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sábado, 4 de maio de 2013

"Justiça brasileira pune majoritariamente pessoas pobres, negras e sem relações políticas" diz Joaquim Barbosa

 - Ed Ferreira/AE
                                                          Foto:Ed Ferreira/AE

Em congresso sobre a liberdade de imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou que os três maiores jornais brasileiros têm opiniões "mais ou menos" de direita. E reclamou da ausência de negros nas redações de jornais e televisões do País. 

No discurso que fez, em inglês, Barbosa disse que falta na imprensa brasileira "diversidade política e ideológica", o que ele considerou uma desvantagem da mídia nacional ao falar a jornalistas de outros países em evento organizado pela Unesco. "Agora o Brasil só tem três jornais nacionais, todos mais ou menos se alinham à direita no campo das ideias", disse ele, ressaltando que essa era uma opinião pessoal, não como chefe da Suprema Corte, mas como um "cidadão político, livre e consciente". 

No discurso, o presidente não mencionou expressamente o nome dos jornais. Mas em outros momentos, reservadamente, já havia expressado essa opinião em relação ao jornal O Estado de S. Paulo e aos jornais Folha de S.Paulo e O Globo.

Barbosa ainda apontou como falha na imprensa brasileira a ausência de "negros e mulatos" nas redações. "Como muitos aqui devem saber, no Brasil, negros e mulatos compõem 50% a 51% do total da população, de acordo com o último censo de 2010", disse. "Mas não brancos são muito raros nas redações, nas telas da televisão, sem mencionar a ausência nas posições de controle ou liderança nas empresas de mídia", acrescentou.

Apesar das críticas, Barbosa afirmou não acreditar em "democracias perfeitas" e disse que não podia negar os "formidáveis ganhos" na liberdade de imprensa e de expressão após a redemocratização e a promulgação da Constituição de 1988. Barbosa, que criticou publicamente jornalistas ao longo e depois do julgamento do mensalão, disse que todo "agente público numa sociedade democrática" deve viver sob a supervisão da imprensa.

 Negros e Pobres

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse nesse mesmo encontro, que a Justiça brasileira pune majoritariamente pessoas pobres, negras e sem relações políticas. No discurso que fez em congresso sobre liberdade de imprensa, na Costa Rica, Barbosa criticou a quantidade de recursos possíveis contra condenações judiciais, atacou o foro privilegiado e a relação entre juízes e advogados no Brasil.

"Brasil é um País que pune muito pessoas pobres, pessoas negras e pessoas sem conexões", disse. "Pessoas são tratadas diferentemente pelo status, pela cor da pele, pelo dinheiro que tem", acrescentou. "Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e especialmente na impunidade", argumentou.
Barbosa já havia criticado em sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o que chamou de conluio entre juiz e advogado. Agora, atacou as conversas privadas ou reservadas entre juiz e advogado sobre os processos. Na avaliação de Barbosa, isso é "antiético" e um problema cultural brasileiro que contribui para a impunidade.
"Uma pessoa poderosa pode contratar um advogado poderoso com conexões no Judiciário, que pode ter contatos com juízes sem nenhum controle do Ministério Público ou da sociedade. E depois vêm as decisões surpreendentes", disse. Nesses casos, avaliou o ministro, uma pessoa acusada de cometer um crime é deixada em liberdade em razão dessas relações. "Não é deixada em liberdade por argumentos legais, mas por essa comunicação não transparente no processo judicial", disse.

O presidente elogiou a Argentina por ter impedido o contato entre uma parte do processo e o juiz sem a presença da outra parte. No Brasil, essa restrição é mal vista pelos advogados, conforme Barbosa. 

Recursos

Barbosa criticou ainda a possibilidade de um processo criminal percorrer quatro instâncias judiciais antes de ser concluído e afirmou que a quantidade de recursos possíveis ao longo da tramitação do caso, inclusive os habeas corpus, é outra razão que contribui para impunidade no país. "Ha formas paralelas de questionar cada uma dessas decisões judiciais (em cada uma das instâncias). Há infinitas possibilidades de recursos dentro dessas quatro instâncias. Da primeira para a segunda instância, às vezes há 15 ou 20 diferentes recursos", afirmou. "Qual a conclusão? Um longa demora, é claro", acrescentou.
Pelas contas de Joaquim Barbosa, um caso que envolva duas ou três pessoas "não é concluído no Brasil em menos de cinco, sete, as vezes dez anos, dependendo da qualidade social da pessoa".

