• Praça do Feijão, Irecê - BA

sábado, 11 de fevereiro de 2023

EUA: Joe Biden ri quando Lula critica Jair Bolsonaro: “Soa familiar” , Veja o vídeo

                                        foto:reprodução

O presidente americano, Joe Biden, riu e concordou depois que Lula criticou o governo Bolsonaro nesta sexta-feira (10/2), em uma reunião na Casa Branca. Lula disse que o Brasil se “automarginalizou” e que o ex-presidente espalhava fake news o tempo todo.

“O senhor sabe que o Brasil ficou quatro anos se automarginalizando. Um presidente que não gostava de manter relações com nenhum país. O mundo dele continuava e começava com as fake news, de manhã, de tarde e de noite. Ele me parece que menosprezava relações internacionais”, disse Lula a Biden, que ria enquanto ouvia o petista. Quando Lula parou de falar, Biden afirmou, rindo: “Soa familiar”.

Na conversa com Biden, Lula citou que episódios como o Capitólio ou o 8 de janeiro jamais poderão se repetir. Em 2021, o Congresso americano foi invadido por trumpistas inconformados com a derrota para Biden. Dois anos depois, as sedes dos Três Poderes foram invadidas no Brasil por bolsonaristas inconformado com a derrota para Lula.

Lula e Biden conversaram por cerca de uma hora no Salão Oval da Casa Branca, cerca de quatro vezes o tempo planejado. Os dois presidentes defenderam a democracia e a preservação ambiental.

Assista ao vídeo:


Fonte: Guilherme Amado/Metrópoles - 11/02/2023

Vídeo:Youtube/Metropoles

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

3º mandato Lula: Presidente em Washington com Joe Biden: O retorno do Brasil à sua grandeza

 

Janja, Lula e Joe Biden, na Casa Branca.Créditos: Presidência da República/Reprodução

adies and gentlemen, the President of Brazil, Luiz Inácio Lula da Silva. Com essa frase o cerimonial da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos da América, anunciou a entrada do ex-metalúrgico no local de onde despacha o homem mais poderoso do mundo. Segundos depois, Lula (PT), sorridente e a acompanhado da primeira-dama Janja, estendia a mão e cumprimentava seu anfitrião, o presidente Joe Biden. A última vez que o petista esteve no Salão Oval foi há quase 14 anos, em março de 2009, quando conversou amigavelmente com o Barack Obama.

Naquela sala, onde a liderança com maior poder econômico, político e militar do planeta delibera e toma suas decisões, o experiente mandatário brasileiro, em seu terceiro mandato no Palácio do Planalto, sabe que tudo é e será diferente. E isso vale para o líder estadunidense também. Os dois têm inimigos em comum, enfrentam desafios em alguma medida semelhantes e precisam um do outro para reposicionarem suas nações no mapa geopolítico.

Biden enfrentou a loucura dos desarrazoados seguidores de Donald Trump, as mentiras mortais e insanas, a violência de um discurso cínico, demagógico e puritano que jorra da boca de desajustados. Lula esteve face a face com o barbarismo colérico de uma matilha que mata e morre por Jair Bolsonaro (PL), o patético e mondrongo deputado de baixo clero que conseguiu se converter em bússola moral no Brasil. Os dois, Lula e Biden, duelam com o mesmo vilão: a extrema direita e seus métodos abjetos e sem limites.

Saudado por militares dos quatro ramos das Forças Armadas da mais trucidante máquina de guerra de que se tem notícia na História ainda no aeroporto, a pompa e a circunstância da viagem oficial de Lula e do encontro com seu homólogo norte-americano já indicavam a particularidade dessa visita, muito diferente de outras entre presidentes do Brasil e dos EUA. O ar despojado de Lula ao passar pelo tapete vermelho estendido à frente do avião presidencial, trajando um sobretudo preto, calça de sarja, sapatênis e sem gravata, em nada refletia a seriedade de quem precisa anunciar ao mundo a retomada das relações civilizadas entre dois países de peso central no cenário das relações internacionais.

Na pauta do formal e histórico encontro com Joe Biden, para além dos desafios de enterrar o extremismo reacionário em toda a extensão das Américas, muitas outras coisas se impuseram. O eixo principal das negociações ficou em torno da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente.

