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sábado, 20 de junho de 2015

Sem acordo, greve nas universidades estaduais continua

Sem avanço nas negociações, semestre letivo das universidades estaduais pode ser suspenso



Foto: Aduneb/reprodução


O governo e os professores das universidades estaduais ainda não chegaram a um acordo e o semestre letivo pode ser suspenso. Em reunião ocorrida na última quinta-feira (18), a Associação dos Docentes da Uesb (Adusb) relatou que o prazo apontado pelo Estado para voltar a discutir com os professores a minuta substitutiva da lei 7.176/97 foi o mês de agosto - com isso, há possibilidade de a greve se estender até lá e de o semestre ser suspenso. 

O governo negou ainda a pauta dos trabalhadores e justificou que não existem condições financeiras para arcar com os custos. O Fórum das Associações Docentes apresentou na mesa de negociação estudos sobre a implementação dos processos trabalhistas para os cofres públicos. O impacto gerado, conforme o estudo, é pequeno se comparado ao superávit da Bahia (em abril deste ano em torno de R$ 1,7 bilhão). A Adusb agendou uma assembleia para avaliar a situação no próximo dia 30.  

Fonte:BN

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Lava Jato: PF prende presidente da Odebrecht na nova fase

Executivos da Odebrecht são presos em nova fase da Lava Jato
Foto: Divulgação/ Odebrecht/reprodução
Três executivos da construtora Odebrecht foram presos nesta sexta-feira (19), em Sâo Paulo, durante mais uma fase da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. Segundo a Folha de São Paulo, Márcio Farias está entre os detidos e já havia sido citado antes por delatores do processo. A Polícia Federal também cumpre mandados de busca e apreensão na empreiteira e nas casas dos executivos e na construtora Andrade Gutierrez.
Márcio Farias seria, ao lado do dono da UTC, Ricardo Pessoa, um dos líderes do cartel das empreiteiras. Seu nome foi citado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, mas a procuradoria afirma não poder dar mais detalhes sobre sua participação porque a investigação do cartel é feita com base em outra ação. Informações do BN.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Senadores Paim e Pinheiro vão trabalhar pela derrubada do novo cálculo da aposentadoria


Senadores do PT vão trabalhar pela derrubada do novo cálculo da aposentadoria
Foto: Divulgação/reprodução
 
Senadores do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, anunciaram nesta quinta-feira (18), que vão trabalhar pela derrubada no Congresso do novo cálculo da aposentadoria, prevista na Medida Provisória 676/2015 editada hoje. 
 
Para o petista Paulo Paim (RS), a fórmula progressiva é "indecente" e, se ela for mantida pelo Poder Legislativo, será questionada no Supremo Tribunal Federal. Walter Pinheiro (PT-BA), por sua vez, vai defender que o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), recuse a nova MP por não atender aos critérios previstos na Constituição de urgência e relevância. "Essa fórmula de progressão é indecente.
 
 Não há razão técnica que explique que a expectativa de vida vai aumentar um ano", criticou Paim. "O governo errou na tática, na estratégia, no social e na política", completou. O Planalto editou uma MP nesta quinta que assegura, para a aposentadoria integral, a regra de 85 pontos (idade+tempo de contribuição para mulheres) 95 pontos (idade+tempo de contribuição para homens). 
 
Ela já havia sido aprovada pelo Congresso na MP 664, vetada por Dilma. A partir de 2017, no entanto, esse cálculo de 85/95, de acordo com a nova MP, será alterado progressivamente. O texto diz que essas somas de idade e de tempo de contribuição serão majoradas em um ponto em: "1º de janeiro de 2017; 1º de janeiro de 2019; 1º de janeiro de 2020; 1º de janeiro de 2021; e 1º de janeiro de 2022". 
 
Walter Pinheiro disse que pedirá a Renan que tome a mesma atitude que adotou em março, quando devolveu a Medida Provisória 669/2015, referente à desoneração da folha de pagamento de empresas. Para ele, a nova MP introduz uma mudança na aposentadoria apenas a partir de 2017, contrariando os requisitos de urgência e relevância da Constituição para se editar uma medida provisória. "Por um assunto menos urgente, Renan devolveu uma MP", disse Pinheiro. 
 
