• Praça do Feijão, Irecê - BA

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Brasília: Henrique Alves confirma favoritismo e assume Presidência da Câmera

Henrique Alves tem onze mandatos consecutivos - Foto:Alan Marques/folhapress/reprodução

A eleição do peemedebista faz parte de um acordo costurado com o PT para os dois maiores partidos da Casa se revezarem na presidência da Câmara, que nos últimos dois anos esteve nas mãos do petista Marco Maia (RS).
Parceiro do vice-presidente da República, Michel Temer, a candidatura de Henrique Eduardo Alves recebeu o aval do Planalto.
Foi eleito com o apoio oficial de 20 partidos dos 24 com representatividade na Câmara.
Henrique Alves tem como ponto a seu favor a facilidade com a qual transita entre os partidos, tanto da base quanto da oposição, mas enfrenta resistência do chamado baixo-clero, parlamentares com menor expressão na Câmara.
Assim como Renan Calheiros, o deputado também resistiu às acusações de que suspeita de ilegalidades.

ACUSAÇÕES

Conforme a Folha revelou, a empresa de um então assessor do deputado recebeu recursos por meio das emendas parlamentares indicadas pelo próprio Henrique Alves. A sede da empresa era simples, vigiada por um bode.
Na semana passada, Henrique Alves também passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal por repassar R$ 357 mil para duas empresas de aluguel de veículos.
Antes da votação na Câmara, nesta segunda-feira, um material apócrifo foi distribuído nos gabinetes com acusações contra Henrique Alves.
O documento é baseado em uma sentença judicial e cópia de reportagens que o colocam sob suspeita. Na capa do material, está escrito: "candidato condenado no Rio Grande do Norte, com direitos políticos cassados e responde a vários processos".
Henrique Alves nega irregularidades nos casos. "Agora de repente, no período eleitoral, aparece isso, aparece aquilo. São labaredas que não chamuscam o alicerce de uma vida inteira que construí com trabalho, com coerência e com lealdade", disse.

PROMESSAS

Em seu discurso durante a votação, ele fez um discurso corporativista. O peemedebista afirmou que se eleito, cada veto presidencial será discutido pelo Congresso.
"Assumiremos posições. Faço mea-culpa por todos nós termos nos omitirmos e deixado 3.000 vetos sem ser apreciados. Vamos corrigir o erro. A partir de agora o veto não pode ser, não vai mais ser, a última palavra da ação legislativa". A fala motivou aplausos entre os deputados.
Ele reclamou da edição de medidas provisórias. "Essa Casa é sufocada pelas medidas provisórias. Vamos tornar essa casa um palco de debates."
O deputado ainda prometeu criar uma comissão especial para reformular o sistema de pagamento de emendas parlamentares, para os deputados não ficarem dependendo da liberação do Executivo.
"Se esta Casa é a mais injustiçada dos poderes, e é, se é a mais criticada dos poderes, e é, não é pelos seus defeitos é por ela se expor, ser transparente, ser verdadeira."
O peemedebista reforçou sua promessa de ampliar a atuação da TV Câmara, para mostrar o trabalho dos parlamentares ao fim de semana em seus redutos eleitorais.
"A TV Câmara tem que ser mais Câmara do que TV. Não quero mais ver aquela imagem do plenário vazio. Aquilo era sempre uma segunda ou sexta-feira. Uma imagem de que o deputado não trabalha. Vou dizer à TV Câmara: 'seja mais Câmara e menos TV", afirmou.

Fonte:MÁRCIO FALCÃO
ANDREZA MATAIS

ERICH DECAT/ folha São Paulo
DE BRASÍLIA

Bandidos que assaltou BB de Amargosa usaram farda do exército

O grupo de 15 homens que assaltou o Banco do Brasil da cidade de Amargosa, no final da manhã desta segunda-feira (4), usava farda do Exército e estava fortemente armado, segundo informações do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM-Santo Antônio de Jesus). O bando rendeu seguranças do carro forte que chegava para abastecer a agência. De acordo com o tenente coronel Luziel Andrade, comandante do 14ª BPM, vários tiros foram disparados, mas ninguém ficou ferido. Ainda aegundo a PM, os criminosos fugiram em três veículos e incendiaram um dos carros em uma ponte que liga Amargosa à Serra do Timbóe, nas proximidades do município de Brejões. A quantia roubada não foi divulgada.