Além disso, o ministro fez questão de dizer que o foro privilegiado é outra causa da impunidade. Barbosa explicou a jornalistas estrangeiros que prefeitos, governadores, ministros de Estado, parlamentares e magistrados não são julgados por um juiz. "No Brasil tem algo chamado foro privilegiado, o que significa que, se um prefeito é acusado de cometer um crime, ele não terá o caso julgado por um juiz regular (...) Se o acusado é um ministro de Estado, membro do Congresso ou ministro do Supremo, o caso será decidido pela Suprema Corte (...) não tem tempo algum para decidir processos criminais", concluiu.
Ministros do STF, em várias ocasiões, já confidenciaram, porém, que se não fosse o foro o julgamento dos mensaleiros ainda não teria ocorrido. 

Fonte:Estadão

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Bahia: Reposição salarial de 5,84% aos servidores será paga em duas parcelas


 
O Governo do Estado e representantes dos Sindicatos de Servidores Públicos chegaram a um acordo, nesta sexta-feira (3), e a reposição salarial da categoria em 2013 será paga em duas parcelas: 2% retroativos a 1º de janeiro e a partir de 1º de julho a complementação para chegar a 5,84%.


A mensagem do reajuste dos servidores, de acordo com o governador, deve ser enviada à Assembléia Legislativa nesta segunda-feira (6). “Fizemos um esforço, diante das dificuldades financeiras e orçamentárias, do lado do governo”, declarou o governador, lembrando que a média de ganho real do funcionalismo, desde 2007, chega a 40%.

Fonte:SECOM/ Bahia

Mundo: Primeira ministra negra da Itália é alvo de insultos racistas

Kyenge respondeu insultos dizendo ter orgulho de ser negra - Tony Gentile/Reuters
                                                            Cecile Kyenge -  Foto:Tony Gentile/Reuters/reprodução

A primeira ministra negra da Itália respondeu a uma enxurrada de insultos sexistas e racistas dizendo que ela tem orgulho de ser negra, não 'de cor', e que a Itália não é um país racista.Kyenge respondeu insultos dizendo ter orgulho de ser negra.

Cecile Kyenge, uma oftalmologista e cidadã italiana originária da República Democrática do Congo (RDC), foi nomeada ministra da Integração pelo primeiro-ministro Enrico Letta no último sábado, sendo uma das sete mulheres no novo governo. Desde então, ela tem sido alvo de provocações em sites de extrema-direita, que a rotulam com nomes como "macaco congolês", "Zulu" e "a negra anti-italiana".
Kyenge também enfrentou insultos com toques de racismo de Mario Borghezio, integrante da Liga do Norte no Parlamento Europeu, que no passado foi aliado do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Em referência a Kyenge, Borghezio chamou a coalizão de Letta de um "governo bonga bonga" - uma brincadeira com o termo "bunga, bunga", atribuído a Berlusconi - e disse que ela parecia ser "uma boa dona de casa, mas não uma ministra".

Kyenge rejeitou os comentários, que a presidente da câmara dos deputados, Laura Boldrini, qualificou como "vulgaridades racistas". Kyenge planeja pressionar por uma legislação - a qual a Liga é contrária - que permitiria às crianças nascidas na Itália, filhas de imigrantes, obterem a cidadania automática, em vez de terem que esperar até os 18 anos para reivindicá-la.
"Cheguei sozinha à Itália aos 18 anos e eu não acredito em desistir diante de obstáculos", disse Kyenge, que deixou o Congo para que pudesse prosseguir os seus estudos em medicina. Ela também rejeitou o termo "de cor", usado para descrevê-la em muitas matérias na imprensa italiana, dizendo: "Eu não sou colorida, eu sou negra e digo isso com orgulho."

Kyenge, que é casada com um italiano, disse não ver a Itália como um país particularmente racista e acreditar que as atitudes hostis derivam principalmente da ignorância.