O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que vai trabalhar pela derrubada por considerá-la inconstitucional. Ele disse que, com a fórmula progressiva, haverá uma regra de aposentadoria para os servidores públicos e outra para a iniciativa privada, o que a Constituição não permite. "É preciso haver isonomia", defendeu.
 
Fonte: Ricardo Pinto/Estadão

Venezuela: Ônibus com senadores brasileiros foi cercado por manifestantes


Ônibus de comitiva liderada por Aécio Neves é apedrejado por manifestantes venezuelanos
                                                            Foto: Reprodução / Twitter María Corina Machado
  
A comitiva de senadores de oposição do Brasil foi cercada por manifestantes em Caracas e, segundo o senador Ronaldo Caiado (DEM), o ônibus foi apedrejado. A comitiva estava a caminho do presídio onde tentariam visitar Leopoldo López, preso político do governo venezuelano comandado por Nicolás Maduro.

Os manifestantes aproveitaram o trânsito engarrafado para cercar o ônibus em que estava os senadores com os gritos de guerra "Chávez não morreu, se multiplicou" e "Fora, fora". Em seu Twitter oficial, o senador Aécio Neves (PSDB) escreveu: "Estamos em Caracas, sitiados em uma via pública. Nossa van foi atacada por manifestantes". A comitiva estava acompanhada de batedores da Polícia Militar da Venezuela.
                                                        
Com o trânsito travado devido "a obras de manutenção", o ônibus com os senadores brasileiros teve de retornar ao aeroporto, mas o terminal onde está o avião da FAB que os aguarda foi fechado. Enquanto o terminal não abre eles aguardam dentro do ônibus. Além de Aécio e Caiado, a comitiva é composta pelos senadores Aloizio Nunes (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM), Agripino Maia (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB) e Sérgio Petecão (PSD).

A ex-deputada venezuelana oposicionista Maria Corina Machado, cassada pelo Parlamento chavista, também acompanha os senadores brasileiros. Os manifestantes deram tapas na lataria do ônibus, que também transporta esposas dos políticos opositores venezuelanos presos.

Segundo o senador Cássio Cunha Lima, logo após desembarcarem em Caracas, ao ingressarem no ônibus, batedores tentaram conduzir o grupo diretamente para o presídio, impedindo desta forma que os parlamentares fossem recebidos pelas esposas dos políticos presos e pela imprensa que aguardava o grupo no saguão do aeroporto. Ainda segundo Cássio Cunha Lima, ao deixarem a aeronave, eles foram filmados pelos militares. "Tivemos que furar o cerco dos batedores venezuelanos para podermos nos encontrar com as esposas", disse.

Na chegada, Aécio Neves ressaltou que as manifestações não só da região, mas de representantes de entidades de outras partes do mundo, podem "sensibilizar" as autoridades venezuelanas para marcar eleições livres e libertar os presos políticos. Há expectativa de que representantes do Parlamento europeu desembarquem nas próximas semanas em Caracas em defesa da libertação dos presos políticos. A visita dos parlamentares brasileiros à Venezuela foi considerada pela deputada Maria Corina Machado, "um gesto histórico". "O governo da Venezuela não quer que o mundo conheça a nossa realidade de perseguição da imprensa e separação dos poderes", disse.

'Manutenção' - O clima na chegada dos parlamentares brasileiros a Caracas foi de muita tensão. Neste momento, o comboio de carros que acompanha os senadores está parado no trânsito por causa de uma manutenção em um túnel da rodovia que liga Caracas à região onde fica o presídio militar de Ramo Verde. De acordo com Maria Corina, a manutenção não estava programada e foi armada para impedir a comitiva de visitar os presos políticos.

Câmera aprova moção de repúdio


Câmara aprova moção de repúdio a episódio envolvendo senadores em Caracas
Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados/reprodução
 
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (18) moção de repúdio ao tratamento dado à comitiva de senadores brasileiros em missão oficial à Venezuela. A moção foi aprovada por unanimidade em votação simbólica. Partidos normalmente simpáticos ao governo da Venezuela também votaram a favor da proposta, como PSOL, PCdoB e PT.
 