Fonte:BN

Bahia: Gabrielli diz que contratou a "melhor empresa do mundo" ao justificar dispensa licitação de 40 milhões

                                       Gabrielli é um dos pré-candidatos do PT ao gov.do Estado- foto:Bahianotícias/reprodução
 
O secretário estadual de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira (4) que os R$ 40 milhões pagos com dispensa de licitação à empresa americana McKinsey – classificada por ele como “a melhor do mundo” – para os serviços de consultoria do projeto de implantação da ponte Salvador-Itaparica estão dentro dos padrões de mercado. “Levamos seis meses discutindo esse processo, fizemos auditoria da relação dos preços com o mercado antes de fazer a contratação.
 
Temos tranquilidade em dizer que o preço é alto, mas está em padrões bastante aderentes ao mercado”, defendeu o ex-presidente da Petrobras em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. Gabrielli repetiu a previsão dos prazos para a obra: licitação no primeiro trimestre de 2014, com duração de seis meses, e conclusão da ponte após mais quatro ou cinco anos. “Uma obra de 12 km é equivalente à ponte Rio-Niterói”, comparou. Ao avaliar a possibilidade do governador Jaques Wagner não fazer o seu sucessor, o secretário disse que seria uma irresponsabilidade se o próximo chefe do Executivo estadual abandonasse o projeto da ponte e apresentou o que considera garantias de que tal cenário não ocorrerá. “A principal garantia é ter um projeto detalhado e completo. A segunda é terminar o governo Wagner com as contratações realizadas.
 
A obra não interessa ao governo; precisamos redefinir o crescimento de Salvador. A ponte não é para substituir o ferry boat. Ela vai levar a um deslocamento para a ilha, com a expectativa de que as pessoas morem lá”, opinou.

 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Eleições 2014: Ex-Presidente Lula já traça estratégia para SP


              Lula  não perde tempo e com a certeza da candidatura de Dilma a reeleição,agora quer tomar o comando do governo de SP do PSDB - foto:reprodução


O PT começou a montar a estratégia, considerada prioritária pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tentar tirar o PSDB do Palácio dos Bandeirantes na eleição de 2014. A direção do partido debate internamente dois caminhos: fazer uma aliança com uma sigla aliada e tirar a cabeça de chapa do PT ou lançar um ministro da presidente Dilma Rousseff como candidato a governador de São Paulo.

As duas estratégias foram debatidas há dez dias em reunião com Lula, em São Paulo. Voltaram à pauta na segunda-feira em almoço em Brasília do qual participaram integrantes do partido.

O PT discute a possibilidade de apoiar o PMDB em São Paulo, num movimento em que lançaria o vice-presidente Michel Temer como candidato a governador. Essa solução daria à chapa o maior tempo de TV na disputa e abriria a vaga de vice de Dilma, facilitando a composição com o PSB, do governador Eduardo Campos (PE). O desenho com Temer na cabeça de chapa é visto pelos petistas como a única possibilidade de o PMDB abrir mão da vice-presidência - o pré-candidato peemedebista ao governo do Estado é o deputado Gabriel Chalita, que tem bom trânsito com o PT e deverá ser o novo ministro de Ciência e Tecnologia.

A operação de rifar a candidatura própria e apoiar um aliado reedita articulação de 2009 para tentar emplacar Ciro Gomes (PSB-CE), ex-ministro de Lula, candidato a governador de São Paulo. Na ocasião, o ex-ministro chegou a trazer o título eleitoral do Ceará para São Paulo, mas o plano naufragou diante da resistência do PT paulista - e da falta de entusiasmo do próprio Ciro.
Mas, como em 2009, o apoio a aliados encontra a resistência de setores do PT. O PMDB também não é grande entusiasta da articulação. Integrantes do partido ponderam que as chances de Temer se eleger governador numa disputa contra o tucano Geraldo Alckmin, pré-candidato à reeleição, são bem menores que as de se reeleger vice numa chapa de Dilma - isso se a economia melhorar, e a popularidade da petista não naufragar.
"Todas as soluções são possíveis. Lula já me disse que o fundamental é ganhar o governo do Estado. Vamos fazer um esforço muito grande para isso acontecer", declarou o ex-prefeito de Osasco Emídio de Souza, cotado para presidir o PT paulista. "A nossa prioridade é derrotar os tucanos em São Paulo. Para isso se configurar, não vamos medir esforços", completou.