As tentativas de golpe ocorridas em 2021 no Capitólio, em Washington, e em 2023 nas sedes dos três poderes da República, em Brasília, assim como a lida com oposições que não estão dentro do esquadro democrático, apelando às mentiras, desinformação e ao uso deletério e totalmente irresponsável das redes sociais é o que une os dois presidentes num primeiro momento.

A conversa de Lula e Biden também transitou pela entrada dos EUA no Fundo da Amazônia, que foi desmontado pelo governo Bolsonaro como sinal de sua aberta rejeição às questões ambientais. Se tudo transcorrer conforme o esperado, estima-se que, para a proteção das florestas, o volume de recursos a ser transferido para o Brasil atinja os US$ 4 bilhões. Com a reabilitação da imagem brasileira no mundo no que tange o resguardo de sua exuberante natureza, Lula quer deixar claro que o país saiu do negacionismo climático e que para tanto irá apresentar todas as ações que a sua gestão já tomou no que diz respeito à proteção das florestas e da Amazônia, o que inclui, obviamente, as operações contra os garimpeiros de Roraima, o socorro aos indígenas do povo Yanomami e a reconstrução das instituições de Estado incumbidas da defesa do meio ambiente, como o Ibama e a Funai.

Retomando o pragmatismo nas relações diplomáticas, uma marca histórica do Brasil e de seu prestigiado Itamaraty, desmontada pela psicose ideológica bufa de Bolsonaro, o encontro de Lula e Biden, de acordo com interlocutores do governo brasileiro, já estaria reorganizando a reabilitação de mais de dez mecanismos de cooperação bilateral, que não ficariam restritos aos acordos comerciais que estavam paralisados, mas também englobando temas como o combate ao racismo e a promoção dos Direitos Humanos.

Só o que não ficou claro no encontro de Biden e Lula foi se houve algum tipo de conversa sobre um assunto incômodo aos dois: a permanência de Jair Bolsonaro em território norte-americano após o abandono de seu mandato no penúltimo dia de governo. O extremista militarista brasileiro tornou-se uma espécie de fantasma e, mesmo contra a vontade da Casa Branca e da maioria esmagadora do universo político dos EUA, segue pretendendo instalar um simulacro de Quartel-General do ultrarreacionarismo em pleno solo estadunidense, na mansão onde está instalado na cidade de Orlando, na Flórida.

O resultado do badalado e esperado encontro oficial dos dois líderes, ao que tudo indica, pelo menos num primeiro momento, foi alcançado. Mostrar ao mundo que os dois gigantes estão de pé, plenos em suas democracias e na luta constante e aguerrida contra o autoritarismo da extrema direita, assim como tocando a vida e reafirmando suas parcerias, é o que importa depois de tanto tempo mergulhados na incerteza e flertando descaradamente com a incivilidade do radicalismo e do sectarismo de seus antigos governantes extremistas.

Fonte: Revista Fórum - 10/02/2023




Anvisa proíbe venda de todas as pomadas de cabelo após relatos de cegueira

 

(Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda de todas as pomadas modeladoras de penteado no Brasil.

A partir desta sexta-feira (10), nenhum lote de qualquer desses produtos pode ser comercializado e não deve ser utilizado por consumidores e profissionais de beleza enquanto a norma estiver em vigor.

A decisão da agência é resultado do crescimento no número de relatos de cegueira temporária após o uso de produtos do tipo. A suspensão é uma medida preventiva até que os casos sejam esclarecidos.

Ainda não há comprovação, pela Anvisa, da relação dos efeitos de cegueira com as pomadas de cabelo.

Fonte:Correio da Bahia 10/02/2023

 

Ataque a democracia: Dos EUA, Torres disse a substituto durante depredação no Congresso: “Não deixe chegar ao STF”


Anderson Torres, ministro da Justiça do governo Bolsonaro, e diretores da PF e PRF fazem coletiva de imprensa sobre a operação para o dia das eleições. Ele aponta para frente, falando em microfone - MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

O ex-ministro da Justiça e então secretário de Segurança Pública do Distrito Federal durante a invasão às sedes dos Três Poderes, Anderson Torres, ordenou ao substituto, Fernando de Sousa Oliveira, que não deixasse os bolsonaristas extremistas chegarem no Supremo Tribunal Federal (STF).

