• Praça do Feijão, Irecê - BA

sábado, 9 de março de 2013

Bahia: Estado decreta Situação de Emergência em 214 municípios

 

 

 

O Governo do Estado da Bahia através do decreto nº 14.346  de 08 de março decretou  Situação de Emergência  nas áreas  de 214 Municípios  afetados    por Estiagem. Confira o decreto e os municípios abaixo relacionados.

 

 

DECRETO Nº 14.346 DE 08 DE MARÇO DE 2013


Declara Situação de Emergência nas áreas dos Municípios afetados por Estiagem - COBRADE 1.4.1.1.0, conforme IN/MI 01/2012.

O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 105, inciso XII, da Constituição Estadual e pelo inciso VII do art. 7º da Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril de 2012,

considerando a intensificação da escassez pluviométrica que, desde março de 2012, está afetando quase a totalidade do Estado da Bahia;

considerando que a estiagem prolongada tem provocado danos à subsistência e à saúde da população de diversos Municípios;

considerando que um número significativo de Municípios baianos tem experimentado graves prejuízos às atividades produtivas, principalmente à agricultura e à pecuária;

considerando competir  ao Estado restabelecer a situação de normalidade e preservar o bem-estar da população e, nesse sentido, adotar as medidas que se fizerem necessárias,

D E C R E T A

Art. 1º - Fica declarada Situação de Emergência nas áreas dos Municípios descritos no Anexo Único deste Decreto, em virtude do desastre classificado e codificado como Estiagem - COBRADE 1.4.1.1.0, conforme IN/MI nº 01/2012.

Art. 2º - Fica autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais, no âmbito das suas competências, para envidar esforços no intuito de apoiar as ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

Art. 3º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação e vigerá pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 08 de março de 2013.

JAQUES WAGNER
Governador

Rui Costa
Secretário da Casa Civil
Maria Moraes de Carvalho Mota
Secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza em exercício




 



ANEXO ÚNICO
MUNICÍPIOS

1
Capela do Alto Alegre
2
Gavião
3
Ipirá
4
Mairi
5
Nova Fátima
6
Pé de Serra
7
Pintadas
8
Quixabeira
9
Riachão do Jacuípe
10
São José do Jacuípe
11
Serra Preta
12
Várzea da Roça
13
Várzea do Poço
14
Boquira
15
Caturama
16
Érico Cardoso
17
Ibipitanga
18
Macaúbas
19
Paramirim
20
Rio do Pires
21
Tanque Novo
22
Abaíra
23
Andaraí
24
Barra da Estiva
25
Boninal
26
Bonito
27
Ibicoara
28
Ibitiara
29
Iramaia
30
Iraquara
31
Itaetê
32
Jussiape
33
Marcionílio Souza
34
Morro do Chapéu
35
Mucugê
36
Nova Redenção
37
Novo Horizonte
38
Palmeiras
39
Piatã
40
Rio de Contas
41
Seabra
42
Souto Soares
43
Wagner
44
América Dourada
45
Barra do Mendes
46
Barro Alto
47
Cafarnaum
48
Canarana
49
Central
50
Ibipeba
51
Ibititá
52
Ipupiara
53
Irecê
54
Itaguaçu da Bahia
55
João Dourado
56
Jussara
57
Lapão
58
Mulungu do Morro
59
São Gabriel
60
Uibaí
61
Abaré
62
Chorrochó
63
Glória
64
Macururé
65
Rodelas
66
Aramari
67
Entre Rios
68
Inhambupe
69
Itapicuru
70
Ouriçangas
71
Pedrão
72
Sátiro Dias
73
Crisópolis
74
Boa Nova
75
Manoel Vitorino
76
Caém
77
Capim Grosso
78
Jacobina
79
Miguel Calmon
80
Mirangaba
81
Ourolândia
82
Saúde
83
Serrolândia
84
Umburanas
85
Várzea Nova
86
Boa Vista do Tupim
87
Ibiquera
88
Itaberaba
89
Itatim
90
Lajedinho
91
Macajuba
92
Mundo Novo
93
Piritiba
94
Rafael Jambeiro
95
Ruy Barbosa
96
Santa Teresinha
97
Tapiramutá
98
Andorinha
99
Antônio Gonçalves
100
Caldeirão Grande
101
Campo Formoso
102
Filadéldia
103
Jaguarari
104
Pindobaçu
105
Ponto Novo
106
Senhor do Bonfim
107
Água Fria
108
Anguera
109
Antônio Cardoso
110
Coração de Maria
111
Ipecaetá
112
Irará
113
Santa Bárbara
114
Santanópolis
115
Santo Estêvão
116
Tanquinho
117
Cabaceiras do Paraguaçu
118
Castro Alves
119
Governador Mangabeira
120
Adustina
121
Antas
122
Banzaê
123
Cícero Dantas
124
Cipó
125
Coronel João Sá
126
Euclides da Cunha
127
Fátima
128
Heliópolis
129
Jeremoabo
130
Nova Soure                
131
Novo Triunfo
132
Pedro Alexandre
133
Ribeira do Amparo
134
Ribeira do Pombal
135
Santa Brígida
136
Sítio do Quinto
137
Campo Alegre de Lourdes
138
Canudos
139
Casa Nova
140
Curaçá
141
Juazeiro
142
Pilão Arcado
143
Remanso
144
Sento Sé
145
Sobradinho
146
Uauá
147
Brumado
148
Candiba
149
Contendas do Sincorá
150
Dom Basílio
151
Ibiassucê
152
Ituaçu
153
Iuiú
154
Lagoa Real
155
Livramento de Nossa Senhora
156
Malhada de Pedras
157
Pindaí
158
Sebastião Laranjeiras
159
Tanhaçu
160
Araci
161
Barrocas
162
Biritinga
163
Candeal
164
Cansanção
165
Conceição do Coité
166
Ichu
167
Itiúba
168
Lamarão
169
Monte Santo
170
Nordestina
171
Queimadas
172
Quijingue
173
Retirolândia
174
Santa Luz
175
São Domingos
176
Serrinha
177
Teofilândia
178
Tucano
179
Valente
180
Cravolândia
181
Itiruçu
182
Lagedo do Tabocal
183
Amargosa
184
Elísio Medrado
185
Irajuba
186
Lafaiete Coutinho
187
Maracás
188
Nova Itarana
189
Planaltino
190
Santa Inês
191
Barra
192
Muquém do São Francisco
193
Oliveira dos Brejinhos
194
Paratinga
195
Serra do Ramalho
196
Anagé
197
Aracatu
198
Belo Campo
199
Bom Jesus da Serra
200
Caetanos
201
Caraíbas
202
Condeúba
203
Cordeiros
204
Encruzilhada
205
Guajerú
206
Maetinga
207
Mirante
208
Mortugaba
209
Piripá
210
Planalto
211
Poções
212
Presidente Jânio Quadros
213
Ribeirão do Largo
214
Tremedal