Para o líder da bancada petista na Assembleia, Alencar Santana, o partido tem de lançar um quadro próprio. "O PMDB com certeza é um aliado forte, mas hoje defendemos a candidatura de alguém do PT", afirmou. "Por enquanto, não está no nosso horizonte não ter essa candidatura."

A operação tem outro agravante. O PT pretende se aliar em 2014 com o PSD, de Gilberto Kassab, que pode ficar com a vaga para o Senado. Haveria, portanto, outro desgaste interno, dessa vez ao rifar a candidatura de Eduardo Suplicy à reeleição no Senado para dá-la ao PSD. O PT indicaria um nome para vice-governador na chapa do PMDB.

Ministros. Diante da dificuldade de viabilizar a operação, a saída pode ser lançar candidato um ministro petista de Dilma. Aí entram o veterano em disputas Aloizio Mercadante (Educação) e o novato em eleições Guido Mantega (Fazenda), além de Alexandre Padilha (Saúde), que perdeu gás nos últimos meses por, segundo petistas, faltar uma marca em sua gestão ministerial.

Um dos ministros mais fortes de Dilma hoje, Mercadante quer a indicação. Contra ele pesam as duas últimas derrotas, em 2006 e 2010, para o PSDB. Além disso, depois da vitória de Fernando Haddad na eleição municipal paulistana, Lula está convicto de que, se o candidato for mesmo petista, o nome deve ser novo do ponto de vista eleitoral.

A reeleição de Dilma e o gov.Estado de SP será a próxima tarefa de Lula-foto:reprodução
Assim, sobram Padilha e Mantega. Embora não tenha criado sua marca, o ministro da Saúde não está fora do páreo. A atuação na tragédia de Santa Maria foi elogiada pelos petistas.

Sem respaldo partidário, Mantega seria uma experiência à la Dilma e Haddad, ou seja, dependeria do esforço e articulação pessoal de Lula. A favor dele está o perfil de professor universitário, palatável à classe média paulista, e o apoio de setores do empresariado. A direção do PT está ciente de que a operação só funcionaria se a economia estiver bem - o PIB de 2012, ainda a ser calculado, não deve ir além de 1%, e a tendência é que os anos Dilma tenham crescimento inferior ao da era Lula. O lançamento de Mantega teria outra vantagem: abriria a vaga no ministério, potencial alvo de mudanças na gestão Dilma.

Correndo por fora há ainda outros dois ministros: José Eduardo Martins Cardozo (Justiça), próximo de Dilma, mas sem apoio de Lula, e Marta Suplicy (Cultura), preterida pelo ex-presidente na eleição para a Prefeitura em 2012, e que ainda enfrenta isolamento partidário.

Comando. Desde que Lula se elegeu presidente, a escolha dos candidatos do PT nas eleições mais estratégicas passou a ser feita por ele, o que levou ao abandono de práticas tradicionais, como as prévias. Na campanha de Haddad, Lula chegou a perguntar ao candidato se poderia ser o seu vice. A pergunta não foi em tom de brincadeira. Na ocasião, havia um impasse: Luiza Erundina (PSB) havia desistido da indicação em razão da aliança com Paulo Maluf (PP). Quando o assunto é eleição, o petista coloca todas as cartas na mesa.

FONTE: JULIA DUAILIBI, FERNANDO GALLO - O Estado de S.Paulo/reprodução

Tecnologia: Próxima edição do Campus Party será no Recife


   A próxima edição será no Recife, disse o gov.Eduardo Campos-Foto:reprodução/google

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou hoje, durante visita à Campus Party, em São Paulo, que a próxima edição da feira será realizada no Recife, em julho de 2013. O evento, segundo Campos, colocará a capital pernambucana no mapa estratégico do desenvolvimento da ciência e da inovação no país. O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, que acompanhou o governador na visita, disse que com a Campus Party é possível levar tecnologia e conhecimento não apenas para a cidade, mas também para a Região Nordeste.
Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Eduardo Campos comentou a criação da Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC), a primeira empresa pública estadual do setor inspirada no modelo da EBC. “O estado precisava se somar ao esforço nacional”, disse. Sobre as formas de participação da sociedade na empresa, o governador destacou que um conselho vai garantir o espaço efetivamente público, com participação da sociedade e a serviço da liberdade de expressão.