Os partidos deixaram claro que se opunham ao episódio que comprometeu a integridade física de parlamentares brasileiros e que a posição desta tarde não tinha viés político contra o governo venezuelano. Deputados se revezaram na tribuna com críticas ao governo venezuelano e a política externa brasileira.
 
Os parlamentares cobram posicionamento do Itamaraty e questionaram a presença do país vizinho no Mercosul. "Presidente Dilma, chame o embaixador brasileiro. Não deixe que atitudes como essa manchem as relações exteriores do Brasil", disse o deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM). Neste momento, os partidos estão indicando os nomes que vão se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para se informar sobre a situação dos senadores em Caracas.



Fonte:  redação da Veja e BN  e Estadão C/ADPTAÇÕES

FIAT dá férias coletivas a 12 mil funcionários na fábrica em Betim


Fiat dá férias coletivas a 12 mil funcionários da fábrica de Betim -AE
 
A Fiat decidiu dar férias coletivas de dez dias a 12 mil trabalhadores da fábrica de Betim (MG) a partir de 1º de julho. É a terceira vez que a montadora adota essa medida neste ano. O objetivo é adequar a produção à demanda.

Entre 8 e 12 de junho, 16 mil funcionários da produção tiveram férias. Em março, a medida foi adotada para 4 mil pessoas. Do novo grupo de 12 mil funcionários, parte é da linha de montagem - que será totalmente interrompida - e parte é da área administrativa.

De janeiro a maio as vendas de veículos novos caíram 20,9% no País, para 1,106 milhão de unidades. A produção caiu em ritmo próximo - 19,1%, para 1,092 milhão de unidades.
 
Fonte:AE

Rio: MP pede absolvição de menores que confessaram morte de médico

Ciclista é esfaqueado enquanto pedalava na Lagoa, no Rio de Janeiro
Ciclista é esfaqueado enquanto pedalava na Lagoa, no Rio de Janeiro(Reprodução/VEJA)
Em audiência sobre o caso do médico Jaime Gold, que morreu esfaqueado durante um assalto na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 19 de maio, o Ministério Público solicitou na quarta-feira a condenação do primeiro adolescente apreendido, de 16 anos, e a absolvição dos dois últimos, de 15 e 17 anos. A postura surpreendeu a todos, já que o primeiro adolescente sempre negou o crime, enquanto os dois últimos confessaram o ataque e inocentaram o primeiro, afirmando que ele não participou do latrocínio.

"É uma situação que nunca vi na minha vida. Esperamos a sentença. A única coisa que liga o adolescente ao fato é uma testemunha", afirmou Alberto Júnior, um dos advogados de defesa do primeiro adolescente. A audiência terminou por volta das 22 horas e a juíza Michelle Gouvêa Pestana, da Vara da Infância e da Juventude, vai proferir sentença a sentença no prazo de até dez dias.

Os promotores Luciana Benisti e Renato Lisboa argumentaram à magistrada que, isoladamente, as confissões dos jovens de 15 e 17 anos não comprovam a participação deles no crime. Durante a audiência desta quarta, eles não foram reconhecidos pela única testemunha ocular do caso, um frentista de 28 anos. Já o primeiro adolescente apreendido voltou a ser reconhecido por esse homem, segundo o defensor público Fábio Schwartz, advogado dos dois garotos que confessaram o crime. "A confissão deles não se harmonizou com as provas. O que os adolescentes dizem que fizeram não é corroborado com a principal testemunha."

A defesa do primeiro jovem reclama que pediu três acareações à Justiça e que nenhuma foi autorizada. Segundo o advogado Djefferson Amadeus, outro advogado do adolescente, o frentista afirmou nesta quarta que o autor das facadas era branco. "O frentista diz de forma clara que quem deu a facada foi o branco, o mais claro. O mais claro está lá", declarou, referindo-se ao terceiro jovem.

Na audiência foram ouvidas três testemunhas de defesa: o advogado Rodrigo Mondego, que defendeu temporariamente o segundo adolescente apreendido, e dois moradores de Manguinhos. Também depuseram seis testemunhas de acusação: a delegada Patrícia Aguiar, da Divisão de Homicídios, o frentista que testemunhou o crime e quatro policiais civis. Havia ainda uma testemunha pedida pela juíza. O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Divisão de Homicídios, disse, ao deixar o Fórum Regional da Leopoldina, em Olaria (Zona Norte), que também havia sido ouvido.