Anderson Torres estava em viagem com a família, nos Estados Unidos, no dia dos atos antidemocráticos. Oliveira era secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do DF e estava à frente da pasta durante as ações extremistas.

Segundo consta na perícia da Polícia Federal sobre o celular de Fernando de Sousa Oliveira, obtida pelo Metrópoles, Torres enviou uma imagem de câmera de segurança que mostra bolsonaristas improvisando barracas de coberturas com material metálico do gramado central da Esplanada, às 15h33.

Em seguida, Torres mandou uma mensagem ao substituto, às 15h56, em que diz: “Não deixe chegar no Supremo”.

O ex-secretário do Governo do DF é investigado no âmbito do Inquérito dos Atos Antidemocráticos, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Torres está preso no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Distrito Federal, ao lado do Bavop, desde que voltou dos Estados Unidos, em 14 de janeiro.

Fonte:Grande Angular/Metropoles 10/02/2023

DF: Policial fez 5 alertas antes das invasões de 8/1, mas foi ignorado. Veja mensagens


                                          imagem:reprodução

Relatório da Polícia Federal disponibilizado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (9/2) mostra que um tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fez pelo menos cinco alertas a autoridades antes da invasão ao Congresso Nacional, em 8 de janeiro deste ano. Mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp (veja mais abaixo) mostram os avisos feitos por Jorge Henrique da Silva Pinto, que foram ignorados.

De acordo com o documento, havia sete pessoas no grupo “Difusão”: o coronel da PMDF Fábio Augusto Vieira; os policiais civis do DF Thiago Frederico de Souza Costa e Alberto Barbosa Machado Nunes Rodrigues; o ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres; o secretário de Segurança substituto Fernando de Sousa Oliveira; a delegada da PF Marília Ferreira de Alencar; e o tenente-coronel Jorge Henrique da Silva Pinto.

Em 6 de janeiro, às 18h33, José Henrique encaminhou, no grupo, um link de uma espécie de informativo de inteligência, do Portal Athena, vinculado à Subsecretaria de Inteligência da SSP-DF. Não é possível ver o conteúdo, devido à necessidade de login no portal. Depois, o militar manda um texto em formato de boletim – que parece ser oriundo da Subsecretaria de Inteligência (SI) – acerca dos acampamentos no Setor Militar Urbano (SMU).

Já no dia 7, o tenente-coronel da PM começa a enviar alertas sobre a chegada de bolsonaristas à capital da República, que teriam a intenção de compor o movimento chamado “Tomada do Poder”. Conforme o relatório da Polícia Federal, Jorge Henrique fez sete avisos sobre os atos no grupo; cinco deles ocorreram antes das invasões.

Confira abaixo:

AVISO 1:

Às 9h09 do dia 7 de janeiro, o militar encaminha, no mesmo padrão de boletim da SI/SSP-DF, um informe de uma “convocação, a nível nacional, para que simpatizantes do movimento patriota se desloquem para Brasília com a intenção de compor o movimento ‘Tomada do Poder’ durante os dias 7 e 8 de janeiro de 2023”.

Ele avisa ainda que, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), havia a expectativa da chegada de 43 ônibus interestaduais, com 1.622 passageiros, no decorrer do dia.

Reprodução

AVISO 2:

Já pela tarde, às 14h44, Jorge Henrique envia um novo boletim no grupo Difusão. Na ocasião, ele relata a chegada de 50 ônibus em Brasília, além da presença de aproximadamente 1,5 mil manifestantes no QG do Exército e de algumas pessoas próximas ao Ministério da Saúde. De acordo com a PF, o que mais chama a atenção no informativo é o trecho que fala sobre os ânimos dos manifestantes, inclusive com possibilidade de confronto com as forças de segurança.

AVISO 3:

O dia 7 termina no grupo com o encaminhamento de mais um informe por parte de Henrique, por volta de 23h. Ele envia uma imagem de câmera do Palácio do Buriti mostrando o fluxo normalizado na via N1.