Fonte:Política Livre/reprodução

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Irecê: Presidente da Câmera diz que há "irregularidades na obra de ampliação da casa"




Obra de ampliação da Câmera- foto:reprodução

O presidente da Câmera Municipal de Irecê, 474 km de Salvador, Joilton da Silva (DEM), apresentou denúncias à reportagem do site  Bocão News referente a obra de ampliação da Casa na gestão do ex-Presidente, o vereador  Tertuliano Dourado(Tertinho).

Segundo Joilton, existem  diversas provas de irregularidades na realização da obra e no fechamento do contrato, além de um relatório encomendado pelo próprio para servir como subsidio para um processo que será movido ao Ministério Público.

De início Joilton revela que o valor global foi pago antes do término da obra. Ainda destaca que houve uma suplementação que supera os R$ 256 mil. Pelo contrato, a Câmara só deveria efetuar o pagamento quando a obra fosse entregue, vistoriada e aprovada por uma comissão. “A obra ainda não acabou”, afirmou Joilton em 19 de janeiro.

Os pagamentos foram feitos em quatro cheques da Câmara: o primeiro no valor de R$ 315.252,41 foi entregue no dia 18 de novembro de 2012. O segundo, em menos de 15 dias, em 4 de dezembro, no valor de R$ R$ 215.001,68. O terceiro foi debitado 10 dias depois, em 14 de dezembro, no valor de R$ 289.427,93. Um residual que deixou o atual presidente assombrado foi no valor de R$ 2.699,32. Os recibos dos pagamentos e toda a comprovação de extrato fazem parte do calhamaço documental preparado por Joilton para apresentar ao MPE.

Para ler a reportagem completa, acesse o link abaixo:

Senado: Renan volta a presidência, PGR o acusa de três crimes


                                                  O Senador volta a presidência da casa -foto:Lula Marques/folha/reprodução

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito nesta sexta-feira (1º) o novo presidente do Senado. A contagem dos votos revelou uma vitória esmagadora em cima de Pedro Taques (PDT-MT), seu concorrente: 56 votos contra 18. Ao todo, foram computados 78 votos de senadores.

Como já era esperado, o Senador Retorna a presidência da Casa com total apoio do Planalto,do PT e dos principais partidos aliados ao governo federal. Mas se depender da PGR - Procuradoria Geral da República, o Senador terá muita dor de cabeça, pois, na denúncia protocolada semana passada ao STF, o procurador geral Roberto Gurgel acusa Renan de três crimes, peculato,falsidade ideológica e uso de documentos falsos. 

Em reportagem publicada hoje(1)no blog do jornalista Josias de Souza, traz a revelação do teor do documento encaminhado ao STF pelo procurador geral da República. Confira a matéria abaixo transcrita. 

Na denúncia que protocolou no STF há uma semana, o procurador-geral da República Roberto Gurgel acusa Renan Calheiros da prárica de três crimes: peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Se condenado, o senador pode pegar até 23 anos de cadeia. Sem mencionar a multa, a perda do mandato e o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.
Deve-se ao repórter Diego Escosteguy a revelação do teor do documento redigido pelo procurador-geral. O material impressiona pela contundência. Escorada em achados da Polícia Federal, a peça de Gurgel não deixa dúvidas: ao devolver a Renan Calheiros a poltrona à qual ele renunciara em 2007, o Senado guinda à presidência um candidato a réu. Abaixo, os detalhes da encrenca:
1. Papelório inidôneo: ao defender-se em 2007 da acusação de que um lobista de empreiteira bancara despesas da ex-amante com quem tivera uma filha, Renan entregou ao Senado notas frias e documentos falsos. Segundo Gurgel, restou comprovado que o senador não dispunha de renda suficiente para custear a pensão à jornalista Mônica Veloso. Para complicar, descobriu-se que Renan usou notas fiscais geladas também para desviar pelo menos R$ 44,8 mil em verbas do Senado.