Convocada como testemunha de defesa, a delegada Monique Vidal, titular da 14ª DP, não apareceu. O subsecretário municipal de Proteção Social Especial, Rodrigo Abel, também falaria a pedido da defesa, mas foi dispensado.

Todos os suspeitos estão detidos, sob os cuidados do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Na quarta, os advogados de defesa do primeiro adolescente apreendido impetraram habeas corpus em favor do jovem, mas foi negado pela desembargadora Denise Vaccari, da 5ª Câmara Criminal do TJ-RJ.

fONTE:Veja c/ conteúdo/Estadão

EUA: Atirador invade igreja em comunidade negra e mata nove; senador está entre vítimas

Nove pessoas morreram na noite desta quarta-feira (17) após um tiroteio na Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, no centro da cidade de Charleston, na Carolina do Sul (EUA), segundo informações das autoridades locais. O atentado aconteceu por volta das 21h (horário local). Entre as vítimas está o senador estadual Clementa Pinckney, que também era o pastor do tempo.
Centro de Charleston ficou parado após tiroteio que vitimou nove pessoas(Foto: Reprodução)
De acordo com as forças de segurança, oito pessoas morreram dentro da igreja e duas vítimas foram transportadas para o hospital, onde uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu. A polícia de Charleston ainda está a procura do criminoso, que seria branco e teria cerca de 20 anos de idade. 

A polícia americana suspeita que o tiroteio na igreja tenha tido cunho racista. O local era frequentado por uma comunidade majoritariamente negra. “Acredito que se tratou de um crime de ódio”, disse o chefe da polícia de Charleston, Gregory Mullen. 

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Senador e pastor da igreja morreu durante ataque(Foto: Reprodução/Wikipedia)
Em resposta ao atentado, a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, disse que “embora não saibamos dos detalhes do crime, nós sabemos que nunca vamos entender o que motiva uma pessoa a entrar em nossos locais de culto e tirar a vida dos outros”.   

Vítimas
 
Seis mulheres e três homens morreram no ataque. Entre eles estão o senador Clementa Pinckney, pastor da igreja, e a sua irmã. 

O suspeito seria um jovem branco, de aproximadamente 21 anos. Ele teria o porte atlético e estaria vestindo um moleton cinza, calça jeans e botas no momento do ataque. 

Câmeras de segurança revelaram que o rapaz foi visto saindo da igreja em um carro preto de quatro portas. Além do Departamento de Polícia de Charleston, o FBI também participa das investigações. As autoridades ainda não divulgaram mais informações sobre as vítimas, nem revelaram quantas pessoas estavam na igreja no momento do tiroteio. 
Polícia divulga imagem de suspeito de atirar em igreja em Charleston(Foto: Divulgação)

Em um comunicado, o presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), Cornell William Brook, disse: "Não há maior covarde do que um criminoso que entra em uma casa de Deus e mata pessoas inocentes envolvidas em estudos bíblicos."  

Tensões raciais
 
O atentado é mais um ato que marca as tensões entre as comunidades negra e branca nos Estados Unidos. Nos últimos meses, jovens negros se tornaram vítimas de crimes aparentemente motivados pelo racismo - entre eles muito homicídios cometidos por policias brancos contra homens negros desarmados. O estopim foi o caso de Ferguson, em 2014, que motivou uma onda de protestos.

Fonte:Agências internacionais e Correio da Bahia

Salvador: Família de caminhoneiro morto em operação da PF diz que celular sumiu após ação

Familiares de Márcio Neres dos Santos, 35 anos, cobraram, ontem (17), durante o enterro do caminhoneiro, respostas da Polícia Federal (PF) para o desaparecimento dos documentos pessoais e aparelhos celulares do motorista, morto na madrugada da última terça-feira (16) durante operação deflagrada pela PF para desarticular uma quadrilha responsável por desviar cargas do Porto de Aratu.