Fonte:DOE  09/03/2012

sexta-feira, 8 de março de 2013

Advogada reforça denúncia de estelionato contra o deputado Marco Feliciano

                                   O deputado  assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos-Foto:reprodução/google

                                                          

Em entrevista ao Congresso em Foco, a advogada gaúcha Liane Pires Marques reforça a denúncia de estelionato contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), novo presidente da Comissão de Direitos Humanos. Em 2008, ela acionou Feliciano na Justiça cível e criminalmente. Dona de uma produtora de eventos na época, ela acusa Feliciano de ter lhe dado um calote ao faltar a um evento gospel para o qual havia sido contratado em São Gabriel (RS), mediante cachê  de R$ 13 mil, em valores corrigidos. Por causa dessa denúncia, o deputado é réu de ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por estelionato e responde a processo na Justiça cível, cuja causa já chega a R$ 2 milhões.

Segundo a dona da produtora Nettu’s Eventos, Feliciano faltou ao compromisso para participar de outro evento, no Rio de Janeiro, com cachê maior, alegando ter sofrido um acidente. O deputado, porém, argumenta que faltou por “motivos de força maior” e que o caso decorre de um grande mal-entendido. Na entrevista a seguir, ela conta que ficou “apavorada” ao tomar conhecimento de que Feliciano comandará uma comissão na Câmara. ”Como alguém que responde por estelionato pode ser presidente de uma comissão? Não tem cabimento”, declara.

Ela reclama que teve de fechar a empresa depois do episódio porque perdeu credibilidade e que o religioso só lhe devolveu o dinheiro por determinação da Justiça. “Ele nunca me enfrentou pessoalmente”, afirma.
                                              Prova da ação no STF- imagem:reprodução 

Congresso em Foco – Como foi a contratação do Pastor Feliciano?

Liane Pires Marques – Fiz contato em outubro com o pastor André, que era quem resolvia tudo para ele. Como sou advogada, procurei sempre me cercar de provas. Não conhecia ele. Algo me dizia que algo poderia acontecer. Fiz publicidade no Rio Grande do Sul, com TV, folders e rádios. Viajei por todo o estado. Era um evento para 15 mil pessoas. Recebi confirmação de caravanas. Paguei cachê e transporte aéreo, tudo o que ele me exigiu. Hotel de primeira categoria. Passagem, para ele, tinha de ser da TAM. Combinei que iríamos pegá-los, no dia 15, às 8h, no aeroporto de Porto Alegre. As pessoas que foram buscá-los ficaram até o meio-dia esperando. Mas ele não apareceu.

Por que a senhora suspeitou que poderia haver algo de errado?

Ele é como o Padre Marcelo Rossi na Igreja Católica. Atrai milhares de pessoas. Naquela semana fui procurada por diversas pessoas e por caravanas, que diziam que ele mudaria o roteiro. Mas eu achava que ele não faria isso por ser um pastor. Não pensava que chegaria a tanta canalhice.

A senhora não recebeu nenhum telefonema com explicações dele?