2. Origem do inquérito: o ponto de partida da investigação foi a notícia de que o lobista Cláudio Gontijo, amigo de Renan e empregado da construtora Mendes Júnior, repassava R$ 16,5 mil por mês a Mônica Veloso, a mãe da filha que Renan teve fora do casamento. Na mesma ocasião, entre 2004 e 2006, a empreiteira recebeu R$ 13,2 milhões em emendas penduradas por Renan no Orçamento da União e destinadas a uma obra no Porto de Maceió. Chamado a se explicar no Conselho de Ética, Renan alegara que a pensão à ex-amante saíra do próprio bolso. Dinheiro proveniente de negócios com gado. A Procuradoria desmontou essa versão.

3. Peculato e falsidade: a alturas tantas, Gurgel anota em sua denúncia, sem rodeios: “Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira”.

Prossegue o procurador-geral: “Além disso, o denunciado utilizou tais documentos ideologicamente falsos perante o Senado Federal para embasar sua defesa apresentada [ao Conselho de Ética]”. Mais adiante: “Assim agindo, Renan Calheiros praticou os delitos previstos nos artigos 299 (falsidade ideológica) e 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal.”

4. Recursos insuficientes: com autorização do STF, o Ministério Público Federal quebrou o sigilo bancário do senador. Submeteu os extratos a uma perícia da PF. No dizer do procurador, verificou-se que “os recursos indicados por Renan Calheiros como sacados em dinheiro não poderiam amparar os supostos pagamentos a Mônica Veloso no mesmo período, seja porque não foi mencionada a destinação a Mônica, seja porque os valores destinados ao denunciado não seriam suficientes para suportar os pagamentos”.

5. Vaivém de cheques: Para espantar as dúvidas quanto à falsidade da alegação de Renan de que dispunha de saldo, a PF esquadrinhou suas contas bancárias e declarações de rendimentos. Descobriu coisas inusitadas. Por exemplo: Renan informara que, em 2009, utilizara 118 cheques para realizar os pagamentos da pensão à jornalista. Desse total, constatou a PF, 66 foram destinados a outras pessoas e empresas. Outros 39 tiveram o próprio Renan como beneficiário.

Gurgeu escreveu: “No verso de alguns destes cheques destinados ao próprio Renan, havia manuscritos que indicam o provável destino do dinheiro, tais como ‘mão de obra reforma da casa’, ‘reforma Barra’ e ‘folha de pagamento’, o que diminui ainda mais sua capacidade de pagamento”.

6. Rebanho fantasioso: o pedaço da denúncia em que Gurgel dedica-se a desmontar as alegações bovinas de Renan também contém dados eloquentes. Por exemplo: as notas relativas aos supostos negócios feitos por Renan em 2006 registram a venda de 765 cabeças de gado. O diabo é que as guias de trânsito animal, exigidas nesse tipo de transação, informam que foram transportados 908 animais.
Pois bem. A PF cotejou datas de venda e quantidades de animais. O cruzamento revelou que os dados de venda e entrega de gado só batiam em relação a 220 animais. Mais: descobriu-se que algumas das guias de trânsito animal anexadas por Renan à sua defesa eram de outros vendedores de gado. As notas fiscais não têm selo de autenticidade, trazem campos em branco e apresentam rasuras.
Pior: Duas das empresas que supostamente teriam comprado gado de Renan não operavam no ramo. Apontado como feliz comprador de 45 cabeças de gado do senador, José Leodácio de Souza negou em depoimento que tenha celebrado qualquer tipo de transação com Renan. Algo que, segundo Gurgel, “confirma a falsidade ideológica dos documentos apresentados”.