Boldrini disse a um jornal nesta sexta-feira, 3, que recebe ameaças de morte online diariamente e um fluxo de mensagens contendo imagens sexualmente ofensivas. "Quando uma mulher ocupa um cargo público, a agressão sexista dispara contra ela, sejam fofocas simples ou violentas... sempre usam o mesmo vocabulário de humilhação e submissão", disse Boldrini ao jornal La Repubblica. / REUTERS

Fonte:Estadão

Mensalão: Defesa de Roberto Jefferson pede inclusão do ex. Presidente Lula no processo

                                                 Imagens: Editoria de Arte da Folha São Paulo/folha

Em recurso encaminhado na quinta-feira (2) contra as condenações no mensalão, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, pede que os ministros voltem a discutir a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do mensalão.
Segundo os advogados, o questionamento sobre a ausência de Lula no processo não foi devidamente justificada pelo tribunal em debates anteriores porque os ministros não analisaram o mérito da questão.
Para o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, o ex-presidente deveria ser responsabilizado porque foi ele quem encaminhou ao Congresso os projetos que teriam sido negociados pelo esquema de compra de apoio parlamentar. O esquema, segundo entendeu o Supremo, foi abastecido com desvio de recursos públicos.
O advogado defende que seja realizada uma denúncia específica para Lula. "Não se enfrentou o tema como requerido, qual seja, em consequência, a pleiteada ocorrência da circunstância invocada e, assim, a extração de cópias e documentos para o pedido oferecimento da denúncia em relação ao então presidente da República, mandante das ações incriminadas de seus auxiliares", diz trecho do embargo.

Lula não foi denunciado pelo Ministério Público durante as investigações do mensalão e os ministros negaram diversas questões de advogados que também questionavam a ausência de Lula no processo.
Em meio ao julgamento do mensalão, o empresário Marcos Valério, considerado o operador, concedeu um novo depoimento ao Ministério Público Federal envolvendo, pela primeira vez, o ex-presidente no esquema. Ele disse que Lula sabia da compra de apoio e teve contas pessoais pagas com dinheiro do mensalão. A Polícia Federal já abriu uma investigação criminal sobre o depoimento de Lula e a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu outras investigações.



RECURSOS
 
O pedido para reavaliação do caso de Lula faz parte do recurso protocolado ontem pela defesa. A íntegra do documento foi divulgada hoje. Nos documentos, os 25 condenados questionam omissões, contradições e obscuridades nos votos dos ministros. Os recursos devem ser analisados a partir da semana que vem.
Os advogados de Jefferson pedem que ele seja absolvido. Condenado a 7 anos e 14 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele revelou o esquema em entrevista à Folha.
Para a defesa, o petebista já foi punido ao ter o mandato cassado pela Câmara em 2005, e não deveria ter sido condenado pelo STF.
A defesa argumenta ainda que Jefferson recebeu recursos do PT não para a compra de apoio parlamentar, mas para pagar despesas de campanha e que ele não tinha ciência da origem ilícita dos recursos repassados pelo PT.

Fonte:Folhaonline

Politica: Rede Sustentabilidade de Marina segue firme para oficializar a sigla


                                 Marina Silva segue firme para cirar o Rede Sustentabilidade-foto:reprodução


 
O movimento Rede Sustentabilidade, capitaneado pela ex-senadora Marina Silva, já coletou 263.515 assinaturas na tentativa de oficializar a sigla, aponta balanço final do mês de abril. 
São necessárias aproximadamente 500 mil assinaturas. Segundo a Folha, o objetivo do movimento era alcançar 300 mil assinaturas até o fim do último mês. Integrante da Executiva provisória, o deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP) afirmou que o grupo estabeleceu a meta ciente de que ela era “ousada”. Dirigentes da Rede determinaram o dia 15 de junho como o final do prazo para conseguir recolher o número de assinaturas necessárias, para que o partido dispute as eleições de 2014. Informações do BN.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Baianão 2013: Vitória aplica goleada no Juazeirense 4x0




                                             O atacante Dinei marcou o 1° gol na abertura da goleada -Foto:reprodução


O  Vitória venceu o Juazeirense por 4x0 no Barradão em Salvador na primeira partida válida  pela semi-final  do Baianão de 2013. Com esse placar o rugro-negro não só reverteu a vantagem do time de Juazeiro, como praticamente asssegurou a vaga na final do campeonato. Os gols foram marcados no primeiro tempo por Dinei e Maxi  e no segundo tempo Vander e Marquinhos fecharam o placar. Para chegar a final da competição, a equipe do Juazeirense precisa vencer o Vitória por uma diferença de 5 gols no estádio Adauto Moraes em Juazeiro no próximo final de semana.