Nessa última atualização, ele aponta a presença de 80 ônibus interestaduais em Brasília, além do público oriundo das caravanas, já em torno de 2,5 mil pessoas. O PM também ressalta a chegada de mantimentos (alimentos, água, material de higiene) e a instalação de diversas barracas de camping e lona no QG do Exército.

Reprodução

AVISO 4:

No dia 8 de janeiro, o tenente-coronel volta a atualizar o grupo às 14h08. Na mensagem, ele diz que grandes grupos acampados no QG haviam iniciado deslocamento para a Esplanada dos Ministérios. Junto com o boletim, Henrique também encaminha vídeo que mostra bolsonaristas caminhando até o centro de Brasília.

Naquele momento, já eram 126 ônibus interestaduais presentes na capital para os atos golpistas.

Reprodução

AVISO 5:

Às 15h13, Jorge Henrique envia no grupo Difusão mais um informativo. Neste, ele chama atenção para o fato de que bolsonaristas estavam improvisando barracas e coberturas com o material que estava no gramado central da Esplanada. Depois, manda imagem que comprova o texto.

Esse foi o último aviso do policial militar antes da invasão ao Congresso Nacional.

Reprodução

AVISO 6:

Já às 15h48, o alerta de Henrique é que manifestantes haviam subido a rampa do Congresso Nacional. Na sequência, ele encaminha imagens das câmeras do Congresso e informa que parte do prédio havia sido invadida. Depois, ele manda outras imagens de câmeras do local e de Ministérios.

AVISO 7:

Às 15h54, o tenente-coronel da PMDF divulgou novo boletim seguido de outras imagens. Esse é o ultimo aviso de Jorge Henrique Pinto feito ao grupo que consta no relatório da PF.

Efetivo insuficiente

Segundo o major da PMDF Flávio Silvestre de Alencar, o número de policiais mobilizados na Esplanada dos Ministérios em 8 de janeiro era insuficiente para conter os manifestantes. Entre 311 policiais sob o seu comando, 178 eram do curso de formação e não tinham qualquer experiência em campo.

FONTE: METRÓPOLES - 10/02/2023


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Rio: Preso falso médico que fraudava registro para universitários na Bahia

Jonny Teixeira Carreiros, de 38 anos, atuava com o CRM cancelado por fraude.

Jonny Teixeira Carreiros, de 38 anos, atuava com o CRM cancelado por fraude. Foto: Reprodução

foto:reprodução

Um falso médico foi preso por uma equipe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) na noite da última quarta-feira durante um atendimento na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Jonny Teixeira Carreiros, de 38 anos, atuava no Rio de Janeiro com o registro médico, o CRM, cancelado por fraude. Ele foi autuado por exercício ilegal da medicina.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, ele faz parte de um esquema que tentou fraudar registros no conselho regional do Rio de Janeiro para supostos alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Ainda segundo as investigações, alguns desses falsários conseguiram um registro provisório, antes que o esquema fosse descoberto, e estariam exercendo ilegalmente a profissão. Entre os atendimentos realizados teria de traficantes baleados em confronto com a polícia e rivais.

00:00/01:58

Jonny foi preso enquanto trabalhava. Ele foi encontrado pela polícia em um dos principais hospitais da Tijuca, quando acompanhava um doente que havia sido transferido, de ambulância, de Nilópolis, na Baixada Fluminense, para a unidade. No momento da abordagem, ao entregar itens pessoais, como carteira e documentos, ao ser questionado pelo delegado sobre onde estaria o carimbo que usa nos atendimentos, Jonny disse ter perdido e ter pego um emprestado, além de possuir outro que seria de uma empresa em que trabalha. Segundo a polícia, ele confessou o crime.

“A ação contou com a participação do CRM/RJ, não só na momento da prisão, mas também durante o levantamento responsável por identificar o detido e determinar onde, quando e como ele trabalhava. Sem isso, sua captura seria muito difícil”, disse Rodrigo Coelho, delegado da DRE.

O falso médico foi levado para à sede da especializada na CIDPOL onde foi autuado por exercício ilegal da medicina. As investigações vão continuar para identificar os demais integrantes e apurar a possível participação desses fraudadores no tratamento de traficantes, afirma a polícia em nota.

Fonte: Extraonline - 09/02/2023