simula uma conversa fantasiosa em que José Sergio Gabrielli, coordenador da campanha petista, teria encomendado a reportagem aos jornalistas.

fonte:Conversa Afiada -24/10/18 - 12:24min.