Bahia: Polícia Civil vai parar na próxima segunda-feira(6)

Depois de várias categrias do serviço público do Estado  parar as atividades no último dia 25/04, e os servidores do Judiciário paralisarem hoje(2) por 24h, chegou a vez  da Polícia Civil anunciar que vão parar parasilar as atividades por 24 horas na próxima segunda-feira (6) e no próximo dia 10 de maio, numa sexta-feira.
 A decisão foi tomada em assembleia-geral, nesta quinta (2), realizada pelo sindicato da categoria (Sindpoc) juntamente com os servidores da Secretaria Estadual da Segurança Pública, em protesto pela proposta de reajuste linear de 2,5% para o funcionalismo público enviada pelo governo estadual à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Segundo o Sindpoc, que defende a reposição de 5,84% a partir de janeiro, data base do servidor público estadual. Caso o projeto enviado pelo Executivo não seja modificado ficará estabelecido estado de greve da categoria. 

Fonte:BN c/adaptações

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Brasília: Deputado do PT quer prisões de ministros do STF

 
                                                       Dep. do PT -autor da proposta -foto:reprodução
 
Autor da PEC que submete algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao crivo do Congresso, o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) queixa-se da postura de ministros da corte que, a seu ver, desrespeitaram a lei. Para ele, a atuação de Cármen Lúcia e Luiz Fux, no caso dos royalties, e de Gilmar Mendes, no caso dos novos partidos, deveria ser resolvida com prisões e impeachment.

“Lei dos royalties do petróleo… Carmén Lúcia e Fux. Fux interrompeu o regimento aqui. Eu fosse presidente desta Casa ou do Congresso, eu aposto que eles fizessem isso. Mandava prendê-lo, e depois abria processo de impeachment”, disparou o deputado, em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, no plenário da Câmara na noite desta segunda-feira (29).
Ao comentar a suspensão da votação do projeto que limita a criação de partidos, Fonteles disse que Gilmar Mendes também merecia ir para atrás das grades. “Um ato desse, por exemplo, que o Gilmar Mendes fez aqui, de entrar aqui com uma medida interrompendo uma lei [um projeto de lei], eu não pensava duas vezes”. O deputado confirmou quando foi questionado se se referia a “cadeia”. “Não é um atentado ao poder?”, respondeu Fonteles. “Claro que primeiro você teria que alertá-lo, mas, se ele reiterasse, é isso. E entrava com processo de impeachment no Senado contra ele.”
Em dezembro, Luiz Fux suspendeu a votação do Congresso que analisava os vetos da presidente Dilma à lei dos royalties do petróleo, a divisão das bilionárias verbas entre estados produtores e não-produtores do minério. Concluída a votação, em março, foi a vez de a ministra Cármen Lúcia suspender a nova lei, com os vetos de Dilma derrubados pelos parlamentares.

Vai ficar feio

Fonteles disse que a PEC 33/11 não é ilegal. Além disso, observa, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não pode segurar o andamento dela, atrasando a criação da comissão especial para analisar a proposta de mudar a Constituição. “Ele está mal assessorado, ele não tem poder nenhum sobre isso”, disse o deputado petista.
“O que ele tem é que fazer o ato da comissão especial. Só de dizer isso, ele está ferindo o regimento e fica sujeito à crítica. Se de fato ele tomar ato sobre isso [segurar], com certeza eu vou recorrer à CCJ para derrubar a decisão dele, o que fica feio para ele”, disparou Fonteles. Ele pretende conversar com Alves.
O deputado disse que o Judiciário não tem a palavra final sobre tudo. “Isso é a mentira que os juízes do Supremo vêm dizendo e a mídia, reverberando. Não existe palavra final”, afirmou Fonteles. Ele afirma que, como a Constituição diz que o poder emana do povo, o STF está “abaixo” dos parlamentares. “O Supremo não é eleito e nem é o povo”, critica.
 
FONTE:CONGRESSO EM FOCO