Às 15h, o pastor André ligou dizendo que eles dois e uma terceira pessoa haviam sofrido acidente no Rio. Perguntei a ele: e eu como fico? A gente vai ver o que fazer, me disse ele. Até hoje não me ligaram. Fomos à internet e vimos que ele tinha um contrato no mesmo horário no Rio. Ou seja, ele tinha dois contratos ao mesmo tempo. Ligamos na segunda para as delegacias do Rio e não havia registro de acidente envolvendo os dois pastores. Acionei ele civilmente e também por estelionato.








Liane exibe comprovante de passagem emitida em nome do deputado








A senhora teve contato direto com ele?

Tivemos audiência um ano depois. Ele nunca compareceu. Ele nunca veio me enfrentar. A última audiência que tive, em Orlândia (SP), foi em 29 de fevereiro do ano passado. Mandou só advogado e testemunha. Ele nunca me enfrentou pessoalmente.

E como está essa disputa na Justiça?

Ainda não teve sentença na cível, que está correndo em São Gabriel. É o processo 031/108.0000.9509. Hoje a causa está em quase R$ 2 milhões. O prejuízo comprovado foi de quase R$ 100 mil na época. Contratei segurança, comprei passagens aéreas. Banquei despesas dele em Porto Alegre. Tive gastos com palco, iluminação, sonorização e a divulgação em todo o estado. Hoje está em quase R$ 2 milhões. O processo no STF esteve parado por bom tempo. Agora está andando a passos de tartaruga.

E por que o valor chega a tanto hoje?

Inicialmente, o cachê era de R$ 8 mil. Corrigido, deu R$ 13 mil. Estou pagando despesa até hoje. Só não fui acionada na Justiça porque as pessoas me conhecem e conhecem a minha família. Quase fui linchada. Só não apenhei porque seguranças fizeram barreira. As pessoas me xingaram de sem vergonha, mentirosa, mercenária.
O deputado alega que já lhe devolveu o cachê…

Ele pagou o cachê dois anos depois. Na primeira audiência, em 2009, a juíza decidiu que ele tinha de devolver cachê em 30 dias. Um ano depois, a juíza determinou que ele depositasse. Foi só assim que ele pagou. Do contrário, não teria devolvido. Nem as passagens ele quis pagar. Um ano atrás o novo advogado, fazendo esse tipo de acordo, pediu audiência de urgência. O segundo advogado dele disse que o primeiro advogado não tinha procuração. Propôs me pagar R$ 30 mil. Mas isso não paga nem a metade. Ele, no ano passado, através de um pastor que é meu conhecido queria me visitar em casa para desfazer o mal entendido. Não aceitei. Na minha cabeça, não tenho que recebê-lo na minha casa.

A empresa conseguiu fazer novos eventos depois disso?

A empresa acabou. Não tive como seguir diante do que aconteceu. Não tive mais credibilidade. Estou aguardando a Justiça me dar sentença favorável para, talvez, voltar. Ainda tenho registro, mas ela não está na ativa.

E como a senhora viu a eleição dele como novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara?

Fiquei apavorada. Como alguém que responde por estelionato pode ser presidente de uma comissão? Não tem cabimento.

Fonte:  CONGRESSO EM FOCO/REPRODUÇÃO

Futebol: Presidente do Sport diz que pagou para ter jogador na seleção em 2001

Leão comanda treino da seleção, em Jarinu (SP), com o volante Leomar, do Sport
Leão comanda treino da seleção, em Jarinu (SP), com o volante Leomar, do Sport -Foto:reprodução

O presidente do Sport, Luciano Bivar, afirmou que pagou a um lobista para "empurrar" o volante Leomar para a seleção brasileira em 2001. Técnico do time da CBF à época, Emerson Leão desmentiu com veemência as declarações de Bivar, assim como Antonio Lopes, coordenador técnico da seleção.
"O que acontecia na época é a mesma coisa que acontece hoje. Fizemos um lobby para que o Leomar, nosso jogador, fosse convocado", disse Bivar à Folha, por telefone.
 
Bivar negou-se a dar mais detalhes sobre o trabalho ou mesmo quem era o tal lobista.
"Isso seria exumar um cadáver de 12, 13 anos atrás. Nós fizemos um lobby, se deu certo ou não, não sei", disse. "Os empresários todos são lobistas, tentam empurrar os jogadores deles para os times grandes, para a seleção, sempre foi assim, ainda é assim."
OUTRO LADO
Emerson Leão reagiu com indignação às afirmações de Bivar.
"Ele tem que provar, mostrar as provas. Ele falou quanto pagou? Para quem pagou? Pois é. Isso é conversa mole. Nunca ninguém pediu nada, nem a mim, nem ao Antonio Lopes, que na época era o coordenador de seleções. Não havia como nos influenciar."
"Quem faz uma acusação dessas tem que ser investigado e preso", afirmou Leão.
"Quem viesse propor alguma indignidade levaria um soco nos cornos, ou seria preso tranquilamente, afirmou Antonio Lopes.

Fonte: Folhaonline