Daiana Neres, irmã de Márcio, toca o caixão: ‘Os policiais chegaram sem mandado e mataram o meu irmão’(Foto: Robson Mendes)
Eles também pediram uma investigação rigorosa do caso e afirmam que a PF errou. Sem envolvimento no esquema, Márcio foi morto pelos agentes da PF dentro da própria casa, no Condomínio Jardim das Bromélias, em Pau da Lima, por volta de 5h30. 

A PF reconheceu que não havia mandado de prisão contra Márcio, mas afirma que ele teria apontado uma arma quando os agentes entraram no prédio a fim de cumprir dois mandados de prisão. Segundo Alex Lemos, 29, cunhado de Márcio, após balearem a vítima, os policiais pegaram as chaves do carro e retiraram de dentro do veículo os documentos pessoais e celulares do motorista.
Me entregaram a chave do carro, mas os documentos dele já não estavam mais lá
Alex Lemos, cunhado de Márcio
“Eles ficaram sem falar nada até umas 7h. Fui o primeiro a chegar no apartamento, pois moro ao lado. Eles não permitiram que ninguém entrasse na casa nesse período. Depois, eles me entregaram a chave do carro, mas os documentos dele já não estavam mais lá”, explicou Lemos.

Márcio tinha duas filhas(Foto: Almiro Lopes)
“Os policiais chegaram lá sem mandado, sem nada, e mataram o meu irmão, que estava dormindo, de cueca. Depois, disseram que ele estava armado. Então, onde está essa arma?”, questionou a técnica em enfermagem Daiana Neres, 32, irmã do caminhoneiro.   

Por meio da assessoria, a PF informou que “tomou conhecimento” do desaparecimento do celular e dos documentos de Márcio, mas que ainda “não possuía um posicionamento a respeito”.
Arma 
 
Márcio morava no apartamento 004. A PF informou que os alvos da operação eram pai e filho do 104. Familiares de Márcio acreditam que os policiais se equivocaram no momento da operação. De acordo com a PF, os policiais do Comando de Operações Táticas  (COT) — grupo de elite da Polícia Federal — entraram no edifício e, no trajeto para o apartamento 104, encontraram um homem com um revólver na porta do 004. 

“Então, a equipe parou o que estava fazendo para neutralizá-lo, já que, armado, oferecia risco a todos, inclusive aos demais moradores, e deu voz de prisão”, contou o delegado Tiago Sena, do Departamento de Comunicação Social da PF. 

Segundo o delegado, o homem correu para dentro do apartamento e os policiais foram atrás. “Foi quando ele manteve a arma apontada em direção aos policiais e foi baleado”, disse o delegado. Segundo ele, Márcio segurava um revólver calibre 38, que foi recolhido para análise de peritos da própria PF.
Sena reconhece que nenhum disparo foi efetuado da arma. A família de Márcio nega que ele estivesse armado. Sena explicou que os policiais do COT são lotados em Brasília e vieram, exclusivamente, para a Operação Carga Pesada.

Agente do COT, grupo de elite da Polícia Federal, durante operação
(Foto: Divulgação/PF)
“Eles são selecionados a dedo e tem um suporte psicológico, corporal e técnico. São os melhores da melhor polícia do Brasil. Os caras são referências no mundo. Para eles darem um tiro sem necessidade, é muito difícil”, declarou. 

Segundo o delegado, o revólver apreendido estava com a numeração raspada. “Mas com a perícia, será possível descobrir de quem é o revólver. Márcio não tinha porte de arma e nem ficha na polícia”.

Os policiais são os melhores da melhor polícia do Brasil. Os caras são referências no mundo
Tiago Sena, delegado sobre policiais da operação
“A PF não montou uma operação do dia para a noite. Todos os locais foram devidamente mapeados, inclusive o local onde ocorreu o fato”, declarou. A Operação Carga Pesada prendeu 16 pessoas ligadas a uma quadrilha de caminhoneiros acusada de roubar R$ 100 milhões em cargas do Porto de Aratu.
A morte de Márcio é apurada internamente pela PF, ainda no âmbito da Operação Carga Pesada. A instauração de uma sindicância específica para apurar o fato ainda não foi confirmada.  Procurado para saber se interviria no caso, o Ministério Público Federal (MPF) não retornou o contato. 

Fonte:Correio da Bahia