7. ‘Espantosa lucratividade’: os achados da PF revelaram que Renan é um pecuarista sui generis também na escrituração dos seus negócios. Passaram por suas terras 1.950 bois. E não há nos registros contábeis vestígio de despesas de custeio. Tomados pelos balanços, os bois, vacas e reses de Renan pastavam livremente, sem a vigilância de peões. Eram animais salubérrimos, já que tampouco foram encontrados gastos com veterinários.
“A ausência de registro de despesas de custeio […] implica resultado fictício da atividade rural, o que explica a espantosa ‘lucratividade’ obtida pelo denunciado entre 2002 e 2006”, anotou o procurador-geral na denúncia. Os lucros mencionados por Renan eram, de fato, portentosos. Em 2002, 85%. Em 2006, 80%.
8. Vida espartana: detectaram-se furos também no patrimônio declarado por Renan à Receita Federal. Dando-se crédito aos dados lançados no Imposto de renda do senador, realçou Gurgel, ele mal arranjaria dinheiro para “sua subsistência e de sua família.” Aos exemplos: em 2002, a família de Renan teria apenas R$ 2,3 mil mensais para viver. Em 2004, R$ 8,5 mil mensais.

9. Desvio no Senado: Investiga daqui, perscruta dali, a PF foi bater num malfeito praticado no gabinete de Renan. Parte da verba destinada ao custeio das despesas relacionadas ao exercício do mandato de Renan foi usada para pagar supostos “serviços” prestados por uma locadora de carros, a Costa Dourada. Chama-se Tito Uchôa o proprietário. Vem a ser primo de Renan. Mais que isso: é laranja do senador em emissoras de rádio e tevê.
A denúncia anota: “No curso deste inquérito, também ficou comprovado que, no período de janeiro a julho de 2005, Renan Calheiros desviou, em proveito próprio e alheio, recursos públicos do Senado Federal da chamada verba indenizatória, destinada ao pagamento de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar”. Crime de peculato.
No total, Renan justificou com notas da Costa Dourada despesas de R$ 44,8 mil, em valores da época. Não há sinal da passagem desse dinheiro pelas contas da empresa. Gurgel escreveu: “Não há registro de pagamento e recebimento dos valores expressos nas referidas notas fiscais, o que demonstra que a prestação de serviços não ocorreu, […] servindo apenas para desviar os recursos da verba indenizatória paga pelo Senado Federal”.

10. Empréstimos camaradas: Renan inclui a Costa Brava também em suas explicações de 2007. Alegou que parte do dinheiro que usara para cobrir a pensão à jornalista viera de empréstimos contraídos junto à empresa. Coisa de R$ 687 mil. Nada foi declarado ao fisco. E o dinheiro “não transitou pelas contas apresentadas” por Renan.
Outra curiosidade: Renan recebia da Costa Dourada mais dinheiro do que o lucro declarado pela empresa. No ano de 2005, por exemplo, o senador disse ter recebido R$ 99,3 mil em empréstimos da locadora do primo. No mesmo ano, a firma declarou um lucro R$ 71,4 mil. Outro detalhe inusitado: “[…] não houve registros de pagamentos ou amortizações parciais dos recursos”.
Como se vê, os senadores poderão alegar qualquer coisa quando o retorno de Renan à presidência do Senado desembocar em crise. Só não poderão dizer que não sabiam o que estavam fazendo. Procurado, Renan não quis comentar o teor da denúncia de Gurgel. A peça do procurador-geral encontra-se sobre a mesa do ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo no STF. Caberá a ele redigir o voto que guiará o julgamento do caso no plenário do tribunal. Não há prazo para que isso ocorra.

Fonte: Blog Josias de Souza/reprodução

Bahia: 2013 ainda não começou para o Estado, diz coluna

Gabrielli é o atual sec.Planejamento -foto:reprodução

2013 ainda não começou. Pelo menos para a execução do orçamento estadual de 2013. Instalaram um novo sistema, o FIPLAN, e até hoje as secretarias não podem empenhar, comprar ou pagar. Os fornecedores não podem vender nem receber e tudo fica parado, ou seja, 2013 ainda não chegou para o governo estadual.
A secretaria estadual da Fazenda diz que a culpa é da colega do Planejamento e esta devolve para a queixosa. Enquanto isso, está todo mundo parado no governo e muitos sofrendo. No mínimo, faltou planejamento para instalar o novo sistema. Há quem diga que a culpa foi do ex-secretário de Planejamento, Zezéu Ribeiro, mas alguns colocam a culpa em José Sérgio Gabrielli, atual titular da pasta.


Fonte:Coluna Raio Laser/tribuna da Bahia/